quinta-feira, dezembro 29, 2011

Os 100 Anos de Alves Redol


Alves Redol nasceu há cem anos em Vila Franca de Xira.
Foi um dos grandes escritores portugueses do século XX e o expoente máximo do neo-realismo no nosso país.

A sua opção literária pelas histórias sobre o povo trabalhador, a par da actividade política, de mão dada com o PCP, fizeram com que não fosse um escritor agraciado pelo regime de então.
Mas esse foi um aspecto pouco importante na sua  vida, pelo menos para ele. Importante era saber que fazia parte do grupo dos escritores mais lidos nas bibliotecas populares de Norte a Sul, que visitava sempre com grande prazer, como aconteceu várias vezes no Concelho de Almada.

Sinto-me bastante honrado por ter contribuído para que fosse recordado em Almada nas comemorações do centenário do seu nascimento, em duas jornadas culturais, nas "Tertúlias do Dragão", organizadas pela SCALA, a 5 de Maio, e durante a comemoração do 163º aniversário da Incrível Almadense, a 13 de Outubro.

Esta foto é de Sam Payo.

sexta-feira, dezembro 23, 2011

Boas Festas


Sei que o Ginjal não voltará a ter a indústria do século XX, nem voltará a ser conhecido pelos seus vinhos nos tempos mais próximos, mas pelo menos que consiga ser em 2012 uma coisa melhor que a dos nossos dias.

Boas Festas para todos.

A fotografia mostra-nos o carregamento de vinho numa fragata dos antigos armazéns de vinho da família Teotónio Pereira.

quarta-feira, dezembro 21, 2011

O Ginjal Continua Preso ao Século Passado (3)


Já escrevi mais que uma vez aqui, que uma das coisas que me faz mais confusão no Ginjal é a circulação automóvel.

Como é um lugar tão "sensível", cheio de placas a avisar-nos de "perigo de derrocada" de edifícios e também dos vários cais, permite que os carros dos pescadores e afins, continuem a passear pelo paredão estreito, como se nada se passasse?

Além dos alertas que lanço por aqui, já tive a oportunidade de falar deste contrasenso a um vereador, numa sessão pública (lançamento de um livro sobre Cacilhas...), em que ele achou a critica pertinente (acham sempre...), mas continua tudo na mesma, como a lesma...

sábado, dezembro 17, 2011

Cine-Incrível Reabre Hoje


A Associação Almada Velha reabre hoje, às 21.30 horas, o "Cine-Incrível", como espaço de lazer e cultura, ao público almadense.

O espaço passará a estar aberto diariamente, à tarde e à noite, com o objectivo de passar a ser uma referência na cultura e na diversão da Cidade.

quarta-feira, dezembro 14, 2011

O Ginjal Continua Preso ao Século Passado (2)


Esta fotografia tem praticamente um ano. Esta racha como devem calcular, hoje está um bocadinho mais larga e mais perigosa.

Não sei quem é que deveria ter arranjado o paredão, ainda por cima, praticamente na esplanada do "Atira-te ao Rio". Isso nem é o mais importante.

Importante é verificarmos que nem os donos do restaurante, nem os responsáveis pela autarquia, se preocuparam em tornar o paredão mais seguro e agradável.

Talvez mantenham as coisas assim, fiados na paixão dos turistas, pelo "rústico", pelo "velho", pelo "abandonado", que não devem encontrar com tanta facilidade nos seus países...

quarta-feira, dezembro 07, 2011

Essa Não!



«Boa noite a todos.
Fui contratado para ler um texto do Eça de Queirós, em que já dizia há 140 anos: "Estamos perdidos há muito tempo…"
Depois dizia aquelas coisas todas que hoje são repetidas pelos “Medinas” do regime, que fingem que não são de cá e nunca foram governantes, deputados ou gestores públicos, vieram só fazer um número trágico-cómico para a televisão, ver o Benfica e assistir ao café-concerto da Incrível.
Se Eça escrevia nos salões de Paris ou Londres, os “Medinas” têm a lata de preparar a oratória ao espelho, enquanto saboreiam um “coktail” exótico, que devia ser de Merda com gelo.
Apesar de vaidosos não passam de actores medíocres, com a lenga lenga do costume: «gasta-se mais do que o se tem, não se produz, desperdiça-se dinheiro na saúde e educação, etc.
Acham-se tão geniais que até sentem que as suas reformas milionárias, que chegam a ser 50 vezes superiores às reformas mínimas dos portugueses, são mais que merecidas.
Foi por tudo isto que rasguei o contrato e não estou a ler o texto do Eça, que também era genial.
Pior que os “Medinas” só os palermas que são capazes de culpar o Afonso Henriques, e até o Camões da nossa desgovernação, mas têm medo de apontar o dedo aos ministros, que nos andaram a enganar e a roubar nos últimos 25 anos, deixando o país neste lindo estado, sem que nenhum deles tenha ficado a perder com o negócio. Os ministros de Cavaco então são dos maiores especialistas portugueses em vigarice. Por isso é que continuam a ser muito requisitados.
Mas a palermice não se fica por aqui, são capazes de fazer vénias aquele senhor francês, pencudo, que usa sapatos de tacão alto, porque ainda não lhe disseram que não é isso que faz os Homens Grandes. E à senhora loura, alemã, que só aqui para a gente, que ninguém nos ouve, deve ter o desgosto de não ter nascido com uma pilinha. Em suma, adoram fazer reverências aos nossos falsos amigos, que não passam de cobradores de fraque, com malas de marca FMI.
O Eça acabava o texto assim:
«Diz-se por toda a parte, que o país está perdido.» Perdidos estão eles, que ainda perceberam que só temos uma saída para a crise, sermos criativos, ou pelo menos tentar. É essa também a razão deste café concerto Incrível
Tão Incrível que até me puseram aqui a falar.


OBRIGADO.»

(Este foi o texto que escrevi e li no Café-concerto da Incrível Almadense, "Essa Não!")

O óleo é de Gonzalo Goytisolo Gil.

domingo, dezembro 04, 2011

O Café-Concerto da Incrível


Todos os anos o CIA (Cénico Incrível Almadense) organiza um café-concerto, que procura ser alegre, multifacetado - com a participação de elementos da banda filarmónica, dos cavaquinhos, do coro e até dirigentes - e também revelador de novos talentos, encenado por Eugénia Conceição.


Era para ter sido realizado em Outubro, o mês de aniversário da Incrível, mas por problemas técnicos acabou por ser adiado. E foi na noite de ontem que este espectáculo animou o Salão de Festas e todos os presentes, com música, teatro e poesia.

Não deixa de ser relevante que talentos como a Andreia e o Pedro, actuem lado a lado com alguns "perdidos", como foi o meu caso, que participei nesta festa com a leitura de um texto da minha autoria, "Essa Não!", em substituição de outro de Eça de Queirós, já com 140 anos (não me apeteceu de todo ler Eça).

Na imagem surge a Teresa, que faz parte da direcção da Incrível e foi a revelação da noite, com a interpretação de dois números popularizados pela inesquecível Beatriz Costa.

sábado, dezembro 03, 2011

12 Fugas das Prisões de Salazar


Hoje foi apresentado em Almada o livro, "12 Fugas das Prisões de Salazar", da autoria de Jaime Serra, uma das figuras mais importantes da luta clandestina travada pelo PCP contra a ditadura salazarista e marcelista.


É extremamente importante que sejam publicados estes relatos, escritos na primeira pessoa, especialmente neste tempo, em que já há quem ponha em causa a existência de um regime ditatorial, durante quarenta e oito anos, inclusive historiadores...

quinta-feira, dezembro 01, 2011

O Ginjal Continua Preso ao Século Passado (1)








Podia dizer que é uma vergonha.

E é. Mas também é a nossa realidade, infelizmente em ambas as margens do Tejo.

Por muito que os políticos digam que já não há esgotos a virem "desaguar" ao rio, as fotografias não enganam.

A duas dezenas metros dos dois restaurantes do Ginjal, o cheiro e o caudal cinzento não enganam. Esgotos por tratar, provavelmente vindos da Almada Velha, continuam a poluir o Tejo...

E estamos no final de 2011.

terça-feira, novembro 29, 2011

A Névoa do Ginjal


Quando arrefece é comum a névoa ocupar-se de algumas manhãs no Ginjal.


Invariavelmente, próximo do meio dia, o Sol aparece e volta a aquecer as ruas, as margens do rio, e claro, a alma da gente, que passa rente ao cais...

sábado, novembro 26, 2011

O Fado, Canção de Cá e de Lá


Sei que o Fado nunca será canção do mundo, apesar de querer muito ser Património Imaterial da Humanidade.


Mas pelo menos será sempre uma canção de cá e de lá, ou seja apreciada em todos os lugares onde exista uma réstea de saudade.

Coimbra e Porto sabem tão bem como eu, que o fado é a canção de Lisboa, das vielas e dos seus bairros antigos, onde uma guitarra a gemer de mão em mão faz milagres, já que consegue fazer sair do nada, cantadores e cantadeiras...

sábado, novembro 19, 2011

Fim de Tarde na Costa


A agitação do mar não incomodou os surfistas, muito menos os jogadores de futebol na praia, neste sábado curto de Novembro, em que a partir das 17 horas já começa a escurecer.


O fim de tarde estava agradável para se passear ao longo do paredão a escutar o mar.

Havia gente a nadar, a jogar, a andar, a correr, a pedalar, e claro, a contemplar, a paisagem humana e natural, pois eram quase muitos os que estavam sentados nas esplanadas dos bares da praia...

segunda-feira, novembro 14, 2011

As Nuvens Andaram à Minha Volta


Apesar das nuvens cinzentas tomarem conta do céu, ontem fui mesmo dar uma volta até ao Ginjal (pensava que não escapava de um banho, mas as nuvens foram amigas e deixaram-se levar pelo vento...) e deparei com vários acidentes provocados pela trovoada nocturna e pelo mau tempo no rio.


Por exemplo o restaurante "Ponto Final" deve ter ficado inundado e a sua agradável esplanada ficou cheia de areia, que deverá ter vindo das escadas que nos levam à Boca do Vento (temporariamente encerradas devido às obras na Arriba). Quando passei por lá os funcionários estavam a cuidar da limpeza do espaço. Só não sei se ainda tiveram tempo de servir almoços...

domingo, novembro 13, 2011

Daqui a Nada


Daqui a nada vou dar uma volta por aí.


Tenho tentado ir por outras ruas, afastar-me do Tejo, mas parece que todas as ruas de Almada e arredores vão dar ao Ginjal.

Como é de dia, digo que é um perfume que me leva para a margem do rio, se fosse noite, talvez falasse de uma estrela...

domingo, novembro 06, 2011

Os Malteses Preferem Ver a Chuva a Cair Abrigados


Os mesmos "heróis" que vos apresentei há uma semana, surgem de novo por aqui, mas agora noutro cenário, espreitam uma aberta nestes dias de mau tempo, que se tem sentido um pouco por todo o país.

sexta-feira, novembro 04, 2011

A Proclamação da República em Almada


O livro, "Proclamação da República em Almada", da autoria de Alexandre M. Flores e António Policarpo, historiadores almadenses, será apresentado amanhã às 16 horas, nas instalações da Academia Almadense.


Embora ainda não tenhamos tido qualquer contacto com a obra, de certeza que será mais um excelente contributo para a história de Almada.

domingo, outubro 30, 2011

Os Malteses do Ginjal


São dois, um branco com listas castanhas claras e outro preto, andam por ali, quase sempre juntos. Dão menos confiança a quem passa que os cães, não fossem uns bichos que fazem questão de dizer que são "donos do seu nariz"...

domingo, outubro 23, 2011

O Festival de Bandas da Incrível


Hoje foi um dia cheio de música em Almada, graças à Incrível Almadense.


Tudo começou de manhã, ainda com Sol, na praça Gabriel Pedro, local de reunião e dos primeiros sons das quatro bandas participantes: A Sociedade Musical Trafariense, a Sociedade Filarmónica Silvense, a Sociedade Capricho Olivalense e a anfitriã, a nossa Sociedade Filarmónica Incrível Almadense.

Depois de almoço a chuva apareceu mas não provocou qualquer incómodo às quatro bandas, que deram um grande espectáculo musical no Salão de Festas da Incrível, que felizmente esteve quase cheio.

sábado, outubro 22, 2011

Namoro ou Encontro de Amigos


Já encontrei mais que uma vez estes dois cães quase juntos, separados por uma porta metálica, que impede quase todo o contacto fisico.


Não percebi se eram namorados ou simples amigos, sei apenas que o cão livre não deixa que o amigo prisioneiro fique só...

O curioso é que assistem à nossa passagem em silêncio, sem qualquer tipo de lamúria, no Ginjal.

domingo, outubro 16, 2011

Velas no Tejo


Hoje ao fim da manhã assisti a uma quase "guarda de honra", prestada por mais de uma dezena de veleiros, a um cargueiro que entrava em Lisboa.


Provavelmente era uma regata, que o navio acabou por a perturbar, até por estar constantemente a "buzinar".

Estes nevoeiros matinais dizem-me que o Inverno anda por aí a sondar e até deve tentar substituir o Outono...