Tenho cada vez mais dificuldade em falar do corso carnavalesco de Almada.
É uma coisa cada vez mais difícil de caracterizar.
A graça é coisa pouco vista num espectáculo, que se divide entre a farsa e a palhaçada.
Espectáculo esse, que continua a ser só para alguns (mais particularmente para a presidente, respectivos ministros e convidados, que cabem bem apertadinhos, no palanque presidencial...)
O povo, esse, espera, à beira da avenida, cada vez mais curta e vazia de alegria, imaginação e cor, para de meia em meia hora verem alguns farsantes, sem grande vocação carnavalesca. Estão ali apenas com o espírito de sacrifício, de quem precisa dos subsídios do Município para sobreviver...
Não sei porquê, mas não consigo sorrir neste Carnaval de Almada, que até foi anunciado na tevê...
Entendo. Mas como Carnaval não é época que me entusiasme, não opino muito sobre.
ResponderEliminarUm abraço*
Pois, eu tb não me sinto motivada por carnavais, mas, apesar de tudo, admito, o de Almada sempre foi confrangedor.
ResponderEliminarAlmada não tem tradições carnavalescas.
ResponderEliminarPara quê teimar em querer provar o contrário?
Admito que seja admissível alguma atenção em relação às marchas populares.
Mas nisto?
Aí está, em toda a sua plenitude, a teimosia de quem pode.
Nunca gostei do Carnaval!
ResponderEliminarSempre gostei do carnaval, como espaço de brincadeira e imaginação...
ResponderEliminarMas tenho de confessar, que cada vez coloco mais reticências nesta festa pagã, graças à falta de expontaneadade, e de piada, que se vê por aí...
Em Almada, parece que havia uma tradição com graça, que era o enterro do "carnaval". Esta quase procissão percorria as ruas principais da vila, em tempos que já lá vão do século passado.