Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
sábado, fevereiro 08, 2014
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
quinta-feira, janeiro 30, 2014
Uma Boa Conversa
Ontem fui muito bem recebido na Escola Ruy Luís Gomes, no Miratejo, pelos alunos das áreas profissionalizantes de fotografia e turismo e pelas professoras Guida, Luísa, Helena e Leonor.
A Silvana Savita e a Cátia Pereira, alunas do Curso de Fotografia apresentaram os seus trabalhos (muito bem...), um sobre o Cristo Rei e outro sobre Cacilhas. E depois foi a minha vez de interagir com aquele grupo de alunos e professores, atentos e silenciosos, falando um pouco da história de Cacilhas, em mais uma sessão de "Conversas com Imagens".
Pensava que havia um conhecimento maior de Cacilhas por parte daqueles jovens, esquecido de que esta localidade está longe de ser "o centro do mundo" para todos eles. Há de facto algum distanciamento geográfico, até pelo Miratejo se dividir pelos concelhos de Almada e Seixal.
Espero que algumas das informações que dei, além de terem o sabor a novidade, tenham sido úteis e que fique qualquer coisa (tive o cuidado de escolher imagens e temas curiosos sobre a história de Cacilhas...).
Depois conversámos. Como tinha uma plateia de alunos de fotografia e turismo, as suas perguntamos incidiram um pouco sobre a imagem. Tive de lhes explicar que a fotografia para mim é um "hobby" e um prazer. Estou muito longe de ser um mestre, gosto sim, desde a adolescência, de tirar retratos a coisas, de preferência sem a presença humana.
Também falei dos livros, do trabalho de investigação, da boa utilização das fontes e da importância da sua confrontação.
Claro que no final, fica sempre a dúvida: será que consegui passar a mensagem? Será que não defraudei as expectativas?
Espero que tenham gostado tanto como eu desde convívio e troca de saberes, do "mundo das palavras e das imagens"...
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terça-feira, janeiro 28, 2014
Conversas com Imagens
Fui convidado para participar nas "Conversas com Imagens", organizadas pela Escola Ruy Luís Gomes, do Miratejo, quase na fronteira entre o Laranjeiro e Corroios.
É já amanhã, logo depois do almoço.
Achei no mínimo curioso o cartaz que fizeram, com imagens retiradas dos meus blogues.
Vou falar da história de Cacilhas, dos seus topónimos e também dos seus recantos, que proporcionam tão belas imagens, graças ao nosso Tejo...
quinta-feira, janeiro 23, 2014
Vestígios dos Ventos e das Tempestades
As praias do Ginjal e as margens do Tejo tornaram-se neste dias mais tempestuosos num repositório de lixo quase "bio-degradável", que desce até ao Oceano, vindo de longe. Talvez venha mesmo de Espanha, de onde dizem que não nos chegam bons ventos nem bons casamentos.
Hoje o Sol apareceu, mas de mão dada com o frio. Ou seja, um daqueles "namoros", quase contra natura.
Mas nestes chamados tempos modernos, espera-se tudo...
sábado, janeiro 18, 2014
Os 80 Anos do 18 de Janeiro
A Revolta de 18 de Janeiro de 1934, a última grande manifestação de protesto contra a ditadura, até 25 de Abril de 1974, comemora hoje o seu 80º aniversário.
O seu grande epicentro aconteceu na Marinha Grande, mas os operários da cintura industrial lisboeta, também saíram para a rua, para manifestar o seu desagrado pelo rumo do país, já com Salazar ao "leme".
Cacilhas e uma boa parte do Concelho de Almada também veio para a rua, fazendo greve e manifestando-se contra o governo de uma forma pouco pacífica (houve confrontos físicos, rebentamento de bombas e muitas prisões).
O movimento grevista, que tinha aspirações a ser algo mais, acabou praticamente com o Anarco-sindicalismo no nosso país, pois os seus principais lideres foram presos. Primeiro foram deportados para os Açores e depois para o Tarrafal (inauguraram o "Campo da Morte Lenta", juntamente com os Marinheiros que ocuparam três navios no Tejo, a 8 de Setembro de 1936).
Alguns acabaram por falecer, como foi o caso dos almadenses Pedro Matos Filipe - primeiro mártir do Tarrafal - e Joaquim Montes, participantes na Revolta em Cacilhas.
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sexta-feira, janeiro 17, 2014
As "Canoas do Tejo" de Carlos do Carmo
Já conhecia uma boa parte das canções-fados do álbum, "Canoas do Tejo", mas não conhecia o seu todo, nem fazia ideia que era de 1972.
Imagino o quanto foi "revolucionário" fazer um disco de fados, acompanhado por uma banda e não pelo conjunto de guitarras e violas tradicionais, ainda nos tempos da ditadura...
Já ouvi o disco várias vezes e acho-o muito bom, com arranjos musicais bem conseguidos e belos poemas de Alexandre O'Neill, António Gedeão, Ary dos Santos, António Botto, Frederico de Brito, entre outros.
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terça-feira, janeiro 14, 2014
sexta-feira, janeiro 10, 2014
Apreensão na Cova do Vapor
Todas as localidades ribeirinhas estão apreensivas, pois dizem que as marés altas vão voltar já neste fim de semana.
~
Passei pela Cova do Vapor e senti o receio em vários olhares e nas vozes, que ainda tinham tão presente o que sucedera dias antes.
É gente já habituada às travessuras do Mar, mas que mesmo assim, não vai dormir descansada enquanto for Inverno...
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sexta-feira, janeiro 03, 2014
Convite
Amanhã, às 16 horas, a Incrível Almadense, a SCALA e O Farol, organizam o espectáculo, "Fernando Barão, 90 Anos com Alegria, Música e Poesia", com o Apoio das restantes colectividades onde Fernando foi dirigente (Ginásio Clube do Sul, Clube de Campismo do Concelho de Almada, Santa Casa da Misericórdia de Almada e Bombeiros Voluntários de Cacilhas.
O espectáculo realiza-se no Salão de Festas da Incrível e terá a participação da Banda da Incrível Almadense, do Grupo de Cavaquinhos da Incrível Almadense, do Coro Polifónio Ars Música, do Cénico Incrível Almadense, de Francisco Naia e de muitos amigos que declamarão poemas de Fernando Barão.
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quinta-feira, janeiro 02, 2014
Fernando Barão faz 90 Anos
Fernando Barão está de parabéns, por fazer hoje a bonita idade de 90 anos e por continuar a ser uma das principais referências culturais do Concelho de Almada.
Felizmente, para todos os partilhamos a sua amizade, o Fernando continua a manter uma lucidez invejável e uma bonomia única.
Parabéns AMIGO!
(na imagem a contracapa do livro, "Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", que escrevemos em parceria e foi editado em 2007 pela desaparecida Junta de Freguesia de Cacilhas)
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terça-feira, dezembro 31, 2013
O Rio da Minha Aldeia
Escolhi esta minha fotografia do Tejo, com as palavras de Fernando Pessoa, para vos desejar um ano de 2014 com vontade de desafiar o "mundo", de lutar contra todas as arbitrariedades que nos obrigam a enfrentar diariamente.
E que apareça a tal luz que perseguimos há anos, na caminhada pelo "túnel" fora...
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terça-feira, dezembro 24, 2013
A Noite de Natal
Em
a noite de Natal
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.
Alegram-se os pequenitos;
Pois sabem que o bom Jesus
Costuma dar-lhes bonitos.
Vão
se deitar os lindinhos
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.
Mas nem dormem de contentes
E somente às dez horas
Adormecem inocentes.
Perguntam
logo à criada
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.
Quando acorde de manhã
Se Jesus lhes não deu nada.
–
Deu-lhes sim, muitos bonitos.
– Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.
– Queremo-nos já levantar
Respondem os pequenitos.
Mário de
Sá-Carneiro
O óleo é de Alvaro Reja.
sábado, dezembro 21, 2013
A Banda da Incrível Voltou a Animar Almada
Como de costume a banda filarmónica da Incrível Almadense saiu à rua, neste sábado, pela manhã, para espalhar pelas ruas de Almada, músicas alusivas a esta época festiva.
O ponto alto voltou a ser o mercado municipal da rua Olivença, completamente invadido pelos músicos, para gáudio dos comerciantes e dos clientes.
quarta-feira, dezembro 18, 2013
"Também Escrevi o Meu Livro"
João da Cunha Dias, depois de ter ajudado a fazer centenas de livros (como tipógrafo e fotocompositor) resolveu publicar o seu e com um título muito peculiar, "Também Escrevi um Livro".
Embora a capa indique que se trata de uma autobiografia, é mais uma fotobiografia, que têm outro pormenor singular, na maior parte das suas páginas o João homenageia os amigos e os familiares de uma forma original. Há um capítulo em que faz um "Tributo a Figuras Almadenses ou Ligados a Almada na Sua Maioria Sócios da Incrível" (onde também consto, surpreendentemente...).
Ao folhear esta "autobiografia" de 160 páginas, não posso deixar de focar a generosidade do autor, pois esta obra é sobretudo um hino de amizade, um espaço de partilha com os familiares, os amigos e alguns vultos que admira.
A sua apresentação realiza-se amanhã, às 21 horas, na sede da Incrível Almadense. E é, sem qualquer dúvida o lugar certo, pois o João foi um pouco de tudo na Incrível, até Presidente da sua Direcção, mais que uma vez, colectividade da qual é Sócio de Mérito.
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sábado, dezembro 14, 2013
A Biblioteca da Incrível e os Amigos
A apresentação do livrinho, "A Biblioteca da Incrível Almadense - pequeno esboço histórico", correu bem, graças ao ambiente familiar que se conseguiu criar em volta da nossa Incrível, da biblioteca e dos livros...
A Ana foi a escolha certa como apresentadora, pela sua qualidade humana e também pelo seu amor aos livros.
Como tinha previsto foi um lançamento mais informal que o costume, permitindo que se trocassem palavras com mais facilidade e autenticidade entre todos.
Além do livro e da biblioteca, também falámos nos fundadores da Incrível, que com a oferta de mais meios para se investigar dos nossos dias (há mais documentos e arquivos à nossa disposição...), poderá possibilitar a chegada a bom porto, em relação a alguns nomes que andam no ar há alguns anos e a outros desconhecidos.
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quarta-feira, dezembro 11, 2013
A História da Biblioteca da Incrível
No próximo sábado será apresentado um pequeno opúsculo da minha autoria, na qual conto um pouco da história da Biblioteca da Incrível Almadense, a mais antiga do Concelho de Almada, fundada a 4 de Outubro de 1931.
Ana Rodrigues, professora e bibliotecária, será a apresentadora da obra, porque um livrinho destes tinha de ser apresentado por alguém que ama os livros...
O lançamento decorrerá na Sala de Reuniões da Incrível Almadense (edifício da Sede, 2º andar, rua Capitão Leitão, nº 3), às 16 horas.
Será também uma boa oportunidade para revisitarem a biblioteca e o espaço museológico da Colectividade mais antiga de Almada, que festejou em Outubro 165 anos de vida.
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domingo, dezembro 08, 2013
Os Gatos nas Ruas de Almada
Na minha infância, passada numa cidade provinciana, era habitual cruzar-me com cães na rua, uns com donos, outros nem por isso. Normalmente não eram perigosos, era mais comum fugirem à nossa aproximação que assustarem-nos.
Hoje reparo que nas ruas de Almada existem sobretudo gatos. Um animal que na minha infância era caseiro e familiar, com o tempo tornou-se um bicho de rua.
Grande parte são alimentados pela vizinhança. Todos os dias vejo uma ou outra senhora a deixarem-lhes água e alimentos junto a um contentor do lixo. Estão de tal forma afeiçoadas a eles, que lhes falam como se eles lhes "pertencessem".
Mais inteligentes que os cães, raramente lambem às mãos de quem os alimenta ou têm atitudes de animais vadios. Preferem manter alguma distância, sem provocar qualquer animosidade...
Não sei se se trata de um "fenómeno" apenas de Almada, sei sim que é no mínimo estranho, ver por aí nas ruas tantos gatos sem dono.
O óleo é de Alex Carter.
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sexta-feira, novembro 29, 2013
À Descoberta de João Mangualde Boquinhas
Graças à biblioteca da Incrível Almadense tenho descoberto alguns autores que apenas conhecia de nome.
Um deles é o almadense, João Mangualde Boquinhas, que escreveu "Cardos em Flor", um livro de contos, no ano em que nasci.
Há nas suas páginas alguns resquícios do neorealismo, que não deixam de ter alguma beleza.
Escolhi o diálogo de uma das personagens do contos, O Homem sem Mãos" (Albano Maneta), que nos fala do Inverno:
«Vem aí o Inverno! O Inverno é um cão danado que não tem coração! Vem aí o inverno com as suas noites medonhas de frio, noites de tosse sem fim, de tosse que me rasga o peito. Sinto medo só de me lembrar dessas noites... Felizmente para ti não sabes bem o que é o inverno. Tens bons cobertores de papa, como eu também já tive... tens boas mantas de lá... agora eu... Estou a tolher-me com reumatismo!»
Albano fala deste Inverno, seco e gelado, tão mau para quem vive com mais dificuldades, que sente o mesmo que ele...
Infelizmente este sentimento negativo em relação ao Inverno voltou à actualidade, pois começa-se a perder o controle da gente que vive sem casa, nas grandes cidades.
Infelizmente este sentimento negativo em relação ao Inverno voltou à actualidade, pois começa-se a perder o controle da gente que vive sem casa, nas grandes cidades.
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segunda-feira, novembro 25, 2013
Sempre a Costa, do Nosso Descontentamento...
Esta capa de mais um folheto turístico, dos anos cinquenta do século passado, do Concelho de Almada, escolheu para capa a Costa de Caparica.
Na época, esta praia enorme, tinha todas as potencialidades para se tornar um dos grandes casos de sucesso turístico do país.
Mas a proximidade de Lisboa, os seus muitos quilómetros de praias, fizeram com que acabasse por ser uma "praia de massas", quase sem lhe darem tempo de se embelezar...
Por outro lado o Município de Almada nunca se revelou muito preocupado com o que estava a acontecer, com o que lhe estavam a fazer, especialmente nos anos oitenta e noventa, em que podia ter tido um papel decisivo no seu ordenamento e na procura de um equilibrio, que nunca aconteceu...
Nem mesmo com a "Polis", que não passou de mais um fracasso e de um desperdício de dinheiro.
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quinta-feira, novembro 21, 2013
Almada, "O Miradoiro do Sul"
Durante anos e anos, Almada ficou popularizada sobretudo como um dos melhores miradouros da Capital.
Estranho é que a própria Câmara Municipal de Almada (Comissão Municipal de Turismo) tenha publicitado a Vila desta forma (penso que em 1948, número que aparece junto à tipografia), num folheto de grande qualidade gráfica, com bonitas imagens do Concelho...
sábado, novembro 16, 2013
O Árabe que Quis "Comprar" a Trafaria
O Tejo continua a fazer "milagres" todos os dias.
Um dos futuros donos de um império petrolifero das arábias passou por Lisboa e ficou encantado com muito do que viu. Numa viagem que fez de iate, entre o Sado e o Tejo, cruzando o Cabo Espichel, já dentro do "rio da minha Aldeia", pediu para visitar a Terra que tinha muitos barcos pequenos ancorados (Trafaria...).
Fizeram-lhe a vontade e o homem, temporariamente sem turbante, ficou maravilhado com aquele lugar. Não tanto com o que viu, mas sim com o que pensou: a possibilidade de fazer algo diferente, mais bonito e moderno.
Fizeram-lhe a vontade e o homem, temporariamente sem turbante, ficou maravilhado com aquele lugar. Não tanto com o que viu, mas sim com o que pensou: a possibilidade de fazer algo diferente, mais bonito e moderno.
Uma das primeiras coisas que quis saber, foi se havia alguma possibilidade de arrancar dali as torres circulares, que lhe explicaram que eram depósitos de cereais. Disseram-lhe que não e ainda acrescentaram a história dos "contentores"...
Soltou apenas duas palavras: «que pena.»
Nota: esta pequena história não passa de ficção. Mas é pena ver a Trafaria, irremediavelmente perdida, e provavelmente ainda mais abandonada, uma vez que deixou de ser Freguesia...
quinta-feira, novembro 14, 2013
quarta-feira, novembro 06, 2013
Arte e Criatividade
Uma das exposições que mais gosto de ver na Oficina de Cultura de Almada, é a mostra dos trabalhos do concurso "Arte e Criatividade", aberto a pessoas com deficiência.
Além da cor e do sentido estético, gosto sobretudo da alegria e da originalidade, sempre presentes.
Esteve patente ao público apenas no fim de semana e na segunda-feira. O seu tempo devia ser mais prolongado, igual ao das outras exposições artísticas.
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domingo, novembro 03, 2013
E a Procissão Mudou de Dia...
Com as alterações nos feriados, decretadas por este governo, em nome da "produtividade", o histórico primeiro de Novembro, em que também se comemora o Milagre da Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Cacilhas, que segundo reza a lenda acalmou as águas do Tejo em 1755, que durante vários minutos invadiu e destruiu tudo o que lhe surgiu pela frente, foi festejado hoje, com a habitual procissão.
Embora não tenha assistido a manifestações de desagrado, mesmo por parte dos frequentadores dos templos católicos, não deixa de ser estranho que uma procissão histórica se torne "móvel"...
Não foi por acaso que escolhi esta fotografia, que tirei hoje, com Jesus de costas.
terça-feira, outubro 29, 2013
O Novo Pelouro do Associativismo
Uma das novidades do novo executivo da CDU, que comanda os destinos de Almada, é a atribuição do pelouro do Associativismo à sexta vereadora eleita, Mara Figueiredo, como foi transmitido publicamente pelo novo presidente da Autarquia, Joaquim Judas, durante a abertura do Festival de Bandas Filarmónicas organizado pela Incrível Almadense.
Aparentemente tem tudo para ser uma boa notícia para as Colectividades Almadenses.
Mas quem já anda por aqui há já alguns anos, tem sempre motivos para desconfiar da "esmola"...
Provavelmente a CDU não estava à espera de eleger o sexto vereador e então na distribuição de pelouros teve de "inventar". Se o "invento" se revelar positivo para o Movimento Associativo, com um tratamento mais igualitário entre todas Colectividades, assim como uma maior atenção para os problemas que existem e que "têm sido varridos" muitas vezes para debaixo do tapete, estaremos todos de parabéns.
Só espero é que na prática não seja usado para o "jogo do empurra", entre vereadores, neste caso entre o vereador da Cultura e do Associativismo, quando for preciso assumir responsabilidades...
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quinta-feira, outubro 24, 2013
A "Ilha" do Ginjal
Esta fotografia já é de Outubro, uns dias antes do começo da "estação das chuvas" (parecida com outras que já aqui publiquei).
Apesar do abandono e das costas voltadas pelo poder autárquico para com a margem esquerda do rio, há uma "Ilha" no Ginjal, que desperta não só a curiosidade das pessoas, mas também a paixão pelo sabor diferente de uma refeição ou uma bebida, tomadas a um metro das águas do Tejo...
Pena que a maior parte da gente que passa e fica por ali, seja de outras paragens, de outras nações.
É a prova de que o Ginjal, esquecido por tantos almadenses, está presente em muitos guias internacionais de Portugal...
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quinta-feira, outubro 17, 2013
A Cultura Popular e a das Elites em Almada
Embora a CDU continue no poder, há sempre a esperança de que se olhe de outra maneira para a Cultura em Almada.
Uma das coisas que me faz mais confusão, é ver que até aqui tem sido mais fácil dar um milhão de euros para o Festival de Teatro, que uns miseros mil euros para um Festival de Bandas Filarmónicas (os valores são apenas comparativos).
Mesmo sabendo que os jornais e as televisões não escrevem uma linha ou filmam um segundo sobre bandas filarmónicas, há a história e a tradição popular que é preciso preservar.
Posso mesmo dizer que é quase um milagre ainda existirem quatro bandas filarmónicas no concelho de Almada (todas centenárias...), se pensar na despesa que têm em fardamentos e instrumentos musicais (esquecendo o resto...).
Era bom que as coisas mudassem, até porque faz falta música na Cidade para animar os rostos cada vez "depressivos" de todos nós.
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terça-feira, outubro 15, 2013
Ainda Não se Sente
Ainda não se sente a falta da Junta de Freguesia em Cacilhas.
Lá virão os dias, em que percebemos que há decisões que serão decididas por outras pessoas, de outras freguesias...
Até porque Cacilhas apenas tem um elemento no grupo de sete do executivo...
Não tenho dúvidas que a população cacilhense perdeu um dos seus "faróis"...
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sexta-feira, outubro 11, 2013
O Ressentimento é Horrível...
Nem todos os políticos percebem que tudo tem um tempo, e que é bom sair em alta. Isso acontece porque se julgam quase sempre melhores do que o que realmente são.
No rescaldo das eleições autárquicas, percebemos que os chamados "dinossauros" não abandonaram os seus lugares de ânimo leve. Apesar de terem mais de trinta anos de poder, não gostaram de ser "empurrados" e acham que ainda ficaram muitas coisas por fazer...
Percebe-se nos seus discursos de despedida, cada vez com mais clareza, que se acham mesmo "insubstituiveis".
Ao ouvi-los sinto sobretudo que o ressentimento é uma coisa horrível. E também percebo que sair com dignidade de qualquer cargo, não é para todos, é mesmo só para alguns...
O óleo é de Timos Batinakis.
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quarta-feira, outubro 09, 2013
terça-feira, outubro 08, 2013
Uma Outra Lisboa
Apesar da crise, Lisboa está diferente, para melhor. Pelo menos a parte histórica e mais agradável, próxima do Tejo.
Lisboa é hoje uma cidade mais aberta e com mais pontos de interesse, especialmente para quem vem de fora.
Era bom que este exemplo fosse seguido de Norte a Sul, que se apostasse mais a sério no turismo como uma mais valia económica, criando novos empregos, ao mesmo tempo que se pintava o país com cores mais alegres.
O óleo é de Ricardo Paula.
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domingo, outubro 06, 2013
A Festa do Orlando, com Teatro, Poesia, Música e Amizade
O lançamento do livro, "Deixem-me Ser Quem Sou!", foi um acto cultural e de amizade de grande significado, para as mais de duzentas pessoas que encheram a plateia e a primeira galeria do Salão de Festas da Incrível Almadense.
Isto só foi possível graças ao autor, Orlando Laranjeiro, cuja autenticidade, capacidade de fazer amigos e amor aos valores colectivos, faz como que seja uma das principais figuras do movimento associativo almadense.
Além destas qualidades pessoais, o Orlando tem um talento único para a poesia e para o teatro, oferecendo-lhe uma musicalidade e vida únicas, como foi possivel apreciar no quadro teatral, "Amigos Completos", sobre as Pazes entre a Incrível e a Academia, tal como nas canções interpretadas pela Luisa Basto, que encerraram a Festa do Orlando e deixaram toda a gente satisfeita por este belo serão, passado entre amigos que viveram tanto, juntos, como se percebe no livro de memórias, "Deixem-se Ser Quem Sou!".
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sábado, outubro 05, 2013
A Arruada da Incrível e o Poder do Dinheiro
Todos os anos a banda da Incrível Almadense realiza uma arruada pelas ruas de Almada, no primeiro sábado de Outubro, mês da comemoração do seu aniversário. Esta "marcha musical" também faz várias paragens para apresentação de cumprimentos junto às sedes das Colectividades vizinhas e amigas, oferecendo música aos seus dirigentes, sócios e a quem passa pelo coração da Cidade.
De uma forma geral as pessoas reagem com satisfação a esta Incrível oferta musical, mesmo os automoblistas que têm de circular em marcha mais lenta ou até de parar.
Este ano houve um pequeno incidente, apareceu a divisão de trânsito da PSP, que embora tenha sido informada da arruada e do respectivo trajecto (tendo inclusive efectuado três dias antes um telefonema para a Incrível a dizer que este serviço era pago, recebendo como resposta que a Incrível não estava a requisitar nenhum serviço à PSP, mas sim a informá-la, como fazia todos os anos. E que além disso era uma colectividade centenária que vivia com dificuldades, sem dinheiro para pagar este ou outro serviço policial...), fez-se de novas e começou por perguntar, quem é que era o responsável por aquela "manifestação cultural", pedindo a sua identificação e dados sobre o número de "manifestantes", etc.
Além dos modos pouco amigáveis do agente, foi notória a sua ignorância e a falta de respeito pelo Movimento Associativo e pelas Tradições Almadenses.
Parece que tudo tem um preço nesta era, em que nos querem "troicar" todas as voltas. Dizemos isto porque nem nos tempos salazarentos foram colocados obstáculos às Arruadas...
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quinta-feira, outubro 03, 2013
As Memórias do Orlando
Amanhã, dia 4 de Outubro, é apresentado ao público o livro de memórias, "Deixem-me Ser Quem Sou!", da autoria de Orlando Laranjeiro, uma das grandes referências do movimento associativo almadense.
A sessão de lançamento realiza-se no Salão de Festas da Incrível Almadense, às 21 horas.
Haverá também teatro, poesia e canções (pela voz de Luísa Basto), cujos textos e poemas são da autoria do Orlando.
Além de participar no lançamento, escrevi o "posfácio" do livro, onde saliento, entre outras coisas, as palavras do autor sobre a importância do associativismo em Almada: «Poucos conseguiram fazer um esboço desta Vila-Cidade (que nos últimos cento e cinquenta anos abraçou a sua verdadeira génese colectivista, sem nunca esconder o orgulho pelas suas raízes operárias) tão apaixonado e autêntico como o Orlando.»
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terça-feira, outubro 01, 2013
Incrível Comemora 165 Anos
A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora hoje o seu 165º aniversário e fazendo juz à tradição, à meia-noite a Banda Filarmónica tocou o hino da Incrível, enquanto se içava a Bandeira da Colectividade na Sede Social (que ficará hasteada durante todo o mês de Outubro...).
Depois, dirigentes, músicos, sócios e amigos subiram ao primeiro andar da sede, onde cantaram os parabéns à Colectividade mais antiga de Almada e uma das mais antigas do país.
Além dos discursos dos presidentes da Direcção (José Luís Tavares) e da Assembleia Geral (Alfredo Guaparrão dos Santos), também usou da palavra, Fernando Barão, sócio honorário da Incrível e um dos Incríveis mais antigos vivos, quase com noventa anos (é ele que está a discursar na foto)...
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segunda-feira, setembro 30, 2013
Os Vencedores Vão-se Reduzindo...
Uma das características mais estúpidas dos políticos é a ausência do ridiculo, é por isso que normalmente conseguem (ou pelo menos tentam...) transformar derrotas em vitórias, fazendo quase em simultâneo vários números de circo: malabarismo, ilusionismo, contorcionismo, e claro, o habitual número de palhaço.
Desta vez não houve corda que esticasse, tanto para o PSD como para o BE.
Infelizmente o Coelho fingiu que não percebeu e aproveitou a noite de derrota, quase para nos ameaçar com mais "austeridade"...
O óleo é de George Bellows.
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sexta-feira, setembro 27, 2013
Votar para Quê?
Estou a pensar, seriamente, em não votar no próximo domingo.
Se tal acontecer, será a primeira vez. Espero que os meus avós e meu pai, percebam...
Apesar de reconhecer, que é o único momento, em que podemos decidir alguma coisa, também sei que isto já não é democracia, há já algum tempo.
Não me sinto bem neste país, onde as mesmas forças políticas se perpetuam no poder, durante mais de três décadas. Isso já não é democracia, é outra coisa...
Também não me vejo representado em nenhum dos partidos que concorrem às eleições.
O "caciquismo" tornou-se prática comum da esquerda e da direita. Protejem-se e favorecem-se sempre os mesmos. Sei bem do que falo.
É por isso que acredito que mesmo que se mude para pior, é importante mudar. Abrem-se novas portas, começam-se novos ciclos.
O óleo é de Carlo Carro.
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terça-feira, setembro 24, 2013
Uma Nota Curiosa de Romeu
Descobri nas últimas páginas da 1ª edição do livro "Trapo Azul", de 1948, esta preciosidade.
Continua e continuará actual, enquanto os livros forem escritos por homens e mulheres.
Uma das coisas que sempre me fez confusão (claro que hoje já estou habituado...), foi ouvir gente do meio literário, apontar uma gralha na página tal ou uma data que não está bem no capítulo tal. Gente que por norma é incapaz de dar os parabéns ao autor e de dizer que gostou muito do livro por isto ou por aquilo. Ou até de dizer que não ficou agradado por uma ou outra razão.
Romeu Correia lembra-nos, mais uma vez, que todos somos humanos, com mais ou menos imperfeições...
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domingo, setembro 22, 2013
As Margueiras
Ontem foi apresentado publicamente o livro, "As Margueiras - Contributo para a História de Cacilhas", editado pela Associação O Farol e pela Junta de Freguesia de Cacilhas.
É uma obra bonita e com bastante interesse para as gentes cacilhenses, tanto para os que ainda conheceram as Margueiras Nova e Velha, como para aqueles que agora passam a conhecer a história do espaço físico que é hoje ocupado pela Lisnave, pelo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas e também por parte do aglomerado urbano da parte esquerda, no começo da avenida 25 de Abril, em Cacilhas.
A obra coordenada por Henrique Costa Mota (com o apoio de Modesto Viegas e Luís Bayó Veiga) foi apresentada pelo meu amigo Fernando Barão e contou com a colaboração de muita gente ilustre de Cacilhas, alguns já desaparecidos, como foi o caso de outra grande amiga, a Idalina Alves Rebelo, que além de ter dado o seu testemunho em prosa, também nos ofereceu um bonito poema, que foi lido na sessão de lançamento pela poetisa, Maria Gertrudes Novais (e uma das suas pinturas de Cacilhas na contracapa).
sexta-feira, setembro 20, 2013
O Verão Continua no Ginjal
O Verão continua no Ginjal e um pouco por todo o País.
A segunda quinzena de Setembro não costuma ser tão quente, mas o tempo há já algum tempo que não vai em "estações", tentando desvalorizar as chamadas estações amenas, Primavera e Outono. Quase que nos quer colocar só com Verão e Inverno.
Claro que a culpa de todo este "desnorte" é nossa, continuamos a cometer os mesmos erros, ano após ano.
A falta que nos fazem as árvores que são consumidas todos os anos com os incêndios, para o desejado equilíbrio...
sábado, setembro 14, 2013
É Hoje
O lançamento do livro/ catálogo, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo" realiza-se hoje, às 17 horas, no auditório da Escola Cacilhas-Tejo.
A apresentação é do escritor almadense, António Neves Policarpo (que ainda ontem à noite apresentou a sua última obra em Almada, a segunda edição do livro, "Memórias da Nossa Terra e da Nossa Gente").
Se puderem apareçam.
sexta-feira, setembro 13, 2013
Depois...
«Os trabalhadores da LISNAVE que contactámos, não
conseguiram esconder a nostalgia e o desencanto que sentem, por verem os estaleiros
completamente abandonados, a caminho da degradação total.
Muitos continuam a pensar que os estaleiros
poderiam ter continuado a laborar na Margueira. Não com os serviços de
“decapagem” (nocivos para o ambiente e para a saúde), mas apenas como estaleiro
de reparação naval. Poderia oferecer trabalho a muita gente necessitada, nestes
tempos em que o desemprego tem atingido números impensáveis no nosso País…»
(O texto é meu e a fotografia do João Soeiro)
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quinta-feira, setembro 12, 2013
Durante...
«Ultrapassados os percalços normais dos primeiros
meses, que surgem em qualquer grande empreendimento, os anos seguintes de
laboração revelaram-se de grande sucesso, com o aumento encomendas e também de funcionários.
De 1967 até 1974, o número de operários dos estaleiros quase que duplicou.
A LISNAVE era praticamente uma cidade dentro de
outra cidade, a funcionar 24 horas por dia, 365 dias por ano…»
(o texto é meu e a fotografia de João Soeiro)
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terça-feira, setembro 10, 2013
Antes...
«Antes de se pensar na construção da LISNAVE na
Margueira, toda aquela zona fazia parte dos planos do Ginásio Clube do Sul, para
a construção do tão sonhado Posto Náutico do Clube de Cacilhas, que nos seus
primeiros anos de vida teve uma forte ligação com o Rio.
E até contava com os apoios do Município de
Almada e da Administração do Porto de Lisboa, que algum tempo depois acabaram
por se “render” ao projecto de um grande estaleiro naval naquele local, ficando
o Posto Náutico, adiado, até aos nossos dias…»
A fotografia é do João Soeiro e faz parte do livro, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo", tal como o texto transcrito, da minha autoria.
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segunda-feira, setembro 09, 2013
"Lisnave, Uma Viagem no Tempo"
Está é a capa do Livro/ Catálogo, com textos da minha autoria e fotografias de João Soeiro, que será apresentado em Cacilhas, no próximo sábado.
Será tema de conversa durante esta semana aqui no "Casario".
Começo por publicar o texto que escrevi para a contracapa:
«A LISNAVE não foi apenas um empreendimento gigantesco,
que rasgou o Tejo, colocou Portugal no “mapa-mundo” da indústria naval e fez
crescer todo o Concelho de Almada, particularmente, Cacilhas.
Foi muito mais…
Foi o começo de um sonho para milhares de
portugueses, que sentiram que era possível “emigrar” sem sair do país.»
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quinta-feira, setembro 05, 2013
A Pesca e os Cacilheiros
Embora se encontrem pescadores durante todo o dia no Ginjal, há tarde à uma afluência maior.
Provavelmente gente que gosta de ficar por ali, a conversar com os peixes e com o Tejo, ao mesmo tempo que assistem à fuga da tarde.
Têm ainda o entretém das barcas que chegam e partem, especialmente os cacilheiros, que oferecem a sua "cor contraste" às águas suaves do "rio da minha aldeia"...
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segunda-feira, setembro 02, 2013
O Tejo é Quase um Mar
É uma benção poder olhar o Tejo quase de mil e uma maneiras, com e sem ponte.
Não é por acaso que uma das coisas que mais seduzia os lisboetas, entre os séculos XIX e XX, era vir à Outra Banda olhar a sua cidade...
Ainda hoje é assim.
Não ficamos atrás de Lisboa, na colecção que temos de miradouros...
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