domingo, junho 03, 2007

Mudar de Vida...


Quem é que nunca sentiu necessidade ou desejo, pelo menos uma vez, de mudar de vida?
Sim, arranjar uma nova profissão, trocar de cidade, mudar de vizinhos... e em casos extremos, até mudar de identidade...
As cidades que sobrevivem encostadas a Lisboa, oferecem ritmos de vida quase alucinantes. Almada não foge à regra. É por isso que acredito, que se mudasse para um lugar mais calmo, os dias poderiam ter horas mais normalizadas.

Quando pensava nisto, ouvi algumas das canções que António Variações deixou no bau, recuperadas no excelente álbum "Humanos", com as vozes do Camané, do David e da Manuela.
O Refreão de "Muda de Vida" simboliza muito do que pensava:

Muda de vida
Se tu não vives satisfeito
Muda de vida
Estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida
Não deves viver contrafeito
Muda de vida
Se a vida em ti não é de jeito

Este texto é também uma pequena homenagem ao único verdadeiro artista pop do nosso país, que quis ser ele próprio, e conseguiu-o, no estilo, na voz e nas palavras. Obrigado António...

27 comentários:

  1. Confesso que algumas vezes senti o que descreves.

    A ideia mais recente é, sem dúvida, saír da terra que me viu nascer.
    Almada tornou-se, como tantas outras cidades, um cansaço permanente. Onde o cada vez mais badalado "stress", também conhecido por "strauss" dos pobres (brincadeira).
    Problema das cidades grandes.
    E a escolha recairia em que terra? Esse, o grande dilema...

    ResponderEliminar
  2. Luís Éme, nesta tarde quente de Domingo, junta lá o Jorge Palma a esse rol ...

    E quanto a mudar de vida ... tem dias. Ás vezes basta olhar noutra direcção. Mudar a perspectiva ...

    Bj*

    ResponderEliminar
  3. Ultimamente essa canção tem tido um efeito surpreendente (ou não) em mim...

    Boa semana*

    ResponderEliminar
  4. Não sei se é do tempo, ou da falta dele, mas apetece-me mesmo mudar.... não sei se de vida, mas pelo menos de casa, de cidade....
    Porque será?
    Gostei desta homenagem ao Variações.

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  5. Sempre que ouço esta música fico a pensar que deveria ser mesmo isso que deveria fazer!
    Todos nós, deveriamos fazer um maior esforço, se não nos sentimos realizados, ou pelo menos lutar contra a rotina!

    ResponderEliminar
  6. Desde que o ouvi pela primeira vez, ainda a sua figura extravagante motivava olhares de esguelha, que senti haver ali um grande músico. Gosto muito de António Variações e esta pequena homenagem é um registo merecido. Fizeste bem em lembrá-lo.

    E, já agora, junto-me à Isabel: coloca lá aí também o Jorge Palma (aaadooorooo Jorge Palma... a música mas, també, as letras, liiindaaas!).

    Quanto ao mudar de vida: ai, ai, tanta vez me tem apetecido nos últimos tempos. E o que me safa é volta e meia ter de me deslocar em serviço para longe destas bandas... amanhã vou para Santarém (não me importava de ter uma casa lá para as bandas das "Portas do Sol", à beira do "meu Tejo"), na 6.ª tenho de estar no Porto, para a semana que vem, irei até Vila Real. Enfim, pequenas mudanças que vão sendo suficientes para desanuviar e, no regresso, até sentir saudades destas paragens onde me encontro quotidianamente.

    Um abraço e votos de um óptimo início de semana.

    ResponderEliminar
  7. Nem sempre temos é coragem para tal mas... não é fácil mudar...
    beijos
    Ana Paula

    ResponderEliminar
  8. Tem piada.Na sexta feira cheguei ao serviço com uma forte motivação... deixar de ser Funcionária Pública! ESTOU FARTA!Farta de ser o bode expiatório do Governo como pagadora do déficite.FARTA de dar o «coiro» no meu melhor nas diversas profissões que tive, e ser agora tão mal tratada,deixei de ser humana, passei a ser um número.Claro que tudo isto se reporta a todos incluindo o privado.MAS APETECE-ME MUDAR DE VIDA!Será que aos 52 anos podemos recomeçar de novo?
    No sábado o meu corpo doía todo (parecia castigo...bem é da fibromialgia + as mudanças de tempo)e pensei...como queres mudar de vida se o teu corpo já não responde aos teus desejos?
    Ainda não desisti do assunto!
    Luís concede-me uma luzinha.

    ResponderEliminar
  9. E esqueci-me de contar. Conheci o António Variações já na cadeira de rodas ajudado pela mãe, quando estava internado no hospital Pulido Valente. Na época eu era auxiliar de acção médica. Tenho sempre a imagem dele em sofrimento na memória.
    Gostava bastante das canções dele e sobretudo o seu atrevimento de postura na vida.

    ResponderEliminar
  10. Também sinto isso, Repórter...
    Almada começa a cansar...

    ResponderEliminar
  11. Junto o Jorge Palma com todo o prazer, Isabel, embora ele seja um verdadeiro trovador, demasiado simples para ser um artista POP...

    ResponderEliminar
  12. Espero que esse efeito surpreendente seja bom, Maria P...

    ResponderEliminar
  13. Todos temos dias assim, Maria.

    O António foi especial...

    ResponderEliminar
  14. Também gosto do Jorge, Minda, mas como disse à Isabel, ele não é um artista POP... gosta muito da rua e de passar despercebido...

    ResponderEliminar
  15. Não é fácil mudar, Ana Paula, especialmente quando existem filhos...

    Sorte tem a Minda, que vai mudando de ares...

    ResponderEliminar
  16. Como eu te percebo Leo...

    Mas isto está tudo "torcido" por todo o lado... não facilita nada as mudanças...

    Essas imagens que guardas do António, são as de um homem frágil, provavelmente à espera do fim...

    ResponderEliminar
  17. Mas ele também canta:
    "...porque só estou bem
    onde eu não estou."

    Mas tentação de mudar é como o sonho...uma constante da vida!
    Abraço

    ResponderEliminar
  18. Ao homem que afirmou um dia que as letras que escrevia eram algo situado entre o Cristo-Rei e a Estátua da Liberdade..
    Para ele, criador por natureza.
    Porque ele tinha no seu pseudónimo a arte de ser diferente.

    Para sempre, António Joaquim Rodrigues Ribeiro. (3 de Dezembro de 1944 - 13 de Junho de 1984)

    ResponderEliminar
  19. Pois canta Rosa...

    bem observado...

    Mudar? Tentação? Sonho?

    Enquanto não é realidade...

    Abraço

    ResponderEliminar
  20. Era um criador autêntico, já que não imitava ninguém... era ele próprio, até no nome escolhido, como muito bem focas, Vili.

    ResponderEliminar
  21. ..."mudar de vida" alguém tem por aí uma varinha de condão que empreste?

    ResponderEliminar
  22. Precisas de uma varinha para mudar de vida, MC?

    ResponderEliminar
  23. Ola Luis,
    cheguei aqui pelo Caderno de Campo )

    e este post chamou-me atenção!

    esta canção marcou uma época muito importante da minha vida,

    Mudei de Vida;)

    e cada vez que tinha dúvidas
    bastava ouvir esta letra magnifica
    para ganhar força.

    um beijo
    moon

    ResponderEliminar
  24. Ai que giro, Luís, como diria uma amiga de Aveiro. Sabes que o presente de aniversário de que mais gostei em 2005, foi justamente esse disco dos Humanos? Isto já está a virar lugar-comum, mas acho que é um problema de geração. E talvez tenhamos sido expostos às mesmas coisas ainda que em hemisférios diferentes. Adorei este post. Ouvir essa música dá mesmo para viajar nessas idéias.

    ResponderEliminar
  25. Olá Moonlover,

    também gostei de te descobrir...

    e de saber que conseguiste "mudar de vida".

    É um acto de coragem romper com as rotinas que nos cercam e asfixiam, tantas vezes.

    ResponderEliminar
  26. Também gostei muito do álbum "Humanos", porque tem letras, arranjos e interpretações muito felizes.

    E depois há o António, que foi único, criou o seu espaço e a sua música. Apesar de ter partido cedo, a sua música veio para ficar, Ida.

    ResponderEliminar