
A Serra da Arrábida é um lugar cuja beleza é única no nosso país.
Este texto está acompanhado de um bonito óleo do pintor naturalista João Vaz (1859 - 1931), natural de Setúbal, que tem o nome de "Forte de Outão", pintado no final do século XIX.
Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...

Este texto está acompanhado de um bonito óleo do pintor naturalista João Vaz (1859 - 1931), natural de Setúbal, que tem o nome de "Forte de Outão", pintado no final do século XIX.
O mar da Costa de Caparica tem-se excedido nos últimos dias, gerando o pânico nas zonas mais baixas e desprotegidas rente à praia (quase engolida pela fúria das ondas...). 
Quando rebuscava alguns papeis, descobri uma fotografia com história, datada da Primavera de 1997. Estou a falar do retrato do Dragoeiro de Cacilhas.
Tenho alguma alergia aos dias mundiais, internacionais ou nacionais do que quer que seja, porque são sempre aproveitados por um número incontável de demagógicos e hipócritas, que adoram espreitar e falar para as câmaras e microfones. Prometem mil e uma coisa, no ano seguinte, fazem a mesma coisa... com o mesmo sorriso nos lábios e a mesma "falsa" boa vontade. 
Já falámos mais que uma vez, do sub-aproveitamento que se tem feito de toda a Margem Sul, especialmente do espaço entre Cacilhas e a Trafaria. 














Agradeço desde já a amabilidade de Natacha Narciso e da "Gazeta das Caldas", que me cederam a imagem que ilustra este "post".


Algumas palavras do conto "Sonhos Cor de Água", do livro "Um Café com Sabor Diferente", da autoria de Luís Alves Milheiro, ilustradas com uma aguarela do livro "Carta de Lisboa", de Eric Sarner e Miguelanxo Prado.


Este texto está ilustrado pela capa do livro "Ginásio Clube do Sul - 75 Anos de Glória", da autoria dos meus queridos amigos Fernando Barão e Henrique Mota (este último infelizmente já não está entre nós), ginasistas de alma e coração e dois grandes nomes do associativismo, desporto e cultura almadense.







(...)
Não há machado que corte
A raiz ao pensamento
Não há morte para o vento
Não há morte.
(...)





Texto de José do Carmo Francisco




(texto de José do Carmo Franciscoe óleo de Alfredo Keil)

"Memórias do Ginjal" acaba por ser o aspecto mais visivel do projecto "Ginjalma", desenvolvido desde 1994 pelo Centro de Arqueologia de Almada, com o objectivo de caracterizar o espaço do Cais de Ginjal, em Cacilhas, nos campos histórico, antropológico e social."Memórias do Ginjal"
Esta obra editada em 2000 pelo Centro de Arqueologia de Almada e coordenada por Elizabete Gonçalves é bastante importante para o Concelho, uma vez que retrata muito bem toda aquela zona ribeirinha, graças ao testemunho de vários cacilhenses com ligações afectivas e profissionais ao Ginjal.
Podemos ainda acrescentar, que este livro está estruturado de uma forma bastante apelativa e é uma mais valia para o Património Local.



Cinco anos pode ser uma eternidade,
Ou ser apenas o dia seguinte...
Nova Iorque não voltou a ser igual,
As pessoas perderam tantas coisas...
Até a liberdade de serem quem eram.
O simples gesto, de um aceno ou sorriso,
Foi suprimido pela ditadura da segurança,
Assim como qualquer palavra circunstancial
Trocada na rua, com estranhos.
Cinco anos pode ser uma eternidade
Ou ser apenas o dia seguinte...
Podemos banalizar o que aconteceu
Fingir que as Torres Gémeas desapareceram,
Num truque qualquer de magia,
Podemos dizer que a vida continua,
Que o que já lá vai, lá vai...
Cinco anos pode ser uma eternidade
Ou ser apenas o dia seguinte...
Mas os rostos daqueles que partiram,
Sem marcar qualquer viagem,
Permanecem vivos no coração de Nova Iorque.
Sim, coração, de Nova Iorque!
O coração de qualquer cidade
São sempre os seus habitantes.
(foto de Fina e palavras de Luís MIlheiro)

