Nasceu como um espaço de opinião, informação e divulgação de tudo aquilo que vivia ou sobrevivia nas proximidades do Ginjal e do Tejo, mas foi alargando os horizontes...
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terça-feira, fevereiro 06, 2018
terça-feira, janeiro 02, 2018
Um Primeiro Ginjal...
As paredes do extenso Cais do Ginjal, povoadas de cor, também querem dizer coisas...
Sei que os "artistas" nem sempre as concretizam da melhor maneira. Mas esse é o dia a dia de quem cria (com mais ou menos talento), chegar à aproximação do tal sonho que quis ser uma história, um poema ou uma imagem...
Não tenho sonhos ou desejos para este lugar. Só o conheci decadente. E devo confessar, que tenho algum receio da sua transformação (tantas vezes prometida e adiada...).
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, setembro 22, 2017
Muitos Meses Depois...
Muitos meses depois gostei de voltar a descer as escadas que nos levam da Boca do Vento até ao Ginjal.
Como verifiquei que não se fez nenhuma obra de vulto neste espaço (apenas está colocada uma protecção metálica entre muros já na parte inferior das escadas...), ainda me questiono mais, sobre este fecho forçado, da passagem natural entre Almada e o Ginjal (desde o tempo das mulheres almadenses que desciam até à "Praia das Lavadeiras" - com nascentes de água doce no areal - para lavarem as suas roupas...), durante tanto tempo.
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, agosto 08, 2017
A Ilusão da Igualdade e os "Maluquinhos" de Almada...
Fiz algumas contas de cabeça e descobri que já vivo há trinta anos e alguns meses em Almada.
Embora nos primeiros anos esta cidade tenha sido essencialmente um "dormitório". Os amigos, os filmes e os amores moravam no lado de lá do rio...
Só no final de 1990 é que se dá uma pequena aproximação à Almada e à sua história (graças a Romeu Correia...).
Mas antes já tinha reparado em alguns pormenores que faziam de Almada uma cidade diferente de outras que conhecia (como a Cidade onde cresci e vivi toda a adolescência...). As pessoas eram mais iguais que noutros lados e não procuravam esconder as suas "feridas". Foi por isso que nos primeiros tempos tive a sensação que havia mais "maluquinhos" em Almada que noutras terras. Mais tarde percebi que o que acontecia era que uma boa parte dos seus habitantes não fechavam em casa os seus familiares com deficiências. Aceitavam-nos e passeavam com eles, e outros já crescidos, calmos e com mais autonomia, até andavam pelas ruas sozinhos...
Trinta anos depois já não noto todas essas diferenças nem descubro tantos "maluquinhos" nas ruas. Às vezes penso que as pessoas se aburguesaram e copiaram os hábitos sociais de outras terras, deixando esta Cidade mais desigual.
Mas talvez sejam apenas os meus olhos. Podem estar a ficar mais baços e já não conseguem ver a "cidade nua" à janela...
Mas talvez sejam apenas os meus olhos. Podem estar a ficar mais baços e já não conseguem ver a "cidade nua" à janela...
(Óleo de David Mcclure)
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segunda-feira, agosto 07, 2017
domingo, agosto 06, 2017
O "Repuxo" de Cara Lavada
Nem todos os empresários percebem que é preciso de vez em quando mudar qualquer coisa, para refrescar os olhares dos frequentadores habituais e principalmente dos outros, que é preciso conquistar...
Os donos do café que frequento perceberam isso e vai de "lavar a cara", dar um outro ar, para dar descanso aos olhos de quem por ali passa.
Ontem entrei e sentei-me à espera do café. Estava um pouco receoso. O Chave de Ouro, o Delta e o Nicola são os meus cafés favoritos. Agora era tempo do Sical, que nem sempre me sabe bem...
Mas depois de saborear a bica que o Manel me trouxe, disse-lhe que me soube bem, mas estava apreensivo. Ele sorriu, mas agora quem mais ordena é esta marca, que deve ter contribuído de uma forma generosa nesta mudança...
(Fotografia de Luís Eme)
sábado, abril 29, 2017
O Ginjal e o Passa Palavra, Cada Vez mais Internacional...
O melhor guia turístico do Ginjal continua a ser o "passa-palavra", de todos aqueles que o descobrem e ficam maravilhados com o rústico das ruinas, a beleza do Tejo, a calmia das esplanadas do "Ponto Final" e do "Atira-te ao Rio", e claro, da nossa gastronomia.
Ao fim da tarde é quando o Cais fica mais movimentado, a caminho do agora coração do Ginjal, onde se ouve falar italiano, francês, inglês, espanhol... e a espaços o nosso português.
(Fotografia de Luís Eme)
sábado, março 11, 2017
A Arte de Rua é Outra Coisa...
O património de Almada continua a ser vítima de gente sem classificação possível, que com toda a certeza envergonha todos aqueles que se dedicam à Arte de Rua, tão em voga nos nossos dias.
Esta fotografia tirada hoje de manhã à Fonte da Pipa, um dos Monumentos históricos da Cidade de Almada, situado à beira do Tejo, diz tudo da selvajaria perpetuada por meia dúzia de cobardes, incapazes de respeitar o bem público, aquilo que pertence a todos nós...
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, janeiro 31, 2017
O 31 de Janeiro e a "Almada Velha"
Muito boa gente não sabe o significado histórico do dia 31 de Janeiro (de 1891), embora normalmente nas suas cidades e vilas exista uma rua com este nome.
É a data do primeiro golpe dos republicanos portugueses contra a monarquia (frustrado... como tantos outros que aconteceram depois, contra o salazarismo), que teve como epicentro a cidade do Porto.
Mas apeteceu-me falar desta data por outra coisa. Por sentir que o pulsar das Terras também tem muito que ver com os nomes das suas ruas.
Uma coisa que me deixa satisfeito é que na chamada "Almada Velha" (o centro histórico da cidade) existam tantas artérias que continuam a manter bem vivos os nomes de alguns dos heróis republicanos. Por exemplo aquela que ainda é a rua principal de Almada (a antiga Rua Direita...), tem o nome de um dos heróis do 31 de Janeiro de 1891, a Rua Capitão Leitão...
(Fotografia de Luís Eme - aproveito e homenageio também a minha Incrível...)
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quarta-feira, setembro 14, 2016
À Sombra do Cristo Rei
A música é um dos melhores legados da cultura almadense.
São inúmeras as bandas e os músicos que nasceram, cresceram e encontraram inspiração na Margem Sul.
"À Sombra do Cristo Rei" - um cd (distribuído na revista "Blitz" de Setembro) e um espectáculo que se vai realizar na próxima sexta feira, às 22.30 horas, no "Cine Incrível" - é uma forma de homenagear todas estas bandas e estes músicos de Almada.
Tim é o "pai" do projecto e dá voz a vários sucessos de bandas como os UHF, Roquivários, Da Weasel, Margem Sul ou Agora Colora, acompanhado pelos filhos, Sebastião e Vicente, e também por Nuno Espírito Santo.
Na entrevista que deu à revista disse: «senti uma nostalgia dos primeiros concertos a que assisti na Incrível Almadense... UHF, Iodo...»
Almada e a Cultura agradecem a lembrança.
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quarta-feira, agosto 03, 2016
Regresso ao Ginjal...
Ontem ao fim da tarde lá fui dar o meu "passeio dos tristes" com passagens pelos miradouros do Jardim do Castelo e da Boca do Vento.
Já na descida das escadas reparei que havia uma novidade: um edifício ainda mais arruinado, pois perdeu o telhado (o primeiro em baixo do lado direito da fotografia).
No coração do Ginjal encontrei muita gente a aproveitar a maré baixa e a molhar os pés, ou simplesmente sentados à beira rio a beber uma bebida fresca, a conversar e a sorrir ao Tejo...
(Fotografias de Luís Eme)
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quinta-feira, junho 30, 2016
O Tejo bem Tenta...
O Tejo bem tenta parecer um Mar...
Mas apesar de gostar de se mexer, é demasiado delicado.
Eu diria que o que lhe sobra em largueza, falta-lhe em movimento.
E nem vou falar de coisas óbvias como o seu cheiro.
Às vezes parece maresia, mas é outra coisa,
também refrescante e saborosa,
Mas...
Falta-lhe o sal...
(Fotografia de Luís Eme)
sexta-feira, março 18, 2016
O Que não se Vê do Casario do Ginjal...
Normalmente quem passeia ao longo do Cais do Ginjal só se apercebe das ruínas de todo aquele Casario de uma forma episódica, porque as paredes e os muros são isso mesmo...
Claro que é possível penetrar no "coração" deste lugar onde quase já não há presença humana, pelo menos de uma forma fixa. Aqui e ali existem portas semi-abertas, buracos ou janelas partidas, que o ar de abandono e de perigosidade, está longe de nos convidar a entrar...
Mas com uma objectiva mais curiosa é sempre possível ver o se esconde por detrás do Cais, sem ser preciso andar por cima e por baixo dos "destroços" que resistem a quase todos os "invernos"...
(Fotografia de Luís Eme)
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terça-feira, dezembro 01, 2015
Os Candeeiros do Jardim do Castelo
Já escrevi por aqui sobre os dias curtos, que vão durar pelo menos até Janeiro.
Estive a fazer um trabalho de pesquisa até às 17 horas e quando saí para a rua, já estava escuro, também por culpa do céu, que parecia estar atestado de água e a prometer chuva, talvez para amanhã.
Por estar na chamada Almada Velha, acabei por dar um salto ao miradouro do Jardim do Castelo, para olhar o Rio, a Ponte e Lisboa, já com algumas luzes acesas.
Quando voltei costas vi que os candeeiros do Jardim, também se começavam a acender e dar uma atmosfera mais intimista aquele lugar, quase sempre calmo.
Quando já estava no portão da saída para o Castelo, lembrei-me que tinha a máquina na bolsa e disparei...
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sábado, novembro 07, 2015
Ilusão de Óptica ou de Outra Coisa...
Hoje tenho estado entretido a enviar fotografias para a "lixeira" e a libertar o disco do computador.
Este é mais um dos problemas do mundo digital, a facilidade do "clique" faz com que se acumulem fotografias, por vezes quase iguais (quando damos por ela temos centenas de fotografias de pouco préstimo...).
Algumas delas têm algumas particularidades (distantes da beleza), como a que aqui publico, em que a Lisnave mudou de lugar e passou para trás dos primeiros prédios da avenida 25 de Abril, em Cacilhas...
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segunda-feira, maio 04, 2015
O Abandono do Ginjal é uma Constante...
Ao passar pelo Ginjal vi que o seu histórico "Corredor" estava transformado em lixeira.
Entrei e vi que a casa onde a Júlia morou quase toda vida tinha a porta escancarada.
Não resisti e entrei, para tirar fotografias das janelas que olham para o Tejo.
Antes da Júlia ali morar, foi espaço da "Pensão Bom Gosto", que foi inspiração de um dos meus poemas do caderno, "Ginjal 1940, poemas dois", que vos ofereço:
pensão bom gosto
A mulher que
apareceu no postigo
Disse que
aquilo não era bem uma pensão
eu sabia mas
fiz-me desentendido,
saciava-se
mais o corpo que o coração.
«A clientela
é quase toda de Lisboa»,
sorriu-me ela
de uma forma enigmática.
Paguei o
quarto e subi sem geografias,
abraçado à
minha companhia simpática.
Depois de
abrir a porta e a deixar entrar
Dei alguns
passos em frente, até à janela.
Não tinha
pressa nem ninguém à espera,
abri a janela
e fiquei a ver as barcas à vela
Preferi
imaginar-me um cliente casual
e pedir à
minha companheira de viagem
para não
fechar completamente o cortinado,
porque não queria
deixar fugir a paisagem.
(Luís Milheiro)
domingo, abril 26, 2015
E Agora? O Ginjal Fica Cortado ao Meio?
Ontem passei pelo Ginjal e estranhei (do alto do miradouro da Boca do Vento) ver gente a passar para cá e para lá com aqueles fatos com cores luminosas, ao longo do Cais do Ginjal.
Desci e quando me aproximei do local que anteriormente já estava protegido com grades (devido à destruição de parte do paredão), um bombeiro veio barrar-me a passagem e dizer que tinha de voltar para trás. Vi que se passava para o outro lado com relativa facilidade, mas com o alarmismo do "soldado da paz", que colocara em perigo a sua própria vida (palavras dele...) para me vir avisar, não tive outro remédio se não voltar para trás. Não tirei qualquer fotografia, porque nem sequer me deixaram aproximar muito do local.
À noite pude ver uma imagem com um carro caído no interior da cratera (não sei como foi possível, já que esta estava sinalizada, talvez um descuido do condutor...), agora muito maior...
Não sei se é desta que os vários poderes (Porto de Lisboa e Câmara Municipal de Almada) que empurram as responsabilidades para os ombros uns dos outros vão continuar a encher o Ginjal de placas e de grades ou se farão - finalmente - alguma coisa. Estamos cá para ver e escrever.
Em 2011 escrevi algo sobre a proibição da passagem de carros, até por ser um lugar de risco, em 2014 voltei à carga, mas os "sabões" querem lá saber dessas coisas...
Quando já estava a subir as escadarias que me levavam à Boca do Vento, reparei que até um patrulha da Polícia Marítima andava a cirandar a zona.
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segunda-feira, janeiro 19, 2015
Os (Desaparecidos) Restaurantes do Ginjal em Poema...
Continuando a "saga" dos poemas publicados no caderno, "Ginjal, 1940 (poemas dois)", publico "A Floresta Bem Acompanhada", em mais uma viagem no tempo:
a floresta bem acompanhada
A escadaria
das mil conchas
deslumbra e
torna especial
a caminhada
de quem escolhe
comer na
Floresta do Ginjal.
Mas a sua beleza
não se esgota
aqui,
há ainda a
bela paisagem
que só por si
vale a viagem.
E depois
temos os companheiros
a Fonte da Alegria,
o Grande Elias,
o Abrantino e
o Gonçalves,
que não ficam
atrás na qualidade
dos seus
peixes e mariscos do dia
e apostam sempre
no bom gosto
e na
simplicidade.
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sexta-feira, janeiro 09, 2015
"Ginjal 1940, Poemas Dois"
Amanhã será apresentado, às 17 horas, no "Espaço Doces da Mimi", o caderno de poemas, "Ginjal 1940, Poemas Dois", da minha autoria.
Desta vez escrevi sobre os lugares e deixo aqui o poema, "A Praia das Lavadeiras":
a praia das lavadeiras
A água nasce
ali mesmo
Naquele
bonito areal.
As mulheres
descem as escadas
vindas de
Almada
com
alguidares à cabeça
numa manobra
ousada.
Assentam
arraiais na praia
e depois falam e esfregam a vida
juntamente com a fronha e o lençol
para depois esticarem a roupa
que por ali fica a secar ao sol.
Os homens que por ali
cirandam
são corridos com um
palavreado
digno de estivadores e
fragateiros.
A praia é o seu único
reinado
e não precisam de olheiros.
sexta-feira, setembro 19, 2014
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