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quinta-feira, janeiro 31, 2019

Almada Inspirou o Pintor Barata-Moura...


Através do excelente blogue, "Almada Virtual Museum", de Rui Granadeiro, descobri que o pintor Barata-Moura (1911 - 2011), além da Beira, também tinha pintado algumas ruas e casarios de Almada...

Eis um dos exemplos...

domingo, janeiro 27, 2019

Somos Poucos, Mas Bons...

Ontem fui um dos "guias" em mais uma visita ao espaço museológico da Incrível Almadense, organizada em conjunto com o Centro de Interpretação de Almada Velha.

Apesar de se poder dizer que o grupo era pequeno, o interesse e curiosidade manifestados pela história de já mais de 170 anos, da Incrível, fez com que todos os minutos passados no coração da Colectividade mais antiga de Almada, valessem a pena...

Aliás, há muito tempo que sei, que nós que gostamos destas coisas da cultura, "somos poucos, mas bons"...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, janeiro 21, 2019

Atentado ao Património Cultural Almadense

A Incrível Almadense, está mesmo em risco de ter de sair do prédio onde está instalada a sua sede social, porque os senhorios pedem uma renda de um valor absurdo (850 euros), para um simples andar, num prédio com mais de 120 anos.

O mais curioso de toda a história, é que a Incrível está ali há 118 anos. E o senhorio não gastou um tostão nas várias obras necessárias,  para que o edifício permanecesse habitável (foram milhares e milhares de euros pagos pela Incrível...), pelo menos nos últimos 70 anos.

Poderão fazer uma leitura mais completa no Largo da Memória, onde também escrevi sobre este atentado ao Património Cultural Almadense.

Espero que Almada não fique em silêncio, que as suas forças vivas tomem uma posição, não esqueçam a história e os valores culturais e associativos, que a Incrível Almadense defende há já mais de 170 anos.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, janeiro 18, 2019

"Na Margem, uma história de rock"


O Museu da Cidade (de Almada...) inaugurou na noite de sábado passado a exposição, "Na Margem, uma história de rock", que faz a viagem deste género musical desde o começo dos anos sessenta do século passado até à actualidade.

Passei por lá hoje de manhã e gostei do que vi, como de costume (parabéns "Meninas"...).

E vou mais longe, esta exposição deveria ser visitada pela maioria dos almadenses que gostam de música, de história e de estórias... 

Fiquei também a saber que o António Manuel Ribeiro, que tocou na noite da inauguração da exposição com os seus UHF, disse algo de muito honroso para a "minha Incrível": «A Incrível Almadense foi mais importante do que o Rendez Vous. Eu sei do que falo. eu estava lá.»

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, janeiro 12, 2019

"Almada e o Tejo: Património (s)"

Foi  inaugurada hoje a exposição "Almada e o Tejo: Património (s)", na Oficina de Cultura de Almada, organizada pela Associação Amigos da Cidade de Almada, que se prepara para comemorar o seu 24.º aniversário.

Uma das grandes atracções da exposição são as 26 embarcações em miniatura (com muitos cacilheiros, de várias épocas...), recriadas por Luís Serra,  um grande artesão almadense e meu companheiro da "Tertúlia do Bacalhau com Grão".

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 20, 2018

Olá Associativismo...


Toda a gente que de alguma forma está, ou esteve, ligada às colectividades de Almada, sabe que elas já viveram dias melhores.

Mas nos últimos anos as coisas pioraram, muitas portas se fecharam, para não se voltarem a abrir.

Há ainda casos estranhos, como o da quase "usurpação" das instalações do Clube Recreativo da Ramalha, pelos "rendeiros"...

A única coisa que sei, é que há demasiada passividade de algumas instituições, como a Associação das Colectividades do Concelho de Almada e algumas juntas de Freguesia, que andam sempre demasiado distraídas em relação ao que se passa à sua volta...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 15, 2018

A História de Cacilhas Está mais Rica


As "Crónicas d'agora sobre Cacilhas d'outrora (Vol.II)" do Luís Bayó Veiga vieram enriquecer, ainda mais, a já fecunda, literatura cacilhense.

Apesar da sua aparente simplicidade, é um livro que oferece algo de novo à história da localidade ribeirinha, devido à riqueza de uma boa parte das biografias de figuras cacilhenses que constam neste volume. Algumas ainda não tinham merecido a atenção de nenhum escritor local, outras nunca tinham sido tão aprofundadas, como neste conjunto de crónicas históricas, muito bem ilustradas.

sábado, dezembro 08, 2018

Uma Colectividade Piedense com uma História Diferente...


Esta fotografia tem as iniciais e o símbolo de uma das colectividades da Cova da Piedade, com uma das histórias mais curiosas do seio do movimento associativo almadense.

História que me foi contada pelo meu amigo Mário, filho de um dos fundadores do Clube Recreativo Piedense.

Embora a vertente cultural e recreativa tenha sido a principal motivação para a fundação das grandes  Colectividades Centenárias de Almada ainda no século XIX (Incrível, SFUAP e Academia), que felizmente continuam activas, o Recreativo Piedense foi fundado, no final dos anos vinte do século passado, por uma razão, que até poderá parecer de somenos importância: a criação de um clube para se realizarem bailes (devido ao reduzido espaço oferecido pela sala de danças da SFUAP, que rapidamente ficava lotada e não possibilitava a entrada a mais casais...).

Foi este aspecto simples, que uniu três amigos, que resolveram formar um clube, ao mesmo tempo que alugaram um espaço, com condições para a realização dos tão desejados bailes, de domingo à tarde.

Para todos aqueles que aderiram ao Recreativo Piedense, acabaram-se assim os tempos de espera intermináveis, à porta da sala dos bailaricos da "Sociedade da Piedade"...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, dezembro 04, 2018

A Lisnave no Museu Naval

O Museu Naval no Olho de Boi  inaugurou na segunda metade do mês de Novembro a exposição, "Pórtico de Identidade, a Lisnave em Almada".

É uma exposição identificativa dos estaleiros, embora na minha opinião não consiga dar a verdadeira dimensão dos estaleiros (era maior do que transparece...). Mas não deixa de ser uma boa homenagem à maior empresa de sempre do concelho de Almada.

Trata-se de uma exposição de longa duração, ficará pelo Olho de Boi largos meses, com toda a certeza...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 01, 2018

Dia da Senhora do Milagre


Hoje em Cacilhas é dia de procissão, dia de festa para a Senhora do Bom Sucesso, a padroeira da localidade ribeirinha.

A procissão realiza-se desde o século XVIII e recorda de uma forma simbólica o "milagre" que ocorreu durante o Terramoto de 1755, em que rezam as crónicas que foi um pescador, curiosamente também ele Pedro, que pegou na imagem da Santa e ao ergue-la aos céus e a pedir ajuda divina, foi atendido... as águas que ameaçavam destruir a então Aldeia de pescadores...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, outubro 21, 2018

Os "Resistentes" de 2018

Embora não tenham sofrido as agruras dos "resistentes" de 1872 e de 1894, que dizem muito do carácter e da dignidade da Incrível Almadense, os músicos da banda da Colectividade mais antiga de Almada, também lutam para honrar a sua história e para arranjar um lugar no futuro para ela.


De manhã deram música a todos os que apareceram no Largo Gabriel Pedro e à tarde honraram os pergaminhos incríveis no tradicional encontro de bandas (já é XVI...) com as Sociedades  Musical Aljustrelense (que grande banda!, jovem, mas de grande qualidade) e  Filarmónica Alverquense, no Salão de Festas da Incrível, que continua a ser a "Catedral do Associativismo Almadense".

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, outubro 08, 2018

"A Vitória de Saramago" (texto de 1998)


«Foi com grande alegria que vimos José Saramago deixar o hall de entrada da sala, destinada aos eternos perdedores do Prémio Nobel da Literatura, com a serenidade que o caracteriza, depois de ser “Levantado do Chão” pela Real Academia Sueca da Língua.
O país voltou a sorrir de satisfação – e com a Expo 98 ainda tão perto na nossa memória... --, ao ponto de transformar a vitória de Saramago, num êxito de todos os portugueses. Foram erguidas bandeiras de Norte a Sul, levando bem alto “Todos os Nomes” deste escritor, digno herdeiro de Camões, Eça, Camilo, Pessoa, Aquilino e Torga.
A Escandinávia dobrara pela primeira vez a coluna à língua portuguesa. Depois de um longo “Ensaio Sobre a Cegueira”, acabou por reparar uma  injustiça quase do tamanho deste século!...
Embora Saramago seja um caso à parte, se fizermos uma “Viagem a Portugal”, encontramos uma mão cheia de poetas e ficcionistas que também poderiam ter sido inscritos nos “Apontamentos” da Academia Sueca.
Quando dizemos que ele é um caso à parte, estamos a basear-nos  num estranho casamento das Letras com Números que nos prova que Saramago é o escritor português vivo, mais conhecido e lido no mundo inteiro.
A sua obra literária é um manancial de estórias sobre a nossa História, “Deste Mundo e do Outro”, não sendo por isso de estranhar que alimente algumas polémicas. E quando se fala de coerência – uma palavra usada para dignificar Saramago e todos os seus camaradas que se mantém fiéis ao comunismo --, devemos fazer uma vénia ao Município de Mafra que continua a defender que “O Memorial do Convento” ofende o bom nome dos seus habitantes; e ao Papa, que  ao folhear “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, continua a perguntar a Deus com um olhar triste e angélico, “Que farei Com este Livro?”, por manterem vivas as suas opiniões divergentes em relação ao escritor.
 Mesmo sabendo que este não é o melhor momento para  falarmos da nossa taxa de analfabetismo, não devemos esconder a nossa triste realidade usando o Nobel da Literatura como peneira.
Saramago sentiria, “Provavelmente Alegria”, se usássemos o seu Prémio para sensibilizar os portugueses a visitarem o campo aberto das letras, mostrando-lhes o poder da luz “Poética dos Cinco Sentidos” que nos ilumina nas nossas viagens deliciosas pelo interior dos livros.
E se nos fosse permitido sonhar, gostaríamos que o Nobel produzisse o mesmo êxito na Literatura que as medalhas milagrosas de Carlos Lopes e Rosa Mota obtiveram no Atletismo, fomentando de uma forma avassaladora a leitura nas escolas e nos lares portugueses, arrebatando toda “A Bagagem do Viajante” de Lanzarote e de outros grandes escritores.»

(texto da minha autoria publicado no boletim "O SCALA", nº 8, Inverno de 1998, de homenagem ao nosso Prémio Nobel da Literatura - fotografia de autor desconhecido)

sábado, junho 09, 2018

O Bonito Dia (Internacional) do Arquivos


O que seria de nós, investigadores, sem os arquivos...


E nem tenho medo do excesso de informação. Quando ela rareava era bem pior...

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Fotografia, História, Gentes...


A minha próxima exposição de fotografia individual será inaugurada no sábado, às 16 horas, em Almada (na sede da SCALA). Tem como título, "Arte com História e com Gente".

Dá espaço a uma das minhas "pancadas": fotografar estátuas (além de janelas, portas, candeeiros, também tenho uma colecção jeitosa da nossa estatuária)...

domingo, dezembro 17, 2017

«E o burro sou eu?»

Houve um seleccionador nacional (Scolari) que em tempos que já lá vão tornou esta pergunta famosa, numa conferência de imprensa futebolística, pouco satisfeito com as perguntas que lhe faziam.

E agora surge um novo restaurante no Largo de Cacilhas, que se socorre de duas "estátuas" do animal mais popular da localidade ribeirinha...

No meu entender é uma forma inteligente de promover uma nova "casa de pasto", num local onde se mantém a fama da boa comida, especialmente do bom peixe e marisco.

(Fotografia de Luís Eme)