segunda-feira, julho 15, 2013

Hoje está Sol


Hoje está Sol, mas nos últimos dias um manto de nuvens tem coberto o astro solar, que tanto nos ilumina...

Mas não foi nada desagradável esta frescura, depois de vários dias com temperaturas acima dos quarenta graus...

Na fotografia surgem os meus filhos, numa das esplanadas ribeirinhas da nossa Margem. 

Foram eles que quiseram dar uma volta até ao Ginjal, na sexta feira...

sábado, julho 13, 2013

«O jardim fecha às 17.30 horas, por isso...»


Ontem fomos a esse sítio agradável, que é a Casa da Cerca.

Depois de visitarmos as exposições perguntei aos meus filhos se queriam ir ao jardim, quando nos descolávamos para lá, a funcionária informou-nos com cara de caso (quase a tentar que guardássemos a visita para outro dia...), que o jardim fechava às 17.30 horas. Olhei o relógio, ainda tínhamos três minutos, tempo mais que suficiente para dizermos olá ao Tejo, que estava coberto por nuvens cinzentas.

Sei que os horários são para cumprir, mas este "funcionalismo público umbiguista" irrita-me. Ainda por cima, porque sei que são muito poucos os visitantes que aparecem nestes lugares.

E há ainda outro pormenor: não é anormal chegar a lugares públicos e encontrá-los fechados, ainda dentro do horário de funcionamento  e ter de virar costas...

Na minha opinião não era necessário tanto zelo e "cara de caso", até porque não iríamos "acampar" no jardim...

quarta-feira, julho 10, 2013

Escrever ao Sabor da Inspiração


Há palavras mais fortes que outras, que usamos ao sabor da inspiração e que muitas vezes têm de ser terceiros a chamarem-nos a atenção, como se fizéssemos mau uso delas ou fossemos injustos.

É então que nos "salta a tampa" e dissemos o que devemos e não devemos.

Depois de ter desabafado, de ter dito que sim, que eram um bando de gente que se servia do trabalho dos outros para ascender a cargos superiores e que muitas vezes nem sequer sabiam estar, ao ponto de deixarem cadeiras vazias, sem sequer justificar a ausência.

Mas ele lá conseguiu que eu apagasse a palavra "demagogia" no texto, em nome de "interesses superiores", neste tempo em que o que falta em coragem e honestidade, sobra em "conversa da treta".

Lembrei-me logo da minha Mãe, boa nestas coisas dos "paninhos quentes" e do meu Pai, claro, demasiado apaixonado pela liberdade para se deixar condicionar...

Nestes casos sei que sou muito mais "Pai", por isso é que às vezes preciso que me coloquem "travões", especialmente quando estão em causa interesses colectivos e não individuais.

O óleo é de David Adickes.

sexta-feira, julho 05, 2013

Quinta Real do Alfeite


Na passada terça-feira foi apresentada a obra, "Quinta Real do Alfeite - das Origens ao Advento da República", da autoria de Alexandre M. Flores e de António Neves Policarpo, editada pela Junta de Freguesia do Laranjeiro.

Ainda só folheei o livro, mas de certeza que se trata de mais um excelente contributo destes dois historiadores de Almada pela história do Concelho.

E deverá estar cheio de curiosidades relativas à "coroa", que se instalou no Alfeite desde o período Medieval...

segunda-feira, julho 01, 2013

Fonte da Telha


Acabei de ler o romance, "Fonte da Telha", escrito em 1949, por Alexandre Cabral.

É uma obra que se  baseia na corrente neo-realista, tão em voga nos anos quarenta e cinquenta do século passado.

Li-o sobretudo pela curiosidade que me despertou, quando o encontrei na Biblioteca da Incrível Almadense, pela proximidade geográfica.

Embora não seja um livro de excepção, lê-se bem. Relata a vida difícil e incerta dos pescadores da aldeia da Fonte da Telha, especialmente no Inverno, em que   o mau tempo não permitia a ida ao mar e em que o peixe escasseava...

sexta-feira, junho 28, 2013

Centro de Interpretação de Almada Velha


Amanhã, às 11 horas, é inaugurado o Centro de Interpretação de Almada Velha, na Antiga Ermida do Espírito Santo, que foi tantas coisas durante o século XX...

O nome pela qual é mais conhecida, é nada mais nada menos que, "Salão das Carochas". Não sei a origem deste nome, sei sim que foi palco de cultura, sede de mais que uma colectividades. Dançou-se, fez-se teatro, fez-se desporto, discutiu-se, e sei lá que mais...

Agora vai ser o Centro de Interpretação de Almada Velha, uma coisa mesmo virada para o século XXI.

Não sei se este é o seu melhor uso, sei apenas que se trata de um lugar que sempre o conheci fechado, pelo que a sua abertura, enquanto espaço de conhecimento e de cultura, tem de ser entendido sempre como uma mais valia para Almada.

Estarei lá, na sua inauguração.

segunda-feira, junho 24, 2013

A Procissão de S. João Baptista


Embora more em Almada há vinte seis anos, só ontem é que assisti à primeira parte  da procissão de S. João.

Sim, primeira parte. No fim da tarde de 23 de Junho S. João é levado da Igreja de Santiago para a Capela da Ramalha, onde pernoita e fica até ao fim da tarde seguinte, quando se assiste à segunda parte da procissão, com o seu regresso à Igreja de Santiago, no percurso inverso.

É uma procissão de quase duas horas e que exige alguma resistência física, apesar da maior parte dos participantes pertencerem à terceira idade. Parte da Igreja de Santiago, no Jardim do Castelo, percorre a rua Capitão Leitão até ao Cabo da Vila e depois segue na direcção do Pragal, descendo na direcção da Capela da Ramalha, na rotunda junto à estátua de Fernão Mendes Pinto.

Há duas lendas associadas a estes festejos, a primeira relata um caso de amor entre um soldado cristão das tropas do rei D. Afonso Henriques e uma bonita princesa moura, que acabaria por provocar uma batalha entre portugueses e mouros, na Ramalha, que teria contado com a ajuda de S. João, na vitória lusitana.

A segunda lenda fala também de uma batalha, mas já nos tempos de D. Sancho I, ocupado com a reconquista do território e que travou uma batalha contra MIramolim de Marrocos e vence, mais uma vez com as boas graças de S. João.

Associada a esta lenda e à procissão era organizado também um arraial, um desfile de carroças e galeras,  e engalanadas com canas verdes e flores campestres, que transportavam pessoas e merendas, acompanhados por ranchos de folgazões, que se faziam acompanhar por músicos das bandas das colectividades de Almada e animavam a festa. 

Estes festejos pagãos das colheitas realizaram-se até aos anos sessenta do século passado. 

Segundo rezam algumas crónicas, o seu fim estará ligado aos desacatos provocados pelo consumo excessivo de vinho da região, que fazia com que algumas  rivalidades locais viessem ao de cima e a festa acabasse da pior maneira.

quinta-feira, junho 20, 2013

A Casa da Cerca Festeja Vinte Anos


A Casa da Cerca, um dos lugares mais bonitos de Almada, faz a bonita idade de vinte anos e no dia 22 de Junho está em festa das dez às duas horas da manhã, com um dia cheio de Arte e Diversão.

Quem ainda não conhece este espaço de artes, com jardins agradáveis e um dos melhores miradouros sobre o Tejo e Lisboa, não deve perder a oportunidade de visitar a Cerca em Festa.

quarta-feira, junho 19, 2013

Cacilhas em Festa


Apesar da crise, é bom ver as pessoas a passearem na rua Cândido dos Reis e a frequentarem os restaurantes locais (apesar das contra indicações deste governo...).

Um dos aspectos curiosos, é que a decoração das ruas tenha sido feita pela  Associação de Reformados de Cacilhas (ARPIFC), com materiais reciclados.


Infelizmente as fotos que tirei não lhe fazem justiça, pois as ruas estão muito bonitas.

É mais uma prova que todos somos importantes na sociedade, independentemente da idade, apesar dos "mutantes" que governam este país pensarem outras coisa (ou se calhar nem pensam quase nada, pelo menos de jeito)...

quinta-feira, junho 13, 2013

O Tejo e o Fernando


Hoje é dia do António, Santo, casamenteiro e "partidor" de bilhas, mas também do Fernando, que foi muitas "pessoas", na nossa literatura.

Muitas vezes penso se o Fernando vinha ou não com alguma frequência a Cacilhas, se petiscou qualquer coisita nas tascas que antecederam os restaurantes do Ginjal ou se apenas se ficou pelos seus retiros lisboetas.

Se veio e ficou por ali, rente ao cais, à procura de golfinhos ou até de sereias, só ficou a ganhar, provavelmente até algum poema... 

O óleo é de João Beja.

terça-feira, junho 11, 2013

Os 500 Anos do Foral Manuelino


Como já vem sendo costume, foi mais um fim de semana rico em actividades culturais pelo concelho de Almada.


Uma das actividades mais curiosas foi a comemoração dos 500 Anos do Foral  Manuelino, com a sua recriação histórica e a realização de um pequeno mercado, no Jardim do Castelo.

sexta-feira, junho 07, 2013

Tudo Pode Ser Cultura


Ontem realizou-se mais uma "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA.

Para a gente da cultura o título poderia não ser o mais apetecível, "Alimentação para Séc. XXI". 
Mero engano, pois foi uma excelente tertúlia, graças à capacidade de comunicação da  nossa convidada, Ana Paula Marum, médica, que, através de uma linguagem bastante acessível, conseguiu transmitir-nos uma série de dados estatísticos (assustadores...) sobre os efeitos das alterações dos hábitos alimentares no nosso país, especialmente nas camadas mais jovens da nossa população.

Houve uma interacção  muito boa entre todos, não só pelas questões que foram levantadas pela assitência, mas também através  do preenchimento de um pequeno inquérito, que depois foi descodificado e analisado pela dra. Ana Paula, para satisfação de todos os presentes, que mais uma vez perceberam que tudo pode ser Cultura.

O óleo é de Ernesto Arrisueno.

domingo, maio 26, 2013

A Poesia Vadia em Almada


Após a inauguração da minha exposição de fotografia, "Jardim com Artes", os "Doces da Mimi" (rua da Liberdade, nº 20) acolheram a habitual sessão de Poesia Vadia, que por ali acontece no último sábado de cada mês, à tarde.

Além do ambiente ser extremamente familiar, a Poesia Vadia funciona em roda viva, proporcionando a oportunidade de dizer poesia, a todos os presentes.

Gostei bastante de participar e disse vários poemas, meus e também do Manuel Delgado e de Suzana Rezende (que não conheço, mas como tinha um livro de poesia na estante...).

Também houve um momento musical, com a participação de Paulo Sanches, que cantou Fernando Pessoa.

Ou seja, uma forma agradável de passar o fim de tarde, depois de ter participado num almoço agradável e emotivo, de homenagem a dois amigos, Carlos Durão e Fernando Barão.

sexta-feira, maio 24, 2013

O Meu "Jardim com Artes"


Amanhã às 16.30 horas será inaugurada a minha exposição de fotografia, "Jardim com Artes", no "Espaço Doces da Mimi, rua da Liberdade, nº 20 A, Almada.

As doze fotografias que fazem parte da mostra foram tiradas no Parque D. Carlos, nas Caldas da Rainha, a minha Cidade Natal.

Estão desde já convidados a passarem por lá. A exposição pode ser visitada até ao dia 7 de Junho.

segunda-feira, maio 20, 2013

Uma Viagem Diferente pelo Coração de Almada Velha


O Museu da Cidade, através da Ângela  da Ana e da Margarida, resolveu comemorar o Dia Internacional dos Museus, de uma forma diferente, com um passeio pela chamada Almada Velha, guiado por quem ali cresceu e viveu.

Só posso acrescentar que foi uma excelente ideia convidar alguns "sábios" almadenses, que substituíram muito bem qualquer historiador local, guiando-nos pela Rua Direita da Vila de Almada (e ruas próximas) dos anos trinta, quarenta e cinquenta, com entusiasmo e saudade.

Acabámos por ficar todos a ganhar, pois à medida que íamos avançando, ficávamos a conhecer a localização exacta de algumas lojas que já não existem, assim como o nome dos seus donos e também dos lugares onde moraram pessoas importantes de Almada, como  foi o caso dos professores Alberto de Araújo e Adelaide Coutinho.

Tudo isto graças às "memórias de elefante" de Francisco Gonçalves, Orlando Laranjeiro,  José Luís Tavares e Fernando Moura.

Fico à espera da próxima visita. E até dou uma "pista": uma "viagem" ao Caramujo, guiada por alguns antigos operários das fábricas de cortiça e e de farinha, seria pela certa, memorável.

sábado, maio 18, 2013

Dia dos Museus em Almada


Almada comemora da melhor maneira o Dia Internacional dos Museus.

Como pode ver pela programação, não faltam motivos para visitar um, dois ou três, dos vários museus almadenses...

quinta-feira, maio 16, 2013

Passeando pela Avenida...


Quem não pôde assistir à projecção multimédia, "Do Rossio ao Marquês passeando pela Avenida...", da autoria de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas, exibida  em Almada no mês de Abril (na "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA), poderá ver este belíssimo trabalho, hoje,  ao fim da tarde (às 18 horas), na FNAC do Chiado.

quarta-feira, maio 15, 2013

O Corpo Está Preso na Cidade mas o Sonho Anda em Viagem


Hoje apetece-me mais partir que ontem.

Sinto que preciso de respirar outros ares, de me sentir de novo livre, de ser apenas "ninguém".

Às vezes quero que os meus filhos cresçam mais depressa, para perceberem o bom que é ser-se "independente", ter uma vida própria, para que eu também possa fazer a tal viagem, partir na direcção dos sonhos...

Há dias que tudo me cansa, mas não vale de nada dizer que não escolhi este país para nascer e viver, e muito menos exclamar que nunca votei nos "bandidos" - tanto do PS e do PSD -, que tanto mal têm feito a este lugar, que terá muita coisa perfeita, menos esses "chico-espertos" e "burlões" que se instalam nos partidos e fazem as suas próprias leis, num "reino" de intrigas e mentiras.

Dizem-me que é assim em todo o mundo. Até pode ser, mas tenho pelo menos uma certeza, a justiça é mais  "cega" e rápida que neste lugar onde o "pagamento de favores" fala quase sempre mais alto...

Hoje apetece-me partir, também porque ninguém é perfeito, todos somos egoístas, uns mais outros menos...

sexta-feira, maio 10, 2013

João Villaret Nasceu há Cem Anos


João Villaret, excelente actor e declamador (foi uma das grandes figuras do chamado teatro declamado e do "fado falado", uma originalidade que julgo sua...), nasceu há cem anos. 

Embora tenha passado por Almada mais que uma vez, há uma data que merece ser recordada, o dia 2 de Fevereiro de 1954, em que foi homenageado pela Incrível Almadense, como se pode comprovar pela imagem, em que surge a descerrar a placa com o seu nome, que ainda hoje se encontra numa das paredes do velho cinema da Incrível.

terça-feira, maio 07, 2013

Encerramento da Estação dos CTT em Cacilhas


Ontem o presidente da Junta de Freguesia de Cacilhas deu-me um papel, que era um Manifesto contra o encerramento da Estação dos CTT de Cacilhas.

Há poucos minutos passou pela minha rua um carro a anunciar uma concentração; às 10 horas, em frente da Estação de Correios.

Não sou frequentador assíduo deste serviço (tenho sempre a sensação que os Correios de Almada ficam mais perto da minha casa...), mas estou contra o seu fecho. Aliás estou contra esta "epidemia" de encerramentos, que não só engrossa o número de desempregados, como empobrece e esvazia as localidades.

Talvez a grande aposta destes governantes seja baterem recordes, tanto de desemprego como de pobreza...

O que mais me inquieta e espanta é a passividade das pessoas atingidas no "coração" por esta gente merdosa, que se julga muito bem, pelo menos ao espelho.