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domingo, julho 02, 2017

Uma História Bonita Já com 35 Anos...


Num país como o nosso que trata tão mal a cultura (toda...), é sempre motivo de festa e de orgulho quando uma Associação de Artes e Artistas, comemora 35 anos de vida. 

Estamos a falar da Imargem - Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Almada, que ao longo das mais de três décadas de existência se transformou na principal referencia no campo das artes plásticas, num concelho como o de Almada, que faz questão de se afirmar no campo cultural (mesmo que muitas vezes seja só "fogo de vista"...).

A festa decorreu ontem, ao fim da tarde, com a inauguração de uma exposição de grande valor artístico, e também de grande simbolismo, com obras de vários artistas da Imargem, que fazem parte do acervo municipal. E depois foi apresentado o livro, "Imargem 35 anos, 1982 - 2017", que complementa e actualiza a obra apresentada na passagem do 20.º adversário da Associação.

Louro Artur fez a apresentação da obra, além de falar da história da Imargem (não fosse ele um dos fundadores...), "abraçou" com palavras os 35 + 1 artistas, que também dão vida a este livro.


Francisco Palma, presidente da Direcção, falou sobretudo do presente, dos desafios que todos temos de enfrentar nestes tempos difíceis, da procura de uma renovação constante no campo das artes e também na necessidade de diálogos, mais abertos e mais críticos, de tudo aquilo que se faz no campo artístico. Congratulou-se também por ver obras na exposição, que não eram mostradas há trinta anos, reforçando que a arte é feita para estar à vista e não escondida.

Francisco Bronze, também fundador da Imargem,  falou destes nossos tempos esquisitos, que tão mal tratam a cultura, do regresso em força da "futebolização", que tem efeitos tão nefastos na nossa sociedade, assim como de outros espectáculos de massas, que acabam por "esconder" o que de bom se faz nas culturas de minorias.

E eu senti uma grande honra em estar sentado ao lado destes três excelentes artistas plásticos, que tanto têm dado a Almada nestes últimos 35 anos, ao serviço das artes plásticas, sem me esquecer de dar os parabéns à Imargem e aos seus associados, pela sua notável colaboração no enriquecimento do património artístico do nosso concelho.

(Fotografia Américo D' Souza)

sexta-feira, junho 30, 2017

Os 35 Anos da Imargem

No próximo sábado, às 18 horas, será inaugurada a exposição artística do Acervo Municipal, inserida na comemoração do 35º aniversário da Imargem. 

Será também apresentado o livro que festeja a efeméride, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia.

domingo, junho 25, 2017

António Policarpo "Mostrou-nos a História"...

Ontem assisti  ao lançamento do livro, "Quinta dos Frades - Do Paço do Desembargador D' El' Rei a Museu da Cidade de Almada, 1366 - 2016)", de António M. Neves Policarpo.

O livro foi apresentado pelo director do Museu da Cidade, Luís Pequito Antunes e contou com a presença do Presidente do Município, Joaquim Judas. A parte que ofereceu mais entusiasmo à numerosa assistência, foi quando o autor, depois de nos oferecer uns tópicos da obra em primeira mão (não manuseei o livro, pois sai um pouco antes do fim...), pediu para projectarem uma imagem dos anos 1940 (panorâmica aérea...) de toda a freguesia da Cova da Piedade na parede, para depois nos levar de viagem, de rua em rua, de quinta em quinta, de fábrica em fábrica, para vermos com os nossos olhos como uma freguesia rural se torna urbana, em pouco mais de sessenta anos.

Foi muita feliz esta ideia do Policarpo em nos "mostrar a História", em nos levar de viagem através de uma fotografia...

(Fotografia de autor desconhecido - não foi esta fotografia que foi mostrada, mas esta acaba por ser a que tenho que mais se aproxima da excelente ideia de António Policarpo, um dos grandes historiadores de Almada)

sábado, maio 27, 2017

Uma Bela Surpresa


Ontem acabei por ter uma bela surpresa, no Centro de Documentação das Instituições Religiosas e da Família, por ver na assistência muitas pessoas que não conhecia, para além dos amigos, claro, que não nos deixam "desamparados" nestes momentos.

E nem vou falar de uma Amiga que veio de mais longe, e por ser de fora, andou perdida por Almada, encontrando a Capela da Ramalha, já próximo do fim. As surpresas, mesmo as boas, nem sempre correm da melhor maneira...

Apesar de ter cinco folhas com palavras, funcionaram mais como auxiliares, pois acabei por falar quase de improviso, prolongando até um pouco a palestra. Isso aconteceu pelo entusiasmo que fui sentindo, ao falar sobretudo do Romeu Correia (fiquei com a sensação de que falei mais dele e da sua obra que das Bibliotecas e da Cultura Almadense...), e também por descobrir interesse nos olhares da plateia...

Houve também algumas intervenções da plateia, que acabaram por enriquecer a sessão.

Um dos aspectos mais importantes que retive, foi ter conseguido despertar a curiosidade e o interesse pela obra teatral do Romeu, que penso ser a mais desconhecida da maior parte das pessoas.

(Fotografia de Mimi)

quarta-feira, maio 24, 2017

Romeu, Bibliotecas, Culturas...


O convite inicial foi para falar dos meus livros, com total liberdade. Acabei por decidir ir mais longe e falar de coisas mais abrangentes, sem me esquecer de que estamos no ano do Centenário do Romeu Correia.

É já na sexta.

domingo, março 19, 2017

Um Sábado Cheio de Cultura...


Ontem foi tive um sábado cheio de Cultura...

De tarde foi o lançamento do livro e inauguração da exposição, "O Feitiço da Água" do meu amigo Modesto Viegas, um dos grandes fotógrafos da margem Sul, na Sede da SCALA (rua Conde Ferreira, Almada).

Não tenho qualquer problema em dizer que esta é uma das melhores exposições de fotografia que vi em Almada, nos últimos anos.


À noite fui ver os "Bonecos de Luz" do Romeu Correia, encenado por Rodrigo Francisco e e interpretado pela Companhia de Teatro de Almada, no Auditório Lopes Graça do Fórum Romeu Correia.

Apesar do começo "periclitante" (e confuso) da peça, as coisas compuseram-se e sai da sala satisfeito com o trabalho desenvolvido pelas personagens, que conseguiram saltar do livro e encher o palco.

(Fotografias de Luís Eme)

quarta-feira, março 15, 2017

"O Feitiço da Água " do Modesto Viegas


Modesto Viegas é um dos bons fotógrafos almadenses, que não só gosta, como explora com grande qualidade, a fotografia de natureza.

Entre outras virtudes, o Modesto é extremamente generoso. E embora não seja de muitas falas, tem me ensinado bastantes coisas (às vezes só com uma frase...) sobre esta arte, cada vez mais popular, que ao contrário do que muito boa gente pensa, não vive apenas do "clique".

É por isso que no sábado lá estarei, na sede da SCALA, para ver as suas bonitas fotografias na parede e também no seu livro, pois desta vez o Modesto também se transformou em "feiticeiro"...

sábado, dezembro 10, 2016

"Conflito de Interesses"...


Em Almada é a coisa mais normal do mundo que existam "conflitos de interesses" deste género...


segunda-feira, novembro 21, 2016

A Escrita e a Pintura de Romeu Correia e Louro Artur


Romeu Correia e Louro Artur serão homenageados amanhã, às 18 horas, na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia, com a sessão comemorativa, "Romeu Correia e Louro Artur - A Escrita e a Pintura".

Merecerão um destaque especial os 40 anos da publicação do livro de contos, "Um Passo em Frente" (Prémio Literário Ricardo Malheiros); os 8 anos do "Painel de Azulejos sobre a Obra de Romeu Correia, da autoria de Louro Artur; e claro, a passagem do 99º aniversário do escritor almadense.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, novembro 19, 2016

A Cidade do Teatro


Hoje, ao começo da tarde (às 15 horas) vai ser apresentado na Casa da Cerca o livro, "A Cidade do Teatro", coordenado por Sarah Adamopoulos com textos de António Vitorino, Isabel Mões, Nuno Bernardo e Xico Braga.

Estou curioso em folhear esta obra que pretende historiar (embora vá mais longe...) os vinte anos da Mostra de Teatro de Almada (uma espécie de festival do teatro amador - ou parecido - que se faz por aqui).

Esta curiosidade deve-se ao facto de ter conversado com a Sarah Adamopoulos, coordenadora da obra, várias vezes, especialmente sobre a história do teatro da Incrível e de ter cedido várias imagens do teatro e da sua história. A seu pedido também acabei por escrever um pequeno texto sobre o que entendi ser o período de ouro da "Arte de Talma" na "Sociedade Velha" de Almada (anos 50 e 60 do século passado).

sexta-feira, novembro 18, 2016

Uma Bela Surpresa na Dom Sancho

Eu que pensava que era cedo demais para se estar a comemorar Romeu Correia, não tenho feito outra coisa, que não seja escrever sobre o Romeu aqui no "Casario"...

Claro que isso tem acontecido mais por culpa de "terceiros" (só ontem é que publiquei uma carta minha...). 

Ontem, por exemplo, estive nas instalações da Universidade Sénior Dom Sancho I, onde assisti à inauguração da sua biblioteca e também de uma exposição sobre a vida e obra de Romeu Correia. Exposição que antecedeu o inicio de um ciclo de conversas sobre o escritor (com a satisfação de ouvirmos o Romeu antes dos convidados, graças à projecção de uma entrevista que ele deu à RTP), que irá acontecer todos os meses, ao dia 17, dia de aniversário do autor almadense, até ao mês de Novembro do próximo ano.

Os primeiros convidados desta excelente iniciativa foram Jorge Silva (que apenas conhecia de vista), as professoras Elisa Araújo, Natália Pinto e o João Vasco, neto do Romeu. Todos eles deram o seu testemunho pessoal, sem qualquer artificialismo e com bastante emoção (especialmente o Vasco). Foi também aquele o Romeu que eu  conheci...

Gostei particularmente da intervenção da professora Elisa, por ter ela contado a história da passagem da Escola Secundária do Feijó (conhecida pela "escola das vacas", por ter uma vacaria rente à escola... e que eu desconhecia) a Escola Secundária Romeu Correia.

(Fotografia de Gena Souza)

quinta-feira, novembro 17, 2016

Uma Carta Para o Romeu...

«Não sei se ainda andas por aqui, como o Chico nos costuma contar (sim ele diz que não vamos logo embora, ficamos por cá uns tempos a ver como param as modas...), Romeu.
Se andas, talvez estejas um pouco espantado por teres ganho tantos amigos novos, especialmente agora que te aproximas dos cem anos (hoje ainda são só noventa e nove...), essa idade sempre memorável.
Mas ainda bem que é assim, é sinal que não te vão esquecer, pelo menos nos tempos mais próximos. E tem ainda outra vantagem, todos aqueles que nunca souberam da tua existência, talvez sintam alguma curiosidade em conhecer-te melhor e peguem num dos teus livros, que tanto pode ser um romance, uma peça de teatro ou uma colectânea de contos (os ensaios e biografias não recomendo tanto, porque não têm a tua magia de extraordinário contador de histórias), e vão de viagem contigo.
Claro que há quem não tenha esquecido a tua "vaidade", e até me fale do tempo em que usaste laço em vez de gravata e andavas nas ruas de Almada de nariz empinado. Outros continuam a insistir na tese de que não devias ter aceitado dar o teu nome a uma rua, por estarmos em plena ditadura. Não te preocupes, eu "desarmo-os" sempre com a mesma "arma" que gostam de usar: a tua "vaidade". Se eras vaidoso como te pintavam, por que carga de água não ias aceitar a atribuição de uma rua? Ainda por cima quando normalmente este privilégio só era concedido depois de se partir...
Claro que tenho de ter cuidado com os argumentos que uso, não posso falar da tua simplicidade, e até insegurança, a espaços, que notava nas nossas conversas, ainda dizem que estou a inventar um "Romeu novo"...
E antes que me esqueça, parabéns Romeu.
Mas festa festa, vai ser a do ano que vem. Por isso vê lá se ficas por cá, pelo menos mais um ano. Até por saber que te vais emocionar e divertir bastante, nesta caminhada festiva.»

(Fotografia de Fernando Lemos)

sexta-feira, novembro 04, 2016

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Escritores de Almada - Memórias Vivas

Embora estivesse num lugar demasiado visível, sem espaço suficiente para a análise crítica, penso que correu tudo muito bem.

Foi bom ver a sala cheia de amigos, foi bom escutar algumas coisas que estão dentro dos meus livros. E claro, foi muito bom falar deles.

E de certeza que saímos todos mais ricos da sala Pablo Neruda, graças a esta excelente equipa de trabalho (USALMA e CMA), que surge na fotografia com os escritores convidados da sessão de ontem, a segunda, do Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada".

(Fotografia de Gena Souza)

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Os Meus Livros de Cacilhas





















Quando somos convidados para falar sobre os nossos livros, não só viajamos no tempo como  chegamos por vezes a conclusões, inesperadas... 

«Isto de escrever livros sobre história local, não é uma coisa linear. No meu caso pessoal aconteceram uma série de acasos que me levaram a escrever sobre o Concelho. E a existência de um protocolo literário entre a SCALA e a Junta de Freguesia de Cacilhas, presidida por Carlos Leal, foi fundamental para que eu me envolvesse tanto neste género literário.






















Fui autor e co-autor de cinco obras sobre Cacilhas.”Elias Garcia, Esboço Biográfico”, com Abrantes Raposo; “Eduardo Alves, Vida e Obra de um Bombeiro Exemplar”, com Alberto Afonso, “Cacilhas, a Gastronomia, a Pesca e as Tradições Locais”, com Fernando Barão, “Cacilhas, o Comércio, a Indústria, o Turismo e o Desenvolvimento Sociocultural e Político da Localidade Ribeirinha”, “Lisnave uma Viagem no Tempo”, com o João Soeiro.



E sei que sem a existência deste protocolo, provavelmente não teria escrito nenhum destes livros.»

Digo isto sem qualquer demagogia. Como no nosso país a parte mais complicada dos livros é a sua publicação, através deste protocolo - que terminou com a extinção da Junta de Freguesia de Cacilhas -, pelo menos a edição do livro estava à partida assegurada...




sábado, janeiro 23, 2016

As Gentes da Minha Terra (4)


Abrantes Raposo sempre gostou de livros. O facto de ter nascido num lar humilde e ver-se obrigado a trabalhar logo que fez o exame da quarta classe, fez com que abraçasse, assim que lhe foi possível, uma profissão que lhe oferecesse a proximidade com os livros e a possibilidade de os afagar e tornar ainda mais bonitos.

Mas ser encadernador não lhe chegava.

Foi por isso que se deixou levar pelo gosto da leitura e das palavras e escreveu primeiros versos, que ficaram na gaveta algum tempo. Até ser descoberto por alguns amigos, que não só o incentivaram, como lhe deram a ajuda necessária para publicar a sua poesia.

A sua profissão e a "alma de coleccionador" proporcionaram-lhe a passagem de muitos documentos importantes pelas mãos. Foi tirando apontamentos e aos poucos foi-se interessando pela história local, tornando-se também historiador, quase sem dar por isso. E hoje tem uma obra importante sobre, Cacilhas, a Freguesia onde reside há mais de 50 anos.

Abrantes Raposo  que fez hoje 82 anos, surge nesta fotografia, em primeiro plano, com um dos seus livros na mão, com os seus três amigos que continuam a fazer parte da "Tertúlia do Repuxo", onde reinam os livros e a amizade, que já tem mais de duas décadas.

terça-feira, janeiro 19, 2016

Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada"

O Ciclo "Escritores - Memórias Vivas de Almada" começa amanhã às 18 horas na Sala Pablo Neruda do Fórum Romeu Correia e terá como principal convidado Fernando Barão (na foto).

Estas sessões serão divididas em três partes. A primeira será dedicada a Fernando Barão, com a divulgação da sua biografia e obra (com relevo para a obra escolhida). A segunda parte contará com a presença de mais três escritores almadenses, Fernando Fitas, Miguel Almeida e Vitor Fernandes, que farão a leitura de excertos das suas obras. Na terceira parte haverá diálogo entre o público e os quatro escritores convidados.

Será também inaugurada uma exposição alusiva à obra literária dos quatro principais convidados deste ciclo (Fernando Barão, Luís Alves Milheiro, Alexandre Castanheira e Alexandre M. Flores).

Este ciclo é promovido pelas professoras Ângela Mota, Edite Condeixa e Edite Prada, do Grupo de Leitores "Livros das Nossas Vidas", da Biblioteca Municipal de Almada.

(Fotografia de Vitor Soeiro)

quinta-feira, novembro 26, 2015

A Lardosa em Almada


Amanhã vou apresentar o livro, "Imagens da Minha Terra, Lardosa (Castelo Branco)", da autoria do meu amigo Aníbal Sequeira, uma monografia histórica muito bem ilustrada com as suas bonitas fotografias, que já foi apresentada nesta bonita Aldeia da Beira Baixa.

Aníbal fez muito bem em fazer a história da Terra onde nasceu (algo que ainda ninguém tinha tido a coragem para fazer...), focando os seus lugares mais importantes, sem se esquecer das pessoas (tão bem fotografadas...)

A apresentação realiza-se na Biblioteca da Escola Cacilhas-Tejo, Praça Gil Vicente, Cacilhas, às 17 horas.

Estão desde já todos convidados.

Esta é uma das fotografias de Aníbal Sequeira, que está presente no livro, "Teimosia", que escolhi por o burro ser um ex-libris cacilhense e fazer parte da história da Localidade Ribeirinha.