
O verdadeiro Capitão da Revolução de Abril, que nunca quis ser poder, nem tão pouco se "vendeu" aos muitos interesses partidários que invadiram as Forças Armadas...
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...

24 de Abril de 1974 foi um dia que nasceu igual a tantos outros, cheio de indefinições, para muitos portugueses.
Milhares de jovens viam aproximar-se a chamada idade adulta, em que teriam de "defender a pátria" nas "nossas áfricas" e não sabiam o que fazer. Fugir ou ficar, era quase a mesma coisa que levantar ou baixar os braços ao país...
Ler é estar vivo
Ler é conhecimento
A Revolução também se pode fazer com palavras...
A Sophia de Melo Breyner Andressen conseguiu-o como ninguém.
Perguntaram-me quem era o rosto português com a qual eu mais me identificava e conseguia sentir o espírito de Abril, da Liberdade e da Democracia, sem qualquer tipo de amarras...
Nem tive tempo de andar às voltas pela minha história, o Zeca Afonso apareceu logo...
- Percebes a razão de as pessoas não gostarem de votar para as eleições europeias?
- Percebo. E há mais que uma...
Há muitas formas de comemorar Abril.
Hoje em Almada a música e a poesia são as formas escolhidas para se festejar Abril. A sessão começa às 16.30 horas na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia, em Almada.
De regresso a casa, resolvemos passar por Mora, para ver o já famoso Fluviário.
Pensávamos que ficava mais próximo da vila alentejana, por se falar tanto, como uma mais valia para a localidade.
Eu sei!
Por isso é que nem sequer ousei ter uma atitude crítica, no último "post". Tentei apenas relatar uma história que me contaram.
A Escultura, "O Segredo", é do mestre Lagoa Henriques.
Embora não possa confirmar a veracidade da história (foi-me contada à mesa do café, sem nomes...), não deixa de ser curiosa.
Contaram-me que um militante comunista, pai de um trabalhador "precário e inflexível", tinha dado um prazo ao Município para resolver a situação de trabalho do filho (dois anos). Como não tomaram qualquer posição durante vinte e quatro meses, este entregou o cartão de militante na concelhia.
Uma coisa é certa, Isto de se andar "descalço", mesmo com cartão, tem que se lhe diga...
Encontrei ocasionalmente um amigo que também escreve livros.
Deu tempo para bebermos um café e falarmos do que andamos a fazer (nas escritas claro...).
Jorge Gomes Fernandes, filósofo e historiador, teve uma premunição certa antes do tempo, que descobri com a reedição de uma pequena entrevista que lhe fiz entre Outubro e Dezembro de 2000...
No sábado foi apresentado o livro, "Pragal, História e Cultura", da autoria de Elisabete Gonçalves e de Francisco Silva, arqueólogos do Centro de Arqueologia de Almada, editado pela Junta de Freguesia do Pragal.
É um livro muito bem organizado e de grande interesse para todos aqueles que se interessam por história local. Mas não pensem que se trata de um livro maçudo, é bastante ilustrado e tem uma linguagem acessível a qualquer pessoa, sendo pela certa de grande utilidade para as escolas da Freguesia.
O concerto de ontem na Academia Almadense foi sobretudo um concerto diferente.
Eles chamam-lhe acústico e tocam sentados (todos sem excepção), para um público de plateia, que só se levantou para gritar "Maria" e no final, para pedir mais música, onde nos brindaram, não com um, mas três "encores"...

Os novos contos para viajar de José Eduardo Agualusa, do seu livro, "Passageiros em Trânsito", são extremamente agradáveis e inspiradores.
Aliás, o melhor elogio que posso fazer a um livro ou a um filme, são as muitas ideias que me surgem, de aventuras, que devia ter tempo para escrever...
Não, os meus blogues não são políticos (se esquecermos que todos os nossos gestos têm alguma carga política).
São mais sobre aquilo que me apetecer.
Um amigo perguntou-me se eu não "tuitava". Disse-lhe que não, não tinha tempo para mais uma "prisão", pelos vistos demasiado viciante. Desculpei-me que a blogosfera já me levava algum tempo precioso...
A pergunta foi feita numa mesa de café, onde era possível ver o planar das gaivotas, ver os cacilheiros a aproximarem-se do cais e olhar as pessoas, que circulam a várias velocidades.
Quem atravessa o Rio com gosto, com este calor que já cheira a Verão, fica sempre a pensar que a travessia é rápida demais...
Ando mais atarefado que nunca, a ultimar um livro que será apresentado em Maio, a tentar atar algumas pontas soltas...
Não queria falar de política, muito menos deste governo sofrível, mas o debate estridente na RTP1, com as "esperanças" dos partidos parlamentares, em que o representante do PS, faz o papel de Augusto Silva, sem malha. Ou seja tenta defender o indefensável, fez com que me apetecesse escrever.
Nem vou falar das bandeiras eleitoralistas, como os 150.000 empregos ou do não aumento de impostos (depois fica ofendido por lhe chamarem "pinóquio"...) vou falar sim das reformas que não se fizeram, na educação, na saúde, na justiça, na administração pública, na segurança, etc.
O Jorge e a sua jovem banda atravessaram o rio e vieram dar música a Almada, porque era o Dia da Mulher e a Junta de Freguesia de Almada faz sempre questão de nos brindar (a todos, a única discriminação de género é a flor...), anualmente, com um espectáculo musical, neste dia em que continua a fazer todo o sentido, pelas notícias que vamos escutando cá do burgo (sem precisarmos de ir para as áfricas ou árabias...).
O concerto foi uma maravilha, com a oferta de um grande leque de canções bonitas aos almadenses que marcaram presença.

O óleo é de Balthus...
Ontem houve quatro eventos, marcados sensivelmente para a mesma hora, em Almada (três no coração da Cidade e um na Trafaria).
Quem quisesse ir "a todas", dificilmente o conseguiria...
Disseram-me que muitas vezes dou uma ideia errada de Almada, focando apenas os seus aspectos negativos.
Devem ser sintomas do meu olhar critico, ainda muito agarrado ao jornalismo...
Hoje senti-me insultado, ao ver uma reportagem na SIC sobre as "Novas Oportunidades" na GNR.
Só neste país é que um agente da GNR (podia ser outra profissão qualquer...), com a quarta-classe, inscreve-se no programa "Novas Oportunidades" e passado quatro meses, recebe um diploma do nono ano.
Hoje, a meio da tarde, assisti a um excelente espectáculo musical no Auditório do Fórum Romeu Correia, com o Janita Salomé e o seu quinteto "maravilha".
Pacheco Pereira continua a escolher o jornalismo como mote para as suas crónicas "públicas". Claro que nada do que ele diz é inocente.
É uma personalidade engraçadota. Pelo que escreve e diz, calculo que se deve achar um pouco acima dos mortais, talvez tenha mesmo encontrado qualquer carreiro que o leve até ao "território dos deuses"...
Acho que isso está ligado ao facto de em Portugal se brincar ao Carnaval o ano inteiro.
E são tantos os exemplos...
Foi hoje inaugurada a Festa das Artes da SCALA - 15ª Exposição Anual - na Oficina de Cultura de Almada.
É uma das melhores exposições da nossa associação e está patente ao público até ao próximo dia 1 de Março.
Acho uma grande hipocrisia toda esta "nuvem" de poeira, levantada acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Digo isto porque todos sabemos que existem famílias compostas por dois homens ou duas mulheres, por vezes até no prédio onde habitamos (por acaso é o que acontece no meu, e o casal em causa, até é um excelente exemplo de cidadania a todos os níveis, são educados e simpáticos para toda a gente, não baixam a cabeça quando se cruzam connosco nas escadas...).
Amanhã é inaugurada a exposição de fotografia, "Arealva, Memórias Dispersas no Tempo", da autoria de João Soeiro, às 16 horas, na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, em Almada.
Reparei nela, por quase nada.
Não tinha um decote grande, não vestia mini-saia, não olhava com olhos gulosos nem possuia lábios carnudos. Nem tão pouco era a mulher mais atraente da sala.
Não consigo entender a lógica dos horários do Metro de Superfície de Almada.
Ora passam composições separadas por menos de um minuto, ou tem de se esperar, treze, catorze minutos pela próxima.
Aníbal Sequeira, além de um excelente companheiro, é um dos fotógrafos portugueses mais premiados, internacionalmente. Felizmente ele já entrou no mundo da "blogosfera".
Almocei um dia destes com um amigo que continua a escrever no seu jornal de sempre. Nunca o tinha visto tão desencantado com o panorama actual do jornalismo.
Nada do que me disse era surpresa. Há muito tempo que noto que os jornais (e as televisões) são quase todos iguais. Nunca como agora se fizeram tantas capas iguais (e não acredito que existam espiões nas redacções ou que acha qualquer interesse que isso aconteça) no mesmo dia, porque as pessoas pensam o jornalismo da mesma maneira, a mais fácil.
As novas estações do metro são muito bonitas, mas não nos protegem da chuva nem do vento. E do sol, quando ele apertar logo se vê...
São de tal maneira abertas, que entra água e vento por baixo e pelos lados, só se salva a protecção superior. Nos dias de chuva quem se quiser sentar nos bancos, fica com as calças ou saia molhadas...
Não estava à espera que tapassem os "buracos" próximo da minha casa, tão rapidamente. Coloquei aquela fotografia a poucos metros da minha casa, apenas pelo seu simbolismo.
Quando falava de buracos, falava de todos aqueles que andam por aí, espalhados pela cidade, e que são mais notórios e perigosos quando chove (foi num deles que cortei um pneu, do qual tive o cuidado de tirar fotografias, e enviar, juntamente com o recibo, de um pneu novo, que comprei há mais de dois anos e que nunca mereceu qualquer resposta do respectivo pelouro Municipal, apesar de serem eles os responsáveis pelas vias rodoviárias urbanas...)
Não me parece que exista o homem novo, que a "Visão" publicita.
Há sim um país que se transformou há trinta e quatro anos, com uma revolução que mudou tudo (e ainda bem), abriu mentalidades, aproximou mais a mulher do homem. Quem nasceu em liberdade é de facto um homem novo.
Por razões editoriais, exteriores à blogosfera, pedi a uma amiga um poema sobre Arte. Ela preferiu brindar-me com uma prosa, que escreveu em 1992, para um catálogo de arte, para a exposição anual da Artes do Seixal. Para este bonito texto da poetisa almadense, Maria Gertrudes Novais, escolhi um lindo acrílico da Menez...A chuva é terrível, mostra as fragilidades das cidades, que não são apenas feitas de avenidas novas, onde passa o eléctrico...
Felizmente é ano de eleições, pelo que o mais provável é que os buracos que se transformam em poças de água e são a alegria da criançada, sejam remendados, lá mais para o Verão...
Hoje lembrei-me de escrever sobre duas coisas: a forma como o árbitro do jogo Benfica-Braga, executou mais um daqueles "roubos de igreja", que o mestre Pedroto costumava denunciar (senti-me envergonhado como benfiquista...); a promoção do Armando Vara, já depois de ter transitado da CGD para o BCP (só mesmo no nosso país...).
Mas isso era falar de coisas tristes. Apetece-me mais falar de coisas alegres, como a saída de um dos meus vizinhos, o Manecas, para um conhecido que passeava o cachorrinho, protegido com uma camisola de lã.
A lógica do Município de colocar mais eléctricos que carros no centro da cidade, tem mais aspectos negativos que positivos no dia a dia de Almada.
O corte do trânsito entre parte das avenidas Afonso Henriques e D. Nuno Álvares Pereira, criou filas intermináveis de carros, em ruas aparentemente calmas, causando um grande transtorno a todos aqueles que se têm de deslocar diariamente a Almada, entre outras coisas, para levar e trazer os filhos às escolas, jardins de infância ou casa de familiares.

Passava rente ao muro de pedra da Praça da Liberdade, decorado com uma mão cheia de inscrições manhosas, que nem sequer sei se pertencem ao universo dos "grafittis", como objecto de identificação, quando comecei a questionar tudo aquilo...
Provavelmente eram capazes de sentir orgulho do seu mau gosto... e se fossem questionados, mesmo de verdade, talvez me mandassem para sítios piores que aquela coisa d' "a tua prima"...
Neste momento sinto-me quase com um pé de fora da blogosfera. O excesso de trabalho do final de ano, que se irá manter, pelo menos, durante todo o primeiro semestre (tenho dois livros para acabar, já com previsão de lançamento - uma grande "armadilha"...), são a principal causa.
Irei aparecer em menos lugares e também irei postar menos.
O ano não começou da melhor forma para os milhares de pessoas que se deslocaram de automóvel até Cacilhas, para assistirem ao espectáculo musical e ao fogo de artificio.
Depois do espectáculo pirotécnico, com a debandada quase geral, o trânsito ficou praticamente parado em todas as direcções, devido às várias alterações que foram efectuadas com o Metro de Superfície, que retirou os veículos do coração da cidade.