terça-feira, maio 07, 2013

Encerramento da Estação dos CTT em Cacilhas


Ontem o presidente da Junta de Freguesia de Cacilhas deu-me um papel, que era um Manifesto contra o encerramento da Estação dos CTT de Cacilhas.

Há poucos minutos passou pela minha rua um carro a anunciar uma concentração; às 10 horas, em frente da Estação de Correios.

Não sou frequentador assíduo deste serviço (tenho sempre a sensação que os Correios de Almada ficam mais perto da minha casa...), mas estou contra o seu fecho. Aliás estou contra esta "epidemia" de encerramentos, que não só engrossa o número de desempregados, como empobrece e esvazia as localidades.

Talvez a grande aposta destes governantes seja baterem recordes, tanto de desemprego como de pobreza...

O que mais me inquieta e espanta é a passividade das pessoas atingidas no "coração" por esta gente merdosa, que se julga muito bem, pelo menos ao espelho.

quarta-feira, maio 01, 2013

Um Primeiro de Maio com Muita Gente Presa ao Trabalho


Puxei pela memória e não encontrei um 1º Maio como este de 2013, com tantas lojas e cafés abertos em Almada.

Sei que é um dos sinais da crise e também do desemprego.

Abrem-se as portas porque é preciso fazer dinheiro, é preciso fintar a crise.

Muitos dos empregados são silenciados pelos números superiores a um milhão que enchem os telejornais, porque não querem engrossar esta lista.

Não consigo encontrar uma outra palavra, senão tristeza, para identificar este 1º de Maio de 2013, em Almada...

terça-feira, abril 30, 2013

Os Cantores de Intervenção e a Revolução em Almada


Se ainda não passou pela Oficina de Cultura de Almada, para ver a exposição "Os Cantores de Intervenção e a Revolução", organizada por Eduardo M. Raposo, onde se evoca o 25 de Abril de 1974, quando a canção era uma arma, não se esqueça, pois a exposição só pode ser visitada até ao próximo domingo, 5 de Maio.

Naturalmente o Zeca Afonso tem um destaque especial, nesta mostra que destaca as principais figuras e discos editados no calor da Revolução, não fosse ele o principal "mentor" de todos estes cantores que participaram activamente no chamado "Verão Quente". 

quinta-feira, abril 25, 2013

Almada Cidade de Abril


Em muitos aspectos não é, tal como o país, uma Cidade com o verdadeiro cheiro de Abril, com o perfume da Liberdade em cada esquina.

Mas no essencial, no coração de muitas pessoas, Almada é uma Cidade de Abril.

E como eu gosto dos meus amigos almadenses, que lutaram e lutam pela Liberdade, que querem que Abril se cumpra.

Este é o cartaz oficial do Município de Almada do 39º aniversário da Revolução de Abril, da autoria  de José Santa Bárbara.

terça-feira, abril 23, 2013

«O que seria de mim, sem os Livros?»


Perguntaram-me e eu respondo:

Bem, se não fosse um "maluquinho" pelos livros, de certeza que teria uma casa mais arrumada e vazia (há livros por toda a parte, só a cozinha é que escapa...).

Olhando a questão por outro prisma, seria sem qualquer dúvida, um individuo mais imbecil, mais ignorante e menos sonhador.

E claro, se não fossem os livros não teria escrito a dúzia de obras que se repartem pela ficção, pela poesia e pelo ensaio.

E agora vou sair de casa e fazer a minha boa acção do dia: distribuir dez livros pelas pessoas que se cruzarem comigo que tenham "cara de leitores" (não sei muito bem o que é isso, mas deve ser parecido com uma cara simpática e sonhadora...)

Nota: Tenho uma surpresa para os leitores dos meus blogues em: "A Minha Carroça de Livros". Se vos apetecer, passem por lá...

O óleo é de Almeida Junior.

domingo, abril 21, 2013

O Património de Almada e Seixal


O "2º Encontro Sobre o Património de Almada e Seixal" foi encerrado da melhor maneira, com o lançamento das "Actas  - 1º Encontro Sobre Património de Almada e Seixal", editado pelo Centro de Arqueologia de Almada, no Auditório da Associação Gandaia", na Costa de Caparica, onde estou representado com o trabalho que apresentei em 2012 ("A Indústria Vinícola em Cacilhas nos Séculos XIX e XX").

Tal como aconteceu no ano passado, este segundo encontro correu muito bem, graças ao excelente ambiente que se vive no seio do Centro de Arqueologia de Almada, onde além do gosto pela história e investigação, há um grande companheirismo, que acaba por passar para todos os participantes. Na minha opinião houve muita qualidade e diversidade nas comunicações apresentadas. Eu gostei bastante de falar sobre "As Bibliotecas Populares e o Desenvolvimento Cultural em Almada", sobre o muito que tenho aprendido nos últimos meses sobre esta temática. 

quinta-feira, abril 18, 2013

À Descoberta de Manuel Tiago


No próximo sábado, dia 20 de Abril, às 16 horas, vou falar sobre o escritor Manuel Tiago, pseudónimo literário (na ficção) de Álvaro Cunhal, em mais uma palestra literária, organizada pela SCALA no Espaço Doces da Mimi (rua da Liberdade, nº 20 A).

Além de partir "À Descoberta de Manuel Tiago", também falarei deste grande resistente e homem da cultura, que tive a oportunidade de conhecer em Março de 1993, quando o entrevistei para o "Record, no ano em que se comemora o centenário do seu nascimento.

terça-feira, abril 16, 2013

2º Encontro Sobre o Património de Almada e Seixal


Durante os dias 19, 20 e 21 de Abril (sexta, sábado e domingo) decorrerá no Instituto Piaget (Auditório E1) e no Auditório Costa da Caparica, o "2º Encontro Sobre o Património de Almada e Seixal", organizado pelo Centro de Arqueologia de Almada.

Volto a participar, desta vez com uma comunicação sobre "As Bibliotecas Populares e o Desenvolvimento Cultural em Almada", que está agendada para sábado, às 11.30 minutos.

Participam nesta iniciativa inúmeros historiadores e investigadores destes dois concelhos como: Alexandre M. Flores, Ana Isabel Braga, Carlos Baptista Valentim, Carlos Leal, Cèzer Santos, Elisabete Gonçalves, Francisco Lourenço, Francisco Mendes, Francisco Silva, Jorge Raposo, José Carlos Henrique, Manuel Lima, Rita Garcia, Rita Vale, Rui Mendes, Rui Neves Caetano, Sónia Silva, Vanessa Dias, Victor Reis e Vitor Santos, com  temas bastante diversificados e bastante importantes para a história destas duas localidades.

sexta-feira, abril 12, 2013

O Andarilho das Sete Partidas


Amanhã, a partir das 14.30 horas, realiza-se a sessão comemorativa do 30º aniversário da edição da peça de teatro, "O Andarilho das Sete partidas" da autoria de Romeu Correia, na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, em Almada, organizada pela USALMA e pela Biblioteca Municipal.

Serão lidos excertos de obras do escritor almadense, com destaque para a leitura dramatizada da peça em festa, sobre o viajeiro Fernão Mendes Pinto, que passou os últimos anos da sua vida em Almada, onde escreveu a sua "Peregrinação", assim como alguns poemas de e sobre Romeu Correia.

Haverá também intervenções de gente que o conheceu bem, como foram os casos de Alexandre Castanheira, Fernando Barão e Louro Artur.

domingo, abril 07, 2013

O Poder e a Qualidade da Imagem


Por muito que possa dizer sobre o roteiro iconográfico projectado na passada quinta feira, "Do Rossio ao Marquês, passeando pelo Chiado", da autoria dos meus amigos Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas, não consigo ir tão longe como a beleza das imagens nos sugerem, da projecção, que dura um pouco mais que uma hora.

Além do equilíbrio, do bom gosto na escolha das canções (muito fado, a canção de Lisboa...) há um rigor histórico nos textos que são muito mais que legendas das imagens, que fazem com que este trabalho tenha uma qualidade acima da média e mereça ser conhecido por um leque maior de pessoas.

Informamos que este roteiro será projectado na "FNAC" do Chiado no dia 15 de Maio, às 18 horas.

Uma boa oportunidade para todos aqueles que gostam da Lisboa antiga,  reverem imagens de uma outra Cidade, não menos elegante e bonita, do Rossio, da Avenida e do Marquês...

quarta-feira, abril 03, 2013

Um Bonito Passeio pela Avenida


Os meus amigos Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas vão apresentar amanhã, às 21 horas, na "Tertúlia do Dragão" (1º andar do café "Dragão Vermelho", no centro de Almada), organizada pela SCALA, o seu ultimo trabalho multimédia, "Do Rossio ao Marquês, passeando pela Avenida...".

Trata-se de um documentário em forma de roteiro iconográfico, legendado e musicado, que irá recordar o Rossio, os Restauradores e a Avenida, alguns dos lugares mais populares e bonitos da Cidade de Lisboa, desde a segunda metade do século XIX até meados do século XX.

Quem gosta de história e da beleza das imagens, não deve perder esta projecção.

terça-feira, março 26, 2013

Almada: Uma Terra de Gente Avançada no Tempo


Uma das explicações que encontro para a grande actividade cultural do Concelho de Almada, é o papel desempenhado pelo Associativismo junto da população, entre os anos de 1926 e 1974.


Enquanto a maior parte das terras deste país vivia num marasmo confrangedor, Almada era um grande Centro Cultural, pois tinha quatro colectividades com bandas filarmónicas (cujo reportório faria roer de inveja algumas orquestras...), cinco com cinema, mais de uma dúzia com grupos de teatro amador e cerca de duas dezenas com bibliotecas populares ao serviço dos seus associados.

E todas viviam segundo princípios democráticos, consagrados nos seus estatutos, nos quais os associados eram quem mais ordenava nas suas Assembleias Gerais.

Não tenho dúvidas que Almada foi durante muitos anos uma Vila com gente avançada no tempo...

sexta-feira, março 22, 2013

Antes de Ontem já era Tarde


Se o ministro das finanças fosse alguém com um mínimo de dignidade, tinha apresentado a sua demissão, depois de ter falhado todas as metas a que se propusera, com consequências gravíssimas para a generalidade dos portugueses.

O mesmo se pode e deve dizer do primeiro-ministro, que é o principal responsável político do governo e também deveria colocar o seu lugar à disposição do presidente da República.

Foi com todo o gosto que aceitei o desafio da Maria, do Cheiro da Ilha, pois não tenho dúvidas que com este governo, o nosso destino será trágico.

Não passo a "bola" apenas a três, mas sim a todos os que não se revêm nesta política  e nestes políticos inclassificáveis.

quinta-feira, março 21, 2013

Um Poema no Dia Mundial da Poesia


Logo à noite realiza-se a 3ª Festa da Poesia de Almada, no Salão de Festas da Incrível Almadense.

A SCALA voltou a fazer um caderninho de poemas, com capa de D'Souza, onde também participo, com o "15 de Setembro de 2012":


15 de Setembro de 2012

Não sei quantos éramos
Não perdi tempo a contar
Sei apenas que éramos muitos
Os que estávamos ali a caminhar.
Queríamos um outro país
Ainda com espaço para sonhar.

Mas sabíamos que não íamos lá
Apenas pelo sonho.

Era preciso lutar!

E de punho erguido
O povo voltou a gritar
Que se estivesse unido
Jamais seria vencido
Mas mais importante
que aquele grito
Era acreditar.

Sabíamos que não íamos lá
Apenas pelo sonho.

Era preciso lutar!
                      

segunda-feira, março 18, 2013

A 3ª Festa da Poesia de Almada


No dia 21 de Março, às 21 horas, o Salão de Festas da Incrível Almadense, em Almada,  abre-se a todos os amantes da poesia, para festejar o Dia Mundial da Poesia.

Ao jeito da "Poesia Vadia", todos os que quiserem poderão declamar os seus poemas, numa noite em que a Rainha é a Poesia.

domingo, março 17, 2013

Um Sábado Cheio de Poesia


O lançamento do livro, "A Incrível e a Poesia Através dos Tempos (1884 - 2012)", foi um acontecimento único em Almada, graças à extraordinária apresentação de António Matos, o nosso vereador da Cultura, muito bem intervalada com a leitura de vários poemas do livro e outras atracções. Referimos-nos à passagem de um "cavalinho" da Banda Incrível pelo Salão de Festas, que encheu de alegria a assistência, à actuação dos jogais do Cénico, à forma sublime com que a Andreia Freire cantou o "Fado da Incrível" à capela emocionando a plateia pela excelente interpretação, à exibição do grupo de cavaquinhos da Incrível , que também cantou e encantou.

Mas a quase centena e meia de pessoas presente, tinha ainda um surpresa reservada para o fim, a declamação da "Rua Direita" do Orlando Laranjeiro pela presidente do Município, Maria Emília de Sousa.

Foi uma festa memorável em que os nossos dirigentes políticos mais emblemáticos se uniram ao povo para festejar a Poesia, a Incrível e Almada.

quinta-feira, março 14, 2013

Os Poetas da Incrível


No próximo sábado vai ser apresentado no Salão de Festas da Incrível Almadense, às 17.30 horas, o livro "A Incrível e a Poesia Através dos tempos (1884 - 2012).

É uma obra única no panorama associativo local e de uma grande riqueza poética. Sei do que falo, pois sou um dos coordenadores, o outro é o meu amigo Carlos Guilherme. 

O livro está dividido em onze capítulos e ao longo das suas 200 páginas descobrimos 138 poemas de 39 poetas identificados (existem 27 de autores desconhecidos...).

O poema mais antigo é datado de 1884 (uma quadra...), mas existem mais quatro do século XIX...

Não são simples poemas, muitos deles evocam episódios da história da Incrível e até de Almada.

Voltando ao lançamento, a obra será apresentada por António Matos, vereador da Cultura do Município de Almada, que terá a colaboração de vários declamadores, do Cénico, dos Cavaquinhos e da Banda da Incrível.

Acreditamos que será um momento memorável.

terça-feira, março 12, 2013

O Tempo dos Contentores


Ainda não escrevi sobre esta coisa feia e estúpida que querem colocar na Trafaria, por onde passei ao fim da tarde de domingo. 

Nem tão pouco sei se é uma acção com pés e cabeça, ou apenas mais uma "mania" destes governantes, que têm tanto de incompetente como de insólito.

Se a maior parte das mercadorias tiver como destino a margem norte do Tejo, faz algum sentido colocar mais um conjunto de monos na Outra Banda, que depois terão de atravessar o rio, pela sempre congestionada ponte 25 de Abril?

Eu sei que esta gente nem as pensa. Quando me lembro do aeroporto da Ota, está tudo dito. Andámos quase vinte anos a navegar no erro e deitar dinheiro fora...

Aliás, o segredo da poupança dos tais quatro mil milhões, está mesmo no fim do desperdício feito por esta gente que se governa e alimenta tantos escritórios e ateliers  de advogacia, economia, arquitectura, etc,  bons a fazer estudos disto e daquilo, que normalmente apenas servem para lhes encher os bolsos de euros...

sexta-feira, março 08, 2013

Que não Esgotem as Flores...


Espero que não esgotem as flores neste dia 8 de Março, farto em festas e homenagens, porque dia 9, 10, 11, 12 e seguintes, também são dias de oferecer flores às mulheres do nosso contentamento.

O óleo é de Gene Brown.

sábado, março 02, 2013

Nascemos para Amar


O professor Alexandre Castanheira apresentou ontem à noite, no auditório da Junta de Freguesia do Laranjeiro, "Nascemos para Amar", uma obra poética dedicada ao grande vate, Manuel Maria du Bocage, que foi apresentada por Domingos Rasteiro.

O momento alto da sessão foi a récita de Alexandre sobre a obra, acompanhado pela voz e guitarra de Francisco Naia, que também nos ofereceu no final um tema inédito de Zeca Afonso e uma canção do seu último trabalho discográfico.

Quem passou pelo Laranjeiro ontem à noite, passou um excelente serão, como foi o meu caso.

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Ginjal ao Fim da Tarde


Este frio, quase glaciar que anda a cirandar de Norte a Sul, faz com que tenha saudades do fim do dia ameno, ligeiramente amarelado,  rente ao Tejo, bem no coração do Ginjal.

Sei que este gelo é passageiro, mas pelo caminho até já está a melhorar o "negócio" dos vendedores da vacina da gripe A, que espreitam as "epidemias" em cada esquina...

sábado, fevereiro 23, 2013

Os Cacilheiros


Não imagino Cacilhas sem os Cacilheiros.

Nem tão pouco o Tejo, o rio da minha aldeia, que quase nos oferece "cruzeiros", um tudo nada rápidos, entre Cacilhas e Lisboa.

Quando digo um tudo nada rápidos, estou a pensar nos dias que não tenho pressa, em que era capaz de deixar a "barca laranja" ser levada pela corrente...

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Olhar o Ginjal no Tejo


Já têm perguntado por aqui onde fica o Ginjal.

Esta é uma das fotografias que identifica muito bem este lugar ribeirinho, da Margem Sul, que também é conhecida como Outra Banda ou ainda Margem Esquerda.

Muito casario abandonado, mesmo no fim da fotografia aparece o elevedor panorâmico, que nos leva à Boca do Vento e até à Casa da Cerca (um dos lugares mais bonitos de Almada...)

A fotografia foi tirada a bordo do "Eborense", que faz cada vez menos travessias. E eu que gosto de viajar no convés e sentir o ar fresco do Tejo, mesmo nos dias calmos...

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

A Minha Janela


Amanhã vou apresentar o livro de poemas, "A Minha Janela", da autoria de Maria Gertrudes Novais, na Oficina de Cultura, depois da inauguração da Festa das Artes da SCALA.

Além de ter escrito o "quase prefácio", também sou o autor da fotografia que ilustra a capa.

Não é uma janela qualquer, foi em tempos o lugar quase mágico de uma menina que ficava ali a olhar o Tejo e a sonhar...

É por isso que esta imagem tem sido apresentada nas exposições como a "Janela de Paola"...

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

A Festa das Artes da SCALA


Participo mais uma vez na FESTA DAS ARTES DA SCALA, com três fotografias (embora uma esteja armadilhada e tenha quatro pequenas...) da Casa da Cerca, que está a festejar os seus primeiros vinte anos.

A inauguração da exposição é no dia 16 de Fevereiro, sábado, às 16 horas, na Oficina de Cultura de Almada.

Apareçam por lá...

terça-feira, fevereiro 12, 2013

O Carnaval em Almada


Definitivamente, Almada não é Terra de carnavais.

Foram raros os mascarados com que quem nos cruzámos hoje à tarde nas ruas, a minha filha teve de fazer a festa com o irmão e com os pais, na distribuição de confetes e serpentinas...

E os poucos mascarados que se viram eram crianças.

O óleo é de Nitin Utge.

sábado, fevereiro 09, 2013

Transformar o Complexo Fabril Romano de Cacilhas num Pólo Turístico


O Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana e Funcional de Cacilhas de 2013 está a causar algumas preocupações na população local, por várias razões. 

Uma delas também é partilhada pelo Centro de Arqueologia de Almada: a salvagurada e valorização de um Complexo Fabril da Época Romana, descoberto em 1981 por esta Associação e que é constituído por várias cetárias (tanques para a preparação de conservas e molhos de peixe) milenárias. 

É por isso que recomenda, que seja respeitado o que consta no Decreto Lei 140/2009 (constituição de equipas de projecto e intervenção com formação académica e experiência profissional adequada à especificidade do sitio).

Numa altura em que se tentam criar pólos de interesse turístico e histórico no Largo de Cacilhas (já lá está a Fragata D. Fernando II e espera-se um dos Submarinos desactivados da Marinha, na doca ao lado...), penso que era boa ideia o Município trazer este Complexo Fabril Romano à superfície, aproveitando as suas potencialidades como espaço museológico, o que só iria valorizar toda a área envolvente. 

terça-feira, fevereiro 05, 2013

À Espera


Não era apenas eu que esperava.

As cadeiras vazias também esperavam gente com vontade de ficar por ali, a olhar o rio, como se fosse um mar, neste Inverno com Sol...

Gente que vem quase sempre de fora.

Não gosto de usar percentagens, mesmo quando sei que não se afastam muito da realidade. Quem sabia bem destas histórias com números era o empregado de mesa, que além de inglês, também "arranhava" francês, espanhol e italiano.

Sim, também há muitos italianos perdidos de amores pelo Ginjal.

Portugueses? Alguns. Quase sempre jovens.

Almadenses? Raros.

E lá veio a percentagem do empregado (sem estudos de mercado, apenas a olho) mais de 50% dos habitantes locais, nunca passearam rente ao Ginjal...

quinta-feira, janeiro 31, 2013

É Inverno lá Fora e Cá Dentro


A humidade já anda por aqui há uns dias.

As janelas estão embaciadas, com gotas de água a escorrerem.
As paredes estão mais frias que o costume.

É uma coisa terrível, consegue ser pior que a chuva, quase que se entranha dentro de nós...

terça-feira, janeiro 29, 2013

De Braços Bem Abertos


O Cristo Rei desta vez tem razões de sobra para estar de braços abertos, graças às tarjas que se estendem pelo seu pedestal abaixo.

É sempre bonito de ver "almas misericordiosas" apostadas em salvar milhões de vidas...

Isto é que é gente boa, a da Igreja Católica e a do ACP.

terça-feira, janeiro 22, 2013

Luísa Basto no Auditório Lopes Graça


Luísa Basto, uma das melhores vozes femininas da sua geração, vai cantar e encantar Almada e todos os que gostam da sua música, no espectáculo que se realiza na próxima quinta-feira,  no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia.

Este espectáculo tem ainda mais um aliciante, conta com as participações dos meus amigos, Orlando Laranjeiro e Francisco Gonçalves. O primeiro apresentará a Luísa  o segundo declamará poesia.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Olhar para Dentro de Nós


Fez-me confusão logo pela manhã, ver que todas as pessoas com quem me cruzei em paragens (metro e autocarros...), olhavam para sitio nenhum, como se estivessem num estado de hipnose, presas aos dramas do seu dia a dia.

Provavelmente ainda estavam a pensar nas malfadadas listas do IRS, divulgadas em praticamente todos os jornais e revistas nas bancas, e na televisão, claro, que lhes iam roubar ainda mais "pão"...

O óleo é de Steven Graber.

sábado, janeiro 12, 2013

Excelente Momento Musical em Almada


Hoje à tarde assisti a um excelente momento musical, graças a Francisco Naia, Ricardo Silvestre, José Carita, Marco Rodrigues e Edmundo Silva, que apresentaram publicamente (em estreia) no "Espaço Doces da Mimi", o álbum, "Francisco Naia e a Ronda Campaniça".

Estes cinco companheiros cantaram, tocaram e encantaram as pessoas que encheram este espaço de Cultura Almadense, dinamizado pela SCALA.

Além das canções populares e tradicionais alentejanas interpretadas, houve ainda espaço para se conversar sobre a história de algumas canções (o que normalmente não acontece nos concertos...), como a "Tasca do Encalha" ou o "Barreiro", um instrumental que salienta as potencialidades e a qualidade musical da guitarra campaniça.

quinta-feira, janeiro 10, 2013

O Tejo Cheio


Hoje de manhã, quando ia para Lisboa de Cacilheiro, fiquei com a sensação de que o Tejo estava tão cheio, que estava quase a transbordar, a espalhar as suas águas pelas margens, sul e norte ou esquerda e direita...

A fotografia foi tirada na viagem de regresso a casa, a meio da tarde, com a maré novamente cheia...

segunda-feira, janeiro 07, 2013

Outra Fotografia


Publico novamente esta fotografia, depois de a ter feito "desaparecer", por artes misteriosas.

Como já tinha dito, também faz parte da exposição, "A Minha Margem", que está patente ao público na Oficina de Cultura, de Almada, até ao dia 20 de Janeiro.

Chamei-lhe "Praia das Lavadeiras II", por ter sido tirada de um ângulo oposto da "Praia das Lavadeiras I", que também faz parte da mostra de fotografias.

sábado, janeiro 05, 2013

A Minha Margem



Escrevi um poema sobre a temática da minha exposição de fotografia, que será inaugurada  daqui a pouco, às 16 horas, na Oficina de Cultura de Almada, na Exposição Comemorativa do 18º Aniversário da Associação Amigos da Cidade de Almada. Poema que publico com todo o gosto, juntamente com uma das fotografias expostas, "O Corredor da Júlia":

a minha margem

A Minha Margem é um farol
Que abraça as barcas do rio
Os pescadores com e sem anzol
E todos aqueles que furam o vazio
Para dar vida a este lugar
Que já foi um Ginjal
Com uma janela para sonhar
E uma varanda tão bela e natural

Os dias de nevoeiro são excepção
Quase que há Verão o ano inteiro
Como se a Minha Margem fosse uma canção
Radiante com o poder da luz solar
E da maré, que ora fica vazia ora fica cheia,
Deste Tejo que às vezes parece um mar
Mesmo que seja apenas
O rio da minha aldeia…

                        Luís Milheiro

quinta-feira, janeiro 03, 2013

Convite


No próximo sábado, às 16 horas será inaugurada uma exposição minha de fotografia, na Oficina de Cultura de Almada, juntamente com mais duas de artes plásticas (Homenagem ao pintor Zal e Mostra dos trabalhos da Escola de Avós do Externato Frei Luís de Sousa), na Exposição  Artística Anual do 18º Aniversário da Associação Amigos da Cidade de Almada.


A exposição chama-se, "A Minha Margem" e é composta de 14 fotografias que se repartem pelo Tejo e pelo Ginjal.

Algumas delas já foram publicadas aqui...

quarta-feira, janeiro 02, 2013

(Es)Cultor da Amizade


Quando alguém que nos é querido consegue chegar aos 89 anos, com autonomia, lucidez e um espírito sempre aberto, só temos de nos sentir felizes.

Quando olho para trás, sinto-me bafejado pela sorte, por ter conhecido o Fernando e toda uma geração de gente especial, que continua a cultivar a amizade, a honra e a solidariedade, cientes que esta é a melhor forma de estar na vida. 

Parabéns, Amigo!


segunda-feira, dezembro 31, 2012

Que 2013 Seja Melhor do que Esperamos


Não me lembro de estarmos quase a entrar num ano novo, com as expectativas tão baixas.

Os desejos que fazemos aos amigos e conhecidos, quase que se ficam apenas pela saúde e alegria, esquecidos que podem jogar no "euromilhões".

Queremos acreditar que com saúde e alegria, é possível vencer todas as adversidades, que nos são impostas por gente, que pouco ou nada sabe de nós.

Por tudo isto, era bom que 2013 fosse um ano melhor do que esperamos...

A foto é de Dorothea Lange.

sexta-feira, dezembro 28, 2012

Histórias de Vergonha e Abandono


Os idosos continuam a ser as principais vitimas dos burlões e ladrões, especialmente na semana em que recebem as suas reformas.

A maioria nem sequer conta aos filhos o que lhes aconteceu, por vergonha...

Se as pessoas não se sentissem tão abandonadas neste país que não é para velhos, inclusive pelas próprias famílias, não dariam tanta conversa às pessoas que se fingem sempre simpáticas e agradáveis, numa primeira abordagem...

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Feliz Natal, Natal Feliz



Natal, e Não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido ...

Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave ...

Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

sábado, dezembro 22, 2012

A Arruada de Natal da Incrível


Fazendo jus à tradição, a Banda Filarmónica da Incrível Almadense andou esta manhã a espalhar alegria pelas ruas de Almada com a execução de belas músicas de Natal, animando um pouco mais as pessoas, com um notório semblante carregado, devido a este tempo pouco dado a alegrias, apesar da quadra festiva que se aproxima. 

E até levou consigo um Pai de Natal "Incrível", bem mais elegante que o convencional.


Além da sua passagem pelas ruas, também entrou no mercado da rua Olivenza, para gáudio dos mercadores e clientes, que aplaudiram com satisfação esta bela surpresa natalícia da Incrível.

terça-feira, dezembro 18, 2012

Não Fui, Não vou à Missa


Se tivesse alguma dúvida, em ir ou não à missa, perdia todas as que tivesse ao ouvir aquele "beato Salu", deliciado com o Natal cheio de pobres e desta caridadezinha (falo disso no "largo"...) que lhes enche o "coração". 

Provavelmente é um dos muitos que enchem o confessionário de histórias para receber o perdão desejado, pois segunda feira começa uma nova semana com novos pecados, porque deus lá estará à sua espera, no dia de conversar a sós com o padre, naquele cubiculo, onde até se pode falar da cobiça pela vizinha, mais uma vez, coisa que se resolve com dois ou três "pais nossos" ou "avé marias"...

A superioridade que saltava do seu corpo era tanta em relação a nós (talvez herejes ou pior...), que devia estar convencido que já tinha um banco no céu, aliás um sofá, que tinha muito mais a ver com ele.

Não, não fui, nem vou à missa. Nem sou do clube destes "cristãos". Sou pela solidariedade e não pela caridade.

E continuo satisfeito por não querer ser mais nem menos que ninguém...

sábado, dezembro 15, 2012

Democracia é Isto...


As Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Almada foram chumbadas na última reunião de vereadores da Autarquia, que se realizou a 12 de Dezembro, com os votos contra de toda a oposição (PS, PSD e BE).

Parece que é um facto inédito em Almada, por várias razões. Por a CDU conseguir normalmente a maioria nas eleições e também por desta vez não terem conseguido puxar para o seu lado (abstendo-se ou votando a favor) a vereadora do Bloco de Esquerda.

Foi por essa razão que até achei estranhas as declarações de Helena Oliveira ao , "Jornal da Região", que disse: «A CDU não ouve ninguém. Tanto faz que a oposição apresente propostas ou não.» Só agora, quase em fim de mandato é que percebeu isso?

Um dos aspectos determinantes para o voto contra da oposição foi o facto do executivo almadense não ter sequer considerado a proposta da diminuição do valor do IMI, a exemplo de outras autarquias da Área Metropolitana de Lisboa, que tentam aliviar as dificuldades financeiras das famílias.

Quando uma das principais bandeiras do Município é a defesa dos valores humanos e sociais, tal como a prática da solidariedade, fica-lhe muito mal, nem sequer considerar  esta possibilidade. Ainda por cima diz com muito orgulho que é uma Autarquia sem dívidas...

Por outro lado, se há alguma coisa que eu acho que fere a democracia de morte, são os "falsos unanimismos". 

terça-feira, dezembro 11, 2012

Ainda os Filmes...


Talvez o cinema seja a arte que mais se aproxima da nossa vida, de todas as que pudemos desfrutar. Em comparação com a literatura, tem a a vantagem de nos oferecer as suas histórias em movimento e com personagens de carne e osso.

No sábado à noite, por um mero acaso, descobri que estava a ser exibido na RTP Memória, o "Dom Roberto", que tem como protagonistas, Raul Solnado e Glicinia Quartin.

Acabei por ficar preso ao ecran e vi o filme até ao fim. Embora não se tratasse de uma grande realização, tinha alma, os dois protagonistas conseguiam exprimir toda aquela vida de pobreza, de quem não tinha emprego e era forçado a viver numa casa abandonada, quase destruída. 

Apesar de toda aquela miséria, há por ali muita esperança e sonho, não fizesse Solnado o papel de um manuseador de "robertos" das ruas lisboetas. Esperança que também era alimentada pela solidariedade da vizinhança (Ainda hoje é assim, é mais fácil um pobre dar o pouco que tem, que os que têm quase tudo. Estes são bons é a praticar a caridadezinha, de preferência com uma câmara de imagens por perto...).

É um filme que tem o perfume do neo-realismo italiano, possuindo um conteúdo muito político, pelo menos para a época, em plena ditadura salazarista.

Estive a ler mais alguns pormenores do filme e fiquei a saber que foi estreado no ano em que nasci (1962) e que no ano seguinte foi seleccionado para o "Festival de Cannes", onde recebeu uma menção especial do júri do Melhor Filme para a Juventude. O seu realizador, Ernesto de Sousa, não só foi impedido de se deslocar a França pela PIDE, como acabou por ser perseguido e preso pela polícia política.

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O Melhor dos Filmes


Os filmes têm essa coisa boa de nos fazerem pensar. E pensamos mais quando estamos na presença do inesperado, da estranheza, da diferença...

O "Passar a Ferro", de Ana Pissarra e Maria Emília Tavares, através da sua projecção dupla, não nos conseguiu transmitir apenas que o ir e o  voltar de cacilheiro, são duas viagens quase antagónicas. Foi mais longe.

No fim da projecção foi bom trocar ideias com a Ana e a Emília, assim como assistir a várias conversas cruzadas, que embora não tornassem o diálogo muito compreensível, colocaram toda aquela gente a conversar, e pior que isso, a opinar, sobre as travessias no Tejo de cacilheiro e as histórias das suas vidas.

Neste mundo de perdas e de ganhos, falámos muito mais do que perdemos do que das nossas vitórias, até por haver gente presente que já viajava de cacilheiro nos anos cinquenta...

Mesmo eu que só comecei a viajar diariamente nestas barcas na segunda metade dos anos oitenta, sinto muitas diferenças.

Perdeu-se sobretudo a familiaridade e a camaradagem tão presentes ainda nesse tempo, os amigos que não se importavam de esperar o barco seguinte, só para se sentirem bem acompanhados, trocar uns dedos de conversa, contar uma ou outra anedota, porque sorrir ao fim de um dia de trabalho, nem sempre fácil, era um bálsamo, sentindo que não se perdera tudo, que era possível agarrar alguma alegria no regresso a casa.

É nestes pequenas coisas que percebemos o quanto a nossa sociedade mudou nos dez anos de reinado de Cavaco, com a entrada na Europa dos "ricos".  Perdemos entre outras coisas a alegria dos "pobres"...

E assim se explica que nas viagens de hoje, o "passar a ferro", a rotina, a melancolia e a solidão (quebradas episodicamente por algum "louco" que gosta de espalhar alegria, sem ter medo do ridículo...) estão muito mais presentes que a espontaneidade e o calor humano dos tempos idos.

A fuga à esta quase tristeza, é encontrada na beleza do Tejo que espreita em todas as janelas, num rosto que nos prende o olhar por mais de um segundo ou na leitura de um jornal ou livro...

E como são viagens de apenas dez minutos, nem sequer têm tempo de se tornar pesadelo...

E eu só tenho de agradecer esta "viagem" à Ana e Emília.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Joaquim Benite (1943 - 2012)


Joaquim Benite deixou-nos, hoje.

Embora não fosse muito próximo, falámos diversas vezes, sempre com cordialidade, inclusive em situações inesperadas, como aconteceu uma vez à porta de um restaurante, em que ambos estávamos à espera de pessoas diferentes, apenas unidas pela falta de pontualidade.

Joaquim Benite deixa uma obra notável em Almada, no campo teatral, que espero que não seja destruída com o seu desaparecimento físico e com a "crise". O seu "Festival de Teatro" era um dos mais importantes da Europa e trazia sempre muita gente de fora a Almada, no começo do Verão.

Apesar da sua grande capacidade como encenador e director teatral, estava longe de ser uma figura consensual nos meios teatrais almadenses. Isso acontecia mais por razões materiais que por outra coisa. Como a sua Companhia absorvia uma grande fatia do orçamento da Autarquia para a Cultura, isso sempre provocou algum mau estar no sector cultural local. 

Essa foi também uma das razões que me levou a afastar um pouco do seu teatro, pois como agente cultural de uma Cidade, que gosta de se afirmar pela justiça social e pela solidariedade, tenho de confessar que nunca achei muita piada que Almada fosse pouco democrática nos apoios dados à Cultura...

Adenda: Além de ter entrevistado o Joaquim Benite para o Record, também  lhe "desenhei" um perfil no Jornal de Almada, numa rubrica que assinava e tinha como titulo, "Almada no Centro do Mundo". Fica aqui o link.

terça-feira, dezembro 04, 2012

Um Filme Sobre a Travessia do Tejo


Na próxima quinta-feira será projectado um filme-documentário de trinta minutos na "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA, às 21 horas, no 1º andar do café Dragão Vermelho, no centro de Almada.

As autoras, Ana Pissarra e Maria Emília Tavares,  estarão presentes e irão falar sobre este, "Passar a Ferro", que significa na gíria dos marinheiros a rotina das viagens entre as duas margens do Tejo.