quarta-feira, setembro 15, 2021

A Grandeza Humana de Henrique Mota


Hoje, às 16 horas, será apresentado no Fórum Romeu Correia (Sala Pablo Neruda), o opúsculo, "Henrique Mota, Desportista, Associativista e Escritor (1920-2020)".

Esta obra biográfica, da autoria de Luís Bayó Veiga, embora à primeira vista pareça "curta", devido ao seu número de páginas, é fundamental para todos os que se interessam pela história das gentes de Almada, porque tem aquilo que deve ser mais importante num livro: acrescenta, oferece-nos algo de novo.

Já existia um livro, publicado na comemoração do 90.º aniversário de Henrique Mota ("Henrique Mota, Atleta, Treinador, Dirigente e Escritor Almadense"), mas que apenas se debruça sobre o seu percurso desportivo, associativo e literário. Este opúsculo fala sobretudo sobre a sua vivência familiar e profissional, realçando a grandeza humana de um homem, que mesmo não nascendo em Cacilhas, fez mais pela sua história e pelo seu movimento associativo que a maioria dos cacilhenses.


domingo, setembro 12, 2021

Homenagem a Henrique Mota


Henrique Mota acabou por ser também vítima da pandemia, que não permitiu que ele fosse homenageado no ano do seu Centenário com a dignidade que merecia, na cidade onde cresceu e viveu grande parte da sua vida.

Embora o legado que nos deixou continue a ser pouco divulgado, é de uma importância única na história, no desporto, na cultura e no associativismo almadense.

Estarei lá, no dia 15 de Setembro, a homenagear um grande Amigo.


terça-feira, setembro 07, 2021

A "Perseguição Política" do PS em Almada (2)


Uma das áreas sociais mais prejudicadas durante a actual governação socialista no Concelho de Almada, foi o Associativismo Popular.

Tudo isto porque o PS e o PSD orientaram a sua política de apoios, desde o começo de mandato, seguindo uma premissa errada: a de que todo o "associativismo almadense era comunista".

Ainda me questiono: como é que é possível acontecer tal coisa, quando se caminha para o meio século de democracia no nosso País?

O que é certo, é que isso ficou bem patente na sua prática e também no discurso de alguns dos seus dirigentes. Além de deixarem de apoiar muitas Colectividades, ainda tiveram o cuidado de ver se os subsídios atribuídos (alguns ainda da anterior gerência comunista...) tinham sido empregues nas áreas para os quais tinham sido pedidos. Quando tal não aconteceu foi exigida a sua devolução.

Como as receitas do associativismo são cada vez menores, é normal que as verbas atribuídas pelas autarquias acabem por ser aplicadas onde mais fazem falta (começa logo pela luz, água e rendas...). É preciso alguma sensibilidade social e algum conhecimento de campo, para lidar com estas questões da melhor forma, o que não aconteceu com este executivo. Em alguns casos mais delicados, pedir a restituição de verbas foi a mesma coisa que anunciar o "fecho de portas"...

Gostava que no futuro fosse feito um estudo rigoroso sobre as implicações da falta de apoio do Município nas Colectividades Almadenses no seio da população, que nos tempos que antecederam a pandemia, já viviam o seu dia a dia com grandes dificuldades. 

Sem apoios era-lhes praticamente impossível manterem as suas actividades desportivas, recreativas e culturais, nos mesmos moldes a que estavam habituados, para serviram os seus associados e os almadenses em geral.

(Fotografia de Luís Eme - A Incrível Almadense aparece aqui apenas pelo seu simbolismo, por ser a Colectividade-Rainha de Almada, com os seus 172 anos de idade e de história)


domingo, setembro 05, 2021

A "Perseguição Política" do PS em Almada (1)


Não foi por o PS se julgar o "partido mais democrata português", que achei que uma mudança política em Almada, depois de mais de 40 anos de governação comunista no Concelho, poderia ser útil para todos.

Pensava especialmente nos comunistas, que ao longo de quatro décadas de governação foram-se esquecendo do que era "democracia" e pior ainda, da "igualdade e justiça social", presente em todos os seus discursos. A rede de influências que foi sendo montada ao longo dos anos, não só alimentava o "clientelismo" como favorecia (de uma forma cada vez mais "descarada"...) quem tinha "cartão de militante".

Foi por essas razões que estava longe de esperar que o PS nos seus dois primeiros anos de mandato, usasse e abusasse da "perseguição política", com substituições em cargos de chefia (mesmo intermédios, sem peso político...), olhando apenas para o perfil político, ignorando o perfil profissional (houve muitos funcionários competentes substituídos, apenas pela suspeita de serem "comunistas"...) das pessoas.

O mais grave disto tudo, é que muitos dos substitutos vieram de Lisboa, sem terem qualquer contacto ou conhecimento com a realidade local (nem grande vontade de se integrarem ou conhecerem a história recente do Concelho...). O seu "cartão de visita" era pertencerem ao PS (os famosos "boys").

E tal como a presidente, o seu principal objectivo era transformar Almada numa "cidade satélite" de Lisboa (foi afirmado em várias entrevistas pela Edil...).

Claro que não se transforma uma Cidade com identidade própria, numa cópia de outra cidade, pelo menos em quatro anos. A única coisa que se consegue é ir descaracterizando-a, roubando-lhe a sua maior riqueza, a identidade e o orgulho em se ser almadense, devido à sua história e cultura local.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, agosto 31, 2021

"Nuno - 4 + 4 - Matias"


Este cartaz é apenas mais um, dos milhares que estão espalhados pelo país e que de alguma forma explicam porque razão mais de metade das pessoas recenseadas não vão votar.

Este senhor é, há quase quatro anos, vereador do Município de Almada, com os pelouros do ambiente, energia e espaços verdes.

Ou seja, Nuno Matias não aparece aqui por "obra e graça do espírito santo", embora esteja quase a querer dizer que não tem nada a ver com o que se tem passado aqui em termos ambientais (as ruas nunca estiveram tão sujas e os espaços verdes tão abandonados como neste "reino" do PS e PSD...).

Andou quatro anos a ver as "bandas" a passar (mas com a falta de apoio que é dado ao movimento associativo começa a ser difícil vê-las passar...) e agora sim, quer quatro anos para "transformar Almada".

É por causa desta "chico-espertice" que as pessoas viram cada vez mais as costas aos políticos.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

terça-feira, agosto 24, 2021

A Cultura como Bandeira Eleitoral


Ao ver este anúncio eleitoralista da CDU, junto ao antigo edifício da EDP, adquirido pelo Município ainda na anterior gestão (CDU), e completamente "abandonado e esquecido" pelo PS e PSD (a política tem estes absurdos, só que é nosso é que é bom...) nestes quatro anos, fiquei a pensar em várias coisas.

A primeira foi de que Almada não está necessitada de mais instalações culturais, geridas pela sua Câmara Municipal. E ainda menos reféns do habitual "centralismo democrático" da CDU, que só tem um único objectivo: controlar tudo o que se faz de importante na área cultural no Concelho.

Almada precisa de facto de um Centro de Artes, mas para fazer contraponto às várias instalações culturais já existentes (Casa da Cerca, Solar dos Zagalos, Casa Amarela, Oficina da Cultura, Galeria Municipal, Museu da Cidade, Fórum Romeu Correia, Casa da Juventude e Biblioteca José Saramago). Algo que não seja gerido pelo Município, mas sim por uma entidade independente, que seja capaz de fazer uma gestão competente e democrática, servindo os interesses dos almadenses e não de forças políticas, do seu ideário e dos seus militantes.

É por isso que defendo que talvez fosse mais importante para a população, se ali fosse instalada algo que servisse as pessoas do ponto de vista social...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, agosto 23, 2021

A Hipocrisia (e o desleixo) Visível do Poder Autárquico em Almada


Estas placas e sinais de aviso deviam estar colocados em quase todas as ruas do Concelho, especialmente as das freguesias urbanas (falo sobretudo de Almada, Cacilhas e Cova da Piedade), e não apenas na Praça Gil Vicente.

É uma vergonha o que se tem passado nos últimos quatro anos, em que os buracos que vão aparecendo nas estradas, com as chuvas e o habitual "deixa andar", só quando se tornam "crateras" (e com muitos telefonemas para a União de Juntas), é que são remendados, e mal. 

Tapetes novos nem vê-los (a segunda fotografia foi tirada a uma centena de metros da dita praça, na rua Comandante António Feio, mas existem dezenas de exemplos iguais nas três localidades citadas...).

Mas o Município ainda fez uma coisa mais engraçada nos últimos tempos (aconteceu na minha rua...), andou a pintar o asfalto com tracejados, zebras e traços contínuos, mas com o cuidado de "fingir" que não via os buracos na via, mantendo-os, como se fossem menos perigosos para os automobilistas que a separação de faixas, teórica (devido aos estacionamentos num dos sentidos).

Mas não deixa de ser curiosa a constatação, de que  foi preciso aparecerem o PS e o PSD no poder, para que umas linhas brancas (algumas só fazem confusão e a uma boa parte delas nem pode ser cumprida devido aos estacionamentos de carros nas vias, se bem que podem ter sido colocadas já a pensar em futuras multas...) passassem a ser mais importantes que o estado (neste caso, mau) das ruas e estradas de Almada.

Nota: Apesar destes sinais já estarem colocados há dias no começo da Praça Gil Vicente, o único sinal de obras são as vedações colocadas nos passeios. E de entrada e saída de viaturas, nem sinal (e ainda bem). 

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, agosto 16, 2021

Eu Também Escolhia (se fosse verdade)...


Sei que nunca podemos esperar muito dos cartazes de propaganda política, mas esta coisa de se atirar "areia para os olhos" dos eleitores, devia ter limites.

E eu até fui dos que pensava que era possível melhorar muitas coisas na nossa Cidade, mas infelizmente, houve um retrocesso nítido em quase todas as áreas. Não tenho dúvidas que a qualidade de vida dos almadenses piorou. A cidade está mais feia e descuidada, e com os mesmos problemas de sempre, quer no trânsito, na habitação e na higiene urbana.

Mas que é preciso uma grande lata, para colocar um cartaz com estas palavras, senhora Presidente, é...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quarta-feira, agosto 11, 2021

O Copo Meio-Cheio dá Sempre Jeito aos Políticos...


Ao ler a entrevista feita à presidente do nosso Município, Inês de Medeiros ao "semmais", sublinhei algumas das suas palavras, por terem os "pózinhos" muito utilizados pelos políticos, esses mesmo, que são capazes de transformar fantasia em realidade. 

Vou começar pela cultura, por razões óbvias: 

«Houve muito investimento na cultura, a todos os níveis. Aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes com um critério que lhe permite hoje saber com o que contam.»

Claro que é possível que tenha sido feito mais investimento na cultura. Para isso basta que seja dado mais um milhão para o Festival de Teatro de Almada (é um dado hipotético...), mesmo que algumas associações e clubes de que fala, em vez de receberem apoio, tenham sido convidadas a devolver dinheiro, em nome do tal "critério"...

É por isso que é sempre possível dizer que "aumentámos os apoios regulares às companhias e outras associações e clubes"... O copo meio-cheio deu sempre mais jeito aos políticos que o copo meio-vazio...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


quarta-feira, julho 21, 2021

Almada é Igual ao País...


Escrevi o texto seguinte no meu "Largo":

«Embora existam muitos apelos para fazermos férias cá dentro, esta altura está longe de ser a melhor, por estarmos a menos de seis meses das eleições autárquicas.

Para não fugir à regra, os políticos viram as terras que governam de "pernas para o ar", fazendo melhorias - mais para "encher o olho" que para beneficiar as populações -, tornando a passagem pelo centro de muitas cidades e vilas, um pesadelo.

Eles apenas estão preocupados com a reeleição, apostando cada vez com a memória mais curta das pessoas (como se fosse possível esquecer três anos e meio de "adormecimento"...), publicitando as inaugurações e os benefícios recentes, como se fossem as "melhores obras do mundo"...»

Num concelho como o de Almada, com tantas carências ao nível social, como na habitação por exemplo (ainda existem "bairros de lata" na Trafaria e Costa de Caparica...), acho as obras que se estão a realizar no Largo de Cacilhas um desperdício de dinheiro. Não passa de uma obra eleitoralista, das tais para "encher o olho"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, julho 19, 2021

As Sondagens "Xoxialistas"...


Há já algum tempo que estranho as sondagens "vitoriosas" de António Costa, com tantos casos, casinhos e sinais de incompetência de alguns ministros e ministérios.

Mas depois de ler no "Expresso" o que a jornalista Rosa Pedroso Lima escreveu: «Com 68% dos inquiridos a considerar 'boa' ou ' muito boa' a prestação da autarca, Inês de Medeiros passou o teste do seu primeiro mandato - ajudada por 66% de respostas positivas sobre o combate à pandemia. Mas em áreas específicas de intervenção, a média de classificação atribuída não foi além dos 5,6 pontos, numa escala de 1 a 10 - prejudicada pela pior avaliação no acesso à habitação, ou áreas dos impostos e taxas municipais e do combate à corrupção. Bastará?», Fiquei esclarecido.

Como não conheço uma única pessoa que faça uma avaliação positiva do mandato da presidente do Município de Almada, até percebo o "empate técnico" entre Inês Medeiros e Maria das Dores Meira, que "atiça guerra PS/PCP", porque as "sondagens xoxialistas", valem o valem...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, julho 16, 2021

Alexandre Castanheira e "Uma Certa Vanguarda"


A leitura da peça de teatro, "Uma Certa Vanguarda", da autoria de Alexandre Castanheira, uma grande figura da cultura almadense (que já nos deixou), fez com que "entrasse" de novo no mundo do associativismo. 

Não foi difícil de imaginar as reuniões de direcção que inspiraram o autor. Embora já não assistisse à cultura machista, que continuou a resistir depois de Abril, com muitos homens de esquerda, que só eram progressistas fora de casa... Gostei deste retrato, real, assim como da luta das mulheres destes associativistas, que também queriam (e muito bem) participar na "revolução social e cultural" que ainda continuou bem viva bastantes anos depois de Abril.

E claro, recordou-me o professor Alexandre, o poeta e o bom companheiro de muitas jornadas culturais na nossa cidade, que me ensinou tanto, sem se aperceber...


sexta-feira, julho 02, 2021

terça-feira, junho 29, 2021

A Ciclovia Mais "Famosa" do País...


O concelho de Almada tem hoje a ciclovia mais "famosa" do país, pelos piores motivos, claro.

Na Sobreda de Caparica - como podem ver pela fotografia - foi construída há poucos meses uma ciclovia, com dezenas de obstáculos ao longo do seu percurso. Os postes de electricidade, de telefones, assim como alguns sinais de trânsito e algumas caixas metálicas, mantiveram-se, nos mesmos sitios, talvez para dar mais emoção aos passeios de bicicleta...

Espero que os autarcas responsáveis pela execução da obra (paga com o nosso dinheiro) estejam orgulhosos pelo belo exemplo que deram ao país, de como cuidam do nosso bem estar e da nossa segurança.

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


quarta-feira, junho 23, 2021

"O Nosso Parque da Paz - o pulmão da cidade"


Hoje de manhã passei pela Junta de Freguesia do Feijó e Laranjeiro, para ver a exposição de aguarelas de Carlos Canhão, "O Nosso Parque da Paz - o pulmão da cidade".

Quase que me fica mal dizer que fiquei agradavelmente surpreendido com a beleza de algumas imagens, porque o nosso "Monsanto" é um lugar onde não falta beleza nem motivos inspiradores, e a qualidade artística de Carlos Canhão é reconhecida por todos os almadenses.

Mas o artista não se limitou a pintar, também escreveu. Cada aguarela conta a sua história.... é uma exposição para "ver e ler", sim, está próxima da poesia ilustrada.

Gostei de um outro lado da exposição, o lado da memória, de quem não esquece, de quem é grato à mulher que foi a grande responsável por hoje termos um "pulmão" verde, onde podemos andar, correr, saltar ou simplesmente ficar ali, a descansar e a pensar, que a vida às vezes parece uma coisa boa... sim, foi e é bonita a homenagem a Maria Emília de Sousa, que nenhum almadense deve ter dúvidas que foi uma grande presidente do nosso Município, cuja obra continua bem visível...

E neste tempo estranho, é sempre bom deixar aqui um aplauso à Junta de Freguesia do Feijó e do Laranjeiro e ao seu presidente, Luís Palma, que não se "assustou" com a pandemia e abriu mais uma vez a sua casa à Cultura, para apoiar a exposição e a edição do bonito livro-catálogo, que nos ajudará a rever, sempre que quisermos, a arte do Carlos e a beleza do Parque da Paz.

Para terminar, informo que quem gosta de fotografia, tem também uma outra exposição (em frente), do Ruben e da Sofia, que nos mostram o seu olhar fotográfico - sensível, bonito e original - do nosso Parque (cheio) de Paz.


quarta-feira, junho 16, 2021

segunda-feira, junho 07, 2021

O Associativismo Tenta Regressar em Almada (timidamente)


Noto que durante este mês de Junho se irão realizar muitas das Assembleias Gerais que a pandemia e o bom senso cancelaram no Concelho de Almada.

Umas aprovarão os relatórios de contas e os planos de actividades, outras escolherão os novos corpos gerentes (tarefa cada vez mais difícil, porque há muito tempo que ser dirigente associativo deixou de ser um cargo "apetecível"...).

Não sei o que irá acontecer, num futuro próximo, pois a Autarquia, com a "cassete" de que o "associativismo em Almada era comunista", tentou dificultar ao máximo a sua sobrevivência, pois além de cortar subsídios, ainda exigiu a sua devolução (por o dinheiro não ter sido aplicado na "alínea" para o qual tinha sido pedido... esquecida que o pagamento da renda, água e luz, passa à frente de todas as "alíneas").

Gostava que os políticos também fossem penalizados desta maneira, quando desviam verbas, que deviam ser aplicadas na Cultura ou na Educação, para as aplicarem nas várias áreas do tecido urbano, por exemplo. 

Era um "corrupio" de devolução de verbas de Norte a Sul...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, maio 30, 2021

15 anos e 1812 textos depois...


Foi no dia 30 de Maio de 2006, que publiquei o meu primeiro "post" num blogue criado por mim, este mesmo, o "Casario do Ginjal".

E entretanto já passaram 15 anos... Pelo caminho surgiram outros blogues da minha autoria, porque escrever sempre foi uma coisa fácil, talvez em demasiados registos, mas ninguém é perfeito.

Como gosto, sobretudo de escrever, tenho permanecido fiel aos blogues. Sei que isso também acontece porque dou preferência a este ambiente calmo, menos propenso a mal-entendidos e a confusões (as redes sociais são muito isso...).

E enquanto continuar satisfeito, vou continuar por aqui.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


segunda-feira, maio 24, 2021

Uma Cidade Quase Sem Identidade...


Nos últimos anos Almada tem vindo a perder a sua identidade, muito pelo desaparecimento da indústria (especialmente a naval) e pela perda de importância do associativismo no dia a dia dos almadenses.

Claro que ainda falo dos tempos antes da gestão socialista, embora a actual presidente da Câmara tenha deixado bem claro, que queria tornar Almada numa "cidade satélite" de Lisboa...

Pode ser muito bom para o "negócio" esta aproximação a Lisboa, mas quando deixamos de ter uma identidade própria, vamos perdendo história e orgulho do que fomos e do que somos...

Mas talvez Almada, Amadora, Seixal, Barreiro ou Loures, continuem condenadas a serem apenas "Cidades-Dormitórios" da Capital... 

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, maio 06, 2021

O Primeiro Fato do Jaiminho...


Uma das coisas que a pandemia nos roubou foi o convívio próximo com os amigos.

Embora tenha feito parte de várias tertúlias ao longo dos anos, nos últimos tempos só era assíduo a uma, a "Tertúlia do Bacalhau com Grão", que ocupava a maior mesa do Restaurante Olivença, às segundas-feiras (que fica na rua com o mesmo nome, em Almada, junto ao mercado).

Um dos amigos que conhecia apenas um pouco mais que de vista, era o Jaime Soares, que todos tratamos por Jaiminho, que fora um dos grandes andebolistas do Almada e também o primeiro presidente da Junta de Freguesia de Almada, pós-Abril e que começou a trabalhar cedo demais no estaleiro Parry & Son, em Cacilhas.

A partir de certa altura o Jaiminho começou a sentar-se ao meu lado e começámos a cultivar uma amizade e um respeito mútuo que perdurará no tempo, por comungarmos dos mesmos princípios e sermos muito frontais na nossa forma de estar e de nos relacionarmos com os outros. Nem mesmo a sua surdez foi um obstáculo para esta boa camaradagem tardia e genuína.

As coisas que eu aprendi sobre a história recente de Almada, com os relatos das vivências do Chico, do Orlando e do Jaiminho, nas conversas bastante animadas no nosso canto da mesa, graças às suas memórias de elefante e ao seu companheirismo.

Estava a arrumar fotografias quando descobri este "post-it", que escolhi para "ilustrar" estas palavras e está patente no Museu Naval de Almada. 

É o testemunho do Jaiminho sobre o "seu primeiro fato", comum à maioria dos jovens operários almadenses...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, abril 25, 2021

«Abril cumpre-se todos os dias»


Nunca esqueceu a frase curta, e tão simples, mas cheia de simbolismo, do homem que não precisava de usar um cravo, uma vez por ano,  para ser "Gente de Abril".

«Abril cumpre-se todos os dias.»

E continuou: «Abril é defendermos a nossa liberdade e a liberdade dos outros. Abril é gostar de viver em democracia.»

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, abril 16, 2021

A Nossa Fantástica Telma Monteiro


Telma Monteiro sagrou-se hoje pela sexta vez Campeã Europeia de judo,  na sua categoria.

As suas palavras após mais uma grande vitória internacional, dizem tudo:

«É fantástico. É difícil encontrar palavras, foi duro, foi uma preparação muito dura. Magoei-me no ombro quando estava a preparar-me para o Europeu e para o apuramento olímpico. Tinha esta oportunidade de disputar o título em casa, foi extremamente difícil, mas quando acordei de manhã senti que ia fazer história.»

A judoca de Almada, aos 35 anos, conquista a sua 15.ª medalha em campeonatos europeus absolutos (seis de ouro, duas de prata e sete de bronze) e continua a ser uma das nossas maiores esperanças na conquista de uma medalha olímpica no Japão.

(Fotografia de Nuno Veiga da Lusa)


sábado, março 27, 2021

Rua Pedonal "Devolvida" aos Carros...


Durante estes tempos estranhos, há muito poucas pessoas a circularem na Rua Cândido dos Reis (a rua dos restaurantes), que fica no coração de Cacilhas.

Esta fotografia é exemplificativa. Apesar da rua se ter tornado pedonal (uma excelente ideia...), os carros voltaram, mesmo que timidamente (e ainda bem...), a querer dar alguma vida, a um lugar que vivia sobretudo das pessoas.

Das pessoas que passavam para baixo e para cima e das outras, que enchiam as esplanadas, dos cafés e restaurantes...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


quarta-feira, março 24, 2021

Um Tempo, sem Tempo para Despedidas...


Soube pela blogosfera ("Almadalmada") do desaparecimento de Fernando Paiva de Moura,  comerciante local e uma figura desde sempre ligada ao movimento associativo almadense, a 17 de Março.

Com uma Cultura acima da média e um conhecimento profundo da história de Almada e do Movimento Associativo, conversei muitas vezes com o Fernando, para esclarecer algumas dúvidas e também em busca de mais saber (ajudou-me a perceber o funcionamento de algumas bibliotecas do Concelho e a conhecer melhor algumas figuras da história recente de Almada, assim como o movimento anarquista no Concelho...).

Sim, o Fernando manteve sempre uma "costela anarquista", herdada do pai, Joaquim Moura, grande figura local deste movimento, o que fazia com que fosse uma pessoa especial e tivesse um entendimento singular sobre as coisas do mundo que nos rodeavam. Era irmão de Adelino Moura, um grande desportista e associativista almadense, que também já nos deixou.

Guardo a amizade, a simpatia e a afabilidade com que sempre me tratou.

Infelizmente vivemos tempos sem tempo para despedidas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, março 21, 2021

Nosso Farol



Nosso Farol
 
Ante-Âmbolo de nossa infância,
Mirante dos nossos sonhos,
Luz guardiã da esperança
Que embalou nossos anos mais risonhos.
Ex-libris dum lugar harmonioso
Lá no alto, como grande e distinto senhor,
Como um verde mastro
Elevado e orgulhoso
Te mantiveste erecto,
Altivo em teu labor,
De cintilante brilho te revestiste,
Abrindo em tua luz-verde-esmeralda
Os caminhos do rio, que te embalou
E, em ti viveu...
E, um dia sem aviso
Te arrancaram p’la raiz,
E o lugar, que contigo foi feliz
Assim ficou castrado e entristeceu.
A tua formosa luz se apagou,
Murchou p’ra sempre
Vivendo hoje somente
Em nossa saudosa mente...
 

 Anyana

(Poema escrito por uma poetisa natural de Cacilhas, que já não está entre nós. Pensamos que nos anos 1990... antes do regresso simbólico do Farol a Cacilhas)

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, março 18, 2021

Mais um "Projecto de Papel" em Almada


Depois das "danças" e "contradanças", de mais de vinte anos, com os projectos urbanísticos da "Cidade da Água" (Lisnave), Ginjal e Almaraz, que ainda não sairam do papel - ao contrário do prometido pela gestão socialista -, surgiu agora o "Innovation District". Projecto que pretende ocupar 400 hectares entre o Monte de Caparica e Porto Brandão, segundo a notícia que li, em "ambiente californiano" (a olhar para o Tejo, como convém...).

Convém recordar que o Ginjal, era mesmo para avançar, neste mandato, até teve quase marcada a sessão do lançamento da "primeira pedra"...

Não deixa de ser curioso, que existam sempre novidades destas antes das eleições. Porque será?

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)


quarta-feira, março 10, 2021

Almada, Terra de Cultura e de Artistas


Eu sei que a Cultura ainda é pior que o futebol, no campo da distribuição dos dividendos: são ainda menos os que ganham muito e muito mais os que ganham pouco.

Quando se vive numa terra como Almada, que sempre se gostou de afirmar pela Cultura (mesmo que muitas vezes fosse uma coisa "postiça", mais política que real), é normal que exista mais gente do que se pensa, a passar mal, a ver o chão a fugir-lhe dos pés nestes tempos pandémicos.

E nesta Cultura, há duas áreas que sobressaem, a música e o teatro. Na Arte de Talma, além de existirem duas companhias profissionais, existe mais de uma dezena de grupos, que vivem entre o amador e "fingimento" que se é profissional. No panorama musical, as bandas de culto quase que se resumem aos UHF (os Da Weasel, ainda estão só a "treinar" para o regresso...), mas existem largas dezenas de músicos, uns profissionais, outros quase e outros ligeiramente mais longe, que se espalham por bandas profissionais, estúdios de gravação e bandas de garagem (ainda existem muitas...). E depois ainda temos aqueles que queriam ser actores e músicos, mas que acabaram por ficar pelo caminho e hoje são apenas técnicos de som, técnicos de luzes (eles gostam mais que se diga luminotécnica e sonoplastia...) ou simples "carregadores de instrumentos". Embora no teatro exista menos espaço para "pessoal de fora" do palco (há muitos grupos em que os actores até vendem bilhetes...).

Ou seja, são muitas as famílias almadenses, com o futuro incerto, para além dos pobres do costume, que habitam os bairros clandestinos e (pouco) sociais. 

Não sei se o Município tem feito alguma coisa por toda esta gente. Acredito que deve ter dado algum apoio, até porque a presidente veio das culturas (das artes cénicas). Mas quem apoia, como sempre, são os pais e avós, que voltam a ser o "amparo" destes jovens de pelo menos duas gerações, que se estendem dos vinte aos cinquenta...

Em alturas como a que estamos a viver, vale menos de nada, ser artista, mesmo numa terra que gosta de se afirmar pela Cultura...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, março 06, 2021

"A Casa da Amizade" e os Meus Amigos Comunistas de Almada em Festa


Hoje é um dia de festa para o PCP e para todos os comunistas. É por isso que presto aqui a minha homenagem a todos os meus amigos comunistas, almadenses, que sempre me trataram como "um deles" (apesar da minhas "heterodoxias"...).

Infelizmente a pandemia cancelou os nossos almoços na "Casa da Amizade", no Pragal, onde o convívio e o companheirismo eram o mais importante destas jornadas, onde além da boa comida e bebida, não faltava a alegria e a animação com música, poesia e anedotas.

Nesta fotografia é possível ver o Xico e o Orlando a declamarem "O Mar", como só eles sabem...

(Fotografia de Luís Eme - Pragal)


sábado, fevereiro 27, 2021

O Vazio Local Sente-se Mais...


A explicação que encontro para não ter grande vontade de escrever por aqui no "Casario", prende-se com o vazio que sinto em relação a Almada, à cidade onde habito.

É quase um "não existir". A pandemia também é isto...

 (Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, fevereiro 10, 2021

Uma Cidade Igual a Todas as Outras...


Almada é uma Cidade, igual a tantas outras,  que tenta resistir, que finge estar viva.

A maior parte das pessoas estão fechadas em casa. Algumas, poucas, têm de sair de casa para fazer as compras indispensáveis. Circulam entre a desconfiança e o medo (os "imortais" não contam, que tanto podem ser meia-dúzia de adolescentes ou meia-dúzia de homens de meia-idade, que não sobrevivem sem os copos de todos os dias e inventam "tabernas" onde é possível...).

Almada é apenas uma Cidade igual a todas as outras deste nosso país.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, janeiro 31, 2021

Esta Sensação de "Hibernação"...


Provavelmente esta sensação que tenho de "hibernação" de quem governa a Cidade onde vivo, é sentida numa boa parte das vilas e cidades deste país (as aldeias não contam, há muito que estão entregues a elas próprias...).

Espero que seja apenas isso, uma sensação, e que os governantes almadenses continuem atentos aos vários problemas sociais do Concelho, que se têm agravado com a pandemia.

Não só desejo como acredito que sim, que eles estão atentos aos mais pobres (é bom que algumas cantinas de escolas permaneçam abertas para alimentar os alunos que não podem, nem devem, "passar fome", e que são sempre mais do que imaginamos...), aos pedidos de apoios do hospital, dos centros de saúde, dos bombeiros e de lares e centros de dia de idosos.

Sei que falo das estradas esburacadas e de outras miudezas, que são mesmo isso, miudezas... quando comparadas com os problemas sociais que se agravaram nos últimos meses, sobretudo nos bairros que alojam as pessoas que sempre viveram com mais dificuldades.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, janeiro 29, 2021

Às Vezes Acontece...


Esta "frase" acabou por ser publicada no "Largo" (por engano) e acabou por ficar.

Como o "Casario" está quase abandonado, ao sabor desta pandemia que nos fecha em casa, tinha pensado usar este quase letreiro, colocada à entrada do "Castelo" (nunca gostei de lhe chamar castelo, embora tenha muralhas, por ser feito de cimento, para mim os castelos são feitos de pedra...) por aqui.

No "Largo" disse que esta frase soava tanto a "estado novo", embora governantes como o Costa ou o Marcelo fossem capazes de colocar frases iguais, aqui e ali, para nos encherem de "moral"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sábado, janeiro 23, 2021

Regressar à "Vaca Fria"...


Sei que posso estar a ser injusto e egoísta para os operários que colocam "novos tapetes" de alcatrão nas nossas estradas, mas este confinamento (com muito menos trânsito nas ruas) podia ser aproveitado para dar uma "nova vida" às estradas e aos carros de Almada.

Se já existiam buracos, com a chuva, não só "alargaram" como "afundaram". Há várias ruas que já se podem considerar perigosas, com a da fotografia, que não mostra bem a "cratera", o buraco mais distante (e é difícil desviarmo-nos dela por causa dos carros estacionados...).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, janeiro 14, 2021

Homenagem a um "Deus" Terreno no Ginjal


O frio não tem sido muito convidativo para passeios rente à margem do Tejo.

Mas hoje apeteceu-me ir pelo Ginjal a fora. E foi bom, porque descobri várias novidades. A maior de todas foi a homenagem que foi feita a Maradona, nas paredes dos velhos armazéns, nas proximidades dos restaurantes...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


domingo, dezembro 27, 2020

O "Jardim Zoológico" de Elgee na Arealva


As mudanças de "cenário" nas paredes dos velhos armazéns do Ginjal e da Quinta da Arealva, por vezes oferecem-nos belas surpresas.


Hoje ao passar pela Quinta da Arealva reparei no "jardim zoológico" pintado por Elgee, que merece alguma "publicidade" aqui no Casario.



Acabei por publicar no "Largo da Memória" outras inspirações de Elgee, que não ficam nada a dever ao seu "mundo dos animais"...

(Fotografia de Luís Eme - Arealva)


quinta-feira, dezembro 24, 2020

A Falta de Sensibilidade Social do "Bloco Central" de Almada


Sei que hoje é um dia em que se desejam Boas Festas (mesmo que as que fazem de Norte a Sul, sejam demasiado curtas para todos nós).

Mas eu prefiro fazer uma reflexão crítica sobre as duas forças políticas que exercem o poder em Almada, que são os principais responsáveis por nunca termos tido uma política cultural e desportiva no nosso país, pois em 48 anos de democracia, nunca fizeram as reformas que necessárias para que o desporto e a cultura fossem acessíveis a todos os portugueses.

Foi sempre o tecido associativo (tão desprezado em Almada por ter a cor "vermelha, no seu entender...), que substituiu o Estado, que fomentou a cultura e o desporto, especialmente nos bairros mais pobres, "salvando" tantos jovens, que tiveram nestas duas áreas a única possibilidade de virarem as costas ao mundo do crime e da droga, que lhes batia à porta diariamente.

Se os socialistas e sociais democratas de Almada tivessem vergonha na cara, aplaudiam e apoiavam o movimento associativo almadense, em vez de continuarem a pedir a devolução de subsídios (alguns dados no mandato anterior da CDU), apenas porque o dinheiro não foi investido nas áreas para o qual tinha sido pedido.

Só mesmo quem nunca foi dirigente associativo é que não sabe qual é o dia a dia no interior de uma Colectividade, sempre a "tapar buracos", com despesas fixas (não falo apenas da água, luz e gás...) quase sempre superiores às receitas...

Espero que os Almadenses lhes dêem a resposta que merecem nas próximas eleições, pois já basta de tanta falta de sensibilidade social e estupidez (que vai muito para além do natural).

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, dezembro 06, 2020

"Pré-Eleições" Precisam-se nas Estradas de Almada


As estradas da generalidade das freguesias de Almada, estão uma lástima. São raras as estradas que escapam sem buracos (alguns daqueles perigosos para pneus e amortecedores...) em Almada, Cacilhas, Charneca de Caparica, Costa da Caparica, Cova da Piedade, Feijó,  Sobreda, Laranjeiro, Monte, Pragal ou Trafaria.

Como normalmente (e vergonhosamente...) os autarcas das respectivas juntas de freguesias e do Município, só se "lembram" destas questões quando se aproximam as eleições, é caso para dizer: "Pré-Eleições", precisam-se, com urgência, nas estradas do Concelho de Almada...

(Fotografia de Luís Eme - Cova da Piedade)


domingo, novembro 22, 2020

Um Fim de Semana Perfeito para o Miguel


Miguel Oliveira, conhecido como o "piloto de Almada", conseguiu um feito extraordinário durante o Grande Prémio de Portugal de motociclismo, disputado em Portimão neste fim de semana.

Começou por conquistar o melhor tempo das qualificações, que lhe deu direito a partir na primeira posição da prova principal  (MotoGP), disputada hoje. Primeiro lugar que nunca mais perdeu, do princípio ao fim e que lhe garantiu a vitória na competição. Não satisfeito ainda fez a melhor volta da prova, que passou a ser o recorde da pista algarvia.

Com duas vitórias e outras excelentes classificações durante a época Miguel promete muito para 2021, ano em que passará a fazer parte da equipa principal da KTM. 

E com tudo o que aconteceu nesta época, deixou de ser impossível podermos vir a ter um ano destes um português campeão do Mundo, da principal competição de motociclismo do Planeta (ainda por cima almadense...).

(Fotografia feita a partir da televisão)


terça-feira, novembro 17, 2020

No Dia em que Romeu Correia faz Anos...


No dia de anos de Romeu Correia (já são 103...), publicamos o folheto da festa de homenagem promovida pelo Município de Almada, na Academia Almadense (com uma bonita capa, com uma aguarela de Carlos Canhão).

Além de uma exposição sobre a vida e obra de Romeu Correia, foi apresentada a sua biografia, escrita por Alexandre M. Flores e houve também um espectáculo musical com as canções e os poemas do disco "Luísa Basto canta Romeu Correia".

(encontrámos este folheto no lixo, junto de outros materiais importantes sobre a história de Almada, que faziam parte do espólio de Abrantes Raposo)


quinta-feira, novembro 12, 2020

Fugir do Tempo e do Futuro...


Este tempo, em que as nossas vidas estão quase suspensas, podia ser um "tempo" virado sobretudo para o planeamento e para o estudo, para que o futuro pudesse ser menos cinzento e mais risonho para todos nós. Era bom ver preocupações acrescidas em relação ao ambiente e à nossa qualidade de vida.

Mas infelizmente são raras as situações em que conseguimos aproveitar as coisas positivas que as negativas nos oferecem... neste país demasiado povoado por governantes que "raramente se enganam"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, novembro 05, 2020

O "Lixo" que se Acumula...


Ao assistir ao "despejo integral" da garagem de um antigo companheiro de letras de Cacilhas, que nos deixou recentemente, fiquei a pensar (seriamente) que tenho de deixar de "acumular" livros e papelada.

Talvez seja tempo de começar a organizar as coisas e preparar "doações" (para alguns amigos e até para museus locais)  para que quando eu partir, não sejam deitadas fora, coisas com alguma importância - como foi o caso. Ainda retirei algumas "raridades" dentro do contentor do lixo... 

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


terça-feira, novembro 03, 2020

Marcas do Mau Tempo no Ginjal (2)


Volto às marcas deste Outono, que nem tem sido muito violento, no Ginjal. Não para falar dos "buracos" que vão aparecendo, aqui e ali, no paredão, mas sim pela única vantagem para quem gosta de passear por ali a pé, ou até de correr... os carros foram, finalmente, proibidos de entrar no Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)