quarta-feira, outubro 10, 2007

A Cultura em Almada (Conclusão)


Os "criticos do costume" não têm qualquer razão nos seus protestos, porque apenas a meia-dúzia de metros do local onde foi afixado o "placard" publicitário do Município, encontra-se um campo de Cultura.
Para que não restam quaisquer dúvidas, publicamos a imagem do "campus" referido, que está aberto aos visitantes mais curiosos...

A Cultura em Almada (Parte Um)


Este cartaz publicitário, colocado no Morro de Cacilhas, tem despertado vários comentários na nossa Margem.
Normalmente "os críticos do costume" colocam em causa a localização e a informação que é dada (em inglês e tudo...) a quem nos visita.
Este é um daqueles casos em que se critica só por criticar...

(continua...)

terça-feira, outubro 09, 2007

Os Tiques Salazaristas de Sócrates


Não achei muita piada quando ouvi, numa reportagem televisiva, o nosso primeiro-ministro dizer (depois de mais uma sessão de vaias...), que sabia que eram os comunistas que estavam por trás daquelas manifestações, mas que não era preciso recorrerem ao insulto.
Gostei ainda menos de ouvir, há uns minutos atrás, uma representante dos professores da Covilhã a dar-nos conta da sua indignação pela atenção especial que lhe foi dedicada por dois elementos da PSP, que visitaram ontem a sede do sindicato e, além de levarem os panfletos, que iriam ser distribuídos, durante a visita de hoje de Sócrates à escola onde estudou, ainda lhes recomendaram para terem mais cuidado com o que escreviam.
É no minimo uma forma de intimidação que recorda os bons tempos da PIDE...
No tempo de Salazar é que era comum acusar os comunistas de todo o tipo de acções, que beliscassem o governo de então.
Hoje, isto até acaba por soar a elogio, para o partido da Soeiro Pereira Gomes...
O pior, é que pelo andar da "carroça", não falta muito para que todos os críticos de Sócrates, passem a ser "comunistas" e sejam intimidados, desta e doutras maneiras...

segunda-feira, outubro 08, 2007

O Vinho Benfica


Não pensem que o "Vinho Benfica" foi uma invenção do empresário Manuel Damásio, quando da sua passagem de má memória pela Luz, onde inventou um pouco de tudo, menos dinheiro e títulos (os da "operação coração" não valem)...
Nos anos sessenta e setenta, o período áureo do Benfica, a Quinta da Arealva, localizada no final do Ginjal, produzia vários tipos de vinho com a marca do "Glorioso", como o vinho de agulha (que tinha algum gasoso...), inquieto, fresco e agradável, e também um vinho tinto quente, de doze graus...

domingo, outubro 07, 2007

Eça e Cacilhas


Eça de Queirós foi um grande escritor, embora nunca se tenha tornado muito popular, provavelmente por opção pessoal, já que nunca sentiu vontade de escrever sobre a gente comum, como o Camilo Castelo Branco, por exemplo.
Sempre se assumiu como um estrangeirado, não só por ter viajado muito, mas também por ter exercido funções como consul de Portugal, em Cuba e Inglaterra.
Foi neste último país que redigiu as suas célebres "Cartas de Inglaterra", além dos seus romances "O Primo Basílio" e os "Maias", talvez as suas obras mais emblemáticas...
Nestas suas cartas, encontrei uma "pérola" dedicada a Cacilhas, talvez por não gostar muito de burros nem de tascas, tão populares na época entre nós...
Ele escreveu assim: [...] «É esta fresca ralé que fica em Londres: de modo que apenas a humanidade superior, os dez mil de cima, como tão pitorescamente se diz, partem para os seus castelos, as suas vilas à beira-mar, ou os seus yatchts - Londres, apenas habitado pela turpa abjecta, torna-se sobre a face da terra, como a lamentável Cacilhas.» [...]
Lamentável é este considerando, embora vindo de quem vem, até possa ser considerado elogio...

quinta-feira, outubro 04, 2007

Hoje é o Nosso Dia da República


Almada sempre gostou de se antecipar à História, foi por isso que no dia 4 de Outubro de 1910 foi erguida nos Passos do Concelho da vila a Bandeira do Centro Republicano Capitão Leitão e foram dados vivas à República.
Em Lisboa ainda se disparavam tiros em várias esquinas, entre os fiéis e os opositores do Rei D. Manuel II, provavelmente, ciente de que o seu reino estava por um fio...
E estava mesmo, no dia seguinte foi proclamada a República, colocando fim a quase oitocentos anos de Monarquia no nosso país...

quarta-feira, outubro 03, 2007

Almada - Cidade da Água


Este título pode ter várias leituras.
Não o estou a usar com ironia, mas sim com preocupação. Porque o espaço da Lisnave continua sem sofrer alterações (um pouco mais degradado e abandonado...), apesar dos estaleiros da Margueira já terem sido encerrados há mais de seis anos e já terem "dado à luz" vários projectos para o local...
Segundo o "DN" de hoje, a grande prioridade do Fundo Margueira Capital continua a ser encontrar investidores para o projecto Almada Nascente, apresentado ontem durante a Waterfront 2007.
O investimento procurado é de mais de mil milhões de euros e para realizar ao longo de vinte anos...
Pois, não estamos a falar de tostões, mas de mil milhões...
Claro que estes vinte anos também serão vinte cinco ou trinta, porque já passaram os ditos seis anos, e pelo andar da carruagem, vamos ter de esperar mais uns quantos, para se iniciar o projecto.
Tenho pena é que Cacilhas, cada vez mais degradada, continue refém destes sonhos megalómanos, que nem sabemos se poderão ser concretizados, apesar da sua beleza e inovação, porque estamos a falar de valores demasiado elevados...
Ao ouvir falar dos mil milhões de euros para a Cidade da Água, não consigo deixar de pensar no que se poderia fazer, apenas com a milésima parte deste valor, numa localidade tão bonita e abandonada...

terça-feira, outubro 02, 2007

Romeu Correia, Vida e Obra


"Romeu Correia, Vida e Obra", foi o nome escolhido para a exposição inaugurada no dia 28 de Setembro, no Arquivo Histórico de Almada.
Além de alguns livros da sua autoria, podemos encontrar testemunhos de amigos, transcrições de livros seus e também várias fotografias do escritor e dramaturgo almadense.
A exposição pode ser visitada até 30 de Novembro, de segunda a a sexta.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Incrível Almadense em Festa


A Incrível Almadense comemorou o seu 159 º aniversário com uma grande vitalidade, oferecendo a todos os associados e amigos que compareceram no seu salão de festas, um cenário e um programa diferente do que é habitual em sessões solenes.
Os discursos habituais foram intervalados com as actuações brilhantes da banda de música, do coro polifónico, do cénico e também do grupo da dança de salão.
Gostei especialmente da banda da Incrível, composta maioritariamente por jovens, num total de trinta e nove executantes, muito bem dirigidos por um maestro, também ele jovem...
Merece um destaque especial o discurso do meu querido amigo, Fernando Barão, presidente de Assembleia Geral da colectividade, todo ele de homenagem a estes jovens e à música, lançando inclusive o desafio ao Município, de construir um coreto na Praça da Liberdade, para que os almadenses possam escutar a música tocada pelas quatro bandas filarmónicas do concelho.
Nem tão pouco se esqueceu de mencionar a alínea especial que consta nos estatutos da Incrível: «enquanto existir um músico, a Incrível não acaba!»
Não é por acaso que já passaram cento e cinquenta e nove anos e a Incrível continua a ser a Catedral de Almada...
E curiosamente, ou talvez não, hoje também se comemorou o Dia Mundial da Música.

domingo, setembro 30, 2007

As Obras de Santa Engrácia em Almada


As frases mais comuns que se escutam na rua, entre grades, nos caminhos estreitos de areia e pedra, amaldiçoam as obras e os autarcas de Almada. Há quem vá mais longe e prometa não votar na senhora dona Maria Emilia nas próximas eleições...
Claro que a maior parte destes desabafos passam com o tempo, principalmente se a questão do Metro estiver resolvida, uns meses antes das eleições...
Mas é irritante esta falta de respeito pelas pessoas.
O pior, é que eu sei, que não há nada a fazer, porque os construtores regem-se pela "lei do lucro" e não pela comodidade dos cidadãos almadenses.
É por isso que a cidade está toda virada do avesso e as prometidas obras feitas por etapas, não passaram de mais uma, entre as muitas promessas da lista, que ficam por cumprir...

sexta-feira, setembro 28, 2007

O Ginjal e a Arte Almadense (III)


O Ginjal hoje surge duplamente representado no "Casario".
Digo isto porque a pintora almadense, Júlia Câpelo, além de escolher este espaço como fonte de inspiração, nasceu e continua a viver no Ginjal.
Além das ruínas, há o Tejo, que poderá muito bem ser o mais lindo rio do mundo (pelo menos para mim e para a Júlia...).

quinta-feira, setembro 27, 2007

Um Símbolo de Resistência


Quando visitei o Arquipélago dos Açores, em 1995, fiquei maravilhado com tanta beleza natural.
De todas as Ilhas que visitei, o Faial marcou-me de uma forma especial, ao ponto de ter escrito, que foi o lugar que encontrei mais próximo, daquilo que se costuma chamar "paraíso"...
Além de todo aquele verde florido dos campos, e do azul tão vivo do mar, não esqueci a Ponta dos Capelinhos, por ser a antitese de toda a ilha, com o seu ar lunar...
Mas o que mais me impressionou naquele canto cinzento foi o Farol (reconstruído há pouco tempo), que se mantinha de pé, imponente, como o único sinal de resistência a toda a violência sísmica, que tomou conta da Ilha durante mais de um ano. O Farol resistiu aos tremores de terra, à lava e a sei lá que mais...
Estas palavras não surgem aqui por acaso. O Vulcão dos Capelinhos entrou em erupção há cinquenta anos...

quarta-feira, setembro 26, 2007

Herman e a Margem Sul


De vez em quando descubro algumas pequenas preciosidades, como esta frase de Herman José, que acompanha o retrato de uma das suas personagens mais populares, Tony Silva, "el gran criador de la musica ró", publicada na revista do semanário "Expresso", de 13 de Junho de 1997...
Nesta altura, mesmo utilizando uma "olimpic", talento era coisa que não lhe faltava...

segunda-feira, setembro 24, 2007

O Pontal de Cacilhas


Cacilhas no final do século XIX era assim, apenas com um pequeno cais, ou se quiserem, Pontal...
Este postal tem como título "Pontal de Cacilhas", que curiosamente, emprestou o nome a um blogue, também regional, como o "Casario"...

domingo, setembro 23, 2007

Burricadas e Artesanato em Cacilhas



Os Escuteiros de Cacilhas organizaram mais uma vez as "burricadas" e a "feira de artesanato" (este ano com mais qualidade e variedade de produtos...), animando a localidade.
O bonito domingo de sol deu uma ajuda e a "Rua Direita" da localidade ribeirinha (apesar de ter hoje o nome Cândido dos Reis, continua a ser a mais importante da Freguesia...), encheu-se de pessoas, muitas das quais também aproveitaram para almoçar e petiscar nos vários restaurantes cacilhenses.

quinta-feira, setembro 20, 2007

A Nossa Senhora não lhe vai Perdoar...


Nunca imaginei que Scolari, em vez de acender uma velinha à Nossa Senhora do Caravaggio, viesse fazer uma declaração pública, afirmando que iria recorrer do castigo generoso, que lhe foi aplicado: quatro jogos por uma agressão, que só foi insignificante, por ele ter pouca vocação para o pugilato.
Mas o que mais me chocou foi Scolari afirmar que tinha reconhecido com toda a frontalidade e sinceridade o seu erro, e como tal não merecia aquela punição.
Talvez ele pense que somos todos estúpidos...
Eu não esqueci que ele após o jogo disse que o que tinha acontecido era normal no futebol. E que só no dia seguinte é que se retratou, embora continuasse a colocar as culpas no jogador adversário, dizendo que só quis defender o Quaresma.
Qualquer pessoa inteligente percebeu que aquela declaração tinha sido encomendada pela Federação, numa espécie de "perdoa-me", para a UEFA, assim como a entrevista feita a pedido à Judite de Sousa, onde se afirmou culpado mas não arrependido...
Tenho pena que o órgão máximo do futebol não aproveite esta oportunidade de ouro, para lhe colocar as malas nas mãos e enviar à precedência.
Mas Gilberto Madail e Amândio de Carvalho (esse mesmo, o da vergonha de "Saltilho", há vinte e um anos), são incapazes de tomar decisões, a bem do futebol e da nossa dignidade lusitana.

terça-feira, setembro 18, 2007

A Semana da Mobilidade em Almada


Eu sei que a hipocrísia não tem limites na política, mas não posso deixar de referir o meu descontentamento por o nosso Município utilizar todos os anos a "Semana Europeia da Mobilidade", para fingir que caminhamos para o modelo ideal de cidade.
Como eu gostava que houvesse "Melhores Ruas Para Todos"!
Mas o mais caricato é o dia "Hoje Vou de Bicicleta" (dia 19), em que existe inclusive a operação "trrim-Trrim", uma iniciativa para que os trabalhadores municipais vão de para o trabalho de bicicleta...
Espero estar errado, mas penso que não está projectada (pelo menos nunca reparei...) qualquer ciclovia nas avenidas principais de Almada, com toda esta transformação no trânsito com o advento do Metro. E era fundamental, para a tal construção de "melhores ruas para todos", que existisse uma ligação entre o centro da cidade e o Parque da Paz para quem gosta de andar de bicicleta.
Mas se nem entre Cacilhas (via Cova da Piedade) e o Parque da Paz existe qualquer ciclovia, aproveitando a largueza da Avenida Aliança Povo-MFA, estamos conversados...
Ficamos à espera dos planos da Almada Nascente, lá para 2020, 2030...

segunda-feira, setembro 17, 2007

A Grande Telma


O "Casario" até parece que se está a tornar num blogue desportivo...
Não faz mal, porque se trata de uma boa causa.
Seria indesculpável passar ao lado de mais um grande êxito da almadense Telma Monteiro (Vice-campeã Mundial de judo), que tal como Vanessa Fernandes, é a maior certeza do desporto português e uma grande candidata ao ouro olímpico em Pequim, no próximo ano.

domingo, setembro 16, 2007

O Culto das Vitórias Morais


Tenho muita dificuldade em perceber toda esta "ladainha" da imprensa portuguesa em redor da selecção de rugby, que prefere dar relevo a ovações históricas e ao espírito de equipa dos "lobos", fingindo ignorar os resultados, que são uma vergonha, mesmo nesta modalidade...
os números das derrotas (com a Escócia por 56 - 10 e com a Nova Zelândia por 108 - 13), só não são evidentes para os "cultores" da vitórias morais...

sexta-feira, setembro 14, 2007

O Fascínio das Duas Rodas


O Autódromo do Estoril recebe este fim de semana mais um "Grande Prémio de Portugal", de motociclismo.
É uma boa oportunidade para todos os amantes deste desporto, verem os seus ídolos, Valentino Rossi, Casey Stoner, ou ainda o nosso vizinho Dani Pedrosa.
Segundo as notícias divulgadas na imprensa, o circuito no futuro próximo terá de ser "blindado", só assim garantirá a sua presença no calendário mundial...
Ivo Relvas é o único português presente (graças a um wild-card) na competição de 125 cc. Trata-se de um jovem com apenas 17 anos, que vai tentar a qualificação.
Ao contrário das crianças da foto, bem "apanhadas" por Eduardo Gageiro, Ivo anda de mota desde os quatro anos...

quinta-feira, setembro 13, 2007

A Telenovela Scolari Está no Ar...


A comunicação social tem andado a apresentar, desde a noite de ontem, uma nova "telenovela" nacional. Utiliza todos os angulos disponiveis e serve-se dos protagonistas possíveis e impossíveis, que queiram dar a sua colaboração, de preferência de uma forma polémica, ou seja, preparando o terreno para o fim do estado de graça do protegido da "Nossa Senhora do Caravaggio".
A cena mais vista nesta "promoção", tem revelado como actor principal um treinador de cabeça perdida, no final de um jogo de futebol, em que acabara de perder dois pontos apenas a quatro minutos do fim, com um golo ilegal validado por um árbitro alemão, demasiado estranho, e que resolveu atirar-se a um sérvio, provocador, como qualquer "materazzi" que se preze...
À hora do almoço foi a vez de aparecer o primeiro "judas" a terreiro, no "Primeiro Jornal" da SIC. O sujeito pequenino, rasteiro, vaidoso, que adora fazer o número do "intelectual impoluto do futebol", tinha o seu papel bem estudado: servir a sua vingança a quente, ao homem que lhe chamou "sobrinho do tio" (Rui Santos).
Só que o dito treinador resolveu trocar as voltas aos "argumentistas", e apareceu, humildemente, a pedir desculpa aos portugueses, à FPF, à UEFA e aos seus atletas pela sua atitude impensada.
Num ápice, ficou para trás a sua primeira reacção, em que abanou os ombros e disse que aqueles toques eram situações normais no futebol. Esqueceu-se a sua aposta em jogadores fora de forma, incapazes de aguentar os noventa minutos de um jogo de futebol, e claro, as já habituais substituições mirabolantes, que ninguém percebe...
Claro que a procissão, aliás, telenovela, ainda vai no adro, falta ouvir a opinião avalizada de Pinto da Costa, entre outras sumidades deste futebol "especial de corrida"...

terça-feira, setembro 11, 2007

Não Há Duas Sem Três...

Cacilhas sempre foi uma freguesia sem grandes espaços para acolher a cultura, nas suas várias áreas de intervenção.
Se excluirmos a "Casa de Juventude", que como o seu próprio nome indica, está direccionada para um público mais jovem e não para a população cacilhense em geral, não existe mais nenhum espaço público ou privado, ao serviço dos amantes das artes e letras.
Foi graças a toda esta "pobreza" que o "Café com Letras" vingou e tornou-se num espaço aberto a muitas culturas, onde a fotografia, as artes plásticas conviveram sempre muito bem com as palavras ditas, que tiveram o seu ponto alto com a "Poesia Vadia".
Claro que o café era uma casa comercial, e depressa se percebeu que a cultura está longe de ser a "galinha dos ovos de ouro"...
A Guida acabou por trespassar o café à Lane e ao Manuel, que embora tenham mudado o nome (passou a chamar-se "Sabor e Arte") tentaram manter as suas características especiais.
Só que as dificuldades económicas, que se reflectem no país e no concelho, colocaram, mais uma vez a "cultura" de café pelo caminho...
A sabedoria popular diz que não há duas sem três, pelo que ficamos à espera que apareça alguém com coragem, vontade e sorte, para continuar a fazer deste espaço, um pequeno centro de cultura local, bem sucedido...

segunda-feira, setembro 10, 2007

Cruzeiro no Tejo


Nem tudo é mau nesta Margem do Rio...
Entre outras coisas, há a possibilidade de fazermos um "Cruzeiro pelo Tejo", entre Cacilhas e Belém... mais ou menos de hora a hora, apreciando a beleza das duas margens, e claro, a passagem por debaixo da Ponte 25 de Abril, um momento sempre especial...
Tudo isto por apenas 74 cêntimos, no "ferry" da Transtejo...
No regresso, embora aparentemente não seja das paisagens mais bonitas, é sempre possível descobrir alguma nobreza na decadência do "Casario do Ginjal" que, apesar do abandono, continua a olhar de frente para o Rio...

sábado, setembro 08, 2007

Uma Semana, Um Outro País...


Nunca pensei que numa simples semana - em que felizmente me refugiei no campo -, acontecessem tantos casos de polícia, quase inverosimilhantes, neste país, até há pouco tempo, menos dado a um género de violência, vulgar nos filmes...
É a explicação que me ocorre para o tiroteio sangrento em Viana do Castelo, depois do roubo à ourivesaria e ao museu particular do dono; para o assalto a uma instituição bancária em Viseu, cuja fuga rocambolesca teve um pouco de tudo: um primeiro carro em chamas, um segundo parado no meio da mata, depois de uma perseguição policial, e finalmente, o cerco a toda aquela zona florestal, por parte das autoridades e da própria população...
Depois destes casos, só faltava a transformação dos pais da menina inglesa, desaparecida, em arguidos...
O país está a mudar, pelas piores razões, apesar do discurso mentiroso e demagógico de uma parte considerável dos nossos governantes - agora foi a vez do MAI, enfiar a cabeça na areia -, que têm um primeiro ministro à sua altura...

sexta-feira, agosto 31, 2007

A Nossa Margem


João Vaz (1859 - 1931) foi um excelente pintor naturalista.
Natural de Setúbal, fez parte do Grupo do Leão, um dos mais importantes movimentos artísticos do país.
A sua paixão pelo mar e pelos rios, fez com que se tornasse um dos nossos melhores pintores de marinha, com motivos extraordinários, especialmente do Sado e do Tejo.
O quadro que ilustra esta pequena homenagem a este grande artista chama-se, "Rio Tejo", e mostra-nos a beleza das barcas do rio e também a Nossa Margem, onde se vêm as chaminés fumegantes da indústria corticeira...

terça-feira, agosto 28, 2007

A Mulher do Jerónimo...


Embora este Verão esteja a ser menos quente e mais molhado e até ventoso, que o habitual, não resisto a partilhar convosco este quadro: "O perigo dos banhos de sol na Caparica!".
Este cartaz fez parte de uma campanha publicitária levada a cabo no final dos anos vinte, principio de anos trinta, quando se começou a olhar para a Costa de Caparica como uma extraordinária praia, com condições ímpares para o lazer aos banhos...

domingo, agosto 26, 2007

O Abandono de Animais


O "filme" não é novo... muito menos as cenas...
Grave são os números. Segundo o SOS Animais em 2007 foram batidos todos os recordes de abandono de animais.
Claro que há palavras para descrever estes seres, que tratam os animais desta maneira, mas não as digo...

A Sofia e o Fresco, que posaram para a fotografia embora não recebam tratamento "vip", não pertencem à lista, e gostam de ser, simplesmente, gatos...

quinta-feira, agosto 23, 2007

Na Terra Como no Céu



Não posso deixar de publicitar a curiosa - e engraçada claro - Banda Desenhada publicada na revista "Tabu" do passado sábado, 18 de Agosto (suplemento do semanário "Sol") da autoria de Nuno Saraiva, sobre as suas aventuras no "Oeste Caparicano", que ele intitulou "Na Terra Como no Céu"...
(clique para aumentar)

quarta-feira, agosto 22, 2007

Ainda a Selva Urbana


Depois de ter escrito sobre as diferenças que existem na sociedade de hoje, no seio dos jovens, fiquei logo com a sensação que o texto poderia ser confundido com a acção de luta contra os transgénicos de Silves.
Quando escrevi, estava a pensar nas traços de tinta sem qualquer sentido estético que invadem as ruas da maior parte das nossas localidades, e que nem sequer poupam edifícios históricos e artísticos; estava a lembrar-me da destruição de coisas tão simples como caixotes do lixo, que têm como função, tornar as ruas mais limpas, ou ainda do roubo de sinais de trânsito, que depois até são vendidos como objectos decorativos.
Continuo a ter dificuldade em perceber, e aceitar, esta postura tão evidente de desprezo pelas coisas públicas, que deviam ser consideradas de todos e preservadas por todos.
Claro que se tratam de práticas de civismo, de cidadania, da qual a nossa sociedade continua tão ausente. Não podemos exigir que parte das gerações de hoje tenham comportamentos pacíficos e de respeito, quando sabemos que cresceram em "guettos", sem fronteiras e sem distinções, entre aquilo que sempre nos dividiu, o bem e o mal...
Não posso nem devo confundir uma invasão politica concertada, a uma propriedade privada, com os actos de selvajaria urbana sem rosto, apesar de considerar ambos os actos infelizes.
Tinha pensado colocar junto a este texto um busto artístico do Parque das Caldas da Rainha, que alguém resolveu pintar, num acto de selvajaria e de mau gosto. Mas como não consegui encontrar a fotografia, deixo-vos uma foto dos silos abandonados das Caldas da Rainha, que em tempos guardaram cereais como o milho, quando ainda não se falava de transgénicos...

domingo, agosto 19, 2007

A Mesma Geração, Caminhos Diferentes


Devo desde já avisar, que não me sinto, de maneira nenhuma, um bota de elástico.
Mas faz-me muita confusão os caminhos diferentes, trilhados pelas gerações que têm hoje idades compreendidas entre os dezasseis e os vinte e seis anos, no nosso dia a dia.
Felizmente encontramos muitos jovens, empenhados na defesa e protecção do ambiente, através da participação activa em movimentos cívicos que promovem várias acções de sensibilização junto da população.
E outros ainda, voluntários, numa série de iniciativas de cariz social, auxiliando as camadas mais frágeis da nossa sociedade, como os sem abrigo e os idosos.
Guardei para o fim a parte menos agradável... que acredito ser uma minoria: os jovens que se entretêm a destruir, quase tudo o que lhes aparece à frente, sejam espaços públicos ou privados. Pintam, vandalizam, roubam, aquilo que faz parte do património colectivo e que devia ser preservado por todos.
Quando me questiono, o que será que divide estes jovens, que apesar de pertencerem à mesma faixa etária, têm comportamentos tão diferentes?
Não consigo responder...

Este texto tem a companhia de um acrílico de Fernanda Neves.

quinta-feira, agosto 16, 2007

O Papo Seco

Ultimamente tenho coleccionado alguns recortes publicitários da primeira metade do século passado.
A minha pesquisa tem tido como grande objectivo descobrir coisas sobre Cacilhas, algumas das quais ainda poderão ser utilizadas para ilustrar uma obra da qual sou co-autor e deverá ser lançada em Outubro.
Este recorte da Costa de Caparica de 1933 chamou-me a atenção por se tratar de uma Pensão Restaurant "Chic", e também por ser propriedade do senhor José Alves Martins, conhecido popularmente como o "papo seco".
Além disso trata-se de: «A casa mais bem situada e antiga nesta Praia.»

quarta-feira, agosto 15, 2007

Chuva de Agosto


Sai de casa para comprar o jornal e chovia, a bom chover...
Vi-me forçado a voltar atrás, para ir buscar o chapéu de chuva. Só não mudei de roupa, porque me pareceu exagerado...
Felizmente tinha resolvido calçar ténis, para não salpicar os pés...
Quem diria que o 15 de Agosto, começo de férias para tanta gente, ia começar molhado...
Adorei o cheiro a terra molhada que perfumava a Quinta da Alegria (felizmente na zona onde moro ainda existe alguma terra e vegetação, para nos fazer sentir este cheiro especial...).
Nota: Estive quase tentado a falar do Benfica, mas felizmente resisti. Não sei o que será necessário, para substituir um treinador, que além de estar permanentemente mal disposto, já provou (ao longo da época passada) que não consegue construir uma boa equipa na Luz...

terça-feira, agosto 14, 2007

Fora e Dentro da Noite


Raramente saio à noite...
Por falar disso, nunca mais saí da noite de madrugada, quase que já não me lembro como é o amanhecer...
Não sinto muito a falta das luzes, das cores, dos barulhos... Talvez tenha alguma saudade dos olhares brilhantes que reflectiam aqui e ali...
As mulheres? Pareciam mais bonitas... Claro, algumas usavam disfarces, quase de adolescentes...
Conheci várias noites lisboetas, com várias musicalidades, que tanto furavam tímpanos como faziam sonhar...
Além de se pular, também se podia dançar uma morna ou um tango malandrino, aqui e ali. Ou ainda escutar um fado vadio...
Hoje, deve ser quase igual, as coisa nunca mudam muito. Nós sim, mesmo quando não percebemos ou somos mentirosos...
O óleo é de Lyonel Feininger e chama-se "Lady in Mauve"...

domingo, agosto 12, 2007

Torga




Torga


O pulsar das montanhas,
sente-se, nas tuas palavras,
cobertas
por pedaços de granito
utilizados para disfarçar a revolta,
a dor e a indignação,
de viveres num país confuso,
quase parado,
que finge estar em revolução,
e é, constantemente, adiado...

Poema da minha lavra, que faz parte do número 30 da Colecção Index Poesis, escrito e publicado em 2004. O desenho é de Jorge Pinheiro.

sexta-feira, agosto 10, 2007

As Obras Impessoais...


Desde que começaram as obras do Metro em Almada já houve vários atropelamentos na cidade, alguns dos quais mortais.
Nos últimos tempos descobri que os peões (especialmente as pessoas com mais idade...), circulam na cidade a medo e andam completamente desnorteados, graças à sinalização deficiente e às mudanças quase diárias de localização das passadeiras.
É por isso que alguns peões mais desprevenidos atravessam as ruas em qualquer lado, o que obriga a atenção redobrada dos condutores.
Não têm existido mas acidentes porque o condicionamento do trânsito têm provocado uma condução mais calma e cuidada.
Será que alguém ligado à construção deste empreendimento já se preocupou com esta situação? Será que sabem que Almada é uma cidade com uma população envelhecida?
E em relação aos deficientes, há tanto a dizer...
É quase impossível a sua circulação no meio de tantas barreiras, tantos altos e baixos, tantos buracos, aqui e ali...
Há uma invisual que mora próximo da minha rua, que vive uma aventura diferente, quase todos os dias, até chegar à paragem do autocarro, também ela em permanente mudança. O que lhe vale são as mãos amigas que a auxiliam e as vozes que a vão informando da presença de obstáculos.
O mais curioso, é que tirei a maior parte destas ilacções ao volante...

terça-feira, agosto 07, 2007

O Verão Também é...


O Verão também é, por excelência, o mês das esplanadas, o mês das bebidas frescas...
A cerveja aparece quase em primeiro lugar (não posso esquecer a água, porque não há nada que nos sacie a sede como este belo nectar, puro e transparente...).
Apesar das grandes guerras de cerveja nacionais, com os festivais de Verão pelo meio, tive um feliz reencontro nas férias com a San Miguel.
Apesar de adorar ser português e de não querer pertencer à Ibéria do Saramago, sempre gostei desta cerveja espanhola...

sábado, agosto 04, 2007

Os Guindastes do Ginjal


Os Guindastes

Parece que a noite
deles se esqueceu.
E eles dela.

Ao longo do cais,
aguardam numa espera agonizante
a morte prometida que não chega.

Pela alma
estão presos ao chão
e olham o rio indiferentes
certos da sua cegueira
e silêncio invioláveis.

Porque nada mais deles se espera!

Dos velhos guindastes
em contínua decomposição.

Não choro!

Não!!!

O poema é de Alberto Afonso, poeta almadense, e faz parte do seu excelente livro, "Recantos de Minha Terra". A fotografia é minha. Ambos espelham mais um olhar de abandono do Ginjal.


quarta-feira, agosto 01, 2007

Regresso ao Ginjal



Está tudo igual...
muito pó,
muito barulho,
muitas grades,
que aprisionam a Cidade...
Não
cheguei de barco a remos,
nem tão
pouco pude atracar na Praia das Lavadeiras,
embora passasse por lá,
há poucas
horas,
com o sol
ainda forte
a dar um brilho especial ao Tejo...

domingo, julho 15, 2007

Os Dias de Verão


Os dias de verão vastos como um reino
Cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é nosso corpo

Tempo é de repouso e festa
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é nosso corpo

O destino torna-se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem

Como se em tudo aflorasse eternidade

Justa é a forma do nosso corpo

Poema da grande senhora da poesia portuguesa, Sophia de Mello Breyner Andresen, óleo de Manuel Amado...

sexta-feira, julho 13, 2007

Pessoa Veio ao Teatro a Almada

Além da Carmen Dolores o Festival de Teatro de Almada também homenageia uma figura impar da cultura portuguesa do século vinte.
Estou a falar do Mestre Lagoa Henriques, escultor, poeta, pintor e, essencialmente professor. Influenciou tantas gerações de artistas... desde os anos quarenta do século passado ao início do século XXI, em várias universidades e escolas superiores, com relevo para as faculdades de Belas Artes do Porto e de Lisboa.
Tive o grato prazer de o conhecer através do jornalismo. Voltei a encontrá-lo mais vezes no seu atelier de Belém.
Numa das últimas visitas que lhe fiz, tive a honra de visitar a sua Casa-Museu (que continua fechada ao público, sem saber muito bem porquê), que fica ao lado da Universidade Moderna e do seu Atelier. Foi a melhor visita guiada que alguma vez me proporcionaram. Este espaço artístico não é muito grande, mas passei ali quase três horas, a ouvir o Mestre Lagoa Henriques, contar a história de cada quadro, de cada escultura, com a sua forma única de comunicar, tão simples, tão poética e ao mesmo tempo tão rica...
Foi bom ver o Fernando Pessoa rente ao palco da António da Costa, juntamente com as outras duas obras, alusivas a Camões e à Ilha dos Amores, para recordar a arte e a qualidade humana de Lagoa Henriques.

quarta-feira, julho 11, 2007

Orgulho, Dinheiro e Demagogia

O último boletim municipal dá vivas ao orgulho da nossa presidente, por estar à frente da Autarquia com melhor liquidez financeira, entre os 308 Municipios portugueses.
Embora não seja pessimisma, estou longe de me sentir orgulhoso com este feito, porque tudo aquilo que observo à minha volta, dá-me a imagem de uma cidade sem rumo e cada vez mais triste e empobrecida.
Gosto muito do Tejo, não sou um homem parado à beira do rio.
Conheço outras cidades que têm crescido a olhos vistos e onde as pessoas vivem melhor, apesar do cenário nacional de crise. Parece que têm dividas, mas isso não tem sido um obstáculo para a melhoria das suas condições de vida.
É por isso que pergunto, de que vale ter dinheiro em caixa, se a cidade parece estar cada vez mais próxima do abismo?
Há várias pessoas a mudarem de cidade porque o emprego quase que já não existe.
É raro o dia em que não fecha mais uma casa comercial no Concelho.
As ruas estão sujas e esburacadas, mesmo as mais afastadas das zonas de obras.
Há demasiadas casas abandonadas, nas zonas mais antigas da cidade. Em Almada, Cacilhas e Cova da Piedade, existem dezenas de exemplos de casas quase a ruirem, sem que se faça alguma coisa...
Vivo há vinte anos em Almada e digo sem qualquer problema, que a cidade está cada vez mais feia e triste.
E o Metro - apesar de todas as esperanças que se escondem atrás das suas carruagens -, infelizmente, está longe de ser a solução milagrosa para os muitos problemas que se têm avolumado ao longo dos últimos seis, sete anos na cidade...
O estado actual da cidade de Almada, é a melhor prova de que o dinheiro, por si só, não vale nada.

terça-feira, julho 10, 2007

Olá Ginjal


Estou a colocar aqui a "posta de pescada" número 200.
Claro que é apenas um número.
Mesmo assim decidi realizar algumas mudanças visuais.
Espero que o "Casario" fique mais atractivo...

Alfredo Keil foi o pintor escolhido, para dar uma cor diferente ao Ginjal, com um óleo dos finais do século XIX, onde ainda conseguimos encontrar algumas mulheres a lavar roupa na Praia das Lavadeiras.

segunda-feira, julho 09, 2007

Não Há Pessoas Insubstituíveis...


É comum dizer-se que ninguém é insubstituível.
Embora seja verdade, todos sabemos que existem pessoas com mais capacidade que outras, para ocuparem certos cargos. E mesmo não sendo insubstituíveis, quando saem deixam sempre um vazio, que demora algum tempo a ser preenchido.
Henrique Carreiras, até há pouco tempo, vereador do Município de Almada, com o pelouro da Protecção Civil no Concelho, é uma destas pessoas.
É por isso que acaba por ser natural, que agora que se despede das suas funções, seja aplaudido na Assembleia Municipal por todas as forças políticas que ali têm assento.
Quando se trabalha com rigor, competência e honestidade, numa área extremamente difícil e delicada, como esta, que envolve os Bombeiros, as Forças de Autoridade e a População em geral, dificilmente se passa despercebido (no bom e no mau sentido).
Não foi obra do acaso que a área ardida no concelho tenha sido das menores do país, nos últimos anos. Isto só foi possível por existir um grande espírito de entreajuda entre todas as pessoas envolvidas, muito graças à capacidade de trabalho do vereador Henrique Carreiras.
Obrigado Henrique, por tudo o que fez de bom por Almada, nos últimos vinte e dois anos, como Autarca.

O quadro que acompanha este texto é a "Poltrona" de Manuel Amado. Simboliza a cadeira da "Protecção Civil", vazia por breves instantes. Para satisfação de todos nós, era bom que ficasse tão bem ocupada como até aqui...

domingo, julho 08, 2007

Porquê?

Porque será que algumas pessoas insistem em não respeitar o que devia de todos e para todos?
Porque será que as crianças não podem brincar nos espaços relvados em Almada, sem terem de encontrar cães à solta, juntamente com os seus "presentes"?
Porque será que algumas pessoas insistem em achar que os animais são "humanos"?
Para que servem as placas de proibição, se quase ninguém as cumpre?

sábado, julho 07, 2007

As Marchas em Almada


As Marchas Populares começam a ser sinónimo de qualidade em Almada.
Apesar de não ser uma tradição local, devemos sublinhar que as colectividades têm aderido a esta iniciativa de uma forma entusiástica, e de ano para ano, é notória a melhoria de qualidade, em quase todos os aspectos.
Claro que esta análise só a faço no Pavilhão dos Desportos do Feijó, porque o recinto ao ar livre, onde decorre a Primeira Apresentação é demasiado restrito (este ano existe desculpa, já que as obras do Metro obrigaram a que se escolhesse um outro lugar, para o desfile, junto à Lisnave), praticamente a exibição resume-se à passagem pela tribuna de honra.
Apesar de resultar numa sobrecarga de trabalhos, era bom que o Município de Almada pensasse seriamente em fazer o mesmo que é feito em Lisboa, colocando bancadas desmontáveis em toda a área onde decorre a apresentação da Marcha, possibilitando a visualização deste espectáculo a um maior número de pessoas, sem terem de estar quase encavalitadas em cima umas das outras.
A imagem que acompanha o texto é das Marchas do ano passado, da Marcha da Incrível e da Academia Almadense (este ano não tirei fotografias...).

quinta-feira, julho 05, 2007

O Ginjal e a Arte Almadense (II)

Carlos Canhão é um dos artistas plásticos almadenses que mais e melhor tem retratado o concelho de Almada, com aguarelas de grande qualidade, como esta que reproduzimos, que faz parte do livro, "Uma Gaivota no Vento", da qual é co-autor, juntamente com Maria Rosa Colaço.
Também é o autor de vários murais de azulejo, colocados em várias freguesias do Concelho.

quarta-feira, julho 04, 2007

Histórias de Vida...


Estamos sempre a descobrir coisas novas...
Ontem, aconteceu mais uma tertúlia, em Almada. Além de todo o saber transmitido pelo professor Manuel Lima, sobre a história de Corroios, desde os tempos em que toda aquela área era composta por quintas de frades, pertencentes a várias irmandades de Lisboa, que semeavam e colhiam os produtos para a sua subsistência, nas suas ordens e conventos da Capital, houve algo mais que ficou...
Quase a leste do tema da tertúlia, a descoberta de um simples nome, Brites, pouco feminino, que nem sequer imaginava que existisse (embora fosse o nome verdadeiro da Padeira de Aljubarrota), fez com que me intrometesse na conversa de algumas mulheres da geração da minha mãe, que me contaram a história triste desta senhora, que infelizmente teve muito pouco de "padeira de aljubarrota"...
O marido era mau como as cobras (foi a expressão usada, claro que as cobras não têm nada a ver com isto...) e batia-lhe praticamente todos os dias, deixando-a toda negra e ela, pequenina, aceitava tudo aquilo como se fizesse parte do seu quotidiano.
Disse-lhes o que senti, o quanto devia ser triste ser propriedade de um homem, e fazer parte de uma sociedade que assistia impávida e serena a estes casos de violência, como se fosse algo natural.
Elas acenaram que sim, que era muito triste...
Felizmente as coisas mudaram, a mulher dos nossos dias já não é propriedade de ninguém, seja ele pai, marido ou irmão, tem os mesmos direitos e deveres do homem.
Claro que há muita "besta" por aí à solta, que ainda não assimilou isso. É a única explicação que encontro, para o número de casos de violência doméstica que ainda acontecem no nosso país, alguns com consequências mortais...

Escolhi a ilustração da Padeira de Aljubarrota, porque há muita gente por aí, a precisar de levar com umas pazadas de uma mulher com a energia e a força da Senhora Dona Brites de Almeida...

domingo, julho 01, 2007

O Ginjal e a Arte Almadense (I)

O Ginjal ao longo do século XIX e século XX tem sido um lugar privilegiado pelos nossos artistas plásticos, que encontram ao longo das suas margens motivos de inegável beleza, com os quais nos têm brindado.
Mártio, ou Mário Martins, um excelente pintor do nosso concelho, enviou-me um bonito motivo do Ginjal, com o qual abro esta mostra local sobre este lugar esplendoroso.