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terça-feira, agosto 08, 2017

A Ilusão da Igualdade e os "Maluquinhos" de Almada...


Fiz algumas contas de cabeça e descobri que já vivo há trinta anos e alguns meses em Almada.

Embora nos primeiros anos esta cidade tenha sido essencialmente um "dormitório". Os amigos, os filmes e os amores moravam no lado de lá do rio...

Só no final de 1990 é que se dá uma pequena aproximação à Almada e à sua história (graças a Romeu Correia...).

Mas antes já tinha reparado em alguns pormenores que faziam de Almada uma cidade diferente de outras que conhecia (como a Cidade onde cresci e vivi toda a adolescência...). As pessoas eram mais iguais que noutros lados e não procuravam esconder as suas "feridas". Foi por isso que nos primeiros tempos tive a sensação que havia mais "maluquinhos" em Almada que noutras terras. Mais tarde percebi que o que acontecia era que uma boa parte dos seus habitantes não fechavam em casa os seus familiares com deficiências. Aceitavam-nos e passeavam com eles, e outros já crescidos, calmos e com mais autonomia, até andavam pelas ruas sozinhos...

Trinta anos depois já não noto todas essas diferenças nem descubro tantos "maluquinhos" nas ruas. Às vezes penso que as pessoas se aburguesaram e copiaram os hábitos sociais de outras terras, deixando esta Cidade mais desigual. 

Mas talvez sejam apenas os meus olhos. Podem estar a ficar mais baços e  já não conseguem ver a "cidade nua" à janela...

(Óleo de David Mcclure)

quarta-feira, março 29, 2017

Os 90 anos do Mestre Manuel Cargaleiro

Não escrevi nada na altura, mas sei que estou sempre a tempo de falar sobre o Mestre Manuel Cargaleiro, que fez 90 anos há alguns dias e foi agraciado pelo Estado Português e também pelo Município de Castelo Branco.

Almada, a terra onde cresceu e se fez homem e artista, não deu qualquer sinal de gratidão por este artista plástico de renome mundial, que até fez parte do executivo do Município de Almada nos anos 1950, antes de se radicar em Paris...

Felizmente o seu mural junto à fonte de um dos jardins da cidade, continua a resistir ao vandalismo (este tem ficado apenas nas margens).

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

A "Semana do Amor" em Almada


O Museu da Cidade de Almada organiza de 13 a 19 de Fevereiro, a "Semana do Amor", com uma série de actividades, alusivas ao tema, em que se procura fazer uma viagem no tempo, através dos afectos e das memórias dos lugares mais emblemáticos da Almada, com o apoio do movimento associativo almadense.

Além de ser um dos participantes da exposição de fotografia, "Olhares com Amor", patente na sede da SCALA, também escrevi um poema e algumas quadras "amorosas".

Durante esta semana além de colocar as minhas fotografias que fazem parte da exposição, também publicarei as quadras aqui no "Casario"...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 16, 2017

Memórias Atrás de Papeis...


Ando desde o começo do ano a tentar desfazer-me de "papeis", que fui acumulando com os anos e que enchem a garagem. Como disse no "Largo", não é fácil...

O bom das "arrumações" é descobrirmos preciosidades, que já nem imaginávamos que tínhamos guardadas. Folheio jornais antigos e fotocópias, e claro, penso na importância da imprensa regional, e de tantos apaixonados pelas letras e pela história local que escreveram nas páginas de: "O Almadense", "Gazeta do Sul", "Jornal de Almada", Praia do Sol" e nos boletins das colectividades de Almada.

Mesmo correndo o risco de me esquecer de alguém, vou mesmo enumerar uma boa parte das pessoas que escreveram coisas realmente importantes sobre a nossa terra nos jornais: Francisco Noronha, João Luís da Cruz, Luís Queirós, Conde dos Arcos, José Carlos de Melo, José Alaiz, António Correia, Romeu Correia, Mário Bento, António Henriques, Fernando Barão,   Henrique Mota, José Palminha Silva, Eduardo Alves, José Leone, Gil Antunes, Manuel Lourenço Soares, Raul Pereira de Sousa, Alexandre Castanheira, Mário Rodrigues, Carmo Vaz, Vasco Alves, Victor Aparício, José Freitas, Abrantes Raposo, Artur Vaz, Fernanda Policarpo, Joaquim Candeias, e tantos outros.

E pergunto mais uma vez: como é possível Almada não ter na actualidade um único jornal (mesmo que tivesse edição apenas online), apesar de ser uma urbe com mais de 150 mil habitantes?

(Óleo de Karoly Ferenczy)

quarta-feira, novembro 30, 2016

Duas Cidades (Aparentemente) com Ideias Trocadas...


Sei que posso não ter os dados todos, por estar afastado do desporto (pelo menos muito mais que há 20 anos em que fazia jornalismo desportivo...) e por não viver nas Caldas.

Mas quando vejo que Almada se candidatou a "Cidade Europeia do Desporto 2018" e as Caldas da Rainha a "Cidade Europeia da Criatividade 2020", ficou com a sensação que bem poderiam trocar de candidaturas.

Almada, embora possua muito melhores infraestruturas que em 1996 (para recuar apenas os tais 20 anos...), tem muito menos "vida desportiva", menos clubes e menos gente a praticar desporto. E se pensarmos na vocação e qualidade competitiva, ainda ficamos mais para trás.

Nessa época os clubes mais representativos da Cidade estavam no auge (Ginásio Clube do Sul e Almada Atlético Clube), além de terem as suas equipas de andebol nas divisões principais, em praticamente todos os escalões, praticavam outras modalidades com sucesso. A Naide Gomes, por exemplo, fez atletismo no Ginásio. A SFUAP tinha uma das melhores equipas de natação do país. E também existiam mais competições populares (mais corridas de estrada por exemplo...) e os "desaparecidos" Jogos Desportivos de Almada (penso que era assim que se chamavam...), e como seria normal, mais clubes populares.

O desporto ainda não se tinha "burocratizado", dificultando a vida aos chamados "clubes pobres" (e também aos "ricos", o Almada e o Ginásio que o digam...), com uma série de obrigatoriedades, que embora fossem necessárias, a já habitual desresponsabilização do Estado, fez com que a factura final fosse endereçada aos clubes...

Mudando de Cidade, as Caldas é uma "terra onde quase não se passa nada" no campo cultural, e a única criatividade que salta à vista é a dos alunos da Escola Superior de Arte e Design, mas distante dos caldenses. Exactamente o contrário de Almada, onde há quase um "criativo" por lar...

Mas os "inteligentes" de cada uma destas duas cidades é que sabem com que linhas se cozem...

quinta-feira, novembro 24, 2016

Romeu no Centro Cultural de Belém

A exposição de retratos de Fernando Lemos que está patente numa das salas do Centro Cultural de Belém, merece ser visitada por todos os amantes de fotografia e também por quem gosta de ver pessoas famosas retratadas.

Claro que nos anos quarenta e cinquenta ser-se famoso era uma coisa muito diferente dos nossos dias, não havia televisão e muito menos programas de "fama instantânea"...


Romeu Correia está muito bem acompanhado nesta excelente mostra de retratos de Fernando Lemos, que foi um "renascentista" da cultura, pois também se dedicou às letras e às artes plásticas e fez parte do movimento surrealista português, antes de emigrar e se fixar no Brasil.

(fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 17, 2016

Uma Carta Para o Romeu...

«Não sei se ainda andas por aqui, como o Chico nos costuma contar (sim ele diz que não vamos logo embora, ficamos por cá uns tempos a ver como param as modas...), Romeu.
Se andas, talvez estejas um pouco espantado por teres ganho tantos amigos novos, especialmente agora que te aproximas dos cem anos (hoje ainda são só noventa e nove...), essa idade sempre memorável.
Mas ainda bem que é assim, é sinal que não te vão esquecer, pelo menos nos tempos mais próximos. E tem ainda outra vantagem, todos aqueles que nunca souberam da tua existência, talvez sintam alguma curiosidade em conhecer-te melhor e peguem num dos teus livros, que tanto pode ser um romance, uma peça de teatro ou uma colectânea de contos (os ensaios e biografias não recomendo tanto, porque não têm a tua magia de extraordinário contador de histórias), e vão de viagem contigo.
Claro que há quem não tenha esquecido a tua "vaidade", e até me fale do tempo em que usaste laço em vez de gravata e andavas nas ruas de Almada de nariz empinado. Outros continuam a insistir na tese de que não devias ter aceitado dar o teu nome a uma rua, por estarmos em plena ditadura. Não te preocupes, eu "desarmo-os" sempre com a mesma "arma" que gostam de usar: a tua "vaidade". Se eras vaidoso como te pintavam, por que carga de água não ias aceitar a atribuição de uma rua? Ainda por cima quando normalmente este privilégio só era concedido depois de se partir...
Claro que tenho de ter cuidado com os argumentos que uso, não posso falar da tua simplicidade, e até insegurança, a espaços, que notava nas nossas conversas, ainda dizem que estou a inventar um "Romeu novo"...
E antes que me esqueça, parabéns Romeu.
Mas festa festa, vai ser a do ano que vem. Por isso vê lá se ficas por cá, pelo menos mais um ano. Até por saber que te vais emocionar e divertir bastante, nesta caminhada festiva.»

(Fotografia de Fernando Lemos)

segunda-feira, outubro 03, 2016

O 4 de Outubro em Almada

Amanhã, 4 de Outubro, festeja-se mais uma vez a República em Almada, que tal como sucedeu em Loures, na Moita e no Montijo (então Aldeia Galega), foi proclamada um dia antes da data oficial.

A informação (ainda incerta...) espalhada por alguns republicanos em Cacilhas da sua vitória na Capital fez com uma boa parte dos operários industriais abandonassem as fábricas e viessem para as ruas comemorar a queda da Monarquia. 

A manifestação atingiu tais proporções que os Paços do Concelho e o Castelo de Almada foram ocupados e posteriormente hasteadas as bandeiras da República a 4 de Outubro de 1910, com as principais figuras locais deste movimento a discursarem e a gritarem vivas à República, nas escadarias do edifício sede do Município de Almada.

Amanhã a festa começa com música e depois, às 18.15 horas decorrerá uma Tertúlia na Sala Pablo Neruda do Forum Romeu Correia, que irá recordar este dia na história de Almada, onde também irei participar, organizada pelos Amigos da Cidade de Almada.

sábado, outubro 01, 2016

Os "Pormenores" do Luís e do Modesto...


Na próxima quinta-feira regressam a Almada as "Tertúlias da SCALA", com a projecção multumédia, "Pormenores, Imagens d'hoje sobre Lisnoa d'ontem", da autoria de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas.

Os autores sintetizam desta forma este trabalho que já foi projectado na FNAC do Chiado:

'Caminhando pelas ruas de Lisboa, em particular nas zonas mais tradicionais, ainda é possível nos dias de hoje, observar com um olhar mais atento, pormenores, aspectos curiosos e objectos insólitos, que se encontram nas fachadas dos prédios, nas lojas antigas ou em sítios diversos que ainda resistem no mesmo local desde sempre e que são testemunhos da Lisboa do passado.
Passamos por eles várias vezes, porém, a rotina dos nossos trajectos diários, faz com que nem sequer lhes demos atenção ou lhe dedicamos especial interesse.
Se por acaso nos chamam a atenção para eles ou os descobrimos, ficamos surpreendidos e olhamo-los como se nunca os tivéssemos visto...
O conjunto de olhares e descobertas que vamos fazendo por Lisboa fora, conduz-nos a uma enorme vontade de colaborar na preservação de tudo aquilo que ainda resiste, sinais de um tempo, e que fazem parte de uma identidade e alna tão própria reportada ao quotidiano que pertenceu a uma Lisboa de outrora...»

quarta-feira, setembro 14, 2016

À Sombra do Cristo Rei


A música é um dos melhores legados da cultura almadense. 

São inúmeras as bandas e os músicos que nasceram, cresceram e encontraram inspiração na Margem Sul.

"À Sombra do Cristo Rei" - um cd (distribuído na revista "Blitz" de Setembro) e um espectáculo que se vai realizar na próxima sexta feira, às 22.30 horas, no "Cine Incrível" - é uma forma de homenagear todas estas bandas e estes músicos de Almada.

Tim é o "pai" do projecto e dá voz a vários sucessos de bandas como os UHF, Roquivários, Da Weasel, Margem Sul ou Agora Colora, acompanhado pelos filhos, Sebastião e Vicente, e também por Nuno Espírito Santo.

Na entrevista que deu à revista disse: «senti uma nostalgia dos primeiros concertos a que assisti na Incrível Almadense... UHF, Iodo...»

Almada e a Cultura agradecem a lembrança.

sexta-feira, setembro 02, 2016

"Repuxo & Sentimento"

Esta é uma das minhas fotografias menos artísticas da exposição que é inaugurada amanhã ("Três Fotógrafos, Três Olhares").

Mas achei por bem escolhê-la, pelo significado do lugar, um café luminoso, onde conheci muita gente de bem e recebi as lições mais importantes sobre a história de Almada...

E também pela flor e folha, colhidas pela minha filha. O seu nome diz tudo...

(Fotografia de Luís Eme - série "Blue & Yellow")

sábado, agosto 06, 2016

Há Cinquenta Anos Foi Assim...

Há cinquenta anos, a 6 de Agosto de 1966 todos os caminhos foram dar à nova Ponte Sobre o Tejo, que finalmente iria unir a Capital ao Sul do país e provocar um crescimento desmedido em toda a Margem Sul, especialmente nos Concelhos de Almada e Seixal.

Nesta fotografia assistimos à chegada do Presidente do Concelho (mais pomposo que primeiro-ministro), Oliveira Salazar, que sempre torceu o nariz a esta obra (votou contra, tal como o ministro das finanças de então, no Conselho de Ministros de 14 de Janeiro de 1959 e que seria aprovada por maioria), mas foi forçado a aceitá-la, em nome do progresso (outra palavra que lhe fazia cócegas...).


Ele também "fingiu" não querer aceitar o nome, "Ponte Salazar"... mas lá ficou, pelo menos até à Revolução de Abril de 1974...

(Fotografias de autor desconhecido)

sexta-feira, agosto 05, 2016

Ponte Sobre o Tejo - Antes e Depois

Estas duas fotografias são bastante elucidativas do que mudou na paisagem do Tejo.

É o antes e o depois...


Embora não tenham sido tiradas exactamente do mesmo local, são ambas da zona de Belém, na Margem Norte do Rio. 

E valem bem as tais "mil palavras"...

(fotografias de autor desconhecido)

quinta-feira, agosto 04, 2016

Ponte Sobre o Tejo - a Construção

As obras de construção da Ponte sobre o Tejo decorreram entre Novembro de 1962 e Agosto de 1966, naquela que foi a obra mais arrojada do "Estado Novo", transformando um sonho de quase um século em realidade.

Houve muitos aspectos inovadores e impressionantes nesta notável obra de engenharia. Mas aquele a que iremos dar um maior relevo e homenagear serão aos muitos operários, que foram forçados a ser uns autênticos "trapezistas" (muitas vezes sem qualquer rede).


Apesar dos riscos corridos houve poucas vitimas mortais (pouco mais de uma dezena, embora oficialmente só tenham sido divulgado quatro...).

Talvez tenham beneficiado da vigia atenta do "Cristo Rei"...

(Fotografias de autores desconhecidos)

quinta-feira, junho 16, 2016

Zona Magazine


Ontem assisti à apresentação da revista de fotografia, "Zona Magazine", na Imargem, em mais uma iniciativa da "Arte em Festa".

A "Zona Magazine" é aquilo que se pode chamar uma "revista de culto", com uma grande qualidade de imagem graças ao talento fotográfico dos autores mas também fruto do papel utilizado e da excelente impressão tipográfica.

Os seus mentores e directores, Luís Aniceto e Vitor Cid, fizeram uma excelente apresentação da revista, focando os seus principais propósitos - a divulgação do Concelho através da imagem, fugindo do óbvio - e também as dificuldades que passam para tornar este projecto viável, numa altura em que o papel começa a passar para segundo plano na nossa sociedade.

Este primeiro número dá um relevo especial ao Caramujo e à Lisnave, zonas abandonadas e esquecidas, quase sempre do agrado dos fotógrafos...

O Vitor e o Luís têm toda a razão, é impossível sentir o mesmo prazer, a olhar estas imagens apenas no ecrã do computador...

Que não lhes faltem apoios e vontade de continuar este projecto. Porque o talento e a diferença estão lá.

quinta-feira, março 31, 2016

As Minhas Primeiras (não) Memórias do Ginjal...


Estive a pensar e tenho a certeza de que a primeira memória que tenho do Ginjal é uma não memória. Ou seja, vi o Ginjal num tempo em que ainda não tinha “olhos de ver”…

A primeira vez que vim à Margem Sul deverá ter sido em 1966, 1967. Mas as memórias que tenho são muito soltas. Há duas imagens que me assaltam com mais nitidez: a viagem de cacilheiro, em que me recordo de estar ao colo do meu pai, provavelmente para ter altura suficiente para espreitar o rio e as suas margens da janela, onde de certeza vi pela primeira vez o Ginjal, ainda que ele não me apareça no filme da viagem. Recordo também (não sei porquê…) os bancos de madeira envernizados do barco, que provavelmente ainda não tinha ganho a cor laranja.

Outra memória que tenho é de ver os barcos muito pequeninos (de certeza que foi do miradouro do Cristo Rei…). Mas não guardei qualquer imagem da Ponte que, ou já estaria construída ou na fase final da sua construção).


Embora não o possa assegurar, penso que não inventei estas memórias. A única coisa que sei é que a viagem em família até à Margem Sul foi mesmo realizada, embora nunca me tenham dado o ano exacto. Mas anda pelos anos que eu registei.

(Fotografia de autor desconhecido)

sexta-feira, março 04, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (3)

Em 1944 a Direcção Geral dos Desportos organizou um curso de treinadores de Atletismo, com o Sérgio Malpique a ficar em primeiro lugar com 17 valores.

O curso deu-lhe o estímulo para tentar fazer reviver esta modalidade de tão boa memória em Almada, aproveitando a fundação do Almada Atlético Clube a 20 de Julho de 1944, através da fusão entre o Pedreirense e o União Almadense. Mas infelizmente não o conseguiu...

Foi então que em boa hora lhe surgiu a ideia de trazer o andebol de onze para Almada.

No início, para conseguir formar uma equipa socorreu-se dos amigos da JACA e da Marinha e em Dezembro o Almada Atlético Clube fez a sua estreia oficial do Andebol de onze contra o Benfica, no Campo Grande.  O Almada seria derrotado por 10 a 1, com o golo de honra dos almadenses a ser marcado pelo Sérgio.

Nada que desanimasse os pioneiros da modalidade na nossa Terra. Sérgio percebeu que era necessário fazer formação e criou uma equipa de juniores, de onde sairiam grandes campeões nas épocas seguintes, que transformariam Almada numa Cidade do Andebol.

E tudo isto graças ao Sérgio Malpique, que é recordado por todos como o "Pai do Andebol" na nossa Terra...

quarta-feira, março 02, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (2)

Quando Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar e Agostinho Brilhante criaram a JACA (Juventude Atlética Clube Almadense) em 1933, estavam longe de pensar que iriam revolucionar a prática do atletismo, com os seus métodos de treino. Além de obterem  excelentes resultados a nível nacional, conseguiram despertar o interesse de uma mão cheia de jovens pela prática do atletismo, pelo prazer de correr, saltar e lançar.

Brilharam nas nossas principais pistas, ganharam campeonatos, bateram recordes. Todos os conheciam e respeitavam como os "Atletas de Almada".

Foram eles: Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar, Agostinho Brilhante, Francisco Rosa da Silva, José Gonçalves, João Carapinha, Romeu Correia, Ramiro Ferrão, Fernando Faneca, Gilberto Monteiro. Aniceto Bicho, José Paninho, José Moreira, José Nunes, João Rodrigues, Henrique Figueiredo, Rodolfo Gerardo, José Rodrigues Dias, Alexandre Segurado, Américo "dos Velhos", Orlando Avelar e Francisco Bastos. Havia ainda uma falange de apoio, donde se destacavam Libânio Ferreira, Jorge Coelho da Silva e Miguel Cantinho.

terça-feira, março 01, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (1)


Sérgio Malpique se estivesse entre nós tinha completado 100 anos no passado dia 15 de Fevereiro.

Alguns amigos não esqueceram o Cidadão e o Desportista exemplar - que tanto honrou a hoje Cidade de Almada - e organizaram uma homenagem, que se realiza no próximo sábado, 5 de Março, a partir das 16 horas, no novo Auditório da Academia Almadense (o edifício do antigo cine-teatro entretanto restaurado pelo Município).