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segunda-feira, setembro 02, 2013

O Tejo é Quase um Mar


É uma benção poder olhar o Tejo quase de mil e uma maneiras, com e sem ponte.

Não é por acaso que uma das coisas que mais seduzia os lisboetas, entre os séculos XIX e XX, era vir à Outra Banda olhar a sua cidade...

Ainda hoje é assim.

Não ficamos atrás de Lisboa, na colecção que temos de miradouros...

segunda-feira, julho 01, 2013

Fonte da Telha


Acabei de ler o romance, "Fonte da Telha", escrito em 1949, por Alexandre Cabral.

É uma obra que se  baseia na corrente neo-realista, tão em voga nos anos quarenta e cinquenta do século passado.

Li-o sobretudo pela curiosidade que me despertou, quando o encontrei na Biblioteca da Incrível Almadense, pela proximidade geográfica.

Embora não seja um livro de excepção, lê-se bem. Relata a vida difícil e incerta dos pescadores da aldeia da Fonte da Telha, especialmente no Inverno, em que   o mau tempo não permitia a ida ao mar e em que o peixe escasseava...

terça-feira, março 12, 2013

O Tempo dos Contentores


Ainda não escrevi sobre esta coisa feia e estúpida que querem colocar na Trafaria, por onde passei ao fim da tarde de domingo. 

Nem tão pouco sei se é uma acção com pés e cabeça, ou apenas mais uma "mania" destes governantes, que têm tanto de incompetente como de insólito.

Se a maior parte das mercadorias tiver como destino a margem norte do Tejo, faz algum sentido colocar mais um conjunto de monos na Outra Banda, que depois terão de atravessar o rio, pela sempre congestionada ponte 25 de Abril?

Eu sei que esta gente nem as pensa. Quando me lembro do aeroporto da Ota, está tudo dito. Andámos quase vinte anos a navegar no erro e deitar dinheiro fora...

Aliás, o segredo da poupança dos tais quatro mil milhões, está mesmo no fim do desperdício feito por esta gente que se governa e alimenta tantos escritórios e ateliers  de advogacia, economia, arquitectura, etc,  bons a fazer estudos disto e daquilo, que normalmente apenas servem para lhes encher os bolsos de euros...

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Olhar o Ginjal no Tejo


Já têm perguntado por aqui onde fica o Ginjal.

Esta é uma das fotografias que identifica muito bem este lugar ribeirinho, da Margem Sul, que também é conhecida como Outra Banda ou ainda Margem Esquerda.

Muito casario abandonado, mesmo no fim da fotografia aparece o elevedor panorâmico, que nos leva à Boca do Vento e até à Casa da Cerca (um dos lugares mais bonitos de Almada...)

A fotografia foi tirada a bordo do "Eborense", que faz cada vez menos travessias. E eu que gosto de viajar no convés e sentir o ar fresco do Tejo, mesmo nos dias calmos...

domingo, janeiro 08, 2012

Cemitério de Barcas


O velho cais do Olho de Boi está a transformar-se num "cemitério de barcas" de recreio.

Para a exploração fotográfica até nem é mau, mas não deixa de ser mais um traço do abandono a que está votada esta Margem Sul do melhor rio do mundo...

domingo, agosto 07, 2011

A Maré Cheia


As chamadas "marés vivas" têm proporcionado uma visão diferente do Ginjal e de toda a Margem Sul do Tejo.


Se por um lado, quando o Tejo enche, parece capaz de inundar Cacilhas e Lisboa, também quando a maré vaza, as praias desaparecidas do Ginjal voltam a ganhar espaço e a recordar outros tempos, outros banhos, mais de domingo...

Na fotografia encontramos pescadores (sempre presentes...) e dois cacilheiros, que quase se cruzam nas suas viagens entre o Sul e o Norte...

domingo, fevereiro 20, 2011

Maluda, o Tejo e a Nossa Margem


Maluda teve o privilégio de viver na Lapa, numa casa que lhe oferecia de uma das bandas, o Tejo, com todo o seu esplendor.

Talvez tenha sido por isso que pintou tanto Tejo, com o seu estilo muito próprio, cheio de geometrias, mas também de cor e beleza.

Este quadro "nasceu" na nossa Margem e espreita Lisboa...

sábado, setembro 18, 2010

Fim de Tarde no Olho de Boi

As margens do rio, a Sul e a Norte, são pródigas em miradouros, naturais ou "inventados" pelo homem. Devo conhecer quase todos, em Lisboa e Almada.

Reparo agora, ao escrever, que a maior parte das vezes visito-os sozinho.

E como gosto muito de andar, sozinho ou bem acompanhado, é fácil descobrir coisas a que ainda não tinha dado a atenção devida.

Claro que andar sozinho é diferente, faz com que seja mais fácil encontrar-me comigo próprio, falar com as paredes ou com as águas do rio, sem cair no ridículo.

Foi desta forma que quando dei por mim, estava rente ao Cais da antiga Companhia de Portuguesa Pesca, depois de ter percorrido todo o paredão do Ginjal, sentindo o vento agradável dos fins de tarde de um Verão farto em calor.

domingo, maio 30, 2010

Quatro Anos Depois...

Quatro anos depois, ainda cá estamos, neste "Casario", ligeiramente cansados e sem grande vontade de falar das mesmas coisas (neste país e nesta Margem Sul, parece que os problemas são sempre os mesmos, que pouca coisa muda...).

É por isso que nos últimos tempos tenho preferido "postado" fotografias e fazer a respectiva legenda.
Acho que começa a ser notório que o "Largo da Memória" é o blogue principal cá da "casa", o "Casario" e as "Viagens" são cada vez mais, espaços regionais, que não pretendo abandonar, mas que começam a ser secundarizados, por falta de tempo e também de assunto.
Esta fotografia foi tirada debaixo do cais do Olho de Boi, numa maré baixa das boas, dando o efeito quase de gruta.

Nota: O mais curioso, é que se não tivesse passado pela "Dona Redonda" (também em festa...), este aniversário tinha passado ao lado...

sábado, maio 29, 2010

Centros de Lazer Ambulantes

Lisboa é invadida diariamente por paquetes gigantescos, que dão um bom contributo à economia das duas margens (há grupos com refeições marcadas para restaurantes ribeirinhos de Cacilhas).
Claro que não pernoitam nos hotéis da Capital, têm a "barca" gigante da imagem, onde encontram um pouco de tudo, para se divertirem, para descansarem ou para outra coisa qualquer...
Felizmente turistas não faltam a Lisboa e arredores, gente de todas as idades, gostos e nações...

quarta-feira, abril 28, 2010

Maré Baixa...




Hoje, logo pela manhã, a maré estava mais baixa que o costume, ao ponto de se avistarem várias praias na margem esquerda do Tejo...
Nas fotos podem apreciar as praias da Fonte da Pipa, do Olho de Boi e das Lavadeiras...

quinta-feira, abril 08, 2010

A Nossa Arqueologia Industrial

A Margem Sul é especialmente rica em Arqueologia Industrial, mesmo que todo este património esteja completamente entregue à "bicharada".
Então no Ginjal os vestígios têm sido engolidos por um tempo que deixa quase sempre, marcas demasiado tristes...
Praticamente já só restam as paredes das fábricas, dos armazéns...
Esta porta escancarada é da Quinta da Arealva, aliás, do pouco que resta da Quinta onde se fabricaram uns bons vinhos, mais virados para a importação (aliás, exportação - "gracias" Nabisk) ao longo de todo o século XX.

quarta-feira, março 10, 2010

Notícia Preocupante


Embora seja uma notícia "atrasada" (só agora é que a li...), não deixa de ser preocupante, saber que Almada foi o Concelho do Distrito de Setúbal que registou a maior subida da taxa de desemprego em 2009.
Infelizmente, esta reportagem contrasta com as notícias sempre felizes, oferecidas no boletim municipal "Almada"...

terça-feira, janeiro 26, 2010

Ainda a Torre Velha

Como disse anteriormente, não tinha pensado que a Torre Velha fosse tão grande.

É um lugar magnífico, com uma vista espectacular para o rio e para os campos ainda verdejantes (nas proximidades não existem casas...). É certamente um bom lugar para escrever, Artur, pelo sossego e pela beleza da paisagem.
Nesta fotografia consegue-se ver um pouco da sua perspectiva.

sábado, maio 30, 2009

O Casario do Ginjal, Três anos Depois...

Esta minha aventura na blogosfera começou há exactamente três anos.

O que é que posso dizer? De uma forma geral tem sido bom, foi a descoberta de um incentivo diferente para escrever, contando com a presença de muitas pessoas, algumas especiais, que são a principal razão da continuidade do "Casario"...
Acho que tudo tem um prazo de validade nas nossas vidas. Não sabia ao certo quanto tempo iria andar por estas andanças, mas estava longe de pensar que chegaria aos três anos, até por este blogue ter características muito especiais, ser regional. Pensava que um dia qualquer deixava de ter motivos para falar deste lado do Tejo. Foi por isso que criei o "Largo da Memória", muito mais abrangente e interessante. Algum tempo antes já tinham aparecido as "Viagens pelo Oeste", porque achei importante falar de pessoas e lugares da minha infância e adolescência, que iam aparecendo aqui e ali, cada vez com mais nitidez.
Tentei e tento que os meus blogues não sejam "melodramáticos", mas é tão difícil passar pela realidade nacional e local, sempre com um sorriso nos lábios...
Não sei por quanto mais tempo vou continuar. Pelo menos enquanto me sentir bem por cá, enquanto sentir que tenho alguma coisa a dizer.
Escolhi esta minha fotografia do Casario do Ginjal, por ser um retrato perfeito deste lugar único na Margem Sul. Claro que tenho pena de ao longo destes três anos nada ter mudado no Ginjal, mas a vida é isto...

segunda-feira, maio 11, 2009

Os Golfinhos no Tejo

Quando escrevi sobre a "Praia das Lavadeiras" no Ginjal, afirmei que o Tejo estava mais azul e mais vivo, que há dez, vinte anos atrás, falando até num desejável regresso dos golfinhos ao Estuário...

Hoje vinha uma notícia no "DN" que tinha como chamada: «O Estuário do Tejo tem actualmente condições para acolher golfinhos, defendem investigadores portugueses, que classificam como bom o estado daquela foz, que regista menos poluição que nas últimas épocas.»
Claro que não é uma coisa assim tão próxima como poderá parecer, pois se as águas da Margem Sul já mantêm alguma transparência, o mesmo não se pode dizer das da Margem Norte...
Até porque continuam a existir esgotos por tratar que desaguam no Rio...

segunda-feira, abril 27, 2009

A Praia das Lavadeiras

Ontem, antes do almoço, fiz uma passeata um pouco mais longa pelo Ginjal, chegando mesmo até à Quinta da Arealva, cada vez mais destruída...
A maré estava baixa, era possível andar pela areia, cada vez mais clara, das praias do Rio nesta Margem Sul.
Esta é a melhor prova de que o Tejo está mais azul e mais vivo que há dez ou vinte anos atrás.
Não sei se será possível o regresso dos golfinhos ao Estuário, mas pelo menos fica a esperança...

domingo, outubro 26, 2008

Lisboa e o Tejo

José Cardoso Pires, abre o seu "Lisboa Livro de Bordo - vozes, olhares, memorações", com um excelente texto sobre Lisboa e o Tejo.

«Logo a abrir, apareces-me pousada sobre o Tejo como uma cidade de navegar. Não me admiro: sempre que me sinto em alturas de abranger o mundo, no pico dum miradouro ou sentado numa nuvem, vejo-te em cidade-nave, barca com ruas e jardins por dentro e até a brisa que corre me sabe a sal. Há ondas de mar aberto desenhadas nas tuas calçadas; há âncoras, há sereias. O convés, em praça larga com uma rosa dos ventos bordada no empedrado, tem a comandá-lo duas colunas saídas das águas que fazem guarda de honra à partida para o oceano. Ladeiam a proa ou figuram como tal, é a ideia que dão; um pouco atrás, está um rei-menino montado num cavalo verde a olhar, por entre elas, para o outro lado da Terra e a seus pés vêem-se nomes de navegadores e datas de descobrimentos anotados a basalto no terreiro batido pelo sol. Em frente é o rio que corre para os meridianos do paraíso. O tal Tejo de que falam os cronistas enlouquecidos, povoando-o de tritões a cavalo de golfinhos.»
Embora tivesse nascido na Beira, José Cardoso Pires sempre se assumiu como um lisboeta, com uma predilecção especial pelos bairros e pelas pessoas, que lhe diziam tanto.
A Margem Sul também fazia parte do seu mapa literário, não fosse a Costa de Caparica o lugar de eleição para dar vida aos seus livros...

segunda-feira, setembro 08, 2008

Uma Tarde de Sábado Inesperada

Quando o telefone tocou, depois do almoço de sábado, estávamos a "quilómetros" da Festa do Avante. Mas os amigos que não se esquecem de nós, são assim... era mesmo um convite irresistível para visitarmos a Quinta da Atalaia.
Só tínhamos de passar lá por casa e recolher as EP's...
A chegada à zona da Cruz de Pau, Amora e Fogueteiro foi infernal, carros e mais carros, com o estacionamento possível a quilómetros da Festa.
A meio caminho, com a minha filhota às cavalitas e a suar as estopinhas, lá desabafei que só me apanhavam ali de "borla"...
Chegámos e fomos absorvidos por aquele mar de gente gigantesco, que olhámos com admiração. É ele que alimenta um partido especial onde ainda existe o espírito solidário e muito voluntarismo, como se vê no atendimento nas barracas de tudo e mais alguma coisa...
Outro aspecto único é o desfile de gente de todas as gerações, que vai ao guarda-roupa buscar a indumentária adequada à Festa: as boinas bascas com estrela; os lenços e camisas do Che ou da foice e martelo; as "mantas" da Palestina; os vestidos floridos dos anos da "paz e do amor", etc.
Só não disparei em todas as direcções porque não tinha um bom "zoom" e os tempos mudaram, quase tudo é esfera privada e ainda podia ficar sem máquina...
Não vou falar da confusão para jantar, das filas intermináveis para os petiscos mais sugestivos, nem da música para todos os gostos ou da originalidade dos WC's...
Não devia visitar a Festa há uns bons dez anos e já não me lembrava de andar num mar de gente assim. Apesar de me sentir cada vez mais distante das multidões, esta iniciativa do Ruben de Carvalho é uma grande manifestação cultural e social, e também a "galinha dos ovos de ouro" do PCP.
E essa é uma das razões da Festa fazer tantas cócegas aos restantes partidos...

terça-feira, março 18, 2008

A Minha Primeira Viagem à Margem Sul

As primeiras imagens que guardo na memória, do Tejo e de Cacilhas, são dos anos sessenta, pouco tempo depois da inauguração da Ponte Salazar.

Devia ter quatro, cinco anos. Lembro-me de poucas coisas. A mais agradável é a viagem de cacilheiro, que devia furar as águas e fazer aquela espuma branca que encanta qualquer criança. Lembro-me especialmente, por estar sentado ao colo do meu pai, colado a uma das janelas, com frisos de madeira, envernizados, tal como os bancos, a olhar as águas do Rio mais lindo do mundo...
Mas a "excursão" familiar não se ficou por aqui, também fomos visitar o Cristo Rei. Fez-me alguma confusão ver os barcos no rio, muito pequenos. Da nova ponte, quase não me recordo de nada. Claro que devia ser possível contar os carros que passavam pelo tabuleiro, até porque a portagem nessa época era um "luxo"...
Nesta altura estava longe de imaginar que duas décadas depois, iria escolher Cacilhas para viver...
E pensar que nunca te agradeci, Pai, por me teres trazido à Margem Sul...