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domingo, junho 17, 2007

Um Presente Diferente


Há sempre modas novas na blogosfera... agora chegaram os "blogues com tomates".
Já recebi duas nomeações, uma do Farol das Artes e outra do Cheiro da Ilha.
Por norma não dou muita importância a estes "carinhos", embora tenha o cuidado de agradecer as distinções, porque quem nos escolhe, acha-nos dignos das menções.
Nestas coisas, sou realmente um subversivo... é por isso que não vou seguir quaisquer regras. Vou sim aproveitar a ocasião para homenagear doze senhoras, que embora não sejam providas - pela natureza - de tomates, são especiais para mim. É por isso que sou visita lá de casa, quase diariamente, e sinto-me muito bem nos seus cantos, todos diferentes e cheios de encantos (rima e é verdade)...
Obrigado Alice (A Tradução da Memória), Ana (Andando e Pensando), Ana Paula (Paul dos Patudos), Ida (Sulbúrbio), Isabel (Caderno de Campo), Maria (O Cheiro da Ilha), Maria P. (Casa de Maio), MC (Jardim de Luz), Minda (Infinit’os), Rosa (Rosa dos Ventos), Sininho (Ecos da Falésia) e Vague (La Maree Haute).

O óleo que dá vida a esta homenagem quase que é um tomate... quase. É da autoria de Gustavo Fernandes e chama-se "Desafio à Dimensão"... e é dedicado às doze encantadoras Senhoras, e claro, a todos os visitantes das minhas "casas".

quarta-feira, junho 13, 2007

As Tertúlias de Café Cor de Rosa

Descobri hoje que estava enganado na forma como olhava as tertúlias. Sempre pensei que as tertúlias de café eram coisa de homem, que tanto podiam estar viradas para o intelecto, com discussões quase filosóficas, ou para o futebol, com conversas mais acesas, a muitos tons e cores...
Foi preciso estar sentado numa esplanada, ao lado de uma mesa de cinco senhoras com mais de meia idade, para descobrir uma verdadeira tertúlia cor de rosa, quase choque. As senhoras falavam com desenvoltura, quer dos temas do dia das revistas de actualidades femininas e do "24 Horas", quer das últimas aventuras das suas ruas.
As conversas eram bastante pormenorizadas, e tanto falavam da operação à "peida" da Merche Romero como da neta de não sei quem, que ia colocar silicone nas "tetas"...
Consegui sorrir várias vezes, com as expressões usadas, naquele "jornal" colectivo, onde se desfiaram histórias de várias ruas de Almada e até do país.
Abençoadas mulheres que ainda se encontram nas mesas de café para colocar a "escrita em dia". Elas vão quase sempre mais longe que nós e raramente usam palavrões...
É com esta pequenas coisas que descobrimos o quanto somos sexistas...

Pablo Picasso ilustra este texto com as suas "banhistas".

segunda-feira, março 19, 2007

Combateremos a Sombra


Gosto da Lidia Jorge e dos seus livros.
Já estava expectante em relação ao seu próximo romance "Combateremos a Sombra", mas depois de ler a sua entrevista no suplemento "Ipsilon" do "Público", de 16 de Março, fiquei quase convencido de que se trata de uma excelente obra.

Mas o que faz transportar para a Lidia Jorge para o "Casario", são algumas das suas palavras sobre o nosso país e sobre a sina de muitos portugueses, bastante pertinentes:

«Na sociedade portuguesa, o final nunca é esclarecido. Portugal é o país da obra em aberto, nunca temos finais claros. Vem da penumbra, vai para a penumbra, nunca ninguém sabe ao certo o que aconteceu.»

«O português vê que nada acontece àquele que explora e, ao mesmo tempo, vê o explorador transformado em herói. A mensagem que se passa é a de que vale a pena explorar. O falsário não só não é punido como é promovido. Acabamos por ficar impotentes, com o sentimento de que não vale a pena. Anos e anos de esmagamento conduziram os portugueses a uma postura depressiva.»

Felizmente, nem tudo são desilusões, já que ela também falou na entrevista das nossas virtudes: «Há as pessoas anónimas, que são os pilares salubres desta sociedade. Pessoas que agem por bem, que respeitam os outros, que cumprem o dever apesar de ninguém os elogiar, que nunca terão o nome no jornal. Gente circunspecta. Com um grau de fraternidade muito grande, sem esperar nada em troca.»

Curiosamente ou talvez não, Lidia Jorge, ofereceu-nos um facto real (o que se passa com a justiça...) e dois retratos do nosso país, em perfeito contraponto: o falsário que apesar de ser desonesto e se prestar a todo o tipo de papel, além de não ser punido, ainda é promovido (todos nós conhecemos exemplos destes...) e o anónimo, que age por bem, respeita os outros e é capaz de ajudar o próximo sem estar à espera de nada em troca (cada vez conhecemos menos pessoas assim...).

sábado, março 10, 2007

Luís Represas e João Gil ao Vivo


Acabei de chegar a casa, depois de ter assistido a um excelente espectáculo oferecido às mulheres de Almada (e acompanhantes claro...) pela Junta de Freguesia de Almada, no Salão da Academia Almadense.
O concerto a dois chama-se “Encontro”, um nome bem apropriado para este feliz reencontro musical entre Luís Represas e João Gil, companheiros de aventuras há quase três décadas.
Devo confessar que, já há algum tempo que não assistia, ao vivo, a um espectáculo tão intimista, com uma interacção tão próxima entre músicos e espectadores, muito por culpa da cumplicidade e profissionalismo destes dois excelentes músicos portugueses.

quinta-feira, março 08, 2007

O Dia da Mulher


Quando estamos entre homens, é normal ouvirmos a frase batida: «Para quê um dia da mulher? Elas não são iguais a nós? Aliás, cada vez têm a mania que são mais espertas e inteligentes que nós. »
Claro que na prática as coisas não são nada assim.
Infelizmente, quase trinta e três anos depois da Revolução de Abril, esta história dos direitos iguais entre homens e mulheres, continua a ser quase uma ficção.
Somos uma sociedade onde não se perdeu o hábito de fingir que está tudo bem, mesmo quando sabemos que o vizinho do segundo andar gosta de se encharcar em álcool e, vá-se lá saber porquê, deixa a mulher marcada a negro, tal como tantos cobardes, que escondem as frustrações e os complexos, dentro das quatro paredes, com a distribuição de porrada pela mulher e pelos filhos...
Se fossemos realmente todos iguais, nos direitos e deveres, podíamos apagar o Dia Internacional da Mulher do calendário...
Mas enquanto isso não passar de uma frase batida, beijem e abracem as mulheres que amam com ternura e ofereçam-lhe flores, sempre que vos apetecer, sem estarem à espera do dia 8 de Março...