segunda-feira, junho 04, 2007

A Transformação dos Telejornais em Telenovelas


Se há coisa que me irrita na televisão é esta moda actual de encher os telejornais (infelizmente acontece em todos os canais...) com uma única notícia, abordada de todos os ângulos possíveis e imaginários.
Os últimos exemplos foram: o "diploma de Sócrates"; o desaparecimento de Maddie, a menina inglesa. Agora, como não podia deixar de ser, vem aí o "Serial Killer de Santa Comba Dão".
É triste toda esta exploração noticiosa, que se torna sórdida, tóxica e até pornográfica, distanciando-se cada vez mais daquilo que é o serviço noticioso.
Isto só deve ser bom para os especialistas de criminologia duvidosos, cujos comentários mancham as televisões de vermelho, colocando-as ao nível do jornal "O Crime".
Escolhi um dos bonecos do António, para dar um pouco de humor à questão...

16 comentários:

  1. O problema não é abordar a notícia de todos os ângulos possíveis e imaginários: é o tipo de "notícias" que se escolhem para esse "exercício".
    Em contrapartida (e infelizmente) muitas outras notícias passam uma única vez e não são aprofundadas, muito menos acompanhados os seus desenvolvimentos.
    Mas penso que nisso estamos de acordo, não é?

    Vitorino

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  2. infelizmente, o que orienta os canais televisivos é a guerra das audiências e não a qualidade dos serviços noticiosos. tipicamente português...

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  3. Humor-negro!...só pode ser.

    E o pior é que não vale a pena mudar de canal, já estão todos na mesma linha.

    Boa semana Luís.

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  4. Só me sacaste o sorriso com o boneco do António....
    O resto é para esquecer...

    BeijInhos

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  5. Bem escolhido o 'boneco'.
    Na questão noticiosa, é o que as pessoas querem e esperam ouvir até à exaustão.
    Sinceramente, não estou totalmente em desacordo, como espectador..
    Como profissional...

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  6. Permitam-me que estabeleça aqui uma comparação entre a exaustão noticiosa e cansativa, patética e sem regras, com o exemplar trabalho feito aquando da morte de Miklos Fehér, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.
    Ricardo Espírito Santo, o realizador televisivo, "limitou-se" a transmitir o transmissível, poupando toda a gente à tal exaustão que não beneficia ninguém.
    Há aqui uma clara e óbvia diferença entre jornalismo e jornalistas.

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  7. Concordo perfeitamente contigo, Vitorino.

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  8. Além das "guerras" de audiências, que ninguém percebe muito bem, irrita-me que não tentem ser diferentes uns dos outros.

    Se tentassem, teríamos todos a ganhar Alice.

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  9. É isso mesmo, Maria P., estão todos sintonizados...

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  10. Não concordo totalmente contigo Vili. As pessoas são habituadas a ver tudo até à exaustão, isso sim.

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  11. Deste um grande exemplo, Repórter... que quase ninguém segue...

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  12. Sim, as pessoas vêm tudo até à exaustão, Luis. Mas será causa ou consequência?
    No entanto, insisto, também esperam cada vez mais desenvolvimentos sobre esses "super-assuntos". Por isso essas notícias estão nas bocas do mundo, e são temas de café e na praça. Porque estão na ordem do dia, as pessoas desejam que se falem delas nos telejornais com pormenores extremos.
    Façamos um simples exercício: Quem nunca esteve sentado à hora de almoço ou jantar, a ver o telejornal, e interromper ou ser interrompido numa conversa em família, porque está a dar uma dessas notícias, em que toda a gente quer saber pormenores?

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  13. Tens alguma razão Vili...

    A televisão é um meio tão poderoso, que pode ter um papel educativo ou deseducativo nas pessoas.
    Cada vez há menos pessoas que resistem ao "poder" que têm, de manipular.

    Claro que é uma conversa que dá pano para mangas.

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