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sexta-feira, junho 07, 2013

Tudo Pode Ser Cultura


Ontem realizou-se mais uma "Tertúlia do Dragão", organizada pela SCALA.

Para a gente da cultura o título poderia não ser o mais apetecível, "Alimentação para Séc. XXI". 
Mero engano, pois foi uma excelente tertúlia, graças à capacidade de comunicação da  nossa convidada, Ana Paula Marum, médica, que, através de uma linguagem bastante acessível, conseguiu transmitir-nos uma série de dados estatísticos (assustadores...) sobre os efeitos das alterações dos hábitos alimentares no nosso país, especialmente nas camadas mais jovens da nossa população.

Houve uma interacção  muito boa entre todos, não só pelas questões que foram levantadas pela assitência, mas também através  do preenchimento de um pequeno inquérito, que depois foi descodificado e analisado pela dra. Ana Paula, para satisfação de todos os presentes, que mais uma vez perceberam que tudo pode ser Cultura.

O óleo é de Ernesto Arrisueno.

quarta-feira, maio 15, 2013

O Corpo Está Preso na Cidade mas o Sonho Anda em Viagem


Hoje apetece-me mais partir que ontem.

Sinto que preciso de respirar outros ares, de me sentir de novo livre, de ser apenas "ninguém".

Às vezes quero que os meus filhos cresçam mais depressa, para perceberem o bom que é ser-se "independente", ter uma vida própria, para que eu também possa fazer a tal viagem, partir na direcção dos sonhos...

Há dias que tudo me cansa, mas não vale de nada dizer que não escolhi este país para nascer e viver, e muito menos exclamar que nunca votei nos "bandidos" - tanto do PS e do PSD -, que tanto mal têm feito a este lugar, que terá muita coisa perfeita, menos esses "chico-espertos" e "burlões" que se instalam nos partidos e fazem as suas próprias leis, num "reino" de intrigas e mentiras.

Dizem-me que é assim em todo o mundo. Até pode ser, mas tenho pelo menos uma certeza, a justiça é mais  "cega" e rápida que neste lugar onde o "pagamento de favores" fala quase sempre mais alto...

Hoje apetece-me partir, também porque ninguém é perfeito, todos somos egoístas, uns mais outros menos...

segunda-feira, dezembro 24, 2012

Feliz Natal, Natal Feliz



Natal, e Não Dezembro

Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio,
no prédio que amanhã for demolido ...

Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos, e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave ...

Entremos, despojados, mas entremos.
Das mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira

terça-feira, dezembro 18, 2012

Não Fui, Não vou à Missa


Se tivesse alguma dúvida, em ir ou não à missa, perdia todas as que tivesse ao ouvir aquele "beato Salu", deliciado com o Natal cheio de pobres e desta caridadezinha (falo disso no "largo"...) que lhes enche o "coração". 

Provavelmente é um dos muitos que enchem o confessionário de histórias para receber o perdão desejado, pois segunda feira começa uma nova semana com novos pecados, porque deus lá estará à sua espera, no dia de conversar a sós com o padre, naquele cubiculo, onde até se pode falar da cobiça pela vizinha, mais uma vez, coisa que se resolve com dois ou três "pais nossos" ou "avé marias"...

A superioridade que saltava do seu corpo era tanta em relação a nós (talvez herejes ou pior...), que devia estar convencido que já tinha um banco no céu, aliás um sofá, que tinha muito mais a ver com ele.

Não, não fui, nem vou à missa. Nem sou do clube destes "cristãos". Sou pela solidariedade e não pela caridade.

E continuo satisfeito por não querer ser mais nem menos que ninguém...

sexta-feira, novembro 16, 2012

O Ano da Morte de Ricardo Reis



















A homenagem que presto a José Saramago na comemoração do seu 90º aniversário, é começo da leitura (finalmente...) de "O Ano da Morte de Ricardo Reis".

Estou certo que ganhamos os dois.



Adenda: Só ao folhear o livro e a ver o autógrafo dado por José Saramago, é que reparei que ando há dezassete anos a adiar esta leitura. 

Há várias razões para isso ter acontecido. Uma delas foi ter achado o "Memorial do Convento" uma grande seca, outra as suas mais de quatrocentas páginas...

terça-feira, março 20, 2012

Festa da Poesia de Almada


Almada volta a festejar o Dia Mundial da Poesia com a "2ª Festa da Poesia de Almada", que decorre amanhã, a partir das 21 horas, no Salão de Festas da Incrível Almadense.

O espectáculo começa com uma mistura de teatro e poesia, pelo Cénico Incrível Almadense, para depois se "escancararem" as portas às palavras bonitas, com e sem rima, ao jeito da Poesia Vadia, em que qualquer um que apareça, pode e deve espalhar a magia que mora dentro dos poemas.

A organização é da Incrível Almadense, SCALA, Poetas Almadenses e O Farol.

domingo, novembro 13, 2011

Daqui a Nada


Daqui a nada vou dar uma volta por aí.


Tenho tentado ir por outras ruas, afastar-me do Tejo, mas parece que todas as ruas de Almada e arredores vão dar ao Ginjal.

Como é de dia, digo que é um perfume que me leva para a margem do rio, se fosse noite, talvez falasse de uma estrela...

domingo, janeiro 02, 2011

Reforço de Placas no Ginjal


O final de ano foi aproveitado para afixar mais placas de "perigo", para afugentar os turistas, que mesmo assim preferem aproveitar a beleza do Tejo e enfrentar as frases proibitivas de peito aberto, tal como eu.


Espero que as placas não sejam mais um prenúncio de um novo adiamento nas obras, com um atraso de pelo menos uns vinte anos...

quarta-feira, novembro 10, 2010

"Todo Corazón"

Não sei se terá sido mesmo alguém hispânico que deixou esta mensagem de amor, pintada numa das várias caixas ferrugentas que fazem parte do roteiro turístico do Ginjal (esta próxima da Fonte da Pipa).
Pode ser, ou não, uma mensagem dúbia. Provavelmente é uma dedicatória para alguém especial, mesmo que não tenha ficado registado qualquer nome. Claro que no campo das proabilidades também pode ser uma prova de amor àquele lugar, tão calmo e aprazível...

sábado, abril 24, 2010

Era Bom...

Era bom, mas assim que "voou" o PREC, as ilusões foram embora e todos acabámos por perceber, que se há alguém que ordena, não é o povo, de certeza, mesmo nos "territórios" da esquerda, como em Almada...

domingo, março 28, 2010

Há Capas e Títulos Especiais

Gosto muito da capa do último livro de poesia de Teresa Rita Lopes. Mas gosto ainda mais do título.
"O Sul dos Meus Sonhos" tem qualquer coisa de especial, não fosse a autora algarvia. Até o nome da editora, "Gente Singular", é especial...
Para quem não conhece a autora, acrescento que se trata de uma professora universitária, estudiosa da obra de Fernando Pessoa, autora de várias obras de poesia e de teatro, e que até há pouco tempo residia no concelho de Almada.

terça-feira, fevereiro 16, 2010

O Tarzan do Café

Antes de começar a escrever estas palavras no café, pensei em como o frio é terrível, pois até tinha afastado o "Tarzan" do nosso café...

Estou a falar de um senhor simpático, presença diária no "Repuxo", que de vez em quando me conta algumas das suas aventuras futebolisticas, dos tempos em que era um avançado centro de eleição, de uma equipa que já não há, "Os Unidos de Lisboa", que andou pela primeira divisão no tempo dos cinco violinos.
Uma das suas maiores glórias - e prazeres, diga-se de passagem -, foi ter metido um golo ao Azevedo, guarda-redes dessa equipa mítica onde "tocavam" os cinco violinos (Travassos, Vasques, Jesus Correia, Albano e Peyroteo) e da selecção, no campo do Sporting, no Campo Grande.
Era muito jovem na época e houve um colega de trabalho que lhe deu uma encomenda para entregar ao guarda-redes do Sporting. Antes do início do jogo lá foi fazer a entrega. Mas foi tão mal recebido pelos "leões" (num tempo em que os jogadores mais antigos eram tratados por senhor pelos mais novos, além de terem ainda outros privilégios de balneário...).
Não esperava aquela recepção, cheia de piropos ofensivos. Irritado deixou a encomenda num dos bancos e virou costas às "vedetas" que faziam as delícias nos campos de futebol da época, deixando-os de boca aberta com o atrevimento. Não estavam era à espera que o atrevimento continuasse dentro do terreno de jogo...
"Tarzan" fez uma grande jogatana, trocando os olhos aos defesas do Sporting, em especial a Octávio Barrosa, um central grande e intratável. Marcou um golo que ainda hoje recorda, escapando ao defesa leonino que não gostou nada da brincadeira e lhe apontou o dedo, como quem diz, «cá estou à tua espera». E não esperou pela demora, levou mais dois ou três nós cegos, que só não deram golo, porque o Azevedo era mesmo um guarda-redes extraordinário...
Depois de escrever estas palavras, lá chegou o "Tarzan", acenou-me à entrada do café e sentou-se na esplanada, ao lado do seu companheiro de todos os dias. Desde que foi proibido de fazer nuvens de fumo no interior do café, fica sempre na esplanada, faça frio, chuva, vento ou calor...
É caso para dizer, o senhor Pereira continua a fazer jus à alcunha que ficou dos estádios, continua um autêntico "Tarzan", mesmo no café...

quinta-feira, novembro 19, 2009

Conversas que Podem Beliscar a Nossa Inteligência

Um dos meus exercícios matinais é ler alguns jornais, logo pela manhã. Sei que não é das melhores coisas, mas... A coisa hoje bateu-me forte, ao ponto de até ter inventado um diálogo, longe das mesas dos cafés...
E tal como se costuma dizer antes dos filmes, esta "posta", não é recomendável a pessoas sensíveis.
- Então lá passámos na Bósnia. O Queiroz durante uns meses vai ser um gajo bestial. Era bom que a "besta" não voltasse, mas...
- O Eça? Nunca passou à história, nunca deixou de ser isso que chamas de bestial. Bestas foram sempre os outros...
- Já vi que estás numa de trocadilhos. Nem mesmo o Vara te saca alguma coisa inteligível?
- Varas? Agora só no Alentejo, com porcos pretos e tudo...
- Não me lixes. Nem estejas para aí a pensar que vou falar do Carvalhal, para me falares de praia...
- E que praia, do mais azul que há na nossa costa...
- Neste caso particular, estava a falar da "praia verde".
- Essa não tem "marés negras". Finalmente o teu Sporting, tem o seu Pinto, e logo Sá. E também é um homem do Norte, carago...
- Já reparaste que o teu Benfica não sequer tem nenhuma praia?
- Nos filmes tem mais que uma, mas não prestam. E infelizmente até na realidade, se fores ao "you tube" descobres mais que uma, devido à chacina de baleias, mas não recomendo...
- Por falares em recomendações, achas que o Sócrates vai escapar de mais esta tentativa de "esmiuçar" primeiros-ministros?
- É milenar, os filósofos só sabem que nada sabem...
- Desta é que não escapas. Sabes que morreu o terceiro feto de uma grávida vacinada com a gripe A?
- Sempre se espalhou por aí, que não há duas sem três...
Quando guardei esta imagem não identifiquei o autor. Embora não tenha a certeza, pelo traço parece-me ser um Modigliani.

terça-feira, maio 05, 2009

Um Livro Diferente

"Francisco Bastos, António Calado e a JACA" é um livro diferente de todos os outros que escrevi até agora.
Diferente porque todos os trabalhos biográficos que tinha feito anteriormente, foram sobre pessoas que não conheci pessoalmente.
Desta vez não. Felizmente conheci e conversei com todos os intervenientes. Era um regalo ficar sentado nas esplanadas de Almada a escutar o muito que me tinham a contar sobre outros tempos, outros lugares e outras pessoas...
No meio das conversas ainda me ofereceram alguns papeis, com registos preciosos, que se foram transformando em pequenos "mapas" que me levaram de viagem pela Vila de Almada, nos anos trinta e quarenta do século passado...

quinta-feira, abril 23, 2009

Rostos da Liberdade - 2

A Revolução também se pode fazer com palavras...
A Sophia de Melo Breyner Andressen conseguiu-o como ninguém.
Está lá tudo, na sua poesia livre, suave, sentida e solidária...

segunda-feira, abril 13, 2009

Os Comunistas São Pessoas Como Nós!

Eu sei!

Por isso é que nem sequer ousei ter uma atitude crítica, no último "post". Tentei apenas relatar uma história que me contaram.
Este desabafo, «Os Comunistas São Pessoas Como Nós!», foi-me transmitido por uma pessoa amiga, comunista, que se sentiu (ligeiramente) incomodada com a minha quase inconfidência.
Sei que por norma, socialmente, temos tendência a exigir mais às pessoas que servem um "credo", de uma forma apaixonada e dedicada, que de quem vive despreocupadamente, sem grandes comprometimentos. Eu tenho. Especialmente aos religiosos. Adoro chamar-lhes hipócritas. Esqueço-me que são humanos como nós. Que navegam no erro como qualquer ser humano.
Os comunistas têm ainda outra coisa que eu admiro, são pouco dados às tais inconfidências, são bons a guardar segredos, mesmo os difíceis.
Mas os filhos às vezes (tantas) alteram a ordem natural (ou outra qualquer) das coisas...
A Escultura, "O Segredo", é do mestre Lagoa Henriques.

quinta-feira, abril 02, 2009

Premunições...

Jorge Gomes Fernandes, filósofo e historiador, teve uma premunição certa antes do tempo, que descobri com a reedição de uma pequena entrevista que lhe fiz entre Outubro e Dezembro de 2000...
«O fim do capitalismo já se deu e está a dar-se, porque já não existe liberalismo puro. Vivemos numa social democracia. E só se devem analisar as coisas em prazos mais longos.
Apesar de haver quem tente evitar ou a prolongar a agonia do capitalismo, o liberalismo tende a morrer, tem os seus dias contados.
Só há uma maneira de nos preparamos para o ajudar a morrer, e para vivermos após a sua morte, e para isso só há uma coisa a fazer: melhorar a justiça social, melhorar o serviço de saúde, aumentar a educação e a cultura ao maior número de pessoas.»

Só não sei é se a gente que domina o poder económico terá inteligência e humanismo para o perceber...

sábado, janeiro 03, 2009

Quase, Em Câmara Lenta...

Neste momento sinto-me quase com um pé de fora da blogosfera. O excesso de trabalho do final de ano, que se irá manter, pelo menos, durante todo o primeiro semestre (tenho dois livros para acabar, já com previsão de lançamento - uma grande "armadilha"...), são a principal causa.

Irei aparecer em menos lugares e também irei postar menos.
Pensei mesmo em tornar o "Casario" e o "Largo" num só blogue, mas eles não aceitaram a proposta, dizem que são muito diferentes e que prezam muito a sua liberdade.
Disse-lhes que sim e ficaram satisfeitos.
Mas, avisei-os que as coisas vão ser quase em câmara lenta, como na tevê (gosto muito destes slows dos GNR)...

sexta-feira, dezembro 12, 2008

«Vendedores de Jogo»

Era assim que o meu pai apelidava os grandes "palradores", capazes de dar grandes voltas numa conversa, para nos tentarem levar à certa, com um pedido ou uma venda qualquer. A única certeza que ele tinha, é que ficávamos sempre a perder...

Mas achava-lhes piada, às vezes era capaz de comprar qualquer "inutilidade", apenas pela satisfação de apreciar a lata e o jogo de cintura do vendedor, que em muitos sítios, era também conhecido como "vendedor de banha da cobra" (embora estes também existissem de verdade, com as suas caixinhas de latão, com a poção mágica que curava todas as doenças possíveis e imagináveis...)
Claro que os verdadeiros vendedores de jogo de rua, não serão todos grandes "palradores", ao contrário dos "vendedores de banha da cobra", como este da fotografia de Eduardo Gageiro...

sábado, dezembro 06, 2008

O Livro Sobre Cacilhas de Diamantino

"Cacilhas - Ponto de Partidas Local de Passagem", é o título do livro de Diamantino Lourenço, que é apresentado hoje na sede da ARPIFC, na localidade ribeirinha.

Assisti a todo o percurso deste livro, que em meses passou de um pequeno opúsculo de quarenta páginas a um belo livro com mais de cem folhas...
O mais curioso foi o autor ter ido buscar acontecimentos que tinham passado ao lado de quase todos os cacilhenses, como a partida da Primeira Volta a Cavalo, em 1925, ou várias partidas de etapas da Volta a Portugal em Bicicleta...
Mas Diamantino não se fica por aqui, também nos dá uma perspectiva dos estudos e construções de pontes sobre o Tejo e dos caminhos ferroviários (que só agora chegaram a Almada, através do Metro de Superfície).
O mais bonito disto tudo, é vermos alguém que escreve bem, com dezenas de artigos publicados aqui e ali, ter esperado pelos setenta e sete anos, para publicar a sua primeira obra a solo.
Parabéns Diamantino!