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sexta-feira, junho 10, 2016

A Fotografia - Arte da Verdade, Arte da Vida


A  Fotografia está hoje em destaque na programação da "Arte em Festa", com a palestra de Aníbal Sequeira, "A Fotografia, Arte da Verdade, Arte da Vida".

Será com toda a certeza um momento especial ouvir este grande fotógrafo amador, já com mais de 60 anos dedicados à fotografia.

A palestra realiza-se na sede da Imargem (Almada) às 21 horas.

sábado, junho 04, 2016

O Histórico "Café Dragão Vermelho"

No âmbito da programação da "Arte em Festa", um conjunto de eventos sobre as artes plásticas que decorre em Almada entre 2 de Maio e 15 de Junho, organizado pela Imargem, vou falar hoje sobre um lugar memorável, o "Café Dragão Vermelho", que fica na Praça da Renovação de Almada, que é há muitos anos o principal centro da Cidade.

segunda-feira, março 21, 2016

A Clara tem Razão...


A Clara tem razão, a poesia é isto tudo...

Poesia é Vida

A poesia é
o musical
da minha vida
poesia é melodia
que há em mim
Poesia é frescura
num Verão quente
Poesia é linda
Quando sentida
Poesia é:
Simplesmente Vida…


                    Clara Mestre

(Óleo de Conceição Silva)

sexta-feira, dezembro 11, 2015

A Arte sem Concessão


Vou voltar às belas pinturas que foram feitas no começo do Caramujo, porque houve um "mural" que me fez pensar, por dar a sensação que se tratou de uma "encomenda". Nada de inédito no mundo das artes, diga-se de passagem, mas a Arte deveria ser sempre outra coisa...

Além disso, acho que os exemplos escolhidos, da trabalhadora alentejana dos campos e dos operários da Lisnave, embora façam parte da memória de todos nós, estão longe de ser esperança e futuro em Almada. 

E a Arte é presente. O futuro não existe.

Fora estas questões ligadas às palavras, é mais um excelente exemplo de arte pública de rua, apesar dos seus traço reviverem um pouco o "neo-realismo", sem que mal algum venha ao mundo por isso.

segunda-feira, outubro 26, 2015

As Minhas Queridas Fontes Orais de Almada


Eu sei que cada livro tem sempre mais que uma história. Além de tudo aquilo que se conta, existem sempre inúmeros episódios que se vivem em seu redor. Não há histórias sem pessoas, que acabam por ser protagonistas de muitas conversas das minhas viagens no tempo.

Embora só me tenha integrado nos meios culturais almadenses, nos anos 1990, sinto-me um privilegiado por ter tido o prazer de conhecer tanta gente que me ensinou a amar este Concelho que possui particularidades únicas. 

Se por um lado foi Romeu Correia quem me abriu as janelas e me apresentou a cidade de Almada, por outro, o meu saudoso amigo Henrique Mota fez muito mais que isso. Além de me abrir janelas e portas, caminhou a meu lado, como o verdadeiro companheiro que sempre foi, apesar de me levar quarenta e dois anos de avanço nesta coisa que se chama vida.

Infelizmente uma boa parte deles já partiu...

É difícil ordená-los cronologicamente, mas vou tentar: Romeu Correia, Henrique Mota, Adelino Moura, Arménio Reis, Francisco Bastos, Victor Aparício, Miguel Cantinho, António Calado, Sérgio Malpique,  Hélio Quartin, Idalina Alves Rebelo, Mário Rodrigues, Leonel Guerreiro...

Do  vivos, Fernando Barão é a pessoa por quem senti e sinto mais afinidades nas coisas da Cultura, isso explica que tenhamos feito muitas coisas em conjunto, especialmente da SCALA. Para muitos era o seu "Delfim", mas nós somos mais que isso, somos verdadeiros amigos.

Além do Fernando é bom continuar a contar com a amizade e a "memória" de Carlos Durão, Diamantino Lourenço, Abrantes Raposo, Virgolino Coutinho, Orlando Laranjeiro, Carlos Guilherme, Francisco Gonçalves, Alexandre Castanheira, António Coelho,  Luís Bayó Veiga, Mário Araújo, António Reizinho, Vitor Rosado, Américo Souza, Fernando Moura, Carlos Martins, entre outros amigos.

Sei que sem o seu apoio, amizade e testemunhos, não tinha ido tão longe nesta caminhada já longa pelas ruas da "história de Almada".

O óleo é da Maluda (lá ao longe vê-se o lado de cá...).

domingo, setembro 13, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


O que vejo?
Dias cada vez mais curtos...
Um céu povoado de nuvens, pelo menos hoje.
Há menos pessoas nas esplanadas.
O areal, esse promete...
Umas coisas acabam, outras começam, e a vida, essa continua.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Quase um Mês de Poesia no "Casario"...


Tem sido quase um mês de poesia, por aqui no "Casario".

Provavelmente a poesia ajuda a passar o tempo e a pensar em coisas bem mais felizes que a realidade que nos cerca.

E não me refiro apenas à nacional, porque infelizmente a local não difere muito. 

Quando descobrimos várias "ruas" onde mora a desigualdade, mesmo com a governação do partido que levanta mais alto a bandeira da igualdade e da justiça social, está tudo dito...

A única coisa que sei, é que Portugal e os Portugueses mereciam muito mais. E Almada e os Almadenses, também, claro.

sábado, novembro 15, 2014

Os Anos Passam e o Nunca Parece ter Deixado de Existir


Olho para trás e sinto que à medida que os anos vão passando por nós, a palavra "nunca" vai deixando de fazer sentido. Ou então que se tornou uma palavra perigosa.

E não tem nada a ver com a perca de convicções ou de valores. Tem sim a ver com a vida, que me mostra que o mundo dá demasiadas voltas para utilizarmos uma palavra tão definitiva...

É por isso que desisti de dizer que não volto a escrever mais nada sobre a história de Almada, para ir "navegar" nos "mares" da ficção...

Ainda por cima já tenho dois projectos em mãos, um para 2015 e outro para 2017.

quarta-feira, outubro 29, 2014

Aprendemos Sempre, Mesmo sem nos Apercebermos...


A vida gira todos os dias, e não é apenas para fazer a vontade ao Sol.

Há quem ache que a partir de certa idade já não aprende mais nada (ou pior ainda, não queira aprender...), mas a vida não lhe dá tréguas e desafia-o, muitas vezes mal se levanta.

Por isso é que é sempre melhor querermos aprender, não termos medo do que nos espera lá fora, na "vidinha"...

sábado, outubro 25, 2014

II Colóquio de Olisipografia


Durante os dias 23 e 24 de Outubro decorreu no Auditório do ISEG o "II Colóquio de Olisipografia" (apresentação de estudos sobre Lisboa), organizado pelo Grupo de Estudos Olisiponenses (GEO) da Câmara Municipal de Lisboa.

Por razões profissionais, só estive na manhã inicial e na tarde final. Ou seja, perdi as comunicações que à partida me pareciam mais interessantes. Mesmo assim, gostei bastante dos trabalhos apresentados por Francis Bouvier Rigal ("O Rossio: etnografia um espaço público densamente vivido") e por Maria João Figueiroa Rego ("Dançar e passear - o recreio nas colectividades de Lisboa").

Gosto de aparecer nestes encontros para ouvir, mas também pelas ideias que me vão surgindo e que registo com agrado...

quinta-feira, junho 26, 2014

Um Convite Teatral


No próximo sábado o Cénico Incrível Almadense estreia uma pequena peça escrita por mim, no seu Salão de Festas, às 17 horas.

Sei que pelo menos o título é sugestivo: "O Amor é uma Invenção do Cinema".

Ainda não sei se irei, mas estou curioso (e feliz) por assistir à encenação e interpretação deste texto, que deixou de ser apenas meu.

quarta-feira, junho 25, 2014

20 Anos Depois...


Quando ontem escrevi sobre o "buzinão", falava de um tempo que tinha acabado, assim com as suas prepotências.

Referia-me ao "Cavaquismo" de tão má memória, que além de nos ter roubado algum humanismo e dignidade, transformou completamente a sociedade portuguesa, com o objectivo claro de nos deixar "reféns" do dinheiro e dos bens materiais. Com os bonitos resultados que se conhecem...

Mas como nem sempre escrevemos com a leveza que devíamos, criamos por vezes alguma confusão.

Claro que hoje vivemos um outro tempo terrível, onde as prepotências são ainda maiores, com um governo que afronta constantemente o Tribunal Constitucional, na tentativa de reduzir a Constituição da República a um mero livro de consulta, para poder governar a seu belo prazer, como se vivêssemos num regime ditatorial, de partido único.

sábado, maio 24, 2014

A Vida Entre Marés


O professor Manuel Lima é uma das pessoas que mais contribuído para a preservação e divulgação do património ambiental dos concelhos de Almada e Seixal.

Felizmente os seus trabalhos, além da projecção multimédia, também têm sido publicados na forma de livro, profusamente ilustrados, pois Manuel Lima também é um excelente fotógrafo.

"A Vida Entre Marés, do Estuário do Tejo à Costa Atlântica", é mais um bom exemplo da divulgação e defesa do património biológico e ecológico e será projectado hoje, em Almada, no Espaço Doces da Mimi (rua da Liberdade, nº 20 A), numa organização da SCALA, a partir das 16 horas.

quinta-feira, maio 08, 2014

Ainda os 40 Anos de Abril


Já não é apenas sensação, é muito mais que isso. Cada vez conversamos menos uns com os outros, parece que até temos medo de falar com quem nos rodeia...

Os tecnocratas que nos governam acham isso óptimo, pois estamos a deixar-lhes o caminho aberto para fazerem o que bem entendem, já que se limitam a fingir que escutam o nosso silêncio...

Felizmente nós na SCALA somos teimosos, é por isso que queremos dar uma volta pela Cultura desde 1974 até à actualidade, com um olhar atento e crítico.

E se ainda gosta de ouvir e de trocar ideias, apareça por Almada, no próximo sábado...

segunda-feira, abril 14, 2014

Colóquio sobre os 40 Anos de Abril


Ontem assisti a um colóquio que teve a participação de três Capitães de Abril (Otelo Saraiva de Carvalho, Mário Tomé e João Andrade e Silva) e também de quatro alunos de escolas secundárias do Concelho (só fixei o nome da Inês...), moderado por Eduardo M. Raposo, no Auditório Lopes Graça, em Almada.

Como normalmente acontece nestes colóquios fala-se de muita coisa com bastante interesse. Gostei particularmente da intervenção lúcida de Otelo sobre a génese do Movimento das Forças Armadas mas também do PREC.

O mais curioso foi verificar que os três capitães, conotados com a esquerda e assumidamente contra o 25 de Novembro de 1975, nem sempre estiveram de acordo. 

Imagino o que aconteceria se estivesse presente alguém mais moderado e que pensasse que o 25 de Novembro foi a reposição da legalidade e da democracia no nosso país...

Noto que ainda continua a prevalecer a visão pessoal dos acontecimentos e não a colectiva (e alguma inveja...). Todos querem ficar na história, e ficarão, mas como um colectivo. Individualmente o destaque será dado a quem teve um papel mais proponderante, como foram os casos de Otelo e Salgueiro Maia.

sexta-feira, abril 04, 2014

A Cana de Pesca e o Peixe Nestes Nossos Dias


O velho ditado chinês, que nos aconselha a dar uma cana de pesca e nunca o peixe, continua a não ser seguido, de uma forma geral.

Acho mesmo que se voltou um pouco a uma das facetas mais miseráveis do salazarismo, a "caridadezinha", que entretinha as senhoras de bem, em que cada uma delas tinha o seu "pobrezinho".

Hoje é um bocado assim. Querem que as pessoas sejam "animais domésticos", prontos a obedecer e até a aceitarem humilhações com o sorriso (e nem vou falar da dona Jonet).

A igreja tem muita culpa neste momento quase obsceno que se vive, pois invariavelmente gosta de dar o exemplo de Jesus, que deu a outra face, que se sacrificou pelo mundo, etc.

Talvez a culpa seja também das pessoas, que preferem que lhes dêm um peixe qualquer, mesmo que já não cheire muito bem, a uma cana de pesca...

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Devia Ter Escrito Aqui...


Sei que devia ter escrito aqui sobre a Lisnave, mas a conversa foi parar ao "Largo"...

Peço desculpa aos leitores, mas o "Casario" e as "Viagens", há muito tempo que passaram a ser lugares secundários na blogosfera, por serem demasiado regionalistas e também por não ter tempo (nem imaginação...) para manter três lugares tão distintos...

Também não tenho respondido aos comentários por aqui. Apetece-me dizer que é por falta de tempo, mas não é... pois desperdiço tanto tempo...

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Uma Boa Conversa


Ontem fui muito bem recebido na Escola Ruy Luís Gomes, no Miratejo, pelos alunos das áreas profissionalizantes de fotografia e turismo e pelas professoras Guida, Luísa, Helena e Leonor.

A Silvana Savita e a Cátia Pereira, alunas do Curso de Fotografia apresentaram os seus trabalhos (muito bem...), um sobre o Cristo Rei e outro sobre Cacilhas. E depois foi a minha vez de interagir com aquele grupo de alunos e professores, atentos e silenciosos, falando um pouco da história de Cacilhas, em mais uma sessão de "Conversas com Imagens".

Pensava que havia um conhecimento maior de Cacilhas por parte daqueles jovens, esquecido de que esta localidade está longe de ser "o centro do mundo" para todos eles. Há de facto algum distanciamento geográfico, até pelo Miratejo se dividir pelos concelhos de Almada e Seixal. 

Espero que algumas das informações que dei, além de terem o sabor a novidade, tenham sido úteis  e que fique qualquer coisa (tive o cuidado de escolher imagens e temas curiosos sobre a história de Cacilhas...).

Depois conversámos. Como tinha uma plateia de alunos de fotografia e turismo, as suas perguntamos incidiram um pouco sobre a imagem. Tive de lhes explicar que a fotografia para mim é um "hobby" e um prazer. Estou muito longe de ser um mestre, gosto sim, desde a adolescência, de tirar retratos a coisas, de preferência sem a presença humana.

Também falei dos livros, do trabalho de investigação, da boa utilização das fontes e da importância da sua confrontação.

Claro que no final, fica sempre a dúvida: será que consegui passar a mensagem? Será que não defraudei as expectativas?

Espero que tenham gostado tanto como eu desde convívio e troca de saberes, do "mundo das palavras e das imagens"...

quarta-feira, julho 10, 2013

Escrever ao Sabor da Inspiração


Há palavras mais fortes que outras, que usamos ao sabor da inspiração e que muitas vezes têm de ser terceiros a chamarem-nos a atenção, como se fizéssemos mau uso delas ou fossemos injustos.

É então que nos "salta a tampa" e dissemos o que devemos e não devemos.

Depois de ter desabafado, de ter dito que sim, que eram um bando de gente que se servia do trabalho dos outros para ascender a cargos superiores e que muitas vezes nem sequer sabiam estar, ao ponto de deixarem cadeiras vazias, sem sequer justificar a ausência.

Mas ele lá conseguiu que eu apagasse a palavra "demagogia" no texto, em nome de "interesses superiores", neste tempo em que o que falta em coragem e honestidade, sobra em "conversa da treta".

Lembrei-me logo da minha Mãe, boa nestas coisas dos "paninhos quentes" e do meu Pai, claro, demasiado apaixonado pela liberdade para se deixar condicionar...

Nestes casos sei que sou muito mais "Pai", por isso é que às vezes preciso que me coloquem "travões", especialmente quando estão em causa interesses colectivos e não individuais.

O óleo é de David Adickes.

sexta-feira, junho 07, 2013

Tudo Pode Ser Cultura


Ontem realizou-se mais uma "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA.

Para a gente da cultura o título poderia não ser o mais apetecível, "Alimentação para Séc. XXI". 
Mero engano, pois foi uma excelente tertúlia, graças à capacidade de comunicação da  nossa convidada, Ana Paula Marum, médica, que, através de uma linguagem bastante acessível, conseguiu transmitir-nos uma série de dados estatísticos (assustadores...) sobre os efeitos das alterações dos hábitos alimentares no nosso país, especialmente nas camadas mais jovens da nossa população.

Houve uma interacção  muito boa entre todos, não só pelas questões que foram levantadas pela assitência, mas também através  do preenchimento de um pequeno inquérito, que depois foi descodificado e analisado pela dra. Ana Paula, para satisfação de todos os presentes, que mais uma vez perceberam que tudo pode ser Cultura.

O óleo é de Ernesto Arrisueno.