Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
quinta-feira, novembro 14, 2013
quarta-feira, novembro 06, 2013
Arte e Criatividade
Uma das exposições que mais gosto de ver na Oficina de Cultura de Almada, é a mostra dos trabalhos do concurso "Arte e Criatividade", aberto a pessoas com deficiência.
Além da cor e do sentido estético, gosto sobretudo da alegria e da originalidade, sempre presentes.
Esteve patente ao público apenas no fim de semana e na segunda-feira. O seu tempo devia ser mais prolongado, igual ao das outras exposições artísticas.
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domingo, novembro 03, 2013
E a Procissão Mudou de Dia...
Com as alterações nos feriados, decretadas por este governo, em nome da "produtividade", o histórico primeiro de Novembro, em que também se comemora o Milagre da Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Cacilhas, que segundo reza a lenda acalmou as águas do Tejo em 1755, que durante vários minutos invadiu e destruiu tudo o que lhe surgiu pela frente, foi festejado hoje, com a habitual procissão.
Embora não tenha assistido a manifestações de desagrado, mesmo por parte dos frequentadores dos templos católicos, não deixa de ser estranho que uma procissão histórica se torne "móvel"...
Não foi por acaso que escolhi esta fotografia, que tirei hoje, com Jesus de costas.
terça-feira, outubro 29, 2013
O Novo Pelouro do Associativismo
Uma das novidades do novo executivo da CDU, que comanda os destinos de Almada, é a atribuição do pelouro do Associativismo à sexta vereadora eleita, Mara Figueiredo, como foi transmitido publicamente pelo novo presidente da Autarquia, Joaquim Judas, durante a abertura do Festival de Bandas Filarmónicas organizado pela Incrível Almadense.
Aparentemente tem tudo para ser uma boa notícia para as Colectividades Almadenses.
Mas quem já anda por aqui há já alguns anos, tem sempre motivos para desconfiar da "esmola"...
Provavelmente a CDU não estava à espera de eleger o sexto vereador e então na distribuição de pelouros teve de "inventar". Se o "invento" se revelar positivo para o Movimento Associativo, com um tratamento mais igualitário entre todas Colectividades, assim como uma maior atenção para os problemas que existem e que "têm sido varridos" muitas vezes para debaixo do tapete, estaremos todos de parabéns.
Só espero é que na prática não seja usado para o "jogo do empurra", entre vereadores, neste caso entre o vereador da Cultura e do Associativismo, quando for preciso assumir responsabilidades...
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quinta-feira, outubro 24, 2013
A "Ilha" do Ginjal
Esta fotografia já é de Outubro, uns dias antes do começo da "estação das chuvas" (parecida com outras que já aqui publiquei).
Apesar do abandono e das costas voltadas pelo poder autárquico para com a margem esquerda do rio, há uma "Ilha" no Ginjal, que desperta não só a curiosidade das pessoas, mas também a paixão pelo sabor diferente de uma refeição ou uma bebida, tomadas a um metro das águas do Tejo...
Pena que a maior parte da gente que passa e fica por ali, seja de outras paragens, de outras nações.
É a prova de que o Ginjal, esquecido por tantos almadenses, está presente em muitos guias internacionais de Portugal...
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quinta-feira, outubro 17, 2013
A Cultura Popular e a das Elites em Almada
Embora a CDU continue no poder, há sempre a esperança de que se olhe de outra maneira para a Cultura em Almada.
Uma das coisas que me faz mais confusão, é ver que até aqui tem sido mais fácil dar um milhão de euros para o Festival de Teatro, que uns miseros mil euros para um Festival de Bandas Filarmónicas (os valores são apenas comparativos).
Mesmo sabendo que os jornais e as televisões não escrevem uma linha ou filmam um segundo sobre bandas filarmónicas, há a história e a tradição popular que é preciso preservar.
Posso mesmo dizer que é quase um milagre ainda existirem quatro bandas filarmónicas no concelho de Almada (todas centenárias...), se pensar na despesa que têm em fardamentos e instrumentos musicais (esquecendo o resto...).
Era bom que as coisas mudassem, até porque faz falta música na Cidade para animar os rostos cada vez "depressivos" de todos nós.
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terça-feira, outubro 15, 2013
Ainda Não se Sente
Ainda não se sente a falta da Junta de Freguesia em Cacilhas.
Lá virão os dias, em que percebemos que há decisões que serão decididas por outras pessoas, de outras freguesias...
Até porque Cacilhas apenas tem um elemento no grupo de sete do executivo...
Não tenho dúvidas que a população cacilhense perdeu um dos seus "faróis"...
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sexta-feira, outubro 11, 2013
O Ressentimento é Horrível...
Nem todos os políticos percebem que tudo tem um tempo, e que é bom sair em alta. Isso acontece porque se julgam quase sempre melhores do que o que realmente são.
No rescaldo das eleições autárquicas, percebemos que os chamados "dinossauros" não abandonaram os seus lugares de ânimo leve. Apesar de terem mais de trinta anos de poder, não gostaram de ser "empurrados" e acham que ainda ficaram muitas coisas por fazer...
Percebe-se nos seus discursos de despedida, cada vez com mais clareza, que se acham mesmo "insubstituiveis".
Ao ouvi-los sinto sobretudo que o ressentimento é uma coisa horrível. E também percebo que sair com dignidade de qualquer cargo, não é para todos, é mesmo só para alguns...
O óleo é de Timos Batinakis.
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quarta-feira, outubro 09, 2013
terça-feira, outubro 08, 2013
Uma Outra Lisboa
Apesar da crise, Lisboa está diferente, para melhor. Pelo menos a parte histórica e mais agradável, próxima do Tejo.
Lisboa é hoje uma cidade mais aberta e com mais pontos de interesse, especialmente para quem vem de fora.
Era bom que este exemplo fosse seguido de Norte a Sul, que se apostasse mais a sério no turismo como uma mais valia económica, criando novos empregos, ao mesmo tempo que se pintava o país com cores mais alegres.
O óleo é de Ricardo Paula.
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domingo, outubro 06, 2013
A Festa do Orlando, com Teatro, Poesia, Música e Amizade
O lançamento do livro, "Deixem-me Ser Quem Sou!", foi um acto cultural e de amizade de grande significado, para as mais de duzentas pessoas que encheram a plateia e a primeira galeria do Salão de Festas da Incrível Almadense.
Isto só foi possível graças ao autor, Orlando Laranjeiro, cuja autenticidade, capacidade de fazer amigos e amor aos valores colectivos, faz como que seja uma das principais figuras do movimento associativo almadense.
Além destas qualidades pessoais, o Orlando tem um talento único para a poesia e para o teatro, oferecendo-lhe uma musicalidade e vida únicas, como foi possivel apreciar no quadro teatral, "Amigos Completos", sobre as Pazes entre a Incrível e a Academia, tal como nas canções interpretadas pela Luisa Basto, que encerraram a Festa do Orlando e deixaram toda a gente satisfeita por este belo serão, passado entre amigos que viveram tanto, juntos, como se percebe no livro de memórias, "Deixem-se Ser Quem Sou!".
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sábado, outubro 05, 2013
A Arruada da Incrível e o Poder do Dinheiro
Todos os anos a banda da Incrível Almadense realiza uma arruada pelas ruas de Almada, no primeiro sábado de Outubro, mês da comemoração do seu aniversário. Esta "marcha musical" também faz várias paragens para apresentação de cumprimentos junto às sedes das Colectividades vizinhas e amigas, oferecendo música aos seus dirigentes, sócios e a quem passa pelo coração da Cidade.
De uma forma geral as pessoas reagem com satisfação a esta Incrível oferta musical, mesmo os automoblistas que têm de circular em marcha mais lenta ou até de parar.
Este ano houve um pequeno incidente, apareceu a divisão de trânsito da PSP, que embora tenha sido informada da arruada e do respectivo trajecto (tendo inclusive efectuado três dias antes um telefonema para a Incrível a dizer que este serviço era pago, recebendo como resposta que a Incrível não estava a requisitar nenhum serviço à PSP, mas sim a informá-la, como fazia todos os anos. E que além disso era uma colectividade centenária que vivia com dificuldades, sem dinheiro para pagar este ou outro serviço policial...), fez-se de novas e começou por perguntar, quem é que era o responsável por aquela "manifestação cultural", pedindo a sua identificação e dados sobre o número de "manifestantes", etc.
Além dos modos pouco amigáveis do agente, foi notória a sua ignorância e a falta de respeito pelo Movimento Associativo e pelas Tradições Almadenses.
Parece que tudo tem um preço nesta era, em que nos querem "troicar" todas as voltas. Dizemos isto porque nem nos tempos salazarentos foram colocados obstáculos às Arruadas...
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quinta-feira, outubro 03, 2013
As Memórias do Orlando
Amanhã, dia 4 de Outubro, é apresentado ao público o livro de memórias, "Deixem-me Ser Quem Sou!", da autoria de Orlando Laranjeiro, uma das grandes referências do movimento associativo almadense.
A sessão de lançamento realiza-se no Salão de Festas da Incrível Almadense, às 21 horas.
Haverá também teatro, poesia e canções (pela voz de Luísa Basto), cujos textos e poemas são da autoria do Orlando.
Além de participar no lançamento, escrevi o "posfácio" do livro, onde saliento, entre outras coisas, as palavras do autor sobre a importância do associativismo em Almada: «Poucos conseguiram fazer um esboço desta Vila-Cidade (que nos últimos cento e cinquenta anos abraçou a sua verdadeira génese colectivista, sem nunca esconder o orgulho pelas suas raízes operárias) tão apaixonado e autêntico como o Orlando.»
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terça-feira, outubro 01, 2013
Incrível Comemora 165 Anos
A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora hoje o seu 165º aniversário e fazendo juz à tradição, à meia-noite a Banda Filarmónica tocou o hino da Incrível, enquanto se içava a Bandeira da Colectividade na Sede Social (que ficará hasteada durante todo o mês de Outubro...).
Depois, dirigentes, músicos, sócios e amigos subiram ao primeiro andar da sede, onde cantaram os parabéns à Colectividade mais antiga de Almada e uma das mais antigas do país.
Além dos discursos dos presidentes da Direcção (José Luís Tavares) e da Assembleia Geral (Alfredo Guaparrão dos Santos), também usou da palavra, Fernando Barão, sócio honorário da Incrível e um dos Incríveis mais antigos vivos, quase com noventa anos (é ele que está a discursar na foto)...
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segunda-feira, setembro 30, 2013
Os Vencedores Vão-se Reduzindo...
Uma das características mais estúpidas dos políticos é a ausência do ridiculo, é por isso que normalmente conseguem (ou pelo menos tentam...) transformar derrotas em vitórias, fazendo quase em simultâneo vários números de circo: malabarismo, ilusionismo, contorcionismo, e claro, o habitual número de palhaço.
Desta vez não houve corda que esticasse, tanto para o PSD como para o BE.
Infelizmente o Coelho fingiu que não percebeu e aproveitou a noite de derrota, quase para nos ameaçar com mais "austeridade"...
O óleo é de George Bellows.
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sexta-feira, setembro 27, 2013
Votar para Quê?
Estou a pensar, seriamente, em não votar no próximo domingo.
Se tal acontecer, será a primeira vez. Espero que os meus avós e meu pai, percebam...
Apesar de reconhecer, que é o único momento, em que podemos decidir alguma coisa, também sei que isto já não é democracia, há já algum tempo.
Não me sinto bem neste país, onde as mesmas forças políticas se perpetuam no poder, durante mais de três décadas. Isso já não é democracia, é outra coisa...
Também não me vejo representado em nenhum dos partidos que concorrem às eleições.
O "caciquismo" tornou-se prática comum da esquerda e da direita. Protejem-se e favorecem-se sempre os mesmos. Sei bem do que falo.
É por isso que acredito que mesmo que se mude para pior, é importante mudar. Abrem-se novas portas, começam-se novos ciclos.
O óleo é de Carlo Carro.
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terça-feira, setembro 24, 2013
Uma Nota Curiosa de Romeu
Descobri nas últimas páginas da 1ª edição do livro "Trapo Azul", de 1948, esta preciosidade.
Continua e continuará actual, enquanto os livros forem escritos por homens e mulheres.
Uma das coisas que sempre me fez confusão (claro que hoje já estou habituado...), foi ouvir gente do meio literário, apontar uma gralha na página tal ou uma data que não está bem no capítulo tal. Gente que por norma é incapaz de dar os parabéns ao autor e de dizer que gostou muito do livro por isto ou por aquilo. Ou até de dizer que não ficou agradado por uma ou outra razão.
Romeu Correia lembra-nos, mais uma vez, que todos somos humanos, com mais ou menos imperfeições...
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domingo, setembro 22, 2013
As Margueiras
Ontem foi apresentado publicamente o livro, "As Margueiras - Contributo para a História de Cacilhas", editado pela Associação O Farol e pela Junta de Freguesia de Cacilhas.
É uma obra bonita e com bastante interesse para as gentes cacilhenses, tanto para os que ainda conheceram as Margueiras Nova e Velha, como para aqueles que agora passam a conhecer a história do espaço físico que é hoje ocupado pela Lisnave, pelo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas e também por parte do aglomerado urbano da parte esquerda, no começo da avenida 25 de Abril, em Cacilhas.
A obra coordenada por Henrique Costa Mota (com o apoio de Modesto Viegas e Luís Bayó Veiga) foi apresentada pelo meu amigo Fernando Barão e contou com a colaboração de muita gente ilustre de Cacilhas, alguns já desaparecidos, como foi o caso de outra grande amiga, a Idalina Alves Rebelo, que além de ter dado o seu testemunho em prosa, também nos ofereceu um bonito poema, que foi lido na sessão de lançamento pela poetisa, Maria Gertrudes Novais (e uma das suas pinturas de Cacilhas na contracapa).
sexta-feira, setembro 20, 2013
O Verão Continua no Ginjal
O Verão continua no Ginjal e um pouco por todo o País.
A segunda quinzena de Setembro não costuma ser tão quente, mas o tempo há já algum tempo que não vai em "estações", tentando desvalorizar as chamadas estações amenas, Primavera e Outono. Quase que nos quer colocar só com Verão e Inverno.
Claro que a culpa de todo este "desnorte" é nossa, continuamos a cometer os mesmos erros, ano após ano.
A falta que nos fazem as árvores que são consumidas todos os anos com os incêndios, para o desejado equilíbrio...
sábado, setembro 14, 2013
É Hoje
O lançamento do livro/ catálogo, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo" realiza-se hoje, às 17 horas, no auditório da Escola Cacilhas-Tejo.
A apresentação é do escritor almadense, António Neves Policarpo (que ainda ontem à noite apresentou a sua última obra em Almada, a segunda edição do livro, "Memórias da Nossa Terra e da Nossa Gente").
Se puderem apareçam.
sexta-feira, setembro 13, 2013
Depois...
«Os trabalhadores da LISNAVE que contactámos, não
conseguiram esconder a nostalgia e o desencanto que sentem, por verem os estaleiros
completamente abandonados, a caminho da degradação total.
Muitos continuam a pensar que os estaleiros
poderiam ter continuado a laborar na Margueira. Não com os serviços de
“decapagem” (nocivos para o ambiente e para a saúde), mas apenas como estaleiro
de reparação naval. Poderia oferecer trabalho a muita gente necessitada, nestes
tempos em que o desemprego tem atingido números impensáveis no nosso País…»
(O texto é meu e a fotografia do João Soeiro)
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quinta-feira, setembro 12, 2013
Durante...
«Ultrapassados os percalços normais dos primeiros
meses, que surgem em qualquer grande empreendimento, os anos seguintes de
laboração revelaram-se de grande sucesso, com o aumento encomendas e também de funcionários.
De 1967 até 1974, o número de operários dos estaleiros quase que duplicou.
A LISNAVE era praticamente uma cidade dentro de
outra cidade, a funcionar 24 horas por dia, 365 dias por ano…»
(o texto é meu e a fotografia de João Soeiro)
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terça-feira, setembro 10, 2013
Antes...
«Antes de se pensar na construção da LISNAVE na
Margueira, toda aquela zona fazia parte dos planos do Ginásio Clube do Sul, para
a construção do tão sonhado Posto Náutico do Clube de Cacilhas, que nos seus
primeiros anos de vida teve uma forte ligação com o Rio.
E até contava com os apoios do Município de
Almada e da Administração do Porto de Lisboa, que algum tempo depois acabaram
por se “render” ao projecto de um grande estaleiro naval naquele local, ficando
o Posto Náutico, adiado, até aos nossos dias…»
A fotografia é do João Soeiro e faz parte do livro, "Lisnave, Uma Viagem no Tempo", tal como o texto transcrito, da minha autoria.
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segunda-feira, setembro 09, 2013
"Lisnave, Uma Viagem no Tempo"
Está é a capa do Livro/ Catálogo, com textos da minha autoria e fotografias de João Soeiro, que será apresentado em Cacilhas, no próximo sábado.
Será tema de conversa durante esta semana aqui no "Casario".
Começo por publicar o texto que escrevi para a contracapa:
«A LISNAVE não foi apenas um empreendimento gigantesco,
que rasgou o Tejo, colocou Portugal no “mapa-mundo” da indústria naval e fez
crescer todo o Concelho de Almada, particularmente, Cacilhas.
Foi muito mais…
Foi o começo de um sonho para milhares de
portugueses, que sentiram que era possível “emigrar” sem sair do país.»
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quinta-feira, setembro 05, 2013
A Pesca e os Cacilheiros
Embora se encontrem pescadores durante todo o dia no Ginjal, há tarde à uma afluência maior.
Provavelmente gente que gosta de ficar por ali, a conversar com os peixes e com o Tejo, ao mesmo tempo que assistem à fuga da tarde.
Têm ainda o entretém das barcas que chegam e partem, especialmente os cacilheiros, que oferecem a sua "cor contraste" às águas suaves do "rio da minha aldeia"...
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segunda-feira, setembro 02, 2013
O Tejo é Quase um Mar
É uma benção poder olhar o Tejo quase de mil e uma maneiras, com e sem ponte.
Não é por acaso que uma das coisas que mais seduzia os lisboetas, entre os séculos XIX e XX, era vir à Outra Banda olhar a sua cidade...
Ainda hoje é assim.
Não ficamos atrás de Lisboa, na colecção que temos de miradouros...
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sábado, agosto 31, 2013
terça-feira, agosto 27, 2013
Nunca lhes Seremos Suficientes Gratos
Os Bombeiros Voluntários de Almada comemoraram ontem o seu centenário, ao serviço da população Almadense.
Agosto é o mês em que os "Soldados da Paz" são mais solicitados, devido às centenas de incêndios que destroem as nossas matas, de Norte a Sul.
Combatem de uma forma heróica, quase sempre colocando em risco a própria vida (este ano já faleceram quatro, a defenderem a nossa natureza, tão maltratada por quase todos nós).
Vivam os Bombeiros Voluntários de Almada!
Vivam todos os Soldados da Paz do Mundo Inteiro!
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segunda-feira, agosto 19, 2013
domingo, agosto 18, 2013
Festa na Praça do Comércio
O espectáculo com projecções multimédia na Praça do Comércio, "Arco de Luz", termina hoje, às 23.30 horas.
Fomos ontem e foi giro, apesar da grande massa de gente em Cacilhas e depois no Cais de Sodré.
Deve ter sido um bom negócio para a "Transtejo", apesar de se estar borrifando para estas iniciativas e para as pessoas que utilizaram este transporte, que esperaram e esperaram nas filas para conseguirem o bilhete de barco.
Poderiam ter colocado mais alguém nas bilheteiras e também organizado travessias especiais de cacilheiro para o evento, mas...
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sábado, agosto 10, 2013
Madredeus no Ginjal
O Ginjal sempre foi (e continua a ser) um lugar atractivo para a fotografia.
Um bom exemplo é esta imagem promocional, dos primeiros tempos do grupo musical, "Madredeus" (ainda com o Rodrigo Leão...).
Está aqui o Cais e o Rio, não fosse a sina dos "Madredeus" destes tempos, partir...
Devem ter dado mais que uma volta ao mundo, na divulgação da música portuguesa.
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quarta-feira, agosto 07, 2013
Afinal Não Mudou Nada, até as Moscas são as Mesmas...
Foi feita uma remodelação quase "revolucionária", o "defensor" dos pensionistas foi promovido a "vice-rei", mas a fórmula de arranjar dinheiro continua igual: ir ao bolso dos funcionários públicos e pensionistas.
O governo continua igual a si próprio, não passa de uma caricatura do "xerife de Nottingham", que nos habituámos a ver nos filmes do Robin dos Bosques.
Só falta aparecer um "ladrão honesto", como o bom do Robin, para devolver o "saque" ao povo...
Como não estamos no tempo dos "milagres", penso que este assunto só se resolve quando todos decidirmos sair à rua e paralisar, de uma vez por todas, o país, para que esta gente (do presidente da república aos ministros) perceba que já chega de "bandalheira e roubalheira"!
Esta fotografia é um bom exemplo da mentalidade desta gente, que continua a fingir que os seus pecados se resolvem com uma dúzia de "avé-marias" e "pai-nossos".
terça-feira, agosto 06, 2013
sábado, agosto 03, 2013
As Memória de Almada do Manuel
Hoje apresentei o livro, "Algumas Memórias de Almada e de Outros Lugares", da autoria de Manuel Alves Pereira, um jovem que tem a bonita idade de 90 anos.
Normalmente estas coisas não são programadas para Agosto, mas aconteceu.
Foi muito bom sentir a alegria do Manuel e dos amigos que estiveram presentes, na sede do Clube Recreativo Piedense, na Cova da Piedade (a obra foi editada pela Junta de Freguesia da Cova da Piedade) para aplaudir este grande almadense, que tinha o sonho de deixar um livro seu para a posteridade. Felizmente conseguiu concretizá-lo.
Apenas mais uma curiosidade, a fotografia da capa do livro é da minha autoria.
segunda-feira, julho 15, 2013
Hoje está Sol
Hoje está Sol, mas nos últimos dias um manto de nuvens tem coberto o astro solar, que tanto nos ilumina...
Mas não foi nada desagradável esta frescura, depois de vários dias com temperaturas acima dos quarenta graus...
Na fotografia surgem os meus filhos, numa das esplanadas ribeirinhas da nossa Margem.
Foram eles que quiseram dar uma volta até ao Ginjal, na sexta feira...
sábado, julho 13, 2013
«O jardim fecha às 17.30 horas, por isso...»
Ontem fomos a esse sítio agradável, que é a Casa da Cerca.
Depois de visitarmos as exposições perguntei aos meus filhos se queriam ir ao jardim, quando nos descolávamos para lá, a funcionária informou-nos com cara de caso (quase a tentar que guardássemos a visita para outro dia...), que o jardim fechava às 17.30 horas. Olhei o relógio, ainda tínhamos três minutos, tempo mais que suficiente para dizermos olá ao Tejo, que estava coberto por nuvens cinzentas.
Sei que os horários são para cumprir, mas este "funcionalismo público umbiguista" irrita-me. Ainda por cima, porque sei que são muito poucos os visitantes que aparecem nestes lugares.
E há ainda outro pormenor: não é anormal chegar a lugares públicos e encontrá-los fechados, ainda dentro do horário de funcionamento e ter de virar costas...
Na minha opinião não era necessário tanto zelo e "cara de caso", até porque não iríamos "acampar" no jardim...
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quarta-feira, julho 10, 2013
Escrever ao Sabor da Inspiração
Há palavras mais fortes que outras, que usamos ao sabor da inspiração e que muitas vezes têm de ser terceiros a chamarem-nos a atenção, como se fizéssemos mau uso delas ou fossemos injustos.
É então que nos "salta a tampa" e dissemos o que devemos e não devemos.
Depois de ter desabafado, de ter dito que sim, que eram um bando de gente que se servia do trabalho dos outros para ascender a cargos superiores e que muitas vezes nem sequer sabiam estar, ao ponto de deixarem cadeiras vazias, sem sequer justificar a ausência.
Mas ele lá conseguiu que eu apagasse a palavra "demagogia" no texto, em nome de "interesses superiores", neste tempo em que o que falta em coragem e honestidade, sobra em "conversa da treta".
Lembrei-me logo da minha Mãe, boa nestas coisas dos "paninhos quentes" e do meu Pai, claro, demasiado apaixonado pela liberdade para se deixar condicionar...
Nestes casos sei que sou muito mais "Pai", por isso é que às vezes preciso que me coloquem "travões", especialmente quando estão em causa interesses colectivos e não individuais.
O óleo é de David Adickes.
O óleo é de David Adickes.
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sexta-feira, julho 05, 2013
Quinta Real do Alfeite
Na passada terça-feira foi apresentada a obra, "Quinta Real do Alfeite - das Origens ao Advento da República", da autoria de Alexandre M. Flores e de António Neves Policarpo, editada pela Junta de Freguesia do Laranjeiro.
Ainda só folheei o livro, mas de certeza que se trata de mais um excelente contributo destes dois historiadores de Almada pela história do Concelho.
E deverá estar cheio de curiosidades relativas à "coroa", que se instalou no Alfeite desde o período Medieval...
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segunda-feira, julho 01, 2013
Fonte da Telha
Acabei de ler o romance, "Fonte da Telha", escrito em 1949, por Alexandre Cabral.
É uma obra que se baseia na corrente neo-realista, tão em voga nos anos quarenta e cinquenta do século passado.
Li-o sobretudo pela curiosidade que me despertou, quando o encontrei na Biblioteca da Incrível Almadense, pela proximidade geográfica.
Embora não seja um livro de excepção, lê-se bem. Relata a vida difícil e incerta dos pescadores da aldeia da Fonte da Telha, especialmente no Inverno, em que o mau tempo não permitia a ida ao mar e em que o peixe escasseava...
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sexta-feira, junho 28, 2013
Centro de Interpretação de Almada Velha
Amanhã, às 11 horas, é inaugurado o Centro de Interpretação de Almada Velha, na Antiga Ermida do Espírito Santo, que foi tantas coisas durante o século XX...
O nome pela qual é mais conhecida, é nada mais nada menos que, "Salão das Carochas". Não sei a origem deste nome, sei sim que foi palco de cultura, sede de mais que uma colectividades. Dançou-se, fez-se teatro, fez-se desporto, discutiu-se, e sei lá que mais...
Agora vai ser o Centro de Interpretação de Almada Velha, uma coisa mesmo virada para o século XXI.
Não sei se este é o seu melhor uso, sei apenas que se trata de um lugar que sempre o conheci fechado, pelo que a sua abertura, enquanto espaço de conhecimento e de cultura, tem de ser entendido sempre como uma mais valia para Almada.
Estarei lá, na sua inauguração.
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segunda-feira, junho 24, 2013
A Procissão de S. João Baptista
Embora more em Almada há vinte seis anos, só ontem é que assisti à primeira parte da procissão de S. João.
Sim, primeira parte. No fim da tarde de 23 de Junho S. João é levado da Igreja de Santiago para a Capela da Ramalha, onde pernoita e fica até ao fim da tarde seguinte, quando se assiste à segunda parte da procissão, com o seu regresso à Igreja de Santiago, no percurso inverso.
É uma procissão de quase duas horas e que exige alguma resistência física, apesar da maior parte dos participantes pertencerem à terceira idade. Parte da Igreja de Santiago, no Jardim do Castelo, percorre a rua Capitão Leitão até ao Cabo da Vila e depois segue na direcção do Pragal, descendo na direcção da Capela da Ramalha, na rotunda junto à estátua de Fernão Mendes Pinto.
Há duas lendas associadas a estes festejos, a primeira relata um caso de amor entre um soldado cristão das tropas do rei D. Afonso Henriques e uma bonita princesa moura, que acabaria por provocar uma batalha entre portugueses e mouros, na Ramalha, que teria contado com a ajuda de S. João, na vitória lusitana.
A segunda lenda fala também de uma batalha, mas já nos tempos de D. Sancho I, ocupado com a reconquista do território e que travou uma batalha contra MIramolim de Marrocos e vence, mais uma vez com as boas graças de S. João.
Associada a esta lenda e à procissão era organizado também um arraial, um desfile de carroças e galeras, e engalanadas com canas verdes e flores campestres, que transportavam pessoas e merendas, acompanhados por ranchos de folgazões, que se faziam acompanhar por músicos das bandas das colectividades de Almada e animavam a festa.
Estes festejos pagãos das colheitas realizaram-se até aos anos sessenta do século passado.
Segundo rezam algumas crónicas, o seu fim estará ligado aos desacatos provocados pelo consumo excessivo de vinho da região, que fazia com que algumas rivalidades locais viessem ao de cima e a festa acabasse da pior maneira.
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quinta-feira, junho 20, 2013
A Casa da Cerca Festeja Vinte Anos
A Casa da Cerca, um dos lugares mais bonitos de Almada, faz a bonita idade de vinte anos e no dia 22 de Junho está em festa das dez às duas horas da manhã, com um dia cheio de Arte e Diversão.
Quem ainda não conhece este espaço de artes, com jardins agradáveis e um dos melhores miradouros sobre o Tejo e Lisboa, não deve perder a oportunidade de visitar a Cerca em Festa.
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quarta-feira, junho 19, 2013
Cacilhas em Festa
Apesar da crise, é bom ver as pessoas a passearem na rua Cândido dos Reis e a frequentarem os restaurantes locais (apesar das contra indicações deste governo...).
Um dos aspectos curiosos, é que a decoração das ruas tenha sido feita pela Associação de Reformados de Cacilhas (ARPIFC), com materiais reciclados.
Infelizmente as fotos que tirei não lhe fazem justiça, pois as ruas estão muito bonitas.
É mais uma prova que todos somos importantes na sociedade, independentemente da idade, apesar dos "mutantes" que governam este país pensarem outras coisa (ou se calhar nem pensam quase nada, pelo menos de jeito)...
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quinta-feira, junho 13, 2013
O Tejo e o Fernando
Hoje é dia do António, Santo, casamenteiro e "partidor" de bilhas, mas também do Fernando, que foi muitas "pessoas", na nossa literatura.
Muitas vezes penso se o Fernando vinha ou não com alguma frequência a Cacilhas, se petiscou qualquer coisita nas tascas que antecederam os restaurantes do Ginjal ou se apenas se ficou pelos seus retiros lisboetas.
Se veio e ficou por ali, rente ao cais, à procura de golfinhos ou até de sereias, só ficou a ganhar, provavelmente até algum poema...
O óleo é de João Beja.
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terça-feira, junho 11, 2013
sexta-feira, junho 07, 2013
Tudo Pode Ser Cultura
Ontem realizou-se mais uma "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA.
Para a gente da cultura o título poderia não ser o mais apetecível, "Alimentação para Séc. XXI".
Mero engano, pois foi uma excelente tertúlia, graças à capacidade de comunicação da nossa convidada, Ana Paula Marum, médica, que, através de uma linguagem bastante acessível, conseguiu transmitir-nos uma série de dados estatísticos (assustadores...) sobre os efeitos das alterações dos hábitos alimentares no nosso país, especialmente nas camadas mais jovens da nossa população.
Houve uma interacção muito boa entre todos, não só pelas questões que foram levantadas pela assitência, mas também através do preenchimento de um pequeno inquérito, que depois foi descodificado e analisado pela dra. Ana Paula, para satisfação de todos os presentes, que mais uma vez perceberam que tudo pode ser Cultura.
O óleo é de Ernesto Arrisueno.
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