segunda-feira, abril 30, 2007

Telma Monteiro Mais Perto de Pequim


A Judoca almadense, Telma Monteiro, continua a brilhar nas grandes competições internacionais. Desta vez conquistou a vitória na Taça do Mundo, disputada na Dinamarca, ficando cada vez mais perto dos Jogos Olímpicos de Pequim, onde é uma séria candidata à conquista de medalhas, na sua categoria.

Parabéns Telma.

domingo, abril 29, 2007

Festival Cantar Abril


Não sei de quem foi a ideia de se criar um Festival de homenagem aos grandes trovadores de Abril, em Almada. Sei sim que foi uma ideia excelente.
O Município está de parabéns, por ter tornado possível a realização da iniciativa, que segundo os números revelados, foi um êxito, já que teve 117 participantes e o 248 canções a concurso...
Foram entregues os prémios: Adriano Correia de Oliveira (melhor recriação, para a Tuna Académica de Lisboa. com "Homem na Cidade", de Ary dos Santos, cantada por Carlos do Carmo); José Afonso (melhor criação, para Teresa Gil, com "George"); Ary dos Santos (melhor poema, para Regina Guimarães, com o poema "Lengalonga", interpretado por Ana Deus); Carlos Paredes (prémio carreira, escolhido pela Autarquia, para Carlos do Carmo).
Fui convidado para assistir à final e fiz questão de estar presente na sala principal do Teatro Azul, por gostar deste género de música, e estar curioso, pela capacidade inventiva dos participantes.
O espectáculo foi uma agradável surpresa, e gostei bastante de sentir que houve unanimidade entre o júri e o público, na escolha dos premiados (o que, infelizmente, nem sempre acontece...)

A foto que escolhi para ilustrar o texto foi retirada do boletim municipal, e pela sua qualidade, presumo que seja da autoria da Anabela Luís.

sábado, abril 28, 2007

A Mancha Azul do Tejo...


Nem de propósito...

Falei ontem da Maria de Medeiros, a actriz do mundo que reside em Paris, a propósito do cinema português. Pouco tempo depois folheio o rei dos gratuitos (Destak) e descubro uma reportagem sobre o primeiro álbum de música da artista, com um título sugestivo, "Um Pouco Mais de Azul", ou se preferir a versão oficial, "A Little More Blue"...
Mas o que me chamou mesmo a atenção foi a frase escolhida para realçar a pequena entrevista: «Chego de Paris e, de repente, deparo-me com esta mancha azul do Tejo.»

Parece que só, por estes lados, nos corredores do poder, é que o Tejo, de tantas tonalidades, passa despercebido...

sexta-feira, abril 27, 2007

O Cinema Português e um Actor Generoso...


Não tenho autorização para revelar o nome, mas posso pelo menos anunciar, que um grande actor português, aceitou participar na primeira longa metragem do Gui, a custo zero.
A história, que ainda não começou a rodar (a sério...), fala de cruzamentos de uma Lisboa antiga, e de uma outra, a perder a identidade e as pessoas. Dos bairros onde toda a gente se conhecia à invasão dos estranhos, sem nome. Sou um dos três co-autores do argumento e dos diálogos.
O orçamento não é muito grande, mas os apoios resumem-se, quase todos, apenas a promessas verbais, nem sequer foram escritas na areia...
É uma pena, mas este, tal como outras dezenas de filmes portugueses, corre o risco de andar por aí, anos e anos, aos caídos, porque a Cultura é uma coisa muito estranha neste país...
O compadrio e os dados viciados, fazem com que a "teta" da vaca, só dê leite para meia dúzia de heróis, com passado e presente, como cineastas, mesmo que possa soar a duvidoso.
Queria falar de um actor e estou a alargar-me...
Mas também não posso dizer grande coisa deste actor. É reconhecido pelos seus excelentes desempenhos na televisão, teatro e cinema. E é extremamente culto e generoso...
Estivémos uma tarde à conversa, à beira do Tejo, falámos de tantas coisas. Aprendi tanto sobre as vidas que começam e acabam nos palcos...
Falámos muito de cinema, até chegámos à conclusão que temos realizadores e actores de grande qualidade, falta sim,o essencial, dinheiro suficiente para se fazerem bons filmes, e claro, a contrapartida, de poderem ser exibidos nas salas de cinema, cada vez mais "americanizadas"...
Pois foi, passaram pela mesa realizadores como: Fernando Lopes, José Fonseca e Costa, António Pedro Vasconcelos, Edgar Pêra, João Botelho, Joaquim Leitão, Margarida Gil, Pedro Costa, José Mário Grilo, Paulo Rocha, Teresa Vilaverde ou Ana Luísa Guimarães.
Os actores e actrizes foram mais: Luís Miguel Cintra, Nicolau Breyner, Diogo Infante, Margarida Marinho, Ana Medeiros, Rogério Samora, Vitor Norte, Alexandra Lencastre, Paulo Pires, Maria João Luís, Diogo Morgado, Inês Medeiros, Nuno Lopes, Teresa Madruga, João Perry, José Wallenstein, e outros tantos, que não guardei.
Também já não faltam histórias, começa a haver bastante gente a escrever ficção, que pode ser facilmente adaptada para a sétima arte... falta o resto, "aquilo" que é dado, sem reservas, a Manoel de Oliveira...

quarta-feira, abril 25, 2007

25 de Abril Sempre!


Apesar de ter vários motivos para escrever de uma forma crítica, sobre as comemorações do 25 de Abril em Almada (o desperdício de dinheiro gasto em fogo de artificio, os discursos falsos como judas dos autarcas locais, a falta de espontaneidade na participação popular nos festejos...), vou enaltecer as três bandas de música das Colectividades mais antigas de Almada: Incrível Almadense, Academia Almadense e Filarmónica União Piedense, sempre presentes nos festejos populares.
Apesar dos tempos difíceis, estes baluartes do Associativismo continuam a manter as suas escolas de música e a recrutar jovens para as suas bandas, que foram a génese das suas fundações.
A foto que escolhi para ilustrar este pequeno texto é da Banda da Incrível Almadense, por ser a colectividade mais antiga de Almada (quase com 160 anos...) e também porque eu sou, orgulhosamente, um "Incrível".
Mesmo sendo um dia de festa, é bom não esquecermos, que devemos estar a enfrentar um dos períodos mais preocupantes, no que toca à perda de direitos sociais. A saúde talvez seja mesmo o caso mais preocupante. Mas há mais, como a precariedade do emprego e o congelamento de salários.
É por isso que continua a ser preciso gritar: 25 de Abril Sempre!
Quanto mais não seja, para lembrar aos falsos democratas que nos governam, que o 25 de Abril foi feito para tornar o nosso país num lugar mais justo e não um paraíso para os capitalistas.

segunda-feira, abril 23, 2007

Um Livro à Minha Escolha


"Bonecos de Luz" é um livro especial, que nos fala da magia do cinema nos seus primeiros tempos.
Romeu Correia escreveu-o de uma forma estupenda, ao ponto de nos conseguir colocar em frente do lençol branco, a assistir aos filmes cómicos do cinema mudo, que tiveram em Charles Chaplin a sua grande figura.
Além de homenagear os livros, abraço aquele que continua a ser o maior escritor do concelho e que foi sempre um grande apaixonado pelo Ginjal e pelo Tejo, lugares onde cresceu e deu as primeiras braçadas, ainda na companhia dos golfinhos...

sexta-feira, abril 20, 2007

A Ponte era Mais que uma Passagem...


Descobri esta imagem, hoje, quando estava a folhear alguns pequenos tesouros, do espólio de António Henriques, um grande coleccionador e apaixonado por tudo o que dizia respeito a Almada. Graças ao seu filho, Carlos Guilherme, todo o património que nos deixou tem sido preservado e, estamos certos que será uma preciosa ajuda para todos aqueles que se dedicam ao estudo da História de Almada.
Não sei quem é o autor do projecto arrojado e da pintura, mas não deixa de ser significativa a existência de uma marina (foi o que me chamou mais a atenção...), depois da ponte sobre o Tejo, nesta pobre Margem Sul...
Para variar, não passou de um mero projecto...

terça-feira, abril 17, 2007

A Árvore da Boa Sombra


Depois de visitar o Paul dos Patudos, achei que devia mostrar a "árvore da boa sombra" à Ana Paula, para que ela visse a beleza deste monumento, que foi arrancado à terra que o viu nascer, crescer e viver durante mais de dois séculos.

Não quero alimentar polémicas, até porque este tema foi debatido há pouco tempo no blogue Em Almada, com a minha participação. O que não me inibe de dizer, quase dois anos depois, que continua a ser um acto indesculpável e um atentado ao Património Almadense.

Na altura escrevi uma crónica no "Jornal de Almada", cujo texto teve o seguinte destaque na primeira página do semanário almadense: Era um ex-libris da cidade, um monumento que a natureza preservara, durante anos e anos, para alegria de todos os almadenses. Até que, pelos vistos, houve alguém que se achou com poder suficiente para decidir o futuro da árvore, que pertencia a todos nós, como se ela estivesse ali a mais e já fosse tempo de a transformar em lenha.

segunda-feira, abril 16, 2007

O Jornalismo e as Teorias de Conspiração


A recente condenação do "Público", por ter publicado uma notícia verdadeira, sobre as dividas do Sporting, é das coisas mais chocantes que têm acontecido no nosso jornalismo, nos últimos anos. Fica mesmo no ar a sensação de que a verdade deixou de ser uma coisa relevante para a justiça portuguesa.
É mais uma notícia para misturar no "tacho" das várias caldeiradas, que têm sido cozinhadas nos últimos tempos, no jornalismo, na política, na economia e na justiça, e que têm sido motivo de várias especulações.
Os peritos das "teorias de conspiração", que conseguem provar que dois e dois são cinco, desta vez nem precisaram de se esforçar muito para ligar os acontecimentos mais polémicos dos últimos tempos, desde a OPA da Sonae à Portugal Telecon que foi parar à gaveta, aos vários diplomas duvidosos de engenheiro de Sócrates, denunciados no "Público", à agora condenação do mesmo jornal, no tal processo chocante do Sporting .
Por muito bem intencionados que sejamos, são de facto coincidências a mais.
E o mais engraçado é terem como protagonistas, Belmiro de Azevedo, o homem mais rico de Portugal e dono do "Público", e José Sócrates, primeiro-ministro e um dos homens com mais poder do nosso país, que por acaso até é accionista do Benfica...
Será que o "Público" vai ter de pagar mesmo os 75.000 euros sentenciados pelo Supremo Tribunal de Justiça?
O desenho do nossso amigo "Zé", que acompanha o texto, é da autoria de Rui, que durante anos animou a "Visão" e "O Jornal".

sábado, abril 14, 2007

Almada no Olhar de Albino Moura


Foi inaugurada ontem ao fim da tarde, na Oficina de Cultura de Almada, uma exposição de Albino Moura, um excelente pintor e poeta cá da terra, cujo nome diz tudo, “Almada do Meu Olhar”.
A Câmara ofereceu a todos os presentes o livro-catálogo da exposição, com bonitas imagens de Albino Moura, que aparecem de mão dada com as palavras poéticas de Alexandre Castanheira.
Curiosamente o público presente fugia um pouco dos habituais convivas destas coisas das artes e letras. Estranhei mesmo ver tantos funcionários superiores das várias culturas do Município na inauguração. Ainda "entrei" com um amigo, sobre a provável obrigatoriedade de estarem presentes, ele sorriu de forma enigmática, com um mais ou menos...
Quem não pára de me surpreender é o Vereador da Cultura, o famoso engenheiro António Matos. Quando nos cumprimentámos mostrou-se impressionado com a minha capacidade de “bloguista”, por conseguir manter activos três blogues.
Depois vieram os discursos e já não tive oportunidade de lhe responder. Talvez ele apenas quisesse dizer que sabe das coisas "bonitas" que escrevo sobre o Município. Apenas queria acrescentar que, como muito bem diz o povo, quem corre por gosto não se cansa... até porque ele sabe do meu gosto de escrever, e, quem gosta das palavras tem mais facilidade em manter lugares como o "Casario", o "Largo" e as "Viagens", arejados e convidativos...
Claro que fiquei curioso sobre a sua opinião sobre a blogosfera.
Provavelmente, não está muito encantado, porque nesta cidade, actualmente sem um jornal de referência, só existem os blogues para abordarem os temas da actualidade e dizer algumas verdades sobre o que vai mal nesta Margem do Rio.
Voltando à exposição, ela merece uma visita de todos os almadenses, pela sua grande qualidade e diversidade temática.

sexta-feira, abril 13, 2007

Às Vezes Acontece...


Às vezes acontece, o dia treze cola-se à sexta-feira e somos invadidos por jogos de sorte e de azar, como se o mundo acabasse numa sexta-feira 13...

Não sei se há algum jakpot, mas acredito sim, que hoje o número de apostadores do "euromilhões" vai aumentar.

Porquê? Porque nestas histórias de azar os portugueses acreditam na possibilidade de se conseguir espreitar a sorte, mesmo que tenham de passar debaixo de alguma escada ou cruzarem-se com um gato escuro.

Para azarados, já basta sermos portugueses, ou antes, vivermos em Portugal...

terça-feira, abril 10, 2007

Vem aí o Filme "Pior é Impossível"


As obras do Metro estão a chegar à chamada zona “critica” de Almada, ou seja, ao coração da cidade. Coração esse, que parece bater calmamente, tal como o da maior parte das pessoas com quem nos cruzamos junto à praça da Renovação. São pessoas idosas, quase sem opinião sobre o futuro da Cidade com este meio de transporte inovador, que anda sobre carris. Apenas desejam que seja uma coisa boa...
Sobre as obras, abanam a cabeça, resignadas, é o preço que se tem de pagar pelo progresso. São pessoas que geralmente acreditam nas palavras e nos gestos de boa vontade da presidente, que afirmam, tem feito tantas coisas boas pela cidade.
Os jovens, estão noutras ondas... desligam o som por momentos e dizem que Metro talvez seja fixe...
Sobram os outros, a faixa produtiva que anda entre os trinta e os sessenta anos, e que já não embarca em cantigas, muito menos em falsas promessas. São estes que mais assustam este poder, cheio de vícios e truques. Porque são estes que mais reivindicam, que mais questionam, e pior ainda, são estes que aderiram à “moda dos blogues” que abordam estas coisas e escrevem palavras que deviam ser “proibidas”...
No meio da avenida estão alguns comerciantes, com cara de caso. Parecem ter acordado agora, ao constatarem que com o trânsito vai ser reduzido e não vão existir espaços para paragens ou estacionamentos. Pois, o negócio vai piorar ainda mais.
É terrível “acordar” com um título de um filme, “Pior é Impossível”, a rondar a Avenida do fundador da Nação...

quinta-feira, abril 05, 2007

Clássicos em Almada


Mesmo tendo em conta que a visita às "catedrais do consumo" está longe de ser um dos meus programas favoritos, não deixo de vos fazer um convite, especialmente para quem gosta de veiculos automóveis.

Visitem a Exposição de Clássicos que está patente no "Almada Fórum", nos seus vários pisos, digna de qualquer museu do género, sem ter de pagar bilhete...

Não se descuidem porque a exposição só fica em Almada até ao dia 9 de Abril.

segunda-feira, abril 02, 2007

Em Abril Águas Mil


Hoje chove, e bem, pelas ruas de Almada.

Sinto-me um pouco confortado, por sentir que as mudanças climatéricas, ainda têm dificuldade em fintar a sabedoria popular...
Parece que em Abril ainda é tempo de águas mil.

sexta-feira, março 30, 2007

É Preciso Gostar do Mar e do Rio...


Quem tem filhos sabe que as crianças são pródigas em saídas invulgares, quase sempre oportunas.
Depois de todas as questões que se têm levantado sobre a Costa de Caparica e também de algumas conversas que vai ouvindo, sobre o Tejo, o Ginjal e a própria Cidade, o meu filhote tirou uma ilação clara e simples, bem ao nível da sapiência ds seus oito anos.
Disse-me que a Presidente da Câmara e os amigos não deviam saber nadar, e era por isso que não gostavam do mar e do rio....
Sorri e fiz-lhe uma festa na cabeça, para acrescentar de seguida, que não precisamos de saber nadar, para gostarmos do mar ou do rio.
Claro que as suas palavras não me sairam da cabeça. E, se analisarmos o tratamento que o Município tem dado à Costa de Caparica, à Trafaria e ao Ginjal... o Miguel até é capaz de ter alguma razão.
Se calhar eles até sabem nadar mas gostam mais de se banhar em piscinas, com água morna e sem ondas...

quarta-feira, março 28, 2007

O Adeus da Fonte Luminosa (II)


Perante o olhar de vários curiosos, as máquinas começaram o trabalho de "desconstrução" da Fonte Luminosa (ou Repuxo, que como muito bem disse o "Blackbird" até deu nome ao café que costumo frequentar).
Só desejo que daqui a uns tempos, não muito longinquos (provavelmente em ano de eleições...) a praça se erga de novo e grande parte de nós sinta, que imperou o bom gosto e que a Praça até é bonita...

segunda-feira, março 26, 2007

As Grandes Obras


António Barreto escreveu mais uma crónica emblemática no "Público" de ontem, no seu "Retrato da Semana".

António começa de uma forma brilhante, caracterizando quase todos os governantes deste país, desde o primeiro-ministro ao presidente de qualquer junta de freguesia, por mais insignificante que possa parecer, aos nossos olhos.
Não resisto a transcrever as palavras iniciais:

«Uma grande obra! É o sonho de qualquer governante banal. Ou de político achacado de narcisismo. Um monumento espantoso, uma barragem colossal, um aeroporto de encher o olho, uma catedral irrepetível, uma auto-estrada impossível, um "centro do Governo", uma "cidade judicial", um "parque tecnológico", a "maior doca do Mundo" ou o "maior lago artificial da Europa": são as grandes obras! São uma tentação! Permitem ao governante ficar na história. Deixar a sua impressão digital na pátria. dar nas vistas. Inaugurar. Descerrar uma lápide.»

Esta vaidade, este desejo de deixar obra, de descerrar uma lápide com o seu nome, tem sido uma imagem de marca de quase todos os políticos que têm exercido o poder, muitas vezes de uma forma perfeitamente inconsciente, deixando as suas Autarquias à beira da falência...
Almada não está à beira da falência mas também possui muitas obras, que têm mais de fachada que de utilidade, para todos nós.
Exemplos? O Teatro Azul (não precisava daquela magnitude para as funções que tem); o elevador da Boca do Vento (cada passageiro que sobe e desce deve dar um prejuízo assinalável ao Município); o Museu da Cidade na Cova da Piedade (a sua localização e programação não necessitavam de um investimento daquela natureza); o Fórum Romeu Correia (poderia ser muito mais funcional e menos para turista ver, quase ao estilo "Estado Novo" para as pessoas que passam por ali, diariamente).
Mesmo o Metro Sul do Tejo continua a ser uma incógnita. Será que vai servir mesmo os almadenses? Será que vai ser decisivo para o progresso da cidade? Era óptimo que assim fosse, mas com tanta polémica à sua volta, já nem sei o que pensar...

domingo, março 25, 2007

O Adeus da Fonte Luminosa


A Fonte Luminosa na Praça Gil Vicente, está cada vez mais próxima do fim.
No sábado de manhã surgiram as primeiras máquinas no terreno. Durante a semana já tínhamos assistido à presença de vários funcionários, que andaram a recolher e a transplantar as plantas menos sensíveis às mudanças.
Esta obra faz parte de uma Almada (pós Ponte sobre o Tejo) que se queria moderna e que vai ser “sacrificada” em nome de um outro progresso, que é cada vez mais incerto, tantas são as interrogações que se têm colocado aos almadenses, neste futuro próximo.
Interrogações provocadas por atrasos, teimosias e alterações de trânsito na cidade.
Basta olharmos para as polémicas que envolvem o célebre “Triângulo da Ramalha”, para percebermos que as múltiplas facilidades discursivas do Município - na voz da sua presidente e restante equipa - nas sempre “democráticas” sessões de participação pública, tal como as notícias felizes que enchem o boletim municipal, estão longe de reflectir a realidade almadense.

quinta-feira, março 22, 2007

O Edital Não Passou de uma Miragem


Quando vi um Edital afixado junto ao portão de umas habitações degradadas e abandonadas, a caminho de casa, fiquei satisfeito. Pensei que o Município estava a fazer cumprir as novas leis dos senhorios, que entre outras coisas, os obrigam a manterem os edifícios dos quais são proprietários em condições de habitabilidade. Caso contrário terão de pagar coimas de valores significativos.
Ao lê-lo, não fiquei completamente satisfeito. Descobri que o vereador José Raposo Gonçalves, apenas notificava os proprietários a realizarem um limpeza geral e a removerem os resíduos naqueles anexos.
Mais por curiosidade que por outra coisa, passei pelo Ginjal, à procura de qualquer Edital, neste começo de Primavera.
Claro que não vi qualquer sinal, de um aviso ou notificação, para os vários proprietários dos edifícios completamente degradados, que vegetam por ali...
Pelo exemplo a lei continue a ser apenas para alguns...

quarta-feira, março 21, 2007

Zé Gomes, Príncipe dos Poetas


Zé Gomes Ferreira não é só um dos grandes poetas contemporâneos, é também um excelente contador de histórias do quotidiano lisboeta, do século XX.

Por se comemorar o Dia Mundial da Poesia e se iniciar a Primavera, ofereço-vos a minha homenagem a este grande senhor, que até era capaz de dançar com as palavras...


Zé Gomes,

Podias ser apenas um rei
das palavras e dos sonhos,
mas não...
És um irmão
e um companheiro
de todos os vagabundos,
e, sobretudo,
um «João sem medo»...
de navegar pelos mundos...