sexta-feira, junho 20, 2008

Festival de Teatro de Almada

A Companhia de Teatro de Almada apresenta hoje o 25º Festival de Almada, na Casa da Cerca, às 21.30 horas.

O festival visitará os vários palcos da cidade (e arredores), entre os dias 4 a 18 de Julho, com bons espectáculos teatrais.
Quem gosta, não falte à "festança", pois, de certeza que sairá de Almada, com a barriga cheia de teatro...

quinta-feira, junho 19, 2008

Adeus, Até Depois...

Portugal foi à vida, mais uma vez graças aos alemães e àquele jeitoso do Schweinsteiger, que bem podia ter sido castigado por dois jogos, quando foi expulso (tinha-nos dado imenso jeito)...
Podem-se encontrar as explicações que se quiserem.
Eu só encontro uma: a selecção portuguesa tem nove excelentes jogadores e dois normais, que acabaram por ter algumas responsabilidades nos golos de hoje: Ricardo e Paulo Ferreira.
Um amigo meu diz que o Ricardo é o típico guarda-redes de andebol, que só entra para defender penaltis, só que no futebol de onze não existem substituições temporárias (como tem sido o principal "afilhado" do Scolari, Ricardo até corre o risco de se tornar o guarda-redes mais internacional do nosso futebol)...
Paulo Ferreira é um defesa direito adaptado à esquerda, com as fragilidades inerentes, numa competição deste nível...
Neste desenho de Rui Galvão, Cristiano Ronaldo bem pode piscar o olho à Nereia e ao Real Madrid, porque o Europeu já era...

quarta-feira, junho 18, 2008

Conversas de Café (11)

- Viste por aí o PSD?
- Não, mas descobri que voltou a ser um partido à moda antiga, cheio de cavalheiros. Já reparaste que ninguém aparece por aí a dizer mal da doutora Manuela?
- Pois não. És capaz de ter alguma razão, mas já se previa, que ela ia falar de menos, ao contrário dos antecessores, que falavam de mais.
- Ela é mesmo um "cavaco de saias", até na cara de pau.
- Qualquer dia aparece por aí, a dizer que não lê jornais, só passa os olhos pelas gordas...
- Já reparaste que a oposição dá a sensação de estar a desaparecer em Portugal?
- É verdade, até o "paulinho das feiras", está a perder a imaginação...
- E à esquerda as coisas não estão melhores, há momentos, que até parece que o poeta Alegre é o líder da oposição...
- O Sócrates sabe-a toda, não governa mas manipula.
- É verdade, vivemos muito pior que há meia-dúzia de anos, mas, estupidamente, parece que ele continua a ser a única luz ao fim do túnel...

terça-feira, junho 17, 2008

Seremos Apenas um País de Ideias e de Idiotas?

Ontem assisti ao meio (falhei o princípio e o fim...) do programa "Prós e Contras". Ao ouvir os convidados, reparei que estavam a falar de vários países e de vários povos, metidos aqui, neste nosso pequeno canto solarengo.
Apesar do nome do programa, nem sempre se escolhem pessoas, com ideias tão diferentes, como as de ontem. As que estão mais próximas de nós, parecem-nos certas, as outras patéticas. É sempre assim...
Pelo meio ainda se lava alguma roupa suja, aponta-se o dedo, mas sobretudo, diz-se à televisão, de lá para cá: «Sou muito bom não sou? Sou esperto que nem um alho, não é?»
Cheguei a assustar-me, pela forma como falaram de nós, portugueses, ora divididos ou unidos, pela "alienação e a coesão" provocada pelos futebóis, uma das poucas coisas da qual nos podemos orgulhar...
Depois de desligar a televisão e de os silenciar, aqui por casa, percebi que me irritam cada vez mais todos estes filósofos do "contra" e do "nada", que cuja única missão é dizer mal ou bem, das acções do Xico ou do Manel, apenas com uma motivação, os seus amores ou ódios pessoais.
À margem do programa, é uma pena percebermos que pessoas inteligentes como Vasco Pulido Valente, José Pacheco Pereira ou Miguel Sousa Tavares, deixaram de conseguir transmitir qualquer mensagem isenta, honesta e livre, sobre o nosso país, há bastante tempo...

A fotografia, "Lavadouro Municipal", é de Robert Doisneau. Não tem muito a ver com as ideias, mas apeteceu-me colocá-la...

domingo, junho 15, 2008

Duas Sombras


Duas sombras
Vogam em total liberdade,
Um imenso corpo
Feito de águas e de batalhas.

São duas aves brancas
Que anunciam o regresso
De uma breve viagem
No tempo e na vida.
Poisaram nas margens do Tejo
Como quem poisa num sonho
Perfumado por vozes e maresia.

São agora dois seres imensuráveis
Embriagados de um silêncio azul e voluptuoso
Tal como o rio, que os viu nascer há tanto.

Em fino areal humedecido
Homem e mulher, caminham harmoniosamente
Como se fossem dois dóceis animais
Que desvendam
Em cada concha sem vida
Tudo o que lhes resta
Do seu mundo de memórias por contar


O poema é da autoria de Alberto Afonso, poeta almadense, o óleo é de Alfredo Keil.

sexta-feira, junho 13, 2008

Olá Fernando, Poeta e Pessoa

Este meu poema é a minha homenagem a Fernando Pessoa, na passagem do 120º aniversário do nascimento (o desenho é do André Carrilho):


Pessoa,


Tantos retratos inacabados
nas profundezas de um copo vazio,
na procura incessante de um rosto certo.
Tanto podias ser Alberto,
Bernardo, Ricardo, Álvaro
ou outro sujeito qualquer,
nunca Fernando!
Porquê, Pessoa?

quarta-feira, junho 11, 2008

Tomar o Pulso ao País

O cavaquismo, de triste memória, começou a definhar com o bloqueio na Ponte 25 de Abril, em Junho de 1994, protagonizado pelos camionistas, de mão dada com os utentes desta entrada e saída de Lisboa.

Parece que vai acontecer o mesmo ao socratismo. Curiosamente ou não, também em Junho e pela mão dos camionistas, catorze anos depois...
Penso que nem eles próprios, camionistas, tinham consciência de que podiam mesmo parar o país, com a complacência das autoridades e com o silêncio do governo.
As pessoas, essas correm às bombas de gasolina e aos hipermercados, como se o mundo fosse acabar amanhã...
Além de o protesto ser ilegal, já provocou uma morte.
Compreendo a luta dos camionistas, porque sinto, que, cada vez mais, é preciso lutar contra estes governantes que acham que podem fazer tudo e que nós não passamos de bonecos.
Não me agradam os "piquetes" (são um atentado à liberdade individual de cada um de nós), embora reconheça que são um mal necessário. Se eles não existissem, o país não estava tão atento e até temeroso, com todo este movimento de contestação...

terça-feira, junho 10, 2008

Que Europa é Esta?

Podia falar do Sol, da Selecção, deste feriado com tantos adjectivos, mas não.

Vou falar desta Europa, presidida por um português manhoso, que segundo as notícias televisivas, aprovou o aumento das horas de trabalho semanais na União Europeia para sessenta e cinco.
Ou seja, não há dinheiro mas há mais trabalho, mais escravidão, em prol deste capitalismo selvagem, dos gestores de ordenados milionários, cartões de crédito, carros de gama alta, apartamentos de luxo, casas de férias, etc, com umas migalhas para os trabalhadores.
Estive a fazer contas, para se cumprir 60 horas semanais de trabalho, temos de trabalhar dez horas por dia, de segunda a sábado.
Se isto avançar mesmo, começa a ser uma vergonha, ser Português e ser Europeu.

O boneco é do sempre genial, António.

sábado, junho 07, 2008

A Piscina de Ocasião

Ontem ao passar pelo Jardim Alberto de Araújo, rente à Igreja Nova de Almada, encontrei um pequeno grupo de rapazes a brincar dentro da fonte. Tinham aproveitado a chegada do calor, para abrir a "época balnear" por aqueles lados...
Como trazia a máquina, não resisti e fixei o momento.
Embora estas cenas podem ter algo de censurável, por aquele lugar ser um espaço colectivo público de lazer e não de banhos, ainda para mais em roupa interior, sorri com o à vontade dos jovens, que deveriam andar entre os nove e os onze anos, e que, provavelmente, nem sempre encontram uma "piscina" disponível para as suas brincadeiras com cheiro a Verão...

sexta-feira, junho 06, 2008

Ginjal é Arte...

O Ginjal voltou a ser notícia, o Município diz que sim, que a requalificação de toda a zona vai avançar...

Claro que a "fonte" está longe de ser credível, assim como a frase: «ponto final no abandono.»
Como não sou inocente, sei que sempre que se aproximam as eleições, escolhem-se bandeiras...
Mas que era bom era, para todos, inclusive para a Autarquia.
O que é sempre bom, é o Ginjal continuar a ser procurado, por turistas e também por muitos artistas, que escolhem este lugar como fonte de inspiração.
Foi o que aconteceu com o pintor almadense, Carlos Canhão, que pintou esta bela aguarela, onde nem falta a miudagem do Ginjal, pela qual me apaixonei desde que a vi e que hoje está pendurada na minha sala...

terça-feira, junho 03, 2008

Uma Nova Massa...

Como todos nós sabemos, as crianças são pródigas em rebaptizar as coisas...
Cá em casa a minha filhota descobriu a "massa dos binóculos", e até tem a sua lógica...

domingo, junho 01, 2008

Mário Araújo Homenageado

Ontem Almada homenageou um grande asssociativista e democrata.
Estou a falar de Mário Araújo, um daqueles homens que têm sempre algo para nos ensinar, fruto da sua rica experiência de vida.
Também estive no pavilhão da SFUAP, para lhe dar um abraço amigo e para lhe agradecer por nunca ter desistido de lutar, por um país mais livre, justo e fraterno.

sexta-feira, maio 30, 2008

Um Lugar Comum...

Embora seja um lugar-comum, não deixa de ser verdade: nunca pensei ficar por aqui tanto tempo.
Pensava que um ano já seria uma boa passagem pela blogosfera, só que já passaram dois...
E depois deste blogue ainda tive o "descaramento" de criar mais dois...
E devo confessar que não estou farto. Como acontece com todas as coisas da vida, há dias melhores e outros assim assim, mas ainda nunca senti vontade de fechar as portadas e as janelas e fazer-me à estrada...
Podia pôr-me a falar de estatística, mas isso não vale nada, comparado com as visitas de pessoas que se tornaram especiais, com quem fui criando laços e que são o sal deste mundo virtual, pelo menos para mim.
É por isso que deixei a chave na porta, para que vão entrando e podem fazer de conta que a casa é vossa. Há bolinhos secos na mesa, queijo da serra, pão caseiro, paio, vinho da casa, branco e tinto, sirvam-se...
Também podem colher uma ou outra flor, mas não exagerem, não retirem a beleza aos canteiros...

quinta-feira, maio 29, 2008

O Pacto de Almada

Na noite de 29 de Maio de 1958, Almada foi palco de um acontecimento histórico durante o comício que Humberto Delgado realizou na Academia Almadense: a desistência da candidatura de Arlindo Vicente, apoiada pelo PCP, a favor da candidatura do “General Sem Medo”.
Apesar de a PIDE, ter feito tudo para que Arlindo Vicente, não conseguisse chegar a Almada, o candidato conseguiu furar todas as barreiras e reuniu-se nos bastidores do palco da sala da Academia, onde foram trocaram as primeiras impressões sobre o acordo. A conversa dos dois democratas perseguiu em Lisboa, na casa do general, onde ambos assinaram o pacto de união, intitulado, “Aos Portugueses”, na madrugada de 30 de Maio. Nesse mesmo dia Arlindo Vicente anunciou aos órgãos da comunicação social a sua decisão de retirar a sua candidatura, em favor de Humberto Delgado.
O encontro da noite de 29 de Maio de 1958, entre Humberto Delgado e Arlindo Vicente, na sede da Academia Almadense, durante a campanha eleitoral para a Presidência da República de 1958, foi baptizado com um sentido pejorativo, como o “Pacto de Cacilhas”, pelos órgãos de comunicação social afectos ao Salazarismo, ligando-o às populares burricadas.
O Pacto deveria ser reconhecido como "Pacto de Almada", de uma vez por todas, em nome do rigor histórico.

Nota: O Boletim Municipal, distribuído gratuitamente por praticamente todos os lares de Almada, deveria ser mais cuidadoso, quando aborda algumas temáticas históricas, como foi o caso da página dedicada ao 50 º aniversário do encontro entre Humberto Delgado e Arlindo Vicente em Almada. Embora seja um órgão de expressão comunista, cinquenta anos depois, insiste na tese salazarista, que desviou o Pacto feito no centro de Almada para Cacilhas...

quarta-feira, maio 28, 2008

A Boca do Vento e o Olho de Boi

Esta bonita aguarela - quase que parece uma fotografia - é da autoria de Raul Russiano, um excelente artista almadense que já não está entre nós.
Os nomes do título do "post" são mesmo verdadeiros. Desde sempre que estes dois lugares são conhecidos por estes topónimos populares, já com um pé no Tejo, pelos Almadenses...

terça-feira, maio 27, 2008

Banda de Cacilhas

Quando regressávamos a casa do passeio de domingo à tarde, descobrimos uma nova banda de Cacilhas, que se preparava para animar o largo onde se encontra o monumento ao Burro e às Crianças, na rua António Feio.

Sabia que os Bombeiros Voluntários de Cacilhas tinham uma Xaranga, mas não uma banda filarmónica, cheia de jovens instrumentistas, ao lado de alguns músicos da velha guarda.
Boa Surpresa...

segunda-feira, maio 26, 2008

Tarde no Ginjal

Foi bom ontem as nuvens terem decidido passar ao lado do Sol, oferecendo-nos uma tarde deliciosa à beira rio.

Passeámos ao longo do Ginjal, que estava com bastante movimento de turistas, cacilhenses e pescadores de fim de semana...

domingo, maio 25, 2008

Conversas de Café (10)

- Há tantas coisas curiosas no nosso país, que nos passam ao lado.
- Eu sei...
- Se eu há meia dúzia de anos não convivesse com holandeses e alemães, não tinha ganho a percepção de que a coisa que eles achavam mais curiosa em Portugal, era a realidade ser facilmente confundida com qualquer anedota.
- É capaz de ser verdade, mas se não fossemos assim, estávamos completamente lixados...
- Eles gozavam comigo à brava por sermos bons a fazer coisas esquisitas. Adoravam consultar o livro dos recordes e era um fartote de rir...
- E tu ficavas-te?
- Ria-me também...
- Eles deviam gostar era de fazer de nós parvos, para se sentirem importantes...
- Claro, mas não deixavam de ter razão. Somos muito inconstantes, mudamos facilmente do fado para o folclore.
- É a nossa vida. Não venhas dizer que tens vergonha de ser português...
- Às vezes tenho. E não penses que é por causa dos sem abrigo e dos desgraçados que não têm onde cair mortos.
- Eu sei, esses não contam para o campeonato...
- E não contam mesmo... estava a falar do alberto joão, do santana, do sócrates, do durão, do portas e restante matilha...
- O problema é que para eles, nós é que somos a anedota...
O óleo é de Degas, "Dentro do Café".

sábado, maio 24, 2008

Um Mestre das Imagens

Um dos fotógrafos amadores mais premiado além fronteiras, vive no concelho de Almada.

Estou a falar de Aníbal Sequeira, um verdadeiro poeta das imagens...
Tem fotografias a preto e branco que são autênticas obras de arte, como "O Ganhão", que ilustra este "post", imagem premiada em vários salões internacionais.
Curiosamente, ou talvez não, Aníbal Sequeira tem sido esquecido, ano após ano, na festa das "comendas" locais, promovidas pelo Município.
Claro que isso não passa de um "fait-divers". O que é realmente importante são as suas belas fotografias, que têm corrido mundo...

quinta-feira, maio 22, 2008

Um Texto e uma Fotografia da Expo 98

Como comprei um bilhete de três dias, foi com agrado que passeei pela Expo 98.
Fiquei de tal forma bem impressionado, que até escrevi um texto no "O Scala", dedicado, a todos aqueles que não visitaram a Exposição Mundial, que revolucionou o Oriente de Lisboa.
Dez anos depois, reconheço tanta ingenuidade, neste texto...


(clicar para aumentar...)

quarta-feira, maio 21, 2008

Conversas de Café (9)

- Irritei-me logo de manhã. Um dos meus vizinhos fechou-me a porta do prédio na cara, como se não morasse ali.

- Disseste alguma coisa?

- Não. Mas devia, chamar-lhe no mínimo besta. Mas isso era dar confiança a mais a estes animais que não sabem viver em comunidade.

- Também tenho disso no meu prédio. Todos devemos ter. É uma marca deste tempo, gente que mora ao nosso lado e baixa a cabeça quando se cruza connosco. Só que, de vez enquanto saem-lhe as contas trocadas...

- Então?

- Por exemplo, a gaja mais antipática do prédio, teve de me atender numa grande superfície comercial, e digo-te, foi de uma simpatia, que me deixou de boca aberta.

- Ganhaste uma amiga...

- O tanas. Ainda pensei que depois daquela situação, levantava os "corninhos" e passava a dizer bom dia e boa tarde. Tudo igual.

- Pelo menos é uma boa profissional...

- Achas? Ela sabe é que se não tratar os clientes como deve ser, vai "pastar couves".

terça-feira, maio 20, 2008

O Primeiro dos Últimos...

Sei que o futebol não é o tema mais atraente para uma boa parte dos visitantes do "Casario", mas não resisto a falar da novela, já com alguns episódios, protagonizada pelo Rui Costa, pelo vendedor de pneus e por muitos jornalistas-empresários...

Falo da escolha do novo treinador do Benfica. O nome que mais me deixou estupefacto, entre os muitos que surgem nos jornais, foi o de José Peseiro, que mais uma vez conseguiu a proeza de ser o primeiro dos últimos na Grécia. Há pessoas assim, estão fadadas para serem sempre segundas, para perderem a final nos últimos minutos, etc. Mas este sujeito tem ainda outro problema, mais grave: não sabe liderar uma equipa, como se viu durante a sua passagem pelo Sporting.
Irrita-me que o Peseiro seja sequer hipótese, quando existem no nosso campeonato técnicos como Manuel Cajuda, Jorge Jesus, Jaime Pacheco ou Manuel Machado, que são seguramente, melhores treinadores que ele...
A minha escolha? Seguramente Michael Laudrup (na foto com a camisola do Barcelona), talvez o mais latino dos dinamarqueses...
Escrevi isto a fazer "figas", para que Peseiro não seja sequer uma hipótese e não torne as coisas ainda mais turvas para os lados da Luz...

sábado, maio 17, 2008

Está Quase...

O monumento ao Cristo Rei foi inaugurado há quarenta e nove anos, aproximando-se a passos largos a comemoração do meio século.
Apesar de ter sido "sonhado" pelo Cardeal Cerejeira, amigo intimo de Salazar e figura eminente do Estado Novo, depois de ter estado no Rio de Janeiro, a sua concretização esteve longe de ser fácil.
Rezam as vozes populares locais, que este atraso foi motivado pelo "desfalque" protagonizado por um dos padres, com a responsabilidade da recolha de fundos, que desapareceu com o dinheiro (uma soma bastante avultada para a época), para parte incerta.
Embora não tenha conseguido encontrar registos históricos deste acontecimento (a censura protegia a igreja e os bons costumes...), é bem provável que esta tenha sido uma das causas do atraso das obras e também da passagem do bronze inicial da estátua para o cimento armado...

A aguarela que ilustra este texto é da autoria do pintor almadense, Carlos Canhão, com o Tejo, o Ginjal e o Cristo Rei...

sexta-feira, maio 16, 2008

Eu Vi!

Se me contassem com todos os pormenores, talvez duvidasse. Mas foi mesmo assim.
Em plena Praça do Areeiro, numa passadeira com o sinal aberto para os peões, uma dúzia de pessoas caminhava, quando um individuo com um mercedes, creme cor de táxi, resolveu passar o vermelho, depois de dar uma grande buzinadela. Quase por artes mágicas furou pelo meio das pessoas, que se desviaram como puderam. A única senhora que não se conseguiu desviar totalmente, levou um toque de raspão que a empurrou para o chão. Felizmente sem consequências, além dos collans rasgados e o joelho ligeiramente ferido.
O condutor, como é da praxe, pôs-se a milhas. O polícia que estava a menos de dez metros do local, começou a caminhar na direcção contrária, como se não tivesse acontecido nada...
Ligando estas personagens ao post anterior, o guarda e o condutor não estavam vestido do avesso, estavam "nus" de dignidade e civilidade...
A fotografia é de Robert Doisneau, de 1952, tem como o título, "Inferno". Colando-a ao episódio, não deixa de ter a sua lógica...

quarta-feira, maio 14, 2008

O País Cheio de Gente Vestida do Avesso...

Este título é de um conto-crónica, que escrevi e coloquei na gaveta, junto de dezenas de primos, que estão sempre a espreitar, mal ela se abre...

Vou tentar resumi-lo, sem vestir demasiado as personagens, claro...
É mais um retrato deste nosso país, cheio de gente triste, que não gosta do que faz e que, geralmente, gosta de se vingar em quem lhe aparece à frente no balcão, tornando-lhes a vida ainda um pouco mais difícil, nas filas enormes que crescem nas conservatórias, nas finanças, nos centros de saúde, nos centros de emprego, etc.
Foi por isso que o narrador ficou deliciado ao olhar a funcionária, quase invisível, que caminhava com grande leveza, quase sem tocar no chão e sem incomodar a leitura dos utentes, demasiado ocupados para repararem nela, no interior da biblioteca municipal.
O tal tipo que se arma em narrador, cada vez mais um buscador de diferenças, reparou em quase tudo: no seu cabelo apanhado, nos seus óculos, na sua roupa discreta, mas sobretudo, na maneira como ela agarrava os livros, aliás abraçava...
Era por isso, que sempre que precisava de uma informação qualquer da biblioteca, dirigia-se a ela no balcão. Sabia que a senhora era capaz de ir quase ao fim do mundo, para lhe satisfazer o pedido. E não era pelos seus lindos olhos, era apenas porque gostava de ajudar os outros...
É tão raro encontrar alguém assim, sem estar com a roupa do avesso, e com a cara ao contrário, neste país em que quase toda a gente finge ignorar o verdadeiro significado de serviço público...

O guache é de Manuel Cargaleiro, "sem título", de 1968.

terça-feira, maio 13, 2008

Conversas de Café (8)

- Achas que a beleza é fundamental?
- Fundamental para quê?
- Para quase tudo. Para se arranjar uma namorada, um emprego decente...
- Não acho que seja fundamental. Sempre encontrei mulheres bonitas com homens feios e vice-versa. Nos empregos nem se fala, é cada mamarracho...
- Então porque razão o mercado das plásticas floresce?
- Porque é moda e porque algumas pessoas não se aceitam, quando olham ao espelho.
- Já pensaste em alterar alguma coisa no teu corpo?
- Não. Nunca me senti bem com as coisas demasiado perfeitas...
- Nem mesmo com mulheres?
- Não. As mulheres demasiado belas, parece que sairam de um filme, que não fazem parte da minha realidade...
A Foto é de Robert Doisneau, que lhe chamou "Coco" e é de 1952.

domingo, maio 11, 2008

À Volta das Letras

O desafio é muito simples, escolhe-se um livro e depois convidam-se os visitantes a lerem-no e a aparecerem, um mês depois, no local escolhido, pelo excelente blogue literário, À Volta das Letras, para se que possam trocar ideias e impressões sobre a leitura...

Como li o romance, "Combateremos a Sombra", de Lidia Jorge, a sugestão feita pelos responsáveis do blogue, a Totoia, a Laranjinha e o professor Pardal, senti-me um pouco na obrigação de aparecer na cafetaria do Museu do Teatro.
Claro que também tinha alguma curiosidade em saber quem eram estes amigos dos livros.
Como não podia deixar de ser, fiquei com a melhor das impressões deste grupo de amigos e dei por muito bem empregue este bocado da manhã passado num lugar extremamente bonito da nossa Lisboa...

sexta-feira, maio 09, 2008

Meras Ilusões...

Nós muitas vezes temos a ilusão que o mundo só começou a ser mundo no século vinte...
Felizmente existe a nossa literatura, que por vezes até parece actual demais, com Camilo ou Eça... ou então algumas obras de arte que nos dizem que a vida já era uma coisa cheia no século dezanove...
Este quadro de Alfredo Keil, "Barcos no Estuário do Tejo", com a presença de barcas, de vários portes e funções no rio, é a prova do que digo.
Embora as embarcações fossem mais pequenas, não deviam faltar velas içadas pelo Tejo fora...

segunda-feira, maio 05, 2008

Coisas do Mundo...

Ao folhear um álbum de fotografias de Robert Doisneau, descobri várias preciosidades. A que achei mais estranha e curiosa, foi o "Urinol dos Halles", um dos mercados de Paris, datada de 1953.
Apesar de conhecer vários "urinóis" públicos, nunca tinha imaginado um como o da imagem...
Além da sua posição cimeira, com vista para o mercado, permite manter a conversa em dia com os utilizadores dos lugares em frente.
Quem foi que disse que o "aliviar das águas" era uma actividade solitária?

quinta-feira, maio 01, 2008

Livres e Iguais


Houve um tempo em que acreditámos, que era possível, sermos todos Livres e Iguais, em dignidade e direitos...
Parece que estávamos enganados...
E pensar, que continua ser o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem...

quarta-feira, abril 30, 2008

Os Sinais e as Riscas...

Ao fim da manhã assisti a uma discussão estúpida, e ao mesmo tempo, normal, pelo menos nesta Almada em constantes mudanças...
Uma senhora farta de esperar e ao ver que nenhum carro parava para a deixar passar, resolveu aproveitar uma aberta para atravessar a passadeira...
Num ápice apareceu um condutor apressado a apitar e a mandar a senhora atravessar a estrada na passadeira... a senhora respondeu-lhe à letra, perguntando-lhe se ele era céguinho, apontando para o sinal.
O homem ainda barafustou, até que percebeu que tinha feito asneira e arrancou apressado, sem abrir mais à boca, enquanto a senhora abanava a cabeça.
Eu que vinha atrás, sorri com aquele quadro.
Como condutor que sou, sei que muitas vezes esquecemos os sinais e olhamos apenas para a estrada, e como não vemos as riscas da passadeira, é sempre a andar.
Só que os sinais são soberanos.

terça-feira, abril 29, 2008

Cada Livro Tem a Sua Própria História

O livro, "25 Olhares de Abril", é apresentado hoje, em Lisboa, na livraria "Circulo das Letras".
Tem uma história simples, houve alguém que achou que era importante recolher histórias de como tinha sido o dia 25 de Abril de 1974. Estou a falar do economista, Carlos Garrido, que também adora escrever - está a preparar a edição da sua terceira obra de contos - e cordenou a edição.
Começou a pedir a amigos e conhecidos, que escrevessem uma crónica sobre este dia especial. Não fez qualquer selecção, apostou na diversidade, em pessoas de gerações, credos e gostos diferentes.
E o resultado é este livro...
Agradeço desde já ao Carlos Garrido, por me ter dado a oportunidade de contar a história do meu 25 de Abril (muito pouco recheado de aventuras, diga-se de passagem...) e aos outros 23 companheiros de aventura (Maria Luísa Baptista, Manuela Marujo, Manuel Freire, Kalidás Barreto, José Nascimento, José Carlos Fonseca, Jorge Paulos, Joaquim Alves Lavado, Ilda Januário, Gabriela Silva, Fernando Vasco, Fernando Barão, Domingos Marques, Cristovão de Aguiar, Cid Simões, Carlos Pimenta, Carlos Cardoso Luís, Artur Vaz, Ana Júlia Sança, Alice Tomé, Albino Moura, Aida Baptista, Abrantes Raposo) entre amigos, conhecidos e ilustres desconhecidos, que espero conhecer logo, ao fim da tarde...

segunda-feira, abril 28, 2008

Conversas de Café (7)


- Gostaste do discurso do Cavaco no 25 de Abril?
- Não me aqueceu nem arrefeceu. Depois do que não foi capaz de dizer na Madeira, em que foi um autêntico senhor Silva, para o Alberto João, perdeu a pouca credibilidade que tinha...
- O gajo não usa cravo na lapela mas armou-se em revolucionário. Conseguiu culpar toda a gente da ignorância dos jovens e do mau estar que se sente no país.
- Menos ele, que foi o primeiro-ministro que mais desumanizou o país e cometeu tantos erros com a educação, com não sei quantos ministros, no tempo da famosa "geração rasca".
- A sorte dele é os portugueses terem a memória curta e não se preocuparem com os verdadeiros problemas do país. Caso contrário, de certeza que não tinha sido eleito presidente da República...
- Não sei. A concorrência não foi muito forte...
- Pode ser que seja o primeiro Presidente eleito a ser corrido no primeiro mandato...
- A ver vamos, mas lá que tinha a sua graça, tinha...

sexta-feira, abril 25, 2008

O Melhor da Noite de Abril


O 25 de Abril é sempre comemorado com festa de arromba em Almada.
Há boa música, discursos e muito fogo de artíficio...
Já conhecia os The Gift. Eles são de facto um espectáculo, uma banda de nível internacional.
Foram sem sombra dúvida o melhor da noite...
O único momento próximo foi o coro anónimo colectivo habitual, que cantou, "Grandola Vila Morena", ainda com emoção, trinta e quatro anos depois da Revolução...

quinta-feira, abril 24, 2008

Conversas de Café (6)

- Lembras-te do teu 24 de Abril de 1974?
- Não... não deve ter sido muito diferente do 23... casa, trabalho, trabalho, casa...
- Não tinhas nenhum amigo que soubesse da Revolução?
- Não... acho que depois do 16 de Março, a malta não acreditava em golpes militares, pensava que estava tudo controlado pelos generais, nos quartéis. E que os revolucionários estavam todos na prisão.
- É no mínimo curioso...
- Sabíamos que o Estado estava podre, velho, caduco, mas como tinha a PIDE a segurar as pontas...
- A PIDE, sempre a PIDE...
- Era o que mais nos assustava, sabíamos do que eram capazes. Eram o garante da ditadura...
O desenho é de Alberto de Sousa.

quarta-feira, abril 23, 2008

Não Um, Mas Dez Livros Especiais...


Como é que vou conseguir explicar que não tenho apenas um livro da minha vida, mas, no mínimo, uma dezena?
Claro que, se fizer um esforço, talvez os possa reduzir para metade, mas para quê?
A minha geração, de uma forma geral, teve os primeiros contactos com a literatura na escola, através das leituras obrigatórias dos programas escolares. Eu não fugi à regra.
Destas primeiras leituras, surgiram os primeiros encantamentos, por razões várias.
Por exemplo, nunca esqueci a “Engrenagem”, de Soeiro Pereira Gomes, não tanto pela sua qualidade literária, mas sim, por me ter dado uma visão real do mundo do trabalho, da transição entre o campo e a cidade, no começo da adolescência... muito menos “O Malhadinhas”, que me apresentou o grande escritor, que é Aquilino Ribeiro, e que fez com que nunca mais virasse costas aos livros, tornando-me desde então, leitor por prazer e não por obrigação.

(continua no "Largo da Memória", neste Dia de Todos os Livros do Mundo...)

segunda-feira, abril 21, 2008

Um dos Jardins do Tejo

A Casa da Cerca, além do Museu de Arte Contemporânea de Almada, tem um óptimo miradouro virado para Lisboa e um Jardim Botânico, cuja beleza e variedade são dignos de realce...

É um dos poucos espaços agradáveis e sossegados, desta cidade em mudança, completamente absorvida pela força das máquinas e dos projectos dos homens...
Se puderem, passem por lá. Vão gostar...

sábado, abril 19, 2008

Conversas de Café (5)


- Há quanto tempo não pegas numa viola?
- não sei... há imenso tempo...
- Porquê?
- Não sei... se calhar cansei-me de tocar para o boneco...
- Não acredito nisso.
- E tu, há quanto tempo não corres?
- Há muito tempo...
- Porquê?
- Porque me desabituei...
- Comigo aconteceu o mesmo, com a viola...
- É diferente...
- Na tua cabeça, na minha não...

quinta-feira, abril 17, 2008

Saídas Quase Com Música...


- Filha, não corras dessa forma, ainda te aleijas. Deixa de ser parva.
- Pai, eu não sou parva, sou maluquinha...

quarta-feira, abril 16, 2008

Cantores de Abril

O espectáculo "Vozes de Abril", no Coliseu, foi um êxito em toda a linha.
Isto só fio possível, graças aos Cantores de Abril.
É por isso que realço aqui o livro, "Cantores de Abril", de Eduardo M. Raposo, historiador radicado no concelho de Almada, com entrevistas aos muitos trovadores do "Canto de Intervenção", título de outra obra do autor.
Palmas para ele e para todos os Cantores e Poetas de Abril, que já cantavam aqui e ali, antes de 1974, meio às escondidas (muitas vezes a brincarem ao gato e ao rato, com a gentalha da PIDE), de Norte a Sul.
A capa não podia ser mais bem escolhida, com o Zeca e o Adriano.

domingo, abril 13, 2008

Conversas de Café (4)


- Li o que escreveste ontem.
- E então?
- Até consegui imaginar o tédio de uma cidade sem crianças... vê lá por onde andei...
- Se as coisas continuarem assim, é para lá que caminharemos...
- Achas?
- Acho. As cidades estão cada vez mais desumanizadas. Fazer filhos continua a ser fácil e agradável. O problema é o resto. Educá-los e dar-lhes uma vida digna, é cada vez mais difícil...
- Sim, é muito mais fácil comprar e educar um cão...
- Não foi por acaso que me cruzei com tantas pessoas a passearem os seus bichos.
- Achas que há volta a dar?
- Há. Só não sei é se quem nos governa, está interessado em tornar o mundo mais humano...
- Pois...

O Boneco é do José de Lemos.

sábado, abril 12, 2008

As Cidades Estão Tão Diferentes...


Hoje de manhã fui a pé até Cacilhas, de mão dada com a minha filhota, que queria ver os barcos no cais...
A caminhada deu-me que pensar, pois nunca tinha pensado que as mudanças que se têm dado na sociedade, eram tão visíveis nas ruas...
No passeio de ida e volta até ao Largo de Cacilhas, não me cruzei com nenhum pai (ou mãe...) de mão dada com os filhos. Estranhamente ou não, cruzei-me com mais de uma dúzia de pessoas que passeavam os seus cãezinhos, no mesmo percurso...
O mundo está mesmo a mudar. Inclusive as famílias...

quinta-feira, abril 10, 2008

O Tejo-Mar


Nestes dias de chuva e vento, o Rio ganha alma de Mar...
Perde a sua habitual harmonia e deixa-se enrolar com o sopro do vento, ganhando ondas que fazem dançar todas as embarcações do Tejo...
É por isso que lhe chamo Tejo-Mar...

quarta-feira, abril 09, 2008

Conversas de Café (3)


- Ainda não escreveste nada nos teus blogues sobre o novo acordo ortográfico...
- Pois não...
- Por alguma razão especial?
- Não. Embora esteja dividido, concordo com algumas coisas, discordo de outras. Mas penso que se foi longe demais, pelo menos para o verdadeiro português...
- Longe demais?
- Sim, há alterações que me soam estranhas. O nosso português pode se tornar demasiado brasileiro...
- Tem graça. Mas eles não são muito mais que nós?...
- São, e depois?...

terça-feira, abril 08, 2008

Quando Combateremos a Sombra?

Estou a ler e a gostar muito do último romance de Lídia Jorge, "Combateremos a Sombra".
É uma história aparentemente simples, sobre a complexidade do mundo de hoje, através do dia a dia de um psicanalista, Osvaldo Campos.
Hoje ao escutar a notícia de que os helicópteros "Puma" (com quase quarenta anos de voo...) vão ter de voltar ao activo, porque não há peças para os substitutos, "Merlin", pensei na irresponsabilidade e incompetência de vários governantes portugueses, que a única coisa que têm feito é desperdiçar milhões e milhões de euros ao erário público. O mais grave é ninguém os colocar em causa ou investigar as suas negociatas, com seriedade...
Por isso, quando li: [...] «Segundo ela, o culpado pela meteorologia era Deus, mas os responsáveis pelos pilares de ferro e betão tinham de ser pessoas concretas. Porque não havia no país inteiro um homem ou uma mulher que dissesse, em tal data fui eu?» (p. 334) [...] Senti pena de viver neste país, onde o ministro que se demitiu devido à tragédia relatada (Ponte de Entre-os-Rios), disse após pedir a demissão, que a culpa não podia morrer solteira...
Claro que podia e pode. E vai continuar assim, porque esta gente que nos governa acha que as punições são quase exclusividade dos pobres e desgraçados...
Já tinha comprado o livro da Lídia Jorge há algum tempo, mas foi a Totoia, que fez com que o lesse. Obrigado Totoia...

segunda-feira, abril 07, 2008

Conversas de Café (2)


- Não gosto nada da palavra camarada...
- Eu gosto... assim como a de companheiro.
- Porquê?
- Sinto alguma proximidade, e até nostalgia...
- Proximidade? Bahh... Conta-me outra.
- Desde a minha recruta, na Marinha, que um dos meus instrutores me elucidou, que ali éramos todos camaradas. Colegas eram as "putas"...

O desenho, "Conversas de Café", é de Bernardo Marques.

domingo, abril 06, 2008

Janela Para o Tejo

Como gostaram de uma das fotografias com que participei na Festa das Artes da SCALA, resolvi postar uma outra, da qual também gosto muito, e que retrata o actual estado de degradação da Quinta da Arealva, rente ao nosso Tejo...
Ofereci-lhe o título, "Janela para o Tejo".
Só nós, humanos, é que somos capazes de encontrar beleza em ruínas...

quinta-feira, abril 03, 2008

Passear com o Tejo...

Estes dias com cheiro a Verão, são óptimos para passear de mão dada com o Tejo, em ambas as margens, ou então, mesmo no coração do Rio, em qualquer barca...
É por isso que recomendo o "cruzeiro" Cacilhas-Belém, no "Ferry-Boat". Ele oferece mais minutos de travessia e também uma visão mais ampla das duas margens do rio e a passagem pela parte inferior da Ponte 25 de Abril...

A fotografia que ilustra o "post" foi tirada por mim, durante um destes cruzeiros e esteve em exposição na Festa das Artes da SCALA, em Almada...

terça-feira, abril 01, 2008

Conversas de Café (1)


- Se já mentimos tanto, diariamente, porquê um dia das mentiras?
- Porque não? Não há dias para quase tudo, porque não também um dia para as saborosas mentiras?
- Isso era se fossem todas saborosas...
- Agora fizeste-me rir!