Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
segunda-feira, março 18, 2013
domingo, março 17, 2013
Um Sábado Cheio de Poesia
O lançamento do livro, "A Incrível e a Poesia Através dos Tempos (1884 - 2012)", foi um acontecimento único em Almada, graças à extraordinária apresentação de António Matos, o nosso vereador da Cultura, muito bem intervalada com a leitura de vários poemas do livro e outras atracções. Referimos-nos à passagem de um "cavalinho" da Banda Incrível pelo Salão de Festas, que encheu de alegria a assistência, à actuação dos jogais do Cénico, à forma sublime com que a Andreia Freire cantou o "Fado da Incrível" à capela emocionando a plateia pela excelente interpretação, à exibição do grupo de cavaquinhos da Incrível , que também cantou e encantou.
Mas a quase centena e meia de pessoas presente, tinha ainda um surpresa reservada para o fim, a declamação da "Rua Direita" do Orlando Laranjeiro pela presidente do Município, Maria Emília de Sousa.
Foi uma festa memorável em que os nossos dirigentes políticos mais emblemáticos se uniram ao povo para festejar a Poesia, a Incrível e Almada.
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quinta-feira, março 14, 2013
Os Poetas da Incrível
No próximo sábado vai ser apresentado no Salão de Festas da Incrível Almadense, às 17.30 horas, o livro "A Incrível e a Poesia Através dos tempos (1884 - 2012).
É uma obra única no panorama associativo local e de uma grande riqueza poética. Sei do que falo, pois sou um dos coordenadores, o outro é o meu amigo Carlos Guilherme.
O livro está dividido em onze capítulos e ao longo das suas 200 páginas descobrimos 138 poemas de 39 poetas identificados (existem 27 de autores desconhecidos...).
O poema mais antigo é datado de 1884 (uma quadra...), mas existem mais quatro do século XIX...
Não são simples poemas, muitos deles evocam episódios da história da Incrível e até de Almada.
Voltando ao lançamento, a obra será apresentada por António Matos, vereador da Cultura do Município de Almada, que terá a colaboração de vários declamadores, do Cénico, dos Cavaquinhos e da Banda da Incrível.
Acreditamos que será um momento memorável.
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terça-feira, março 12, 2013
O Tempo dos Contentores
Ainda não escrevi sobre esta coisa feia e estúpida que querem colocar na Trafaria, por onde passei ao fim da tarde de domingo.
Nem tão pouco sei se é uma acção com pés e cabeça, ou apenas mais uma "mania" destes governantes, que têm tanto de incompetente como de insólito.
Se a maior parte das mercadorias tiver como destino a margem norte do Tejo, faz algum sentido colocar mais um conjunto de monos na Outra Banda, que depois terão de atravessar o rio, pela sempre congestionada ponte 25 de Abril?
Eu sei que esta gente nem as pensa. Quando me lembro do aeroporto da Ota, está tudo dito. Andámos quase vinte anos a navegar no erro e deitar dinheiro fora...
Aliás, o segredo da poupança dos tais quatro mil milhões, está mesmo no fim do desperdício feito por esta gente que se governa e alimenta tantos escritórios e ateliers de advogacia, economia, arquitectura, etc, bons a fazer estudos disto e daquilo, que normalmente apenas servem para lhes encher os bolsos de euros...
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sexta-feira, março 08, 2013
sábado, março 02, 2013
Nascemos para Amar
O professor Alexandre Castanheira apresentou ontem à noite, no auditório da Junta de Freguesia do Laranjeiro, "Nascemos para Amar", uma obra poética dedicada ao grande vate, Manuel Maria du Bocage, que foi apresentada por Domingos Rasteiro.
O momento alto da sessão foi a récita de Alexandre sobre a obra, acompanhado pela voz e guitarra de Francisco Naia, que também nos ofereceu no final um tema inédito de Zeca Afonso e uma canção do seu último trabalho discográfico.
Quem passou pelo Laranjeiro ontem à noite, passou um excelente serão, como foi o meu caso.
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Ginjal ao Fim da Tarde
Este frio, quase glaciar que anda a cirandar de Norte a Sul, faz com que tenha saudades do fim do dia ameno, ligeiramente amarelado, rente ao Tejo, bem no coração do Ginjal.
Sei que este gelo é passageiro, mas pelo caminho até já está a melhorar o "negócio" dos vendedores da vacina da gripe A, que espreitam as "epidemias" em cada esquina...
sábado, fevereiro 23, 2013
Os Cacilheiros
Não imagino Cacilhas sem os Cacilheiros.
Nem tão pouco o Tejo, o rio da minha aldeia, que quase nos oferece "cruzeiros", um tudo nada rápidos, entre Cacilhas e Lisboa.
Quando digo um tudo nada rápidos, estou a pensar nos dias que não tenho pressa, em que era capaz de deixar a "barca laranja" ser levada pela corrente...
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Olhar o Ginjal no Tejo
Já têm perguntado por aqui onde fica o Ginjal.
Esta é uma das fotografias que identifica muito bem este lugar ribeirinho, da Margem Sul, que também é conhecida como Outra Banda ou ainda Margem Esquerda.
Muito casario abandonado, mesmo no fim da fotografia aparece o elevedor panorâmico, que nos leva à Boca do Vento e até à Casa da Cerca (um dos lugares mais bonitos de Almada...)
A fotografia foi tirada a bordo do "Eborense", que faz cada vez menos travessias. E eu que gosto de viajar no convés e sentir o ar fresco do Tejo, mesmo nos dias calmos...
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sexta-feira, fevereiro 15, 2013
A Minha Janela
Amanhã vou apresentar o livro de poemas, "A Minha Janela", da autoria de Maria Gertrudes Novais, na Oficina de Cultura, depois da inauguração da Festa das Artes da SCALA.
Além de ter escrito o "quase prefácio", também sou o autor da fotografia que ilustra a capa.
Não é uma janela qualquer, foi em tempos o lugar quase mágico de uma menina que ficava ali a olhar o Tejo e a sonhar...
É por isso que esta imagem tem sido apresentada nas exposições como a "Janela de Paola"...
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quinta-feira, fevereiro 14, 2013
A Festa das Artes da SCALA
Participo mais uma vez na FESTA DAS ARTES DA SCALA, com três fotografias (embora uma esteja armadilhada e tenha quatro pequenas...) da Casa da Cerca, que está a festejar os seus primeiros vinte anos.
A inauguração da exposição é no dia 16 de Fevereiro, sábado, às 16 horas, na Oficina de Cultura de Almada.
Apareçam por lá...
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terça-feira, fevereiro 12, 2013
O Carnaval em Almada
Definitivamente, Almada não é Terra de carnavais.
Foram raros os mascarados com que quem nos cruzámos hoje à tarde nas ruas, a minha filha teve de fazer a festa com o irmão e com os pais, na distribuição de confetes e serpentinas...
E os poucos mascarados que se viram eram crianças.
O óleo é de Nitin Utge.
sábado, fevereiro 09, 2013
Transformar o Complexo Fabril Romano de Cacilhas num Pólo Turístico
O Plano de Pormenor e Reabilitação Urbana e Funcional de Cacilhas de 2013 está a causar algumas preocupações na população local, por várias razões.
Uma delas também é partilhada pelo Centro de Arqueologia de Almada: a salvagurada e valorização de um Complexo Fabril da Época Romana, descoberto em 1981 por esta Associação e que é constituído por várias cetárias (tanques para a preparação de conservas e molhos de peixe) milenárias.
É por isso que recomenda, que seja respeitado o que consta no Decreto Lei 140/2009 (constituição de equipas de projecto e intervenção com formação académica e experiência profissional adequada à especificidade do sitio).
Numa altura em que se tentam criar pólos de interesse turístico e histórico no Largo de Cacilhas (já lá está a Fragata D. Fernando II e espera-se um dos Submarinos desactivados da Marinha, na doca ao lado...), penso que era boa ideia o Município trazer este Complexo Fabril Romano à superfície, aproveitando as suas potencialidades como espaço museológico, o que só iria valorizar toda a área envolvente.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
À Espera
Não era apenas eu que esperava.
As cadeiras vazias também esperavam gente com vontade de ficar por ali, a olhar o rio, como se fosse um mar, neste Inverno com Sol...
Gente que vem quase sempre de fora.
Não gosto de usar percentagens, mesmo quando sei que não se afastam muito da realidade. Quem sabia bem destas histórias com números era o empregado de mesa, que além de inglês, também "arranhava" francês, espanhol e italiano.
Sim, também há muitos italianos perdidos de amores pelo Ginjal.
Portugueses? Alguns. Quase sempre jovens.
Almadenses? Raros.
E lá veio a percentagem do empregado (sem estudos de mercado, apenas a olho) mais de 50% dos habitantes locais, nunca passearam rente ao Ginjal...
quinta-feira, janeiro 31, 2013
terça-feira, janeiro 29, 2013
terça-feira, janeiro 22, 2013
Luísa Basto no Auditório Lopes Graça
Luísa Basto, uma das melhores vozes femininas da sua geração, vai cantar e encantar Almada e todos os que gostam da sua música, no espectáculo que se realiza na próxima quinta-feira, no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia.
Este espectáculo tem ainda mais um aliciante, conta com as participações dos meus amigos, Orlando Laranjeiro e Francisco Gonçalves. O primeiro apresentará a Luísa o segundo declamará poesia.
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quinta-feira, janeiro 17, 2013
Olhar para Dentro de Nós
Fez-me confusão logo pela manhã, ver que todas as pessoas com quem me cruzei em paragens (metro e autocarros...), olhavam para sitio nenhum, como se estivessem num estado de hipnose, presas aos dramas do seu dia a dia.
Provavelmente ainda estavam a pensar nas malfadadas listas do IRS, divulgadas em praticamente todos os jornais e revistas nas bancas, e na televisão, claro, que lhes iam roubar ainda mais "pão"...
O óleo é de Steven Graber.
sábado, janeiro 12, 2013
Excelente Momento Musical em Almada
Hoje à tarde assisti a um excelente momento musical, graças a Francisco Naia, Ricardo Silvestre, José Carita, Marco Rodrigues e Edmundo Silva, que apresentaram publicamente (em estreia) no "Espaço Doces da Mimi", o álbum, "Francisco Naia e a Ronda Campaniça".
Estes cinco companheiros cantaram, tocaram e encantaram as pessoas que encheram este espaço de Cultura Almadense, dinamizado pela SCALA.
Além das canções populares e tradicionais alentejanas interpretadas, houve ainda espaço para se conversar sobre a história de algumas canções (o que normalmente não acontece nos concertos...), como a "Tasca do Encalha" ou o "Barreiro", um instrumental que salienta as potencialidades e a qualidade musical da guitarra campaniça.
quinta-feira, janeiro 10, 2013
O Tejo Cheio
Hoje de manhã, quando ia para Lisboa de Cacilheiro, fiquei com a sensação de que o Tejo estava tão cheio, que estava quase a transbordar, a espalhar as suas águas pelas margens, sul e norte ou esquerda e direita...
A fotografia foi tirada na viagem de regresso a casa, a meio da tarde, com a maré novamente cheia...
segunda-feira, janeiro 07, 2013
Outra Fotografia
Publico novamente esta fotografia, depois de a ter feito "desaparecer", por artes misteriosas.
Como já tinha dito, também faz parte da exposição, "A Minha Margem", que está patente ao público na Oficina de Cultura, de Almada, até ao dia 20 de Janeiro.
Chamei-lhe "Praia das Lavadeiras II", por ter sido tirada de um ângulo oposto da "Praia das Lavadeiras I", que também faz parte da mostra de fotografias.
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sábado, janeiro 05, 2013
A Minha Margem
Escrevi um poema sobre a temática da minha exposição de fotografia, que será inaugurada daqui a pouco, às 16 horas, na Oficina de Cultura de Almada, na Exposição Comemorativa do 18º Aniversário da Associação Amigos da Cidade de Almada. Poema que publico com todo o gosto, juntamente com uma das fotografias expostas, "O Corredor da Júlia":
a minha margem
A
Minha Margem é um farol
Que
abraça as barcas do rio
Os
pescadores com e sem anzol
E
todos aqueles que furam o vazio
Para
dar vida a este lugar
Que
já foi um Ginjal
Com
uma janela para sonhar
E
uma varanda tão bela e natural
Os
dias de nevoeiro são excepção
Quase
que há Verão o ano inteiro
Como
se a Minha Margem fosse uma canção
Radiante
com o poder da luz solar
E
da maré, que ora fica vazia ora fica cheia,
Deste
Tejo que às vezes parece um mar
Mesmo
que seja apenas
O
rio da minha aldeia…
Luís Milheiro
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quinta-feira, janeiro 03, 2013
Convite
No próximo sábado, às 16 horas será inaugurada uma exposição minha de fotografia, na Oficina de Cultura de Almada, juntamente com mais duas de artes plásticas (Homenagem ao pintor Zal e Mostra dos trabalhos da Escola de Avós do Externato Frei Luís de Sousa), na Exposição Artística Anual do 18º Aniversário da Associação Amigos da Cidade de Almada.
A exposição chama-se, "A Minha Margem" e é composta de 14 fotografias que se repartem pelo Tejo e pelo Ginjal.
Algumas delas já foram publicadas aqui...
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quarta-feira, janeiro 02, 2013
(Es)Cultor da Amizade
Quando alguém que nos é querido consegue chegar aos 89 anos, com autonomia, lucidez e um espírito sempre aberto, só temos de nos sentir felizes.
Quando olho para trás, sinto-me bafejado pela sorte, por ter conhecido o Fernando e toda uma geração de gente especial, que continua a cultivar a amizade, a honra e a solidariedade, cientes que esta é a melhor forma de estar na vida.
Parabéns, Amigo!
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segunda-feira, dezembro 31, 2012
Que 2013 Seja Melhor do que Esperamos
Não me lembro de estarmos quase a entrar num ano novo, com as expectativas tão baixas.
Os desejos que fazemos aos amigos e conhecidos, quase que se ficam apenas pela saúde e alegria, esquecidos que podem jogar no "euromilhões".
Queremos acreditar que com saúde e alegria, é possível vencer todas as adversidades, que nos são impostas por gente, que pouco ou nada sabe de nós.
Por tudo isto, era bom que 2013 fosse um ano melhor do que esperamos...
A foto é de Dorothea Lange.
sexta-feira, dezembro 28, 2012
Histórias de Vergonha e Abandono
Os idosos continuam a ser as principais vitimas dos burlões e ladrões, especialmente na semana em que recebem as suas reformas.
A maioria nem sequer conta aos filhos o que lhes aconteceu, por vergonha...
Se as pessoas não se sentissem tão abandonadas neste país que não é para velhos, inclusive pelas próprias famílias, não dariam tanta conversa às pessoas que se fingem sempre simpáticas e agradáveis, numa primeira abordagem...
segunda-feira, dezembro 24, 2012
Feliz Natal, Natal Feliz
Natal, e Não Dezembro
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido ...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave ...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido ...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave ...
Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
David
Mourão-Ferreira
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sábado, dezembro 22, 2012
A Arruada de Natal da Incrível
Fazendo jus à tradição, a Banda Filarmónica da Incrível Almadense andou esta manhã a espalhar alegria pelas ruas de Almada com a execução de belas músicas de Natal, animando um pouco mais as pessoas, com um notório semblante carregado, devido a este tempo pouco dado a alegrias, apesar da quadra festiva que se aproxima.
E até levou consigo um Pai de Natal "Incrível", bem mais elegante que o convencional.
E até levou consigo um Pai de Natal "Incrível", bem mais elegante que o convencional.
Além da sua passagem pelas ruas, também entrou no mercado da rua Olivenza, para gáudio dos mercadores e clientes, que aplaudiram com satisfação esta bela surpresa natalícia da Incrível.
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terça-feira, dezembro 18, 2012
Não Fui, Não vou à Missa
Se tivesse alguma dúvida, em ir ou não à missa, perdia todas as que tivesse ao ouvir aquele "beato Salu", deliciado com o Natal cheio de pobres e desta caridadezinha (falo disso no "largo"...) que lhes enche o "coração".
Provavelmente é um dos muitos que enchem o confessionário de histórias para receber o perdão desejado, pois segunda feira começa uma nova semana com novos pecados, porque deus lá estará à sua espera, no dia de conversar a sós com o padre, naquele cubiculo, onde até se pode falar da cobiça pela vizinha, mais uma vez, coisa que se resolve com dois ou três "pais nossos" ou "avé marias"...
A superioridade que saltava do seu corpo era tanta em relação a nós (talvez herejes ou pior...), que devia estar convencido que já tinha um banco no céu, aliás um sofá, que tinha muito mais a ver com ele.
Não, não fui, nem vou à missa. Nem sou do clube destes "cristãos". Sou pela solidariedade e não pela caridade.
E continuo satisfeito por não querer ser mais nem menos que ninguém...
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sábado, dezembro 15, 2012
Democracia é Isto...
As Opções do Plano e Orçamento da Câmara Municipal de Almada foram chumbadas na última reunião de vereadores da Autarquia, que se realizou a 12 de Dezembro, com os votos contra de toda a oposição (PS, PSD e BE).
Parece que é um facto inédito em Almada, por várias razões. Por a CDU conseguir normalmente a maioria nas eleições e também por desta vez não terem conseguido puxar para o seu lado (abstendo-se ou votando a favor) a vereadora do Bloco de Esquerda.
Foi por essa razão que até achei estranhas as declarações de Helena Oliveira ao , "Jornal da Região", que disse: «A CDU não ouve ninguém. Tanto faz que a oposição apresente propostas ou não.» Só agora, quase em fim de mandato é que percebeu isso?
Um dos aspectos determinantes para o voto contra da oposição foi o facto do executivo almadense não ter sequer considerado a proposta da diminuição do valor do IMI, a exemplo de outras autarquias da Área Metropolitana de Lisboa, que tentam aliviar as dificuldades financeiras das famílias.
Quando uma das principais bandeiras do Município é a defesa dos valores humanos e sociais, tal como a prática da solidariedade, fica-lhe muito mal, nem sequer considerar esta possibilidade. Ainda por cima diz com muito orgulho que é uma Autarquia sem dívidas...
Por outro lado, se há alguma coisa que eu acho que fere a democracia de morte, são os "falsos unanimismos".
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terça-feira, dezembro 11, 2012
Ainda os Filmes...
Talvez o cinema seja a arte que mais se aproxima da nossa vida, de todas as que pudemos desfrutar. Em comparação com a literatura, tem a a vantagem de nos oferecer as suas histórias em movimento e com personagens de carne e osso.
No sábado à noite, por um mero acaso, descobri que estava a ser exibido na RTP Memória, o "Dom Roberto", que tem como protagonistas, Raul Solnado e Glicinia Quartin.
Acabei por ficar preso ao ecran e vi o filme até ao fim. Embora não se tratasse de uma grande realização, tinha alma, os dois protagonistas conseguiam exprimir toda aquela vida de pobreza, de quem não tinha emprego e era forçado a viver numa casa abandonada, quase destruída.
Apesar de toda aquela miséria, há por ali muita esperança e sonho, não fizesse Solnado o papel de um manuseador de "robertos" das ruas lisboetas. Esperança que também era alimentada pela solidariedade da vizinhança (Ainda hoje é assim, é mais fácil um pobre dar o pouco que tem, que os que têm quase tudo. Estes são bons é a praticar a caridadezinha, de preferência com uma câmara de imagens por perto...).
É um filme que tem o perfume do neo-realismo italiano, possuindo um conteúdo muito político, pelo menos para a época, em plena ditadura salazarista.
Estive a ler mais alguns pormenores do filme e fiquei a saber que foi estreado no ano em que nasci (1962) e que no ano seguinte foi seleccionado para o "Festival de Cannes", onde recebeu uma menção especial do júri do Melhor Filme para a Juventude. O seu realizador, Ernesto de Sousa, não só foi impedido de se deslocar a França pela PIDE, como acabou por ser perseguido e preso pela polícia política.
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sexta-feira, dezembro 07, 2012
O Melhor dos Filmes
Os filmes têm essa coisa boa de nos fazerem pensar. E pensamos mais quando estamos na presença do inesperado, da estranheza, da diferença...
O "Passar a Ferro", de Ana Pissarra e Maria Emília Tavares, através da sua projecção dupla, não nos conseguiu transmitir apenas que o ir e o voltar de cacilheiro, são duas viagens quase antagónicas. Foi mais longe.
No fim da projecção foi bom trocar ideias com a Ana e a Emília, assim como assistir a várias conversas cruzadas, que embora não tornassem o diálogo muito compreensível, colocaram toda aquela gente a conversar, e pior que isso, a opinar, sobre as travessias no Tejo de cacilheiro e as histórias das suas vidas.
Neste mundo de perdas e de ganhos, falámos muito mais do que perdemos do que das nossas vitórias, até por haver gente presente que já viajava de cacilheiro nos anos cinquenta...
Mesmo eu que só comecei a viajar diariamente nestas barcas na segunda metade dos anos oitenta, sinto muitas diferenças.
Perdeu-se sobretudo a familiaridade e a camaradagem tão presentes ainda nesse tempo, os amigos que não se importavam de esperar o barco seguinte, só para se sentirem bem acompanhados, trocar uns dedos de conversa, contar uma ou outra anedota, porque sorrir ao fim de um dia de trabalho, nem sempre fácil, era um bálsamo, sentindo que não se perdera tudo, que era possível agarrar alguma alegria no regresso a casa.
É nestes pequenas coisas que percebemos o quanto a nossa sociedade mudou nos dez anos de reinado de Cavaco, com a entrada na Europa dos "ricos". Perdemos entre outras coisas a alegria dos "pobres"...
E assim se explica que nas viagens de hoje, o "passar a ferro", a rotina, a melancolia e a solidão (quebradas episodicamente por algum "louco" que gosta de espalhar alegria, sem ter medo do ridículo...) estão muito mais presentes que a espontaneidade e o calor humano dos tempos idos.
A fuga à esta quase tristeza, é encontrada na beleza do Tejo que espreita em todas as janelas, num rosto que nos prende o olhar por mais de um segundo ou na leitura de um jornal ou livro...
E como são viagens de apenas dez minutos, nem sequer têm tempo de se tornar pesadelo...
E eu só tenho de agradecer esta "viagem" à Ana e Emília.
quarta-feira, dezembro 05, 2012
Joaquim Benite (1943 - 2012)
Joaquim Benite deixou-nos, hoje.
Embora não fosse muito próximo, falámos diversas vezes, sempre com cordialidade, inclusive em situações inesperadas, como aconteceu uma vez à porta de um restaurante, em que ambos estávamos à espera de pessoas diferentes, apenas unidas pela falta de pontualidade.
Joaquim Benite deixa uma obra notável em Almada, no campo teatral, que espero que não seja destruída com o seu desaparecimento físico e com a "crise". O seu "Festival de Teatro" era um dos mais importantes da Europa e trazia sempre muita gente de fora a Almada, no começo do Verão.
Apesar da sua grande capacidade como encenador e director teatral, estava longe de ser uma figura consensual nos meios teatrais almadenses. Isso acontecia mais por razões materiais que por outra coisa. Como a sua Companhia absorvia uma grande fatia do orçamento da Autarquia para a Cultura, isso sempre provocou algum mau estar no sector cultural local.
Essa foi também uma das razões que me levou a afastar um pouco do seu teatro, pois como agente cultural de uma Cidade, que gosta de se afirmar pela justiça social e pela solidariedade, tenho de confessar que nunca achei muita piada que Almada fosse pouco democrática nos apoios dados à Cultura...
Adenda: Além de ter entrevistado o Joaquim Benite para o Record, também lhe "desenhei" um perfil no Jornal de Almada, numa rubrica que assinava e tinha como titulo, "Almada no Centro do Mundo". Fica aqui o link.
Adenda: Além de ter entrevistado o Joaquim Benite para o Record, também lhe "desenhei" um perfil no Jornal de Almada, numa rubrica que assinava e tinha como titulo, "Almada no Centro do Mundo". Fica aqui o link.
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terça-feira, dezembro 04, 2012
Um Filme Sobre a Travessia do Tejo
Na próxima quinta-feira será projectado um filme-documentário de trinta minutos na "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA, às 21 horas, no 1º andar do café Dragão Vermelho, no centro de Almada.
As autoras, Ana Pissarra e Maria Emília Tavares, estarão presentes e irão falar sobre este, "Passar a Ferro", que significa na gíria dos marinheiros a rotina das viagens entre as duas margens do Tejo.
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sexta-feira, novembro 30, 2012
Um Olhar Incrível no Museu da Música Filarmónica
Não visitei o Museu da Música Filarmónica no domingo, dia da inauguração, porque não me apeteceu entrar na confusão deste dia de festa, em que toda a gente queria ver esta boa "novidade". Ainda por cima o dia estava chuvoso.
Acabei por o visitar na terça-feira, na companhia de dois grandes "Incríveis", que detectaram logo duas ou três imprecisões. Nada que manche o excelente trabalho de um trio feminino de muita qualidade, a Ângela, a Ana e a Margarida, do Museu da Cidade.
Também vi o filme, muito bem realizado, que caracteriza com gosto a vida do maestro Leonel Duarte Ferreira e da Vila de Almada de então.
Só tenho um reparo a fazer, provavelmente devido à minha costela "Incrível". Não gostei muito de ver aquela frase supostamente retirada dos estatutos da Academia (ainda por cima fala em sociedade e não em academia...), que caracterizava o espírito de uma boa parte das Sociedades Filarmónicas da época, principalmente a Incrível Almadense, que resistiu às suas duas grandes cisões (1872 e 1894), graças à arte dos seus músicos, que nunca deixaram de se fazer ouvir na sala de ensaios, de janelas abertas, nestes dias difíceis..
Ficava melhor uma legenda, que fizesse sentir que aquela frase fazia parte dos estatutos da generalidade das Colectividades que nasceram devido à música filarmónica...
O óleo é de Isabel de Frias.
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domingo, novembro 25, 2012
Guilherme Espírito Santo (1919 - 2012)
Guilherme Espírito Santo deixou-nos hoje, com noventa e três anos de idade.
Foi um dos grandes desportistas do nosso país, desde os anos trinta aos anos cinquenta do século passado. Além de extraordinário avançado do Benfica e da selecção, também foi um atleta ímpar, tendo sido recordista nacional de salto em comprimento, salto em altura e triplo-salto, durante largos anos.
Guilherme viveu os últimos anos da sua vida em Cacilhas.
Tantas vezes que nos cruzámos, quer na praça Gil Vicente, quer na avenida 25 de Abril, onde viveu... onde me oferecia sempre o seu sorriso inesquecível e algumas palavras agradáveis, de circunstancia, que o definiam como "gente boa".
Tratava-o por senhor Guilherme, desde que me fora apresentado pelo escritor Henrique Mota, nosso amigo comum, ainda na primeira metade dos anos noventa do século passado.
Além de ter sido premiado com a "Águia de Ouro" pelo Benfica, também recebeu o prémio "Fair-play" do Comité Olimpico Português, para premiar o seu comportamento exemplar dentro e fora das quatro linhas, e claro, nas pistas de atletismo.
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O Museu da Música Filarmónica
Daqui a algumas horas será inaugurado em Almada, o Museu da Música Filarmónica.
É um acto solene com grande sentido histórico, se pensarmos que a base do associativismo almadense nasceu através da fundação das Sociedades Filarmónicas, que tiveram como "mãe" a Incrível Almadense, que conta hoje com 164 anos, e sempre teve banda de música.
Apesar da modernidade dos tempos, Almada continua a possuir quatro bandas filarmónicas, de quatro Colectividades Centenárias.
É por isso que a criação deste museu é muito importante para uma terra como a nossa, da mesma forma que seria determinante a realização de um protocolo entre o poder autárquico e as Sociedades Filarmónicas, para que a música saísse mais vezes à rua e voltasse a estar presente nos grandes momentos da Cidade.
Acreditamos que esta é forma mais séria de ajudar a subsistir a Cultura Popular, as Bandas Musicais e as Escolas de Música, tão importantes no seio do Movimento Associativo.
Acreditamos que esta é forma mais séria de ajudar a subsistir a Cultura Popular, as Bandas Musicais e as Escolas de Música, tão importantes no seio do Movimento Associativo.
O óleo é de Armando Barrios.
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sexta-feira, novembro 23, 2012
quinta-feira, novembro 22, 2012
Os Segredos da Natureza do professor Manuel Lima
No próximo sábado, dia 24 de Novembro, às 15 horas, no Moinho de Maré de Corroios, será apresentado o novo livro do professor Manuel Lima.
O título diz quase tudo, "Segredos da Natureza, a dois passos de Lisboa".
Nesta obra encontramos textos e fotos do autor sobre os parques e reservas naturais da Área metropolitana de Lisboa (Arrábida, Espichel, Lagoa de Albufeira, Arriba Fóssil da Caparica, Estuário do Tejo, Sapal de Corroios e Sintra-Cascais).
Quem gosta da história natural da nossa região, nãi deve faltar.
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quarta-feira, novembro 21, 2012
O Centenário de Bulhão Pato
O centenário do falecimento de Bulhão Pato está a ser comemorado da melhor forma na freguesia da Caparica, onde viveu os últimos anos da sua vida, com a edição de duas obras literárias.
A primeira, "Memórias da Caparica pela Pena de Bulhão Pato", organizada por Rui Caetano,com o apoio do Centro de Arqueologia de Almada e editada pela Junta de Freguesia de Caparica, foi apresentada na tarde de sábado.
Hoje decorreu a apresentação de "Bulhão Pato na Outra Banda", da autoria do historiador, Alexandre M. Flores.
Duas boas oportunidades para conhecer melhor a vida e obra daquele que é considerado o último dos românticos, que ainda viu chegar a República.
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sexta-feira, novembro 16, 2012
O Ano da Morte de Ricardo Reis
A homenagem que presto a José Saramago na comemoração do seu 90º aniversário, é começo da leitura (finalmente...) de "O Ano da Morte de Ricardo Reis".
Estou certo que ganhamos os dois.
Adenda: Só ao folhear o livro e a ver o autógrafo dado por José Saramago, é que reparei que ando há dezassete anos a adiar esta leitura.
Há várias razões para isso ter acontecido. Uma delas foi ter achado o "Memorial do Convento" uma grande seca, outra as suas mais de quatrocentas páginas...
Há várias razões para isso ter acontecido. Uma delas foi ter achado o "Memorial do Convento" uma grande seca, outra as suas mais de quatrocentas páginas...
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terça-feira, novembro 13, 2012
Há "Petróleo" em Cacilhas
Quem passa pelo antigo "Largo da Bomba" (junto ao antigo quartel dos Bombeiros de Cacilhas e agora Centro de Turismo) fica no mínimo surpreso, perante o quadro que encontra.
Nem estou a falar do buraco e das máquinas (no nosso país é normal esburacar estradas e praças, acabadinhas de arranjar...). A questão que me chamou mais a atenção foi o cartaz azul, que quase que chama ignorantes aos "velhos de Cacilhas", que sabem muito bem onde ficava o poço e a respectiva bomba.
Mas é notório que o Município gosta de "descobertas", é por isso que faz publicidade como se houvesse petróleo em Cacilhas ou se o poço fosse um achado arqueológico, do tempo dos romanos ou fenícios...
Nota: O poço é do século XX.
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sábado, novembro 10, 2012
A Fotografia Artística e a Fotografia Documental
Um dos aspectos que retive na última "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA em Almada, foi a dificuldade de algumas pessoas em olharem para a fotografia apenas como um objecto artístico.
O fotógrafo Modesto Viegas mostrou-nos as suas fotografias, extremamente belas, em dois trabalhos distintos, um sobre as Cidades (Recantos Urbanos) e outra sobre a Natureza (Recantos na Natureza). Após a primeira projecção citadina fez-se uma pausa e a conversa estendeu-se até à plateia.
Os comentários fizeram com que percebesse que uma boa parte das pessoas olharam para as fotografias mais como um objecto documental que como um objecto artístico.
Chegaram mesmo a dizer ao autor, que este devia ter colocado uma legenda nas fotografias, para saberem onde tinha sido tirada. Ou seja, estavam mais preocupados com a localização da imagem que com os pormenores particulares que lhe davam uma beleza própria.
Foi então que Modesto Viegas fez a sua defesa e explicou (muito bem) que a sua única motivação enquanto fotógrafo, foi tentar fixar a beleza que encontrou em vários lugares, através da fotografia, oferecendo ao seu espaço físico um papel secundário.
Lá volto eu às palavras do outro: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...
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quinta-feira, novembro 08, 2012
Os Recantos do Modesto
Hoje ao serão realiza-se mais uma "Tertúlia do Dragão" organizada pela SCALA. O convidado é o fotógrafo Modesto Viegas, grande apaixonado pela fotografia de natureza, que irá projectar uma selecção das suas melhores imagens, Urbanas e da Natureza.
Quem gosta de fotografia, não deve perder esta projecção, que se realiza como de costume no 1º andar do Café Dragão Vermelho, em Almada.
quinta-feira, novembro 01, 2012
Um Primeiro de Novembro com Menos Gente em Cacilhas
A crise nota-se em tudo, até na afluência das pessoas a Cacilhas, no dia do feriado histórico, o primeiro de Novembro, em que se realiza a procissão da Senhora do Bom Sucesso, a padroeira da ainda Freguesia e figura lendária, graças ao "Milagre" que realizou no dia do Terramoto de 1755. Segundo a lenda, a sua imagem, na mão do pescador Pedro, acalmou as águas do Tejo, transformadas num autêntico dilúvio.
Não sei como será no próximo ano, mas espero que seja possível manter a tradição. Provavelmente ainda mais pobre e terá menos gente, já que este governo, entre tantas coisas, também resolveu acabar com quatro feriados e um deles é este dia de todos os santos...
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