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sábado, outubro 01, 2016

Os "Pormenores" do Luís e do Modesto...


Na próxima quinta-feira regressam a Almada as "Tertúlias da SCALA", com a projecção multumédia, "Pormenores, Imagens d'hoje sobre Lisnoa d'ontem", da autoria de Luís Bayó Veiga e Modesto Viegas.

Os autores sintetizam desta forma este trabalho que já foi projectado na FNAC do Chiado:

'Caminhando pelas ruas de Lisboa, em particular nas zonas mais tradicionais, ainda é possível nos dias de hoje, observar com um olhar mais atento, pormenores, aspectos curiosos e objectos insólitos, que se encontram nas fachadas dos prédios, nas lojas antigas ou em sítios diversos que ainda resistem no mesmo local desde sempre e que são testemunhos da Lisboa do passado.
Passamos por eles várias vezes, porém, a rotina dos nossos trajectos diários, faz com que nem sequer lhes demos atenção ou lhe dedicamos especial interesse.
Se por acaso nos chamam a atenção para eles ou os descobrimos, ficamos surpreendidos e olhamo-los como se nunca os tivéssemos visto...
O conjunto de olhares e descobertas que vamos fazendo por Lisboa fora, conduz-nos a uma enorme vontade de colaborar na preservação de tudo aquilo que ainda resiste, sinais de um tempo, e que fazem parte de uma identidade e alna tão própria reportada ao quotidiano que pertenceu a uma Lisboa de outrora...»

quarta-feira, setembro 14, 2016

À Sombra do Cristo Rei


A música é um dos melhores legados da cultura almadense. 

São inúmeras as bandas e os músicos que nasceram, cresceram e encontraram inspiração na Margem Sul.

"À Sombra do Cristo Rei" - um cd (distribuído na revista "Blitz" de Setembro) e um espectáculo que se vai realizar na próxima sexta feira, às 22.30 horas, no "Cine Incrível" - é uma forma de homenagear todas estas bandas e estes músicos de Almada.

Tim é o "pai" do projecto e dá voz a vários sucessos de bandas como os UHF, Roquivários, Da Weasel, Margem Sul ou Agora Colora, acompanhado pelos filhos, Sebastião e Vicente, e também por Nuno Espírito Santo.

Na entrevista que deu à revista disse: «senti uma nostalgia dos primeiros concertos a que assisti na Incrível Almadense... UHF, Iodo...»

Almada e a Cultura agradecem a lembrança.

sexta-feira, setembro 02, 2016

"Repuxo & Sentimento"

Esta é uma das minhas fotografias menos artísticas da exposição que é inaugurada amanhã ("Três Fotógrafos, Três Olhares").

Mas achei por bem escolhê-la, pelo significado do lugar, um café luminoso, onde conheci muita gente de bem e recebi as lições mais importantes sobre a história de Almada...

E também pela flor e folha, colhidas pela minha filha. O seu nome diz tudo...

(Fotografia de Luís Eme - série "Blue & Yellow")

sábado, agosto 06, 2016

Há Cinquenta Anos Foi Assim...

Há cinquenta anos, a 6 de Agosto de 1966 todos os caminhos foram dar à nova Ponte Sobre o Tejo, que finalmente iria unir a Capital ao Sul do país e provocar um crescimento desmedido em toda a Margem Sul, especialmente nos Concelhos de Almada e Seixal.

Nesta fotografia assistimos à chegada do Presidente do Concelho (mais pomposo que primeiro-ministro), Oliveira Salazar, que sempre torceu o nariz a esta obra (votou contra, tal como o ministro das finanças de então, no Conselho de Ministros de 14 de Janeiro de 1959 e que seria aprovada por maioria), mas foi forçado a aceitá-la, em nome do progresso (outra palavra que lhe fazia cócegas...).


Ele também "fingiu" não querer aceitar o nome, "Ponte Salazar"... mas lá ficou, pelo menos até à Revolução de Abril de 1974...

(Fotografias de autor desconhecido)

sexta-feira, agosto 05, 2016

Ponte Sobre o Tejo - Antes e Depois

Estas duas fotografias são bastante elucidativas do que mudou na paisagem do Tejo.

É o antes e o depois...


Embora não tenham sido tiradas exactamente do mesmo local, são ambas da zona de Belém, na Margem Norte do Rio. 

E valem bem as tais "mil palavras"...

(fotografias de autor desconhecido)

quinta-feira, agosto 04, 2016

Ponte Sobre o Tejo - a Construção

As obras de construção da Ponte sobre o Tejo decorreram entre Novembro de 1962 e Agosto de 1966, naquela que foi a obra mais arrojada do "Estado Novo", transformando um sonho de quase um século em realidade.

Houve muitos aspectos inovadores e impressionantes nesta notável obra de engenharia. Mas aquele a que iremos dar um maior relevo e homenagear serão aos muitos operários, que foram forçados a ser uns autênticos "trapezistas" (muitas vezes sem qualquer rede).


Apesar dos riscos corridos houve poucas vitimas mortais (pouco mais de uma dezena, embora oficialmente só tenham sido divulgado quatro...).

Talvez tenham beneficiado da vigia atenta do "Cristo Rei"...

(Fotografias de autores desconhecidos)

quinta-feira, junho 16, 2016

Zona Magazine


Ontem assisti à apresentação da revista de fotografia, "Zona Magazine", na Imargem, em mais uma iniciativa da "Arte em Festa".

A "Zona Magazine" é aquilo que se pode chamar uma "revista de culto", com uma grande qualidade de imagem graças ao talento fotográfico dos autores mas também fruto do papel utilizado e da excelente impressão tipográfica.

Os seus mentores e directores, Luís Aniceto e Vitor Cid, fizeram uma excelente apresentação da revista, focando os seus principais propósitos - a divulgação do Concelho através da imagem, fugindo do óbvio - e também as dificuldades que passam para tornar este projecto viável, numa altura em que o papel começa a passar para segundo plano na nossa sociedade.

Este primeiro número dá um relevo especial ao Caramujo e à Lisnave, zonas abandonadas e esquecidas, quase sempre do agrado dos fotógrafos...

O Vitor e o Luís têm toda a razão, é impossível sentir o mesmo prazer, a olhar estas imagens apenas no ecrã do computador...

Que não lhes faltem apoios e vontade de continuar este projecto. Porque o talento e a diferença estão lá.

quinta-feira, março 31, 2016

As Minhas Primeiras (não) Memórias do Ginjal...


Estive a pensar e tenho a certeza de que a primeira memória que tenho do Ginjal é uma não memória. Ou seja, vi o Ginjal num tempo em que ainda não tinha “olhos de ver”…

A primeira vez que vim à Margem Sul deverá ter sido em 1966, 1967. Mas as memórias que tenho são muito soltas. Há duas imagens que me assaltam com mais nitidez: a viagem de cacilheiro, em que me recordo de estar ao colo do meu pai, provavelmente para ter altura suficiente para espreitar o rio e as suas margens da janela, onde de certeza vi pela primeira vez o Ginjal, ainda que ele não me apareça no filme da viagem. Recordo também (não sei porquê…) os bancos de madeira envernizados do barco, que provavelmente ainda não tinha ganho a cor laranja.

Outra memória que tenho é de ver os barcos muito pequeninos (de certeza que foi do miradouro do Cristo Rei…). Mas não guardei qualquer imagem da Ponte que, ou já estaria construída ou na fase final da sua construção).


Embora não o possa assegurar, penso que não inventei estas memórias. A única coisa que sei é que a viagem em família até à Margem Sul foi mesmo realizada, embora nunca me tenham dado o ano exacto. Mas anda pelos anos que eu registei.

(Fotografia de autor desconhecido)

sexta-feira, março 04, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (3)

Em 1944 a Direcção Geral dos Desportos organizou um curso de treinadores de Atletismo, com o Sérgio Malpique a ficar em primeiro lugar com 17 valores.

O curso deu-lhe o estímulo para tentar fazer reviver esta modalidade de tão boa memória em Almada, aproveitando a fundação do Almada Atlético Clube a 20 de Julho de 1944, através da fusão entre o Pedreirense e o União Almadense. Mas infelizmente não o conseguiu...

Foi então que em boa hora lhe surgiu a ideia de trazer o andebol de onze para Almada.

No início, para conseguir formar uma equipa socorreu-se dos amigos da JACA e da Marinha e em Dezembro o Almada Atlético Clube fez a sua estreia oficial do Andebol de onze contra o Benfica, no Campo Grande.  O Almada seria derrotado por 10 a 1, com o golo de honra dos almadenses a ser marcado pelo Sérgio.

Nada que desanimasse os pioneiros da modalidade na nossa Terra. Sérgio percebeu que era necessário fazer formação e criou uma equipa de juniores, de onde sairiam grandes campeões nas épocas seguintes, que transformariam Almada numa Cidade do Andebol.

E tudo isto graças ao Sérgio Malpique, que é recordado por todos como o "Pai do Andebol" na nossa Terra...

quarta-feira, março 02, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (2)

Quando Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar e Agostinho Brilhante criaram a JACA (Juventude Atlética Clube Almadense) em 1933, estavam longe de pensar que iriam revolucionar a prática do atletismo, com os seus métodos de treino. Além de obterem  excelentes resultados a nível nacional, conseguiram despertar o interesse de uma mão cheia de jovens pela prática do atletismo, pelo prazer de correr, saltar e lançar.

Brilharam nas nossas principais pistas, ganharam campeonatos, bateram recordes. Todos os conheciam e respeitavam como os "Atletas de Almada".

Foram eles: Sérgio Malpique, António Calado, Francisco Avelar, Agostinho Brilhante, Francisco Rosa da Silva, José Gonçalves, João Carapinha, Romeu Correia, Ramiro Ferrão, Fernando Faneca, Gilberto Monteiro. Aniceto Bicho, José Paninho, José Moreira, José Nunes, João Rodrigues, Henrique Figueiredo, Rodolfo Gerardo, José Rodrigues Dias, Alexandre Segurado, Américo "dos Velhos", Orlando Avelar e Francisco Bastos. Havia ainda uma falange de apoio, donde se destacavam Libânio Ferreira, Jorge Coelho da Silva e Miguel Cantinho.

terça-feira, março 01, 2016

Homenagem a Sérgio Malpique na Passagem do seu Centenário (1)


Sérgio Malpique se estivesse entre nós tinha completado 100 anos no passado dia 15 de Fevereiro.

Alguns amigos não esqueceram o Cidadão e o Desportista exemplar - que tanto honrou a hoje Cidade de Almada - e organizaram uma homenagem, que se realiza no próximo sábado, 5 de Março, a partir das 16 horas, no novo Auditório da Academia Almadense (o edifício do antigo cine-teatro entretanto restaurado pelo Município).
  

terça-feira, janeiro 26, 2016

O Ginjal de Porta a Porta

Luís Bayó Veiga irá apresentar amanhã um dos trabalhos de investigação que tem realizado sobre o Ginjal, "O Giinjal de porta a porta - Histórias, escritos e memórias", na sede da ARPIFC (Associação de Reformados de Cacilhas), próximo do Centro de Turismo (antigo Quartel dos Bombeiros de Cacilhas), às 16 horas.

O Luís contará ainda com o apoio de Henrique Carvalho e João Valente que viveram quase a vida toda no Ginjal.

sábado, outubro 24, 2015

Homenagem a António Henriques


Hoje, às 15.30 horas, será descerrada uma placa de homenagem a António Henriques, no Salão Nobre da Incrível Almadense.

A placa foi subscrita por cem sócios, que se associaram a esta homenagem, na passagem do Centenário de um dos Incríveis mais ilustres da já história da "Sociedade Velha".

E eu, como um dos principais promotores desta iniciativa, só posso estar bastante feliz, pelo que conseguimos fazer, com meios tão limitados.

segunda-feira, maio 04, 2015

O Abandono do Ginjal é uma Constante...


Ao passar pelo Ginjal vi que o seu histórico "Corredor" estava transformado em lixeira.

Entrei e vi que a casa onde a Júlia morou quase toda vida tinha a porta escancarada.

Não resisti e entrei, para tirar fotografias das janelas que olham para o Tejo.

Antes da Júlia ali morar, foi espaço da "Pensão Bom Gosto", que foi inspiração de um dos meus poemas do caderno, "Ginjal 1940, poemas dois", que vos ofereço:

pensão bom gosto

A mulher que apareceu no postigo
Disse que aquilo não era bem uma pensão
eu sabia mas fiz-me desentendido,
saciava-se mais o corpo que o coração.

«A clientela é quase toda de Lisboa»,
sorriu-me ela de uma forma enigmática.
Paguei o quarto e subi sem geografias,
abraçado à minha companhia simpática.

Depois de abrir a porta e a deixar entrar
Dei alguns passos em frente, até à janela.
Não tinha pressa nem ninguém à espera,
abri a janela e fiquei a ver as barcas à vela

Preferi imaginar-me um cliente casual
e pedir à minha companheira de viagem
para não fechar completamente o cortinado,
porque não queria deixar fugir a paisagem.

(Luís Milheiro)

sexta-feira, abril 17, 2015

Ver Passar os "Eléctricos"


Na minha paragem do "metro" há um grupo de homens da terceira idade que se junta por ali, sentados, a ver passar as composições do comboio (que também é eléctrico para uns tantos...).

Não sei do que falam, talvez das pessoas que entram e saem pelas portas automáticas, da outra cidade desaparecida, que tinha ali a chamada "fonte luminosa"... ou até de futebol ou mulheres, de preferência mais roliças que eles...

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Os (Desaparecidos) Restaurantes do Ginjal em Poema...


Continuando a "saga" dos poemas publicados no caderno, "Ginjal, 1940 (poemas dois)", publico "A Floresta Bem Acompanhada", em mais uma viagem no tempo:

a floresta bem acompanhada

A escadaria das mil conchas
deslumbra e torna especial
a caminhada de quem escolhe
comer na Floresta do Ginjal.
Mas a sua beleza
não se esgota aqui,
há ainda a bela paisagem
que só por si vale a viagem.

E depois temos os companheiros
a Fonte da Alegria, o Grande Elias,
o Abrantino e o Gonçalves,
que não ficam atrás na qualidade
dos seus peixes e mariscos do dia
e apostam sempre no bom gosto
e na simplicidade.

sexta-feira, novembro 28, 2014

O Alentejo Já não Começa Aqui


A maior parte dos almadenses sente que o Alentejo começa em Almada, no Seixal e no Barreiro, quase em simultâneo.

Sei que sou uma excepção à regra, pois vim da Estremadura, mas a maior parte da gente que me rodeia veio do Sul. Há uma ligação familiar muito forte, é o avô, a avó, o pai, a mãe, a tia, o primo, há sempre alguém que nasceu no Alto ou no Baixo Alentejo.

Mas agora, depois do Cante Alentejano ter sido considerado pela UNESCO, Património Imaterial da Humanidade, o Alentejo  sobe a estende-se até ao Minho.

Ou seja, somos todos Alentejanos, mesmo que tenhamos quase ao nosso lado o Douro, o Mondego ou outra fronteira natural qualquer...

O óleo é de Igor Levashov.

quinta-feira, novembro 06, 2014

"A Casa do Gato"


«Nesta casa, que dava nas vistas a toda a gente, quando o trânsito para todo o Sul, simulou-se por razões de simetria, uma janela entreaberta com um gato no parapeito.

Foi esta casa durante muitos anos a residência de D. Francisco de Noronha, funcionário público e escritor.»

(extraído de um artigo do "Jornal de Almada", dos anos 1960, não assinado)