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terça-feira, novembro 03, 2020

Marcas do Mau Tempo no Ginjal (2)


Volto às marcas deste Outono, que nem tem sido muito violento, no Ginjal. Não para falar dos "buracos" que vão aparecendo, aqui e ali, no paredão, mas sim pela única vantagem para quem gosta de passear por ali a pé, ou até de correr... os carros foram, finalmente, proibidos de entrar no Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


sábado, outubro 24, 2020

Marcas de Mau Tempo no Ginjal...


Para arranjar uma legenda para esta fotografia, não são precisas muitas palavras. Basta usar um título histórico da nossa literatura, de Vitorino Nemésío, substituindo "Canal", pela palavra mágica, "Ginjal"...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)


terça-feira, outubro 13, 2020

As Dúvidas e as Incertezas no Município...


Nestes tempos estranhos há muitos amigos que deixei de ver por razões óbvias. A pandemia reduziu muito os contactos sociais.

Curiosamente nestas duas últimas semanas encontrei três conhecidos, ambos funcionários do Município, com quem conversei durante alguns minutos e que me contaram que neste Verão voltaram a mudar de local de trabalho (um deles já passou por quatro serviços diferentes...), no sector da cultura.

Nunca me preocupei em perguntar-lhes qual era o seu ideário político, embora, pelo menos dois deles ainda no longo "reinado" da CDU se queixassem de ser prejudicados, aqui e ali, por não terem o "cartão de militante do partido". Aproveitavam algumas conversas em que nos queixávamos do mau funcionamento das coisas na câmara (e habitual inércia do que é público...), para desabafarem, embora nunca fossem longe de mais.

Foi por isso que, ao sentir nas palavras de ambos as dúvidas e as incertezas em relação ao seu rumo profissional, que estavam longe de se centrar na pandemia, percebi que nada tinha mudado, para melhor. Nem tiveram qualquer problema em dizer que três anos depois do PS ter ocupado o poder em Almada, quase tudo funciona pior no Município. E a "perseguição" política em vez de ter sido apaziguada, aumentou. Todos os que se manifestam contra algo que está errado, são logo apelidados de "comunistas", e se for possível, mudam de serviço.

Eu sabia que a "caça às bruxas" tinha sido uma das principais armas no começo da governação da coligação PS/ PSD. E que era preciso mudar muitas coisas. Mas pensei sempre que com o tempo as coisas tomariam o rumo certo. 

Infelizmente estava enganado. 

Há quem finja não perceber a desilusão das pessoas, quando preferem não ir votar. Mas se a prática partidária é quase toda igual, à esquerda e à direita, é fácil virar-se as costas a esta gente e a este sistema. 

Há ainda a agravante de o PS e o PSD,  em mais de quarenta anos de democracia, se terem tornado autênticas  "agências de emprego", de Norte a Sul.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


segunda-feira, outubro 05, 2020

Um Inverno Mais Rigoroso, pode Deitar Tudo a Perder...


O Ginjal continua a ser o meu espaço de caminhadas dilecto. Noto que hoje é mais concorrido que ontem, porque a companhia do Tejo (assim como do mar ou de outro rio qualquer), torna qualquer passeio mais agradável.

É demasiado visível que há zonas do paredão que começam a ficar marcadas pelas movimentações das águas do Rio (em marés mais vivas e violentas), porque nada é eterno e o Ginjal continua a marcar passo e usar involuntariamente as suas "ruínas" como o principal atractivo turístico desta margem do Tejo.

Este abandono de décadas faz com que pense que o paredão poderá ficar ainda mais esburacado, ao ponto de ser "cortado" à passagem das pessoas (esta é a resposta habitual das autoridades às intempérides, "limpam as mãos", de qualquer tragédia que possa acontecer, com a colocação de grades e fitas...), num futuro mais próximo do que se poderá julgar.

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal, na última sexta-feira)


sexta-feira, setembro 25, 2020

Coisas Desconcertantes...


Ontem reparei que colocaram umas pintas de tinta na minha outra rua (traseiras). O meu filho comentou que deveriam colocar linhas de separação das duas vias.

Estava certo, hoje lá passou o "camião pintor" a tracejar a estrada. Coisa que nunca tinha sido feita, nos já trinta em alguns anos que moro nesta rua...

Achei estranho e desconcertante por duas razões. A primeira por se tratar de uma rua com pouco movimento rodoviário (o único movimento que tem aumentado é de pessoas e de cães, que aproveitam o pequeno espaço campestre que ainda existe...). A segunda por se tratar de um tapete gasto (este sim a precisar de renovação...), fazendo com este "investimento" pareça fazer pouco sentido.

Mas como diz o outro, "quem manda sabe", mesmo que saiba muito pouco, como se observa diariamente...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

quarta-feira, setembro 23, 2020

Quando a Presidente de Câmara nos "Envergonha"...


Quando ouvi Inês Medeiros, presidente do Município de Almada, a gracejar sorridente na televisão, que os moradores do bairro social do "Picapau Amarelo", "têm uma vista maravilhosa" e que não se importava de ir para lá viver amanhã, pensei que se tratava de uma "brincadeira". 

Não, é muito pior que isso: é a demagogia política no seu melhor.

Como é que uma presidente de Câmara é capaz de dizer isto? Até parece que as pessoas  vivem apenas da vista das suas habitações e que as condições de habitabilidade das suas casas não contam para nada. Com a agravante de existirem muitos apartamentos que precisam de obras há mais vinte anos (Isto sem pôr em causa que muitas vezes são os próprios moradores os culpados das más condições em que vivem, pelos seus comportamentos destrutivos e por não fazerem a manutenção devida). 

Se eu morasse no bairro do "Picapau Amarelo" (ou apenas "amarelo"...), aparecia na sede do Município e propunha-me trocar de casa com a presidente, já amanhã.

Pois é, parece que só falta mesmo, roubarem-lhes a vista (e vontade não deve faltar a muitos especuladores e agentes imobiliários, que adorariam encher toda a margem sul do rio com condomínios fechados e hotéis de luxo).

(Fotografia de Luís Eme - Monte de Caparica)

segunda-feira, setembro 21, 2020

Passa Tudo Pelas Pessoas...


Não sei o que vai acontecer ao Associativismo Almadense, num futuro próximo (fizeram-me essa pergunta há meia-dúzia de dias...). Sei apenas que nada será como dantes. E que muitas portas fechadas quando forem abertas irão ter muitas dificuldades em enfrentar o dia-a-dia  (as que forem...).

Sei apenas que há mais dúvidas que certezas, num cenário cada vez mais cinzento.

Infelizmente esta pandemia funcionou como lente, aumentando as dificuldades de sobrevivência de todas as colectividades, ao mesmo tempo que serviu para questionar a sua importância na sociedade almadense actual (ou pelo menos devia ter servido...).

Sei que qualquer solução terá passar pelas pessoas (mesmo que se perceba à légua que há pouco interesse em resolver problemas que se arrastam à décadas...). Em primeiro lugar pelos próprios dirigentes associativos, porque muitos têm "vistas curtas" (estão parados entre o passado e o presente...), depois pelos autarcas, que sempre se serviram das Colectividades para serem eleitos (claro que se o associativismo estiver quase "moribundo", como está actualmente, não servirá para nada...). E se forem autarcas do PS e do PSD (como é o caso no Município), continuarão a oferecer nenhuma solução, porque graças aos "óculos" que usam, continuam a ver em cada associativista um comunista...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, setembro 13, 2020

Monumento às Burricadas é Devolvido aos Cacilhenses, Alguns Anos Depois...

Foi com agrado que verificámos que terminou a longa "quarentena" do monumento dedicado às burricadas e às crianças cacilhenses, que fica na rua Comandante António Feio.


Além de ter sido limpa, a escultura de Jorge Pé-Curto também foi reparada (as crianças estavam presas por arames, ainda antes do ataque de vandalismo assinado com gatafunhos de mau gosto...).

Agora só esperamos que o respeito pelo património artístico  e histórico impere em Cacilhas.

(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)

sexta-feira, setembro 11, 2020

(Carta para um amigo que só pode morar no céu e que fez ontem cem anos)

«Nós que estamos cá em baixo, não sabemos rigorosamente nada do que se passa aí em cima. Só os frequentadores de templos é que fingem saber mais que o comum dos mortais e até falam no paraíso e no inferno, perante a nossa indiferença e cepticismo.
Se por acaso, tiveste a oportunidade de espreitar, viste um grupo de gente - mais do que é aconselhável nesta época, embora estivéssemos todos de máscara -, que te quis homenagear neste teu dia. 
Reconheceste os teus três queridos filhos, netos, bisnetos (que já vieram ao mundo depois de partires...) e mais alguns familiares. Depois olhaste com satisfação para alguns amigos e com curiosidade para os conhecidos e desconhecidos que também quiseram estar contigo.


Foi dado alguma solenidade a esta homenagem, pois além das flores colocadas junto à placa com o teu nome, houve as palavras habituais de circunstância, ditas por autarcas e associativistas, que à excepção do teu filho Henrique, quase só ouviram falar de ti... e talvez tenham folheado algum dos teus livros, de manhã, para escolherem uma ou outra palavra bonita que te identificasse.
Não sei o que disseram porque o vento foi levando as palavras para toda a parte e só mesmo quem estivesse perto dos "bem falantes" é que te poderia contar o que foi dito.
No meio destes discursos, aqueles que te conheceram bem (éramos mais de meía-dúzia...), olharam uma ou outra vez para o céu, à procura de um sinal de ti. Sabem que se existe mesmo um lugar paradisíaco no além, tu estás lá, porque és uma das melhores pessoas  com quem partilhámos amizade, bom, digno e integro, em todas as horas.»

(Fotografias de Luís Eme - Almada)

sábado, agosto 22, 2020

As Dores da Idade...


Quando a mãe se queixou das dores de cabeça e culpou as "mudanças de tempo" (cada vez mais repentinas...), a minha filha sorriu, como se se tratasse de uma "invenção", ou de uma "desculpa".

Quando se tem dezasseis anos, duvida-se de tudo, também por o corpo suportar quase tudo... É cedo demais para sentir as dores físicas da idade, sentem-se mais as emocionais...

(Fotografia de Luís Eme - Porto Covo)

quarta-feira, agosto 19, 2020

Vem Aí "Mau Tempo no Canal"...


Hoje, ao fim do dia, a mudança de tempo na foz do Tejo, ofereceu uma bonita tonalidade de castanhos e cinzentos, amarelados...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

domingo, agosto 16, 2020

O Tejo está a Voltar a Ter Movimento...

Os turistas estão a voltar à Capital, e seduzidos pelo Tejo, não perdem um bom passeio do Estuário à Foz...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

segunda-feira, agosto 10, 2020

Uma "Pequena (grande) Ilusão" no Ginjal...


Quem passa pelos restaurantes do Ginjal, sente que está tudo normal.

É impossível manter o distanciamento, entre quem passa e quem lancha ou janta... 

E depois, o Tejo, com a sua beleza natural, ajuda a alimentar esta "pequena (grande) ilusão"...

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

domingo, julho 26, 2020

O que o Tejo Une e Separa...


Penso que o Tejo é o principal responsável pelo facto das localidades ribeirinhas, próximas da Capital, possuírem uma identidade própria, que também tem sido alicerçada por séculos de história.

Almada, Barreiro, Seixal ou Montijo, por exemplo, são muito diferentes da Amadora, de Odivelas ou de Loures.

Esta "fronteira" natural só começou a ser esbatida nos últimos cem anos, com a melhoria das condições de travessia do rio, com o começo da oferta de carreiras regulares entre as duas margens do rio. 

E a partir de 1966, com a construção da Ponte 25 de Abril (é muito mais bonito que o nome anterior...) que liga Alcântara ao Pragal, tudo ficou mais próximo...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

sexta-feira, julho 17, 2020

As Portas Fechadas que não Voltam a Abrir...


Vou transcrever aqui para o "Casario", uma parte do texto que escrevi hoje no "Largo". Porque além de ser um retrato social, é também uma reflexão sobre Almada e sobre o Associativismo...

«Muitas das pessoas que agora passam a maior parte do tempo em casa (quase todos nós...), quando puderem voltar a sair para a rua, para voltarem a ter uma vida quase normal, percebem que isso não é possível.
Terras como Almada, com muitas colectividades, quando acordarem deste pesadelo, vão descobrir que uma boa parte delas já passou à história (para satisfação dos governantes actuais, que olham para todas as associações, como se estivessem pintadas de vermelho e tivessem nos seus emblemas foices e martelos...). 
Pois é, continuarão a receber "convites" invisíveis, para voltarem para casa...
É por isso que eu digo, que já apareceram por aqui muitos vírus, mas nenhum tão fascista e anti-social como este...»

Gostaria muito de estar enganado, mas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)

segunda-feira, junho 08, 2020

O Tejo hoje Parece um Oceano

Por hoje se festejar o Dia Mundial dos Oceanos, o Tejo, com a ajuda do vento, transformou-se num Mar...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)

quinta-feira, maio 14, 2020

"Há um ano o Ginjal estava assim..."

Não são preciso muitas palavras para descrever esta fotografia, datada de Maio de 2019.

Quase que basta dizer: "há um ano, o Ginjal estava assim..."

(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, maio 12, 2020

As Chuvas de Maio e a "Rua 26"...


Quando chove, custa menos ficar em casa.

Já lá vai o tempo que nos divertíamos a pisar poças de água (até a minha já está suficientemente crescida, para não me obrigar a esconder o sorriso... quando não resistia à tentação de passar por dentro de um "pequeno lago" de água).

Embora eu na minha meninice, além de meter o "pé na poça", também adorasse ficar na janela da sala da velha casa da "rua 26" (pois é, as ruas do bairro da minha infância eram numeradas, queriam lá saber de pessoas...), a a ver a chuva a cair e as pessoas a passarem, a fazerem uma ginástica enorme para fugir das poças de lama, num tempo em que o alcatrão ainda não chegara ao bairro, nos finais dos anos sessenta do século passado...

Ainda continuo a gostar de olhar para a janela, embora na minha rua (quase escondida), passem muito menos pessoas que na "rua do meio" (sim, além dos carteiros, ninguém lhe chamava "rua 26"...).

(Óleo de Denis Ichitovkin)

sexta-feira, abril 24, 2020

"Cravos Caídos"


Em 2014 fiz uma exposição individual de fotografia ilustrada, com Cravos (sempre presentes), algum Tejo e também algum Ginjal. Chamei-lhe "Cravos da Liberdade - Fotografias com Palavras".

Todos os que passaram em Abril pelo "Espaço Doces da Mimi", em Almada, puderam vê-la...

Cravos Caídos

CRAVOS CAÍDOS
na praia que foi de pobres e vagabundos
quase sempre abandonados e esquecidos
em todas as "guerras dos mundos"...

CRAVOS CAÍDOS
na praia que foi das lavadeiras
que presas aos seus trabalhos doridos
passaram por ali as vidas inteiras.


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

terça-feira, abril 21, 2020

Brincar ao "Ontem e ao Hoje", na Mutela...

Muito graças ao sempre histórico e apelativo, blogue "Almada Virtual Museum",  de Rui Granadeiro, especialmente ao seu último texto, alusivo à Mutela e ao livro "Memórias da Minha Rua", de Cecília do Carmo Alves, resolvi pegar numa "fotografia tripla" publicada e perceber o que mudou (muito pouco diga-se de passagem...), através do meu olhar fotográfico...


A primeira fotografia exigiu um pouco mais de atenção, para descobrir a "casa do portão", por já não ter os seus pisos superiores...


As outras foram mais fáceis. A do Beco está mais próxima, devido aos carros estacionados...


Esta última fotografia está mais aberta, mas dá para ver que é o mesmo prédio (obrigado Rui!)... E tirando a cor, pouca coisa mudou na Mutela.

(Fotografias de Luís Eme - Mutela)