sábado, março 08, 2008

As Mulheres, Claro...

Hoje é o Dia Internacional da Mulher.

Poderia publicar um poema ou escrever sobre o porquê de gostar de mulheres. Se o fizesse, teria obrigatoriamente de falar da sua beleza, das suas curvas, da sua pele macia, do seu olhar, do seu cheiro, da sua sensibilidade, e de tantas outras coisas, que todos nós conhecemos e adoramos. Mas não vou por aí, prefiro falar de coisas mais “terra a terra”, como a forma aparentemente fácil, como me entendo com estes seres quase “divinais”...
Até podia dar como exemplo a blogosfera, onde visito e sou mais visitado, por mulheres que por homens, mas este espaço é virtual, e como diz o meu amigo Zé Gomes, está tão longe de ser um exemplo do mundo. É por isso que vos vou oferecer um exemplo mais concreto, de muitos que fazem parte do meu dia a dia, e que diferenciam o homem da mulher.

As duas primeiras vezes que levei o carro à inspecção, fui atendido por uma técnica. As coisas correram normalmente, com naturalidade, simpatia e respeito mútuo. Este ano, para variar, calhou-me um “macho”...
Acho que as coisas começaram logo ligeiramente estranhas, porque o sujeito olhou-me quase como o ar daqueles polícias, das “operações-stop”, que andam à procura de alguma coisa para nos ensaboar o juizo, com o seu tom ameaçador característico, deixando no ar a forte possibilidade de sermos multados, embora depois acabem por nos mandar embora, com a promessa que para a próxima não escapamos (felizmente as poucas vezes que me mandaram parar, só encontrei destes agentes e ainda não fui multado...).
Como diz o povo, o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita, e tem toda a razão, pois as coisas lá foram correndo para o torcido, quase sem palavras. O melhor exemplo disto foi a meu pouco à vontade com o homem, ao ponto de acontecer a coisa caricata de ele me mandar travar e eu acelerar...
O ar pouco simpático do fulano, quase que deixava no ar, “desta não escapas” (embora acabasse por passar, com a anotação de ter de mudar as lâmpadas dos piscas...), e eu fiquei um pouco nervoso, o que não acontecera das duas vezes que tinha sido atendido por duas benditas mulheres, que simplesmente me trataram de uma forma normal, naquele centro de inspecções...

Embora as minhas palavras tenham “viajado” uns quilómetros, até ao centro de inspecções, não deixam de ser um elogio às mulheres, por serem diferentes, por não terem medo de tratar os clientes com cordialidade, com as devidas distâncias...

A fotografia é um hino à beleza da Mulher (é de 1989, com o exemplo de cinco modelos estupendos, que passados quase vinte anos, ainda continuam em grande forma...), e como é óbvio, também é dedicada, aos pobres homens, que se têm de contentar, discretamente, com 364 míseros dias, sem festas, flores, aplausos, etc.

sexta-feira, março 07, 2008

Só Sei Que Quase Nada Sei...

Os dias vão passando, a um ritmo cada vez mais avassalador...

Acho que não devia, mas cada vez tenho mais dúvidas, sobre quase tudo.
Até quando escrevo, consulto cada vez mais o dicionário.
Apesar de tudo, gosto da sensação de não saber tantas coisas. Porquê? Porque faz com que continue a querer aprender e a descobrir coisas novas, por muito simples que sejam.
Por exemplo, não me lembro de as grades da cerveja Sagres terem sido de madeira...

quarta-feira, março 05, 2008

Basta de Agressões e Falta de Respeito!

Não queria escrever mais sobre as obras do "metro", mas é impossível passar ao lado de tanta "agressão" diária aos peões almadenses.

Hoje de manhã, descobri que, pura e simplesmente, tinham eliminado a passadeira provisória onde costumo passar com o meu filho, quando o levo à escola. A única solução que nos restou foi atravessar a estrada, mesmo no meio da rotunda, com a compreensão habitual dos condutores, que até aceleram, para que fiquemos quietinhos no nosso canto.
E nem vou falar dos buracos, que têm provocado tantas quedas, especialmente nas pessoas mais idosas (algumas tem sido mortais, conheço pelo menos três casos de pessoas idosas, que depois de hospitalizadas, acabaram por falecer, devido às lesões sofridas na cabeça, devido aos vários objectos perigosos que são deixados nos carreiros, sem qualquer segurança...).
Gostava que fosse feito um estudo independente (e divulgado, claro), sobre o desleixo com que é tratada a segurança, quer dos trabalhadores, quer dos transeuntes, em Almada.
Lastimo ainda mais o silêncio do Município, que continua a afirmar-se humanista e solidário para com os almadenses, sempre que lhe dá jeito...

segunda-feira, março 03, 2008

Precisamos de Mostrar Que Somos Cultos?

A fotografia que escolhi, quase de certeza, que foi tirada como resposta à pergunta que faço, por parte da Catarina Furtado, que nunca quis ser apenas um "bibelot" televisivo.

Talvez exista encenação a mais, até na escolha do jornal de leitura.
Bárbara Guimarães também quis andar pela "SIC Notícias" a dar cultura, para mostrar que era mais que um rosto sensual, um corpo curvo, ou a esposa de um filósofo ex-ministro.
Acho que existem sempre situações em que nos tentam menorizar, de alguma forma, e em que temos de puxar de alguma coisa, para mostrar, que somos mais que o tal ser insignificante, prestes a ser "fotografado" pelos retratistas mundanos, sem olho clinico...
Claro que também há o reverso da medalha. Há quem quase tome banhos de cultura, apenas para se exibir, para demonstrar em público qualquer coisa como: «Vêem? Eu sou muito culto!»
Claro que estes "cromos" em vez de ler, decoram os títulos de livros, em vez de ouvirem música, memorizam os nomes dos compositores, e mais tarde ou mais cedo, são apanhados na curva como o Secretário de Estado da Cultura, que adorava os violinos de Chopin...

sábado, março 01, 2008

A Liberdade...

Não fui, mas apeteceu-me bastante ir, marchar pela Liberdade e Democracia...
Recebi ontem uma mensagem e um poema de um Senhor Democrata, chamado Cid Simões, que fez muita cultura e política, quando as paredes tinham ouvidos, inclusive no concelho de Almada, na sua Freguesia mais democrata, onde Humberto Delgado conseguiu vencer as presidenciais, apesar das chapeladas salazaristas...
Exactamente, na Cova da Piedade!
O Poema é lindo e é da Cecília Meireles.

Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.

Obrigado Cid Simões

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Um Poema para Edgar...


Edgar, é um nome que se mistura com o de Alexandre, Castanheira, o poeta, o professor, o político, o associativista, o operário, já para não falar das mil e uma ocupações que teve, durante os quinze anos, que passou na clandestinidade, ao serviço do PCP, onde foi um dos seus principais dirigentes (no final da década de cinquenta, princípio de sessenta).
Hoje Edgar faz oitenta anos. Tal como o seu irmão gémeo, Alexandre. Para ambos o meu aplauso e um poema:

Olhas o Rio

Olhas o rio com ternura,
Sentado, junto ao cais...

Foi daqui que partiste,
Para uma viagem
Quase sem destino...

Depois foram anos de luta,
Quase sempre “escondido”
No porão da barca vermelha
Que navegava de terra em terra,
Em busca da Liberdade sonhada...

Olhas o rio com saudade,
Sentado, junto ao cais...

Foi daqui que partiste...

Luís Milheiro


O desenho que acompanha o texto é da Ligia e faz parte do livro "Almada e a Resistência Antifascista", da minha autoria.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Alexandre Castanheira Homenageado

Os "Poetas Almadenses" promovem amanhã, às 21.30 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense, o lançamento do livro de poemas, "Tempo Meu", da autoria de Alexandre Castanheira, um dos grandes vultos da cultura almadense, que festeja a bonita idade de oitenta anos.
A festa será animada com música e poesia, com a colaboração de Francisco Naia, Cénico Incrível Almadense, Cantadeiras da Alma Alentejana, Os Cantadores de Rusga e Poetas Almadenses.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Voltaram as "Marmitas"...

Quando me dirigia para casa, cruzei-me com dois jovens funcionários da "TV Cabo", que estavam a petiscar algo parecido com um almoço, numa escadaria.

Sei que nos últimos anos, quem possui condições mínimas no trabalho (ou proximidades), para se acomodar a almoçar, trás esta refeição de casa, porque o dinheiro é um bem cada vez mais escasso, para a maior parte dos portugueses. Quem não deve achar muita piada a este facto, real, são os donos de restaurantes...
Apesar das palavras (que eu diria, quase injuriosas, para todos nós...) do primeiro-ministro, na entrevista encomendada pela SIC, em que, para variar, ofereceu-nos números, pouco consentâneos com a realidade portuguesa.
Como disse Mário Ramires, na sua coluna semanal no "Sol": «A propaganda vale o que vale. Só convence quem quer ou se deixa ser convencido.»
Infelizmente o país "inventado" por Socrates, está muito distante daquele que encontramos diariamente, feio, pobre e triste, cuja única virtude que oferece, é conseguir esvaziar-nos as "carteiras", quase sem darmos por isso...

Escolhi a "Sesta dos Ceifeiros", de José Malhoa, para colorir este pequeno texto...

sábado, fevereiro 23, 2008

Teatros Quase de Rua

No começo da tarde de hoje, discute-se o futuro de um pedaço de Cacilhas.

Se fosse um rapaz inocente até era capaz de imitar o outro e dizer: «porreiro, pá!», mas como já cresci um palmo, vou cada vez menos em conversas de políticos...
E nem sequer estou interessado em assistir a mais uma exibição da peça, "Monólogos da Maria Emília" (costuma ser a "animação-surpresa" do programa)...
Mas mesmo assim, estou indeciso, se devo ou não aparecer...

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Olhar o Espelho...

A Maria Luar, que tem "O Quarto de Lua", quer conhecer-me melhor...

Tenho "fugido" a estes jogos, por não os achar importantes, já que penso que somos muito aquilo que escrevemos, por mais capas que utilizemos. Depois, como tudo isto continua a ser demasiado virtual, nem sequer acho que seja necessário mudar as coisas...
Por opção pessoal, assino os meus blogues com o meu nome. Não tenho mostrado o rosto - que acaba por ser público, pelo menos em Almada, onde sou conhecido, pelo menos nos meios culturais -, na tentativa de diminuir toda esta exposição...
É por isso que hoje vou abrir uma excepção. Vou abrir a janela e mostrar-me ao mundo, nesta minha casa, rente ao Tejo...
A Maria Luar pede-me seis características pessoais. Ai vão:
- Sou teimoso (especialmente quando penso que tenho razão...);
- Sou extremamente pontual (quem me rodeia acha um exagero...);
- Sou ligeiramente distraído com as coisas pequenas da vida (acaba por ser óptimo, viver acima das miudezas da nossa sociedade...);
- Gosto demasiado da Liberdade (toda, até da liberdade dos outros...);
- Gosto de andar (especialmente por caminhos agradáveis, com os cheiros a campo e mar...);
- Gosto de escrever, tudo (ficção, poesia, ensaios, notícias, diálogos...);
E já está, não custou quase nada...

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Fidel e as Paixonetas Pelo Poder

Fidel disse finalmente adeus ao poder, alegando razões de saúde.

Podia ter abdicado há pelo menos vinte anos, invocando outras doenças graves da qual também sofre, como o "autismo", as "cataratas", a "limitação de movimentos" e, essencialmente, o medo da democracia, esse "monstro", etc.
Quase em simultâneo, Putin vai deixar de ser presidente da república da Rússia, mas mais jovem e dado a malabarismos, está a preparar o terreno para se manter no poder como primeiro-ministro, praticamente com os mesmos poderes (até já arranjou um "corta-fitas", como o Tomás, para o suceder...).
Por cá, alguns autarcas, que já conseguiram fintar alguns limites aos mandatos, se puderem, ficam no poder muito mais tempo que Salazar (36 miseros anos...).
Pois, o poder sempre foi uma coisa estranha, demasiado atractiva e perigosa. Parece que vicia como qualquer jogo, mas acaba por ser pior, já que as principais vitimas são os outros, e não o "jogador". Ainda não percebi qual é a coisa mais saborosa do poder, se a série de mordomias e atenções, os palcos de intervenção ou o poder decisório, que os vai transformando em pequenos e grandes tiranetes (aumentando ao mesmo tempo as contas bancárias...). Mas acredito que seja o todo da "refeição"...
A foto é de Burt Glinn, com Fidel num dos seus discursos vitoriosos, no longínquo ano de 1959...

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

As Ironias da Natureza...

Este domingo, "gordo" em água, diz-nos tantas coisas...

Pena que existam tantos ouvidos surdos, tantos sorrisos patetas, tantos gestos imbecis...
Esta semana foi notícia em vários jornais, "a maior seca dos últimos anos" (os repórteres esqueceram-se que ainda estamos em Fevereiro...).
Os agricultores do costume tinham começado o habitual "choradinho", de que as colheitas estavam em risco, tal como as terras de pasto para os animais, e claro, preparavam-se para esticar as mãos ao Estado.
Azar dos azares, no domingo desatou a chover (e a bom chover...) e lá foram os primeiros planos para a substituição do "roles-roice" e remodelação da "pischina" no monte...
Mais previdente foi a Maria Elisa, na estreia do programa "Depois do Adeus", na RTP, que falou das cheias (que sempre apareceram, de madrugada na área de Lisboa...), do ordenamento do território, das quintinhas, de todas as asneiras que se têm feito nos últimos trinta anos, com o avassalador e selvático crescimento urbano.
E para terminar, não posso deixar de referir que não era acordado há bastante tempo, por verdadeiros trovões, daqueles que parecem bombas...
O óleo é de Turner...

domingo, fevereiro 17, 2008

Acidente Insólito


O "DN" de hoje relata mais um triste episódio nas nossas estradas, com mais uma vida perdida, numa situação completamente anormal, que, para variar, envolve o INEM.
A notícia publicada no diário realça o facto insólito de terem ocorrido dois acidentes à mesma hora, com o mesmo tipo de viaturas, na mesma estrada, separados apenas por dois mil metros...

Esta imagem com o dispositivo operacional do INEM foi retirada da revista "Sábado", de 14 de Fevereiro de 2008.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Olá Justiça!

Pode parecer uma piada, mas não é...
A justiça portuguesa, é sim, uma coisa que nos vai envergonhando, a cada dia que passa, em que somos forçados a acreditar (através dos exemplos quase diários de arquivamento de processos...), que só existe para alguns, em completo desiquilibrio e desrespeito pelas regras elementares de qualquer Sociedade.
Ontem foi dia de uma blogagem colectiva, com um grito de "Não à Pedofília".
Por achar que dias não são dias, deixo aqui o repto, para não deixarmos silenciar o "Caso Casa Pia", em que toda a intoxicação posta em prática, um pouco por todo o lado (inclusive na blogosfera) pode mesmo fazer parir um rato, deixando os Ritos, os Cruzes, os Abrantes, os Bibis, os Marçais, os Pedrosos, e tantos outros seres disfarçados de humanos que conseguiram "apagar" os nomes do processo e que continuam a atacar pobres inocentes, na sombra (com mais cuidado, claro), para satisfazer as suas taras doentias...
Claro que é mais fácil chamar populista ao bastonário dos advogados e dizer: «prove!» A palavra chave desta nossa Justiça!
Só que, quando se tem poder para comprar testemunhas, advogados, polícias, juizes, jornalistas, etc, não há prova que resista...
O desenho é de Pedro Palma.

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

O Povo de Timor

Nunca estive em Timor e sempre evitei tecer grandes comentários sobre este pequeno país, que fez parte do nosso império colonial, porque um amigo que esteve por lá, durante seis meses, nos tempos de transição, no começo do século XXI, em que havia um força multinacional que governava a Ilha (com militares portugueses) ofereceu-me um retrato pouco positivo do povo timorense.

Durante esses tempos já era visível a luta de interesses entre as principais potências da região. O povo, esse, balançava ao sabor dos "doces" que lhe acenavam, tal como grande parte dos políticos timorenses, divididos em cada vez mais partidos...
Eu nessa época desculpei o povo timorense, pela pobreza e exploração de que sempre fora vitima, quer durante a nossa ocupação, quer com a ocupação indonésia. Pobreza que também chegava ao espírito...
Quando duas figuras cimeiras da luta pela independência, como Xanana Gusmão e Ramos Horta, que ocupam os principais cargos governamentais da Ilha, são alvo de atentados (dos quais o primeiro escapou ileso e o segundo ficou ferido com alguma gravidade), tenho de dar razão ao meu amigo João, há realmente muito volubilidade, muita intoxicação e também muita falta de memória do povo timorense.
Infelizmente, talvez nunca consigam ser completamente independentes, como todos nós gostávamos...

domingo, fevereiro 10, 2008

Chegada a Cacilhas


Domingo de manhã.

O cacilheiro aproxima-se do cais colorido,
transporta turistas, trabalhadores,
gente à procura de gente...
e porque não, também de almoço,
num dos muitos restaurantes cacilhenses?...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Os Carnavais do Jornalismo


Os caminhos pela qual o nosso jornalismo tenta conduzir o país, estão longe de ser os mais recomendáveis.
Não gosto deste governo socrático, muito menos votei nele. Mas acho de uma estupidez gritante todas estas nuvens que se levantam à volta da figura do primeiro-ministro, com comentadores, jornalistas, todos cheios de moral (tal como na história do diploma...), em relação a factos menores do começo de carreira de um jovem que era uma espécie de engenheiro e assinou uma série de projectos de mau gosto, tão em voga na época.
Preferia ver estes jornalistas a investigarem os 300 documentos assinados pelo ministro do turismo, na noite mais longa que passou no ministério; a descobrir porque razão Portas gastou tanto papel em fotocópias quando abandonou a pasta da defesa; a conseguirem saber o que está por detrás da afirmação do director nacional da policia judiciária; a entrevistarem o engenheiro Ferreira do Amaral, administrador da lusoponte, sobre a assinatura do acordo de exclusividade; ou melhor ainda, a fazerem-nos o verdadeiro retrato do estado caótico da saúde, principalmente no interior, com as distâncias "mortais" que os doentes têm de fazer, da sua localidade até à unidade hospitalar mais próxima, etc.
Vou deixar de comprar jornais, que de "sério", só têm o nome. Prefiro comprar os desportivos, que pelo menos têm a vantagem de me distrair...

A ilustração de Rafael Bordalo Pinheiro, publicada nos "Pontos nos ii", a 14 de Março de 1889, apesar de ter passado mais de um século, explica a lógica de algum jornalismo que se faz entre nós e se acha de referência... (aumentar para ler a legenda)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Viver Além Tejo

Almada recebeu emigrantes do Sul do país durante praticamente todo o século XX. A maioria era de origem alentejana, embora também surgissem, aqui e ali, alguns algarvios.

Só depois da Revolução de Abril é que estas passagens dos campos do Sul para a indústria da área metropolitana da Capital, acalmaram.
Embora nunca tenha lido nada do género, penso que o facto de o Carnaval não ter grande sucesso entre nós, com grandes manifestações populares e desfiles expontâneos de mascarados pelas ruas, se deve a estas nossas origens, Além Tejo.
É curioso, não temos muitos "foliantes" mas temos bastantes poetas, músicos, escritores, pintores, etc, gente que interioriza mais do que exterioriza...
Eu com esta prosa apenas tento explicar o porquê desta pobreza carnavalesca almadense, onde não há desfile, não há corso, há sim uma apresentação de poucos minutos, à Rainha do Carnaval, Maria Emília de Sousa, que financia as colectividades que participam nesta brincadeira de discutível gosto, que antecede o espectáculo musical (desta vez foi o Bonga...) do costume.
Esta foto antiga mostra uma das bandas da Academia Almadense, a desfilar numa das ruas da vila, esta sim, uma tradição de Almada...

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Um Tiro Certeiro no Dedo Grande do Pé

Embora este "blogue" seja regional, é impossível passar ao lado das afirmações de Alípio Ribeiro, director nacional da Polícia Judiciária.
A sua afirmação, de que, «houve uma certa precipitação», na constituição de Kate e Gerry McCann como arguidos, fazendo fé na sua experiência como magistrado do Ministério Público, abana mais a credibilidade desta nossa polícia, que as prováveis falhas que poderão ter existido na investigação dos casos mais mediáticos dos últimos anos: Casa Pia e Maddie.
Mas não fica por aí, abana todo o edifício da justiça, desde os juizes aos magistrados do Ministério Público, passando pelos inspectores e agentes da Polícia Judiciária...
Não percebo porque razão, não surge ninguém a pedir a "cabeça" do senhor...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

A Filha de Alfredo Costa Viveu em Cacilhas


Hoje todos os jornais (e certamente muitos blogues...) falam do regicídio, com algum saudosismo, à boa maneira portuguesa.
Como não partilho desse sentimento, prefiro falar de alguns descendentes dos responsáveis directos pela morte do Rei D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe, aqui no "Casario" e também nas "Viagens".
Na primeira metade do século vinte, Ermelinda Costa, filha de Alfredo Costa, um dos autores materiais dos assassínios dos dois elementos da casa real, que ocorreram no Terreiro do Paço, vivia em Cacilhas. Era dona de uma Chapelaria na rua Cândido dos Reis.
Apesar de vivermos num regime republicano, os familiares de Costa e Buiça, não tiveram uma vida fácil, até ao 25 de Abril de 1974. Apesar de tentarem manter o anonimato, não deixavam se ser apontados a dedo e vitimas de alguma perseguição política, pelo regicidio e também pela ligação umbilical a movimentos extremistas, como a Carbonária, o braço armado da Maçonaria.
Este postal do primeiro quartel do século vinte, mostra-nos a rua Cândido dos Reis, próximo do local onde existiu a Chapelaria de Ermelinda Costa.

terça-feira, janeiro 29, 2008

E se Aproveitássemos Estes Ventos e Marés Rente ao Tejo?


Era bom que o Município de Almada aproveitasse estes "ventos" e "marés" governamentais - e até o discurso socrático -, para lutar pela devolução da nossa Margem Esquerda, aos almadenses, tal como foi conseguido pela Autarquia Lisboeta.
Claro que esta devolução tem os seus quês. Depois deixa de haver espaço para culpar a Administração do Porto de Lisboa, do que não se faz, por exemplo, no nosso Ginjal...

sábado, janeiro 26, 2008

A Feira da Ladra


Há bastante tempo que não me perdia pela Feira da Ladra.
Gostei de assistir a todo aquele movimento de vendedores, clientes e curiosos.
Continua a haver um pouco de tudo: livros, revistas, discos, electrodomésticos, quadros, louças, roupas, calçado, relógios, ferramentas, antiguidades, etc, a preços quase sempre convidativos.
Felizmente ainda há ali um bocado da Lisboa bairrista e até marginal, distante das ASAE's...

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Madrugada Negra na Trafaria


Na madrugada de 24 de Janeiro de 1777, Trafaria foi vitima de uma acção cobarde e miserável, de duas figuras cimeiras do poder de então, o Marquês Pombal e o intendente Pina Manique.
Tudo teve início quando o governo do Marquês resolveu fazer um recrutamento, rápido e obrigatório, para fazer frente à ameaça de invasão, espanhola, provocando a fuga de muitos jovens, que se refugiaram na Trafaria, com a protecção da povoado de pescadores, de cerca de 5000 habitantes.
A forma de castigo escolhida pelo homem que governava o país, foi queimar, pescadores e fugitivos, numa grande fogueira, como exemplo para o país.
O intendente Pina Manique foi o chefe operacional desta vingança monstruosa. Na calada da noite atravessou o Tejo, juntamente com trezentos soldados, para de seguida fazer um cerco ao aldeamento de casas de madeira, cobertas por colmo. Depois deu ordens para os soldados acenderem os archotes e começarem a incendiar as casas, que em poucos minutos, envolveram toda a área em chamas e fumo, semeando o pânico entre as gentes da Trafaria, que corriam para todos os lados, quase sem roupa no corpo, muitas transportando crianças ao colo e velhos às costas...
A chacina não foi completa porque alguns soldados, compadecidos com a aflicção dos habitantes da aldeia, transgrediram as ordens de Pina Manique e deixaram algumas clareiras abertas, para que pudessem escapar...
A povoação, essa ficou reduzida a cinzas...
Este foi um dos actos mais bárbaros da governação do Marquês de Pombal, ao qual não tem sido dado grande relevo, pelos nossos historiadores.

A fotografia que ilustra este texto é de uma casa tipica de pescadores das praias da Margem Sul, com uma das habitantes a provar a comida. Se quiserem conhecer este episódio com mais pormenores, aconselho-vos a leitura da obra, "Perfil do Marquês de Pombal", de Camilo Castelo Branco.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

A Liberdade nas Escolas


As escolas e os programas de ensino de hoje não têm nada a ver com as do passado. Apesar das críticas que escutamos todos os dias, penso que estão muito melhor.
Os alunos podem escrever com mais erros e não saber toda a tabuada, mas possuem um maior grau de conhecimentos sobre o mundo que nos rodeia.
De longe a longe sou convidado por professores amigos, para participar em acções nas suas escolas, sobre a importância da leitura.
Normalmente as conversas não incidem apenas sobre a minha pessoa, embora fale de experiências pessoais, de como era a escola no meu tempo, da quase ausência de livros nos nossos lares, da utilidade das bibliotecas públicas da Fundação Calouste Gulbenkian, dos primeiros livros que li, das viagens que fiz através dos livros, etc.
Na semana passada os alunos tiveram uma parte mais activa, porque tinham vários trabalhos de grupo para fazer, sobre o tema. Fizeram-me inclusive uma entrevista, com perguntas que nunca me tinham feito e que me deixaram quase sem resposta. Perguntas objectivas mas um pouco para o "cor de rosa". Há três que me ficaram na retina, e que decidi partilhá-las convosco: «A quem se compara como escritor?» perante a surpresa, disse: «A ninguém». A segunda foi ainda mais inesperada: «Como descreve os seus livros?» com um sorriso disse que: «não os descrevia, só os escrevia...» A terceira também foi gira: «Em quem se inspira?», pois, como não me inspiro em nada especial, disse a verdade: «No mundo que nos rodeia.» Claro que não ficaram muito convencidos, com estas respostas curtas...
Os miúdos de hoje são completamente diferentes do meu tempo. São sobretudo mais livres, na maneira de pensar e de agir, com tudo o que isto tem de positivo e de negativo.
Acho que é essa liberdade que ainda nos divide, em casa e nas escolas, que nos coloca dúvidas sobre quais são os melhores métodos de educação.
A perfeição, essa, continua a ser uma utopia...

A Fotografia é de Alfredo Cunha, datada de 1974, pouco tempo antes da revolução, onde a timidez e a vergonha eram qualidades escolares...

domingo, janeiro 20, 2008

Pombal de Cacilhas

Com os primeiros casos da "gripe das aves", à boa maneira portuguesa, fez-se um grande alarido, com muita "intoxicação informativa" à mistura. O Estado também resolveu participar de uma forma activa neste episódio. Chegou a proibir a venda de aves em mercados públicos e a planear a quase "exterminação" dos pombos das cidades, inclusive em Almada...
Claro que pouco tempo depois, esqueceu-se o assunto, como se ele tivesse deixado de existir...
Em Almada, apesar das queixas de muitos moradores, nunca foi feito nada pelo Município, para controlar a natalidade destas aves. Alguns habitantes continuam a alimentá-las (assim como aos gatos e cães vadios...), ao fim da tarde, nas praças da cidade, contrariando as normas de higiene, que foram e são difundidas...
Quem também contribui para o crescimento desta população, são os proprietários de habitações, completamente degradadas, como a do exemplo da fotografia, na rua António Feio, em Cacilhas, que devem estar à espera que surja algum furacão, que as transforme num monte de entulho...

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Crónica Curta de Um Bom Malandro


Há quem adore espalhar a ideia de que essa coisa da "malandragem" é coisa recente, coisa de "Abril"...
Eduardo Gageiro com o seu extraordinário "Cais da Memória", demonstra-nos o contrário.
Em 1960 (data da fotografia...) já havia quem oferecesse a "Sina Pensativa" por vinte centavos, nos Restauradores, com a contemplação das autoridades...
E o "passarão" da pose, contava com a ajuda de outras aves, nos seus jogos do "Sim é Certo"...

quarta-feira, janeiro 16, 2008

A Vitória de Cadilhe...


Sempre me fez confusão o discurso político pós-eleições, em que todos os partidos se declaram vencedores, apesar de todos sabermos que só houve um vencedor...
Este facto deveria fazer com que não me admirasse muito da reacção de Miguel Cadilhe, depois da Assembleia Geral do BCP, em que a sua lista obteve apenas 2,14% dos votos dos accionistas. Estas duas unidades com catorze décimas foram suficientes para que ele cantasse vitória, em directo na televisão, adjectivando-a como uma coisa extraordinária...
Extraordinário é a noção do ridículo destas nossas personagens, quase todas "romanescas", ao jeito do Eça...

O boneco é do Rui, recorda-nos o episódio da "casinha" do Cadilhe, nas Amoreiras, explorado pelo "Independente", do Portas, até ao tutano, ao ponto de o levar à demissão. No tempo em que se demitiam ministros...

terça-feira, janeiro 15, 2008

Não é o Mundo, nem os Deuses, Somos Nós...


Embora este "nós" seja demasiado vasto (quase planetário), de certeza que não é o Mundo, nem são os Deuses, os grandes culpados da ascensão ao poder de figuras como Bush, Sarkozy ou Chavez, para não divagar mais...
Somos nós, através do poder do voto popular, que colocamos gente desta, a liderar os nossos países...
Somos quase sempre enganados pelas promessas populistas, ou então queremos, pura e simplesmente, "castigar" a incompetência de quem (se) governou anteriormente...

A "Recriação do Mundo", de António...

segunda-feira, janeiro 14, 2008

E se Utilizassem os Lucros?

Na edição de sábado do semanário "Semmais", é atribuída a seguinte frase a Maria Emília de Sousa: «Os resultados não podem ser medidos só em números, mas também em qualidade de vida para as populações».

Como na dita reportagem o Município congratula-se com o saldo positivo de 9,5 milhões de euros (nós também...), com o pensamento na qualidade de vida dos almadenses, sugerimos que parte desse dinheiro (que não deixa de ser um bom "euromilhões"...), seja investido nas estradas do concelho, em péssimo estado, para evitar males maiores, pois os acidentes rodoviários não são provocados apenas pelos condutores...
Outra parte poderia muito bem ser utilizada para recuperar os edifícios de renda económica, que agora são da Autarquia e que tanta polémica têm causado, devido aos aumentos de rendas. Não basta colocar placares e escrever cartas aos municípes, para fazerem obras de oito em oito anos, nas suas casas. É bom que os exemplos venham de cima...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Nunca Digas Nunca, Muito Menos "Jamais"...


Sei que uma das condições para se ser ministro ou secretário de estado, além dos dotes artísticos (que lhes permitem dizer mentiras com o ar mais sério do mundo...), é ter um estômago de "aço", capaz de digerir um sapo do tamanho de um aeroporto...
A malta dos "Desertos do Sul", congratula-se com esta viragem a Alcochete, por uma única razão: a forma como um simples ministro, tratou os habitantes de um dos distritos mais povoados e industrializados do país e que agora teve de encher-se de desculpas e cair no ridículo, quando o caminho lógico seria a demissão.
Já houve quem fosse demitido por muito menos, como o senhor da anedota de mau gosto...

Razão tinha Rafael Bordalo Pinheiro, quando comparou a política com a "Grande Porca"...

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Uma Escolha Difícil...

Sei que ultimamente ando a escrever coisas sérias demais (e longas), mas é difícil passar ao lado da realidade, tão travessa para algumas pessoas...
Muitos de nós temos a ideia peregrina que o subsídio de desemprego é vitalício, mas é mentira. Uma boa percentagem dos desempregados de média e longa duração já não recebem apoios do Estado.
É por isso que o Alberto, anda desesperado. Com apenas 49 anos, não consegue arranjar nenhum emprego decente, com um vencimento normal.
A companheira ganha menos de quinhentos euros e os seus dois filhos, adolescentes, estudam no ensino secundário...
Num dia mais cinzento que os outros, desabafou que só lhe restavam duas alternativas: andar por aí a mendigar ou começar a roubar. Como sabia que como pedinte não se ia governar, assumiu que só lhe restava roubar...
Armado em Robin dos Bosques, afirmou que se decidir mesmo roubar, só atacaria gente rica ou então as caixas de alguns bancos, antes da polícia chegar.
Nós não sabíamos se o deviamos levar a sério ou não, embora estivéssemos conscientes de que o desespero pode transformar qualquer cidadão digno, num potencial fora da lei, principalmente num país desigual como o nosso...

A fotografia expressiva da Baixa de Lisboa, é de Eduardo Gageiro...

terça-feira, janeiro 08, 2008

Resposta a um Amigo

Ao abrir a minha caixa postal, há minutos, dei de caras com um e-mail de um amigo, incomodado com o meu último "post". Como não lhe foi possível comentar, resolveu escrever-me, perguntando se tinha lido o artigo de Pedro Magalhães (publicado ontem no "Público"), lançando-me ainda duas questões com alguma pertinência, mas de fácil resposta.
Em relação ao artigo de Pedro Magalhães, é muito bonito, correcto, mas não entendo a diabolização que faz dos comentadores portugueses, como se as suas reacções fossem diferentes dos colunistas ingleses, espanhóis, franceses ou americanos, quando se tentam alterar os comportamentos da população, com proibições. Há vários exemplos de reacções iguais ou piores, nos ditos países civilizados.
E ainda bem que ele resolveu dar também exemplos de outros países, onde é perfeitamente natural respeitar as normas existentes, ao contrário do que acontece em Portugal. Os exemplos que Pedro dá do trânsito noutras cidades, não cabem em Lisboa nem nas nossas principais cidades, onde os transportes públicos, com a excepção do metro, são uma vergonha, onde os parques de estacionamento são caros e estão longe de satisfazer a procura, e onde a polícia continua a ter uma atitude permissiva, a não ser que seja dia de "caça" à multa...
Mas vamos lá às respostas às duas questões que o Rogério me colocou:
Só falei do António Barreto, porque os "outros remadores" contra toda esta corrente normativa, são sociais democratas e não socialistas (Pulido Valente, Sousa Tavares ou Pacheco Pereira).
Não, não quero que o nosso país continue a ser um paraíso da contrafacção nem que a falta de higiene seja a norma dos cafés e restaurantes, mas irrita-me que a ASAE funcione ao sabor das informações da "bufaria" e que telefone quase sempre para as redacções dos orgãos de comunicação social mais sonantes (especialmente a televisão, devem adorar ver-se no pequeno ecran, durante as notícias...), para aparecerem na hora do "ataque".
O que eu acho, é que a solução para os problemas deste país, não passa por encerramentos, como se tem feito na saúde. É preciso que se criem alternativas para as pessoas modificarem os seus hábitos, colocar apenas sinais de proibição, recorda-nos o salazarismo de tão má memória...

Como muito bem disse Rafael Bordalo Pinheiro, com a "A Actualidade", de 1901: «A indifferença mascára a miséria.» E isso acontece no nosso país. Pelo que ainda bem que existem comentadores que escrevem "contra a corrente"...

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Há Orelhas a Arder no PS

De um momento para o outro, António Barreto é notícia em vários canais da "blogosfera". O principal motivo é a sua caminhada, quase solitária, contra o "socratismo".
Há mais algumas vozes, mas são pouco sonantes, como as de Medeiros Ferreira e Manuel Alegre, ainda muito dentro do partido. Mário Soares também diz umas graças, mas não quer deixar de ser imperador (de coisa nenhuma...), muito menos politicamente incorrecto.
De longe a longe aparece um estrangeirado, como aconteceu agora com Ferro Rodrigues (que fez um retrato realista do país, na entrevista que deu à "Visão", mesmo vivendo em Paris... o argumento usado para o "apanhador" de Canas do PS, para o distanciar do Portugal Socrático).
O que se percebe à légua, é que esta gente que governa não gosta mesmo nada de ser criticada. Aliás, Ele, não gosta de ser criticado (contrariando a tradição socialista...). O "Pá da Europa" só gosta de sorrir (em tons amarelados) ao humor dos Gato Fedorento, que para sua felicidade, foram de férias...
É no meio destes "embaraços" que vêm ao de cima as parecenças com Salazar e com o melhor Cavaco (ambos sócios do clube dos que nunca se enganam)...
Parecenças que aumentam com a sua notória capacidade em "manipular" a informação, com a televisão sempre à cabeça (se nos melhores tempos de Salazar existisse televisão ele tinha feito ainda mais "milagres"...).
Só com muita manipulação é que Sócrates consegue transmitir a imagem de alguém que está a fazer tudo para retirar Portugal da quase cauda da Europa, embora o país continue a perder pontos, com os seus "adversários" directos.
Não tenho dúvidas, que com todos estes sacrifícios exigidos aos portugueses, o nosso país devia oferecer-nos melhores perspectivas, em relação ao futuro.
É uma pena sentir que se está a perder mais uma oportunidade de ouro (talvez a última dos próximos anos), para nos aproximarmos dos países mais desenvolvidos.
É por isso que digo: abençoado Barreto, que não te falte o fôlego, para desmascarares esta farsa socrática, que não tem nada de socialista.

sábado, janeiro 05, 2008

As Minhas Janeiras


Plagiando ligeiramente o inesquecível Zeca Afonso, ofereço-vos as minhas Janeiras:

Vamos cantar as Janeiras,
Vamos cantar as Janeiras,
Pelo meio dos buracos de Almada,
preparados para todas as ratoeiras.

Vamos cantar as orvalhadas,
Vamos cantar as orvalhadas,
À porta dos Paços do Concelho,
Para a Maria Emília e camaradas.

Eles vão bater palmas e sorrir,
Eles vão bater palmas e sorrir,
Mesmo que não gostem das cantigas,
Porque querem tudo menos partir.

Vira o vento e muda a sorte,
Vira o vento e muda a sorte,
Diz o Zeca, mas por aqui ninguém o ouve,
Continua tudo refém do vento norte.

O frio ocupa-se dos nossos corações,
O frio ocupa-se dos nossos corações,
Cansados desta camarilha
que nos governa aos repelões.

O óleo a "Lota" é de Júlio Pomar

sexta-feira, janeiro 04, 2008

As Bicicletas Vão Continuar na Garagem


As obras e o próprio planeamento do Metro têm sido alvo de muitas criticas. Infelizmente, grande parte delas fazem todo o sentido.
Um dos aspectos que me merece um maior reparo, é a ausência de ciclovias no coração da cidade, principalmente, quando se o utiliza o Metro com "arma", para se afastarem os carros de Almada e se fazem obras em toda a pavimentação das principais artérias, alargando os passeios, de uma forma aparentemente excessiva...
Hoje - e amanhã, claro -, quem quiser sair de bicicleta de casa, em segurança, terá de continuar a usar o carro como meio de transporte, levando-a no "tejadilho", até ao Parque da Paz ou até ao Monte de Caparica, únicos locais onde existem ciclovias que permitem que os almadenses circulem em segurança.
Não é preciso ser muito inteligente para perceber que com a construção de ciclovias, promove-se o exercício físico, poupa-se energia e reduz-se a poluição na atmosfera.
Além das brechas já referidas, continuo à espera que aproveitem a larga avenida Aliança Povo-MFA (Bombeiros Voluntários de Cacilhas) para fazerem a ligação da Cova da Piedade ao Olho de Boi, através de uma ciclovia e de um caminho pedestre, assim como a via rápida, entre Almada e Costa de Caparica...
Pode ser que se lembrem da ideia, quanto mais não seja para a colocar no habitual caderno de promessas que invade as nossas caixas do correio, antes das eleições...

A fotografia é do final do século XIX, de autor desconhecido...

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Natal Mais Tarde no Almada Fórum


Podia falar do mau tempo que se faz sentir em quase todos os canais, mas não. Prefiro falar do Natal de Cholocate do Almada Fórum...
Como gosto de publicidade, achei por bem colocar aqui o Audi R8, que vai ser sorteado no próximo dia 7 de Janeiro, entre todos os consumidores que colocaram nas tômbolas da "sorte", junto ao bólide, os seus cupões.
Até lá, boa sorte!

terça-feira, janeiro 01, 2008

Os Saltimbancos


"A Família de Saltimbancos" de Picasso simboliza muito o que somos, enquanto seres humanos...
Principalmente, nós portugueses, que deixámos raízes nos setes cantos do mundo, pelas melhores e piores razões.
Hoje é o dia primeiro de mais um ano, de um ano que se quer sempre diferente...
Provavelmente precisávamos de partir, de mudar, de oferecer um novo registo às nossas vidas, que não passa apenas pela visita ao cabeleireiro ou ao pronto a vestir...
É por isso que às vezes invejamos as famílias de saltimbancos. É por isso que os saltimbancos invejam as famílias tradicionais...

segunda-feira, dezembro 31, 2007

O Futuro Somos Nós


Que 2008 nos dê mais força, para lutarmos pelos nossos ideais e pelos nossos sonhos, abrindo-nos ao mesmo tempo a linha do horizonte que nos cerca, que não se reduz, de certeza, a tanta mediocridade.
Já é tempo de nos livrarmos da "grilhetas" do passado, que também incluem as duas emblemáticas figuras criadas por Rafael Bordalo Pinheiro, a Maria Paciência e o Zé Povinho...
Porque somos muito mais que estas personagens, embora as pessoas que nos governam continuem a olhar para nós como se fossemos meros "bonecos", ou pior, "marionetas".
É preciso acreditarmos que o futuro somos nós!

domingo, dezembro 30, 2007

Figuras & Figurões de 2007

No fim do ano é habitual fazerem-se "balancetes" sobre o que se passou de mais relevante nos últimos doze meses, de se escolherem figuras e acontecimentos, nacionais e internacionais.
Não há revista ou jornal, que não escolha os seus preferidos.
Alguns blogues fazem o mesmo, repetem as mesmas personagens, os mesmos acontecimentos, provando que somos um país realmente pequeno, até quando é preciso escolher alguém...
Provavelmente este "post" era escusado, mas acho que devo pelo menos escolher aqueles que considero as grandes figuras do ano e escolher também o acontecimento mais negativo, este local, porque o "Casario do Ginjal" é sobretudo um blogue regional...
Para mim, as grandes figuras nacionais são os Gato Fedorento, pelo seu humor inteligente e também pela sua coragem de ridicularizar figuras como José Sócrates, Marcelo Rebelo de Sousa ou Luís Filipe Scolari, que se julgam acima de qualquer mortal...
A máquina de propaganda e manipulação socrática, as manobras no interior na RTP de Marcelo e o falso unanimismo criado à volta de Scolari, não foram suficientes para silenciar este quarteto. Antes pelo contrário, ainda lhe deu mais motivação para fazer novos quadros, que assentaram que nem uma luva neste famoso trio, que já começa, no mínimo, a enjoar...
O acontecimento mais relevante, pela negativa claro, é a forma como as obras do Metro têm sido, quase interrompidas na Praça Gil Vicente, a artéria mais importante do centro de Almada, para onde confluem nada mais nada menos que oito vias de trânsito, tratando os moradores das redondezas como almadenses de segunda, já que outras vias, onde as obras começaram depois, já estão numa fase bastante mais avançada...
Responsáveis? O consórcio, e claro, o executivo do Município, que prometeu que até ao final do ano, a situação estava normalizada na Praça...
A imagem foi retirada da revista "Única" (Expresso), de 29 de Dezembro.

sábado, dezembro 29, 2007

A Cilada ao Padre-Treinador

Uma reportagem de ontem do "Público" procura fazer um retrato do padre António Aires, que foi vitima de uma cilada por um grupo de desconhecidos, que o agrediram, despiram e ataram a uma árvore, próximo de Alijó.
Além do relevo dado ao padre-treinador de futsal, o trabalho jornalístico de António e Pedro Garcias é muito pouco conclusivo em relação ao incidente que foi vitima, embora lance a suspeita de que se tratou de um assunto de mulheres e acrescente que o padre António também é visto como uma pessoa vaidosa, teimosa e autoritária, nas freguesias onde está inserido.
Ao qual não deverá ser indiferente o facto de se passear, com um Mercedes desportivo de dois lugares, entre as várias paróquias que dirige. Mas o que me chamou mais a atenção foi uma frase atribuída a si próprio: «Dentro da igreja, sou padre. Cá fora sou um homem igual aos outros.»
Se esta frase é verdadeira, é a primeira vez que ouço alguém, com coragem para assumir esta postura, de dentro para fora da Igreja.
A única coisa que me parece óbvia em toda esta reportagem, é que se o padre António, quer mesmo ser um homem igual aos outros, fora da igreja, deverá abandonar a batina...

Escolhi este retrato de Rafael Bordalo Pinheiro, "Moralidade e Marmeleiro!", do seu "Álbum das Glórias", em que satiriza o bispo de Viseu, uma personagem muito especial da Igreja no século XIX, pois além de liberal foi maçónico...

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Bater com a Porta 65

Este governo consegue bater tudo e todos, em demagogia e propaganda, com os seus projectos pomposos, cheios de alíneas e mentiras.
Podia falar dos apelos à maternidade, com promessas e incentivos diminutos para aumentar a tão desejada taxa de natalidade (será mesmo?...), que esbarram com o fecho de algumas maternidades no interior, que são o maior incentivo ao adiamento dos nascimentos nos nossos lares. Mas não, prefiro falar da "Porta 65"...
Porta essa que está a ser fechada a um número significativo de jovens, porque apesar da publicidade enganosa socrática, percebe-se que o objectivo desta lei, é evitar custos (para variar...), reduzindo o número de pessoas em começo de vida activa, que têm direito a este incentivo.
Este governo e estes governantes começam a não ter classificação possível.
Talvez precisem de ficar a falar sozinhos, num futuro próximo, talvez tenhamos de votar todos em branco, como ficcionou Saramago...
Podia ter escolhido um desenho de Rafael Bordalo Pinheiro, que seria actual, mas não quis ir tão longe, fiquei-me pelo Rui, em 1989, nos tempos do "Jornal"...

sábado, dezembro 22, 2007

Feliz Natal


Apesar da moda do senhor simpático das barbas brancas, que vem da Lapónia, na companhia das suas renas voadoras, para mim o Natal continua a ser a data em que se comemora o nascimento de Jesus de Nazaré.
Ofereço-vos a "Adoração dos Magos", retábulo do século XVI da autoria de Gaspar Vaz, da Igreja do Mosteiro de São João de Tarouca, como presente de Natal.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Sorte Ser Natal...

Esta época continua a inspirar novas histórias, entre os muitos usos e abusos que se fazem em nome do Menino Jesus e do Pai Natal, por aí...
A mais caricata a que assisti, passou-se num restaurante familiar do Bairro Alto, com uma senhora que já devia ter passado os sessenta, vestida e pintada de uma forma demasiado visível, que na hora de pagar a refeição, desculpou-se que se tinha esquecido de colocar dinheiro na carteira. O empregado, com a discrição possível chamou o dono. Quando este chegou ela perguntou-lhe se não a conhecia. Ele abanou a cabeça. Ela disse que era a Lena Alves, irmã da Laura Alves, e que também era actriz. O senhor Joaquim disse-lhe que nem sequer imaginava que a Laura Alves tivesse uma irmã, mas isso não era importante, até podia ser a esposa do presidente da República, ali toda a gente pagava a sua refeição. Frisando que a única excepção da casa era o Eduardinho, que tinha sempre direito a uma sopa, quando se encostava á soleira da porta. O dono referia-se a um dos pedintes do bairro que não tinha o tino todo, mas que não fazia mal a ninguém.
A senhora nunca perdeu aquele seu ar superior, provavelmente encenado para aquela fita do almoço, colocando um ar triste, exclamando que o senhor não acreditava nela, virada para a plateia, que se estava a divertir com o número.
O senhor Joaquim, como tinha mais que fazer, disse-lhe que podia fazer três coisas: colocá-la na cozinha a lavar louça, mas isso ia estragar-lhe as mãos e fazer saltar o verniz das unhas; chamar o polícia de serviço na esquadra mais próxima; ou deixá-la partir na paz dos anjos, por ser Natal...
Claro que pediu à senhora para se despachar, que estava um casal à espera para almoçar, não sem antes lhe, desejar Boas Festas e enviar recomendações à família Alves...

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Rostos Sem Natal...

Actualmente nem uma vez por semana vou a Lisboa.
Mas quando vou, encontro sempre motivos para escrever, mesmo que não sejam os mais felizes...
Ontem perdi-me pelas ruas de Alfama, onde acabei por almoçar numa tasca, com dois amigos, felizmente distante das festas do Tratado de Lisboa e do almoço "real", oferecido pelo senhor Silva no Museu dos Coches.
Claro que não trocava o cozido à portuguesa nem a companhia alegre destes dois companheiros pelos petiscos oferecidos por sua excelência...
Quando regressava a casa, olhei com atenção para os rostos com quem me cruzava, nas ruas e nos transportes e não consegui descobrir um sorriso nem sequer palavras soltas.
Deduzi que os "felizes da vida" andavam de viatura própria e não espalhavam a sua felicidade com a ralé, que tem de viver com salários a rondar os quinhentos euros e sente um calafrio no pescoço, quando ouve falar de desemprego.
Já no cacilheiro, a única excepção às pessoas de ar triste e silencioso, era um casal, aparentemente turco, com dois filhos. Esta família chamava a atenção graças ao seu dialecto imperceptível, bastante ruidoso, que contrastava com o silêncio da malta que regressava aos "desertos do sul"...

terça-feira, dezembro 11, 2007

O Buraco Já Vai em 70 Milhões


Já não é segredo, só falta apurar o resultado final...
O A-Sul informou-nos que no "buraco" financeiro do Metro Sul do Tejo, estão incluídos os atrasos provocados pelo Município de Almada, ao não disponibilizar os terrenos necessários para as obras em tempo útil...
A única dúvida que não existe em todo este processo, é que este, é mais um "buraco" a ser coberto por todos nós...

sábado, dezembro 08, 2007

A Minha Florbela Espanca


Porque hoje comemora-se o aniversário do nascimento de Florbela Espanca, ofereço-vos um poema meu, escrito para a colecção "Index Poesis", criada por Ermelinda Toscano, mãe e pai dos "Poetas Almadenses". Sei do que falo, porque sou apenas tio...


Florbela,

Mulher doce e amarga

refém de palavras belas e sofridas
e também de aventuras amorosas,
fugazes e perdidas...

Mulher próxima e distante

refém de um tempo masculino
sem espaço para sentimentos
ou devaneios pintados no feminino...

Mulher apaixonada
capaz de amar perdidamente...

Mulher poema
capaz de escrever de uma forma diferente...



sexta-feira, dezembro 07, 2007

A Estação de Cacilhas


Esta fotografia acabou por não entrar no livro, "Cacilhas - a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais", depois de ter sido localizada, mas não deixa de ser interessante, divulgá-la aqui no "Casario", como um registo documental do principio do século vinte.
Quando a descobri, pensei que se tratava do lugar de Cacilhas, mas depois percebi que se tratava da bilheteira junto ao cais de embarque em Lisboa, sempre com grande afluência de gente, aos fins de semana...
Foi por essa razão que acabou por ficar de fora, apesar do cartaz identificativo de Cacilhas...

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Este Tempo de Cuspidores na Sopa...


No final do clássico Benfica-Porto, as palavras que Nuno Gomes dirigiu a Jesualdo Ferreira, dizendo-lhe para não cuspir no prato onde já tinha comido, algum tempo antes, chocaram algumas pessoas mais susceptíveis.
Agora foi a vez de Fernando Santos - o pior treinador do Benfica da última década, falho de alegria e ideias sobre o que é futebol, na minha opinião claro -, armar-se em vitima, dizendo que nunca lhe perdoaram ter treinado o F.C.Porto, entre outras coisas... e também do "inocente" José Veiga, que parece ter descoberto a receita para tornar o Benfica campeão, depois de ter feito quase nada como director desportivo. O "penteadinho" anda por aí, à solta, transformado em escritor, tal como a Carolina Salgado, a quem deu a mão, e com quem se reuniu, num hotel de Lisboa, próximo da Avenida 5 de Outubro, juntamente com a escritora-fantasma e com a Leonor Pinhão, antes da publicação do "best-seller" que também anda por aí nos cinemas (pois, afinal não foi o "orelhas" que se reuniu com esta gente das letras...), virem cuspir na sopa, por sinal, canja de águia...
No Sporting as coisas também não estão famosas, com o bom do Carlos Queirós a insurgir-se com o presidente Soares Franco, nos jornais e na televisão, a querer hipotecar (será de propósito?) as hipóteses de um regresso a Portugal, como Seleccionador Nacional ou outra coisa qualquer...
Eles esquecem-se que no futebol os golos marcam-se dentro do terreno, metendo a bola nas balizas e não nos jornais e revistas...
Grande Nuno Gomes, tu é que tens toda a razão, estamos mesmo no tempo dos cuspidores na sopa...

terça-feira, dezembro 04, 2007

As Ruas de Almada


Há vinte anos que vivo em Almada e não me lembro de ver tanto lixo amontoado, junto aos caixotes, nas ruas da cidade.
Pergunto: como é possível, que no final do dia 4 de Dezembro ainda sejam tão evidentes, os sinais da greve geral de 30 de Novembro? Será que existe outra greve, no interior da Autarquia?
Felizmente o calor já não abunda e o mau cheiro passa quase despercebido, no meio do frio e da humidade.
Só espero que os senhores vereadores do ambiente e serviços urbanos também tenham uma "lixeira" à sua porta...
O óleo que escolhi, sem lixo, é da autoria do brasileiro José Eduardo Godinho...

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Dia Diferente, Para os Diferentes


A nossa natureza, enquanto seres humanos, é uma coisa estranha.
Provavelmente, hoje ainda é mais estranha, porque temos um conhecimento mais profundo do mundo que nos rodeia.
Escrevo com esta "estranheza" porque hoje é o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
Normalmente falamos das barreiras físicas (as mais visíveis...), mas há obstáculos ainda mais difíceis de contornar, que começam logo na nossa mentalidade, na forma como olhamos para as pessoas com problemas. Começam logo por ser "coitadinhos", por estar um degrau abaixo da sociedade em que vivemos, sem lhes darmos a oportunidade de nos mostrarem que são iguais, e até superiores, em tantas coisas...
Estes dias comemorativos que vão aparecendo no calendário, têm pelo menos uma utilidade: obrigam-nos a olhar de frente para os problemas, que tantos de nós enfrentam pela vida fora, mesmo que seja por um só dia no ano...

A fotografia é de Eduardo Gageiro.