Balada do Cais das Colunas (a José Cid)
Cais das Colunas, janela
Do Tejo, do Mar da Palha
Registas um barco à vela
Que noite e dia trabalha
Bote, batel ou canoa
Bateira, falua, enviada
Traz o peixe de Lisboa
No preço de quase nada
Varino, muleta, fragata
Cangueiro, proa redonda
Catraio onde a serenata
Não tem voz que responda
E a palha que deu nome
Ao mapa deste estuário
Pode ser sinal de fome
Num lugar ao contrário
Da Chamusca, alagados
Os campos sem animais
Sobe a água nos valados
Há notícias nos jornais
Mistério, o Tejo amplia
Em homens e cacilheiros
E na faina do dia a dia
Os sonhos são verdadeiros
E povoam todo o luar
Da noite do que persiste
As horas de trabalhar
Não dão para ser triste
Inscrevem-se na paisagem
Nos barcos, mercadoria
Ligam uma, outra margem
Na mais teimosa alegria
José do Carmo Francisco
Cais das Colunas, janela
Do Tejo, do Mar da Palha
Registas um barco à vela
Que noite e dia trabalha
Bote, batel ou canoa
Bateira, falua, enviada
Traz o peixe de Lisboa
No preço de quase nada
Varino, muleta, fragata
Cangueiro, proa redonda
Catraio onde a serenata
Não tem voz que responda
E a palha que deu nome
Ao mapa deste estuário
Pode ser sinal de fome
Num lugar ao contrário
Da Chamusca, alagados
Os campos sem animais
Sobe a água nos valados
Há notícias nos jornais
Mistério, o Tejo amplia
Em homens e cacilheiros
E na faina do dia a dia
Os sonhos são verdadeiros
E povoam todo o luar
Da noite do que persiste
As horas de trabalhar
Não dão para ser triste
Inscrevem-se na paisagem
Nos barcos, mercadoria
Ligam uma, outra margem
Na mais teimosa alegria
José do Carmo Francisco
Recebi este poema do José do Carmo Francisco, com um agradecimento por ter chamado os barcos do Tejo pelo seu nome, no livro, "Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", que escrevi com Fernando Barão. Eu é que agradeço esta bonita Balada...


























