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segunda-feira, março 18, 2019

A Falta de Respeito Institucional (e a Incompetência) do Município de Almada para com as Associações Almadenses


Um dos aspectos que mais me surpreenderam pela negativa no "Encontro do Movimento Associativo Almadense" foi o testemunho de três dirigentes, que denunciaram a resposta "mentirosa" dos serviços do Município aos seus pedidos de apoio, feitos através da respectiva Plataforma.

Pelo que percebemos foi enviado para todas as colectividades (ou para a sua maioria...) um ofício com o mesmo teor, informando que a não atribuição dos subsídios pedidos se devia à não entrega de toda a documentação obrigatória (os intervenientes afirmaram que os seus processos estavam completos...) e também ao facto de não terem a sua situação regularizada na Segurança Social e nas Finanças (algo que também foi negado pelos três...). Havia ainda uma alínea que dizia que já tinham pedido um apoio nos últimos três anos, mas um dos dirigentes que falou, referiu que o seu pedido, era o primeiro que a sua Associação fazia ao Município...

Já tínhamos conhecimento da situação, pois uma associação da qual somos associados, também recebeu o mesmo ofício. Mas não fazíamos ideia que a sua cópia tinha sido enviada para a generalidade das Colectividades que tinham pedido apoio, com os mesmos argumentos e pressupostos, errados, ou para sermos ainda mais claros, mentirosos.

Em 25 anos que já levo de prática associativa, nunca tinha ouvido algo semelhante. Revela uma falta de respeito, de seriedade e de responsabilidade, sem precedentes, do Município perante as Colectividades Almadenses e os seus dirigentes.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 24, 2019

«Almada não é Lisboa!»

Enquanto cidadão almadense, começo a ficar incomodado,com as mudanças que o Município está a fazer nas suas estruturas, algumas das quais começam a querer perturbar "o coração da cidade", mexendo inclusive com a sua história e as suas tradições.

Não digo isto apenas por algumas das pessoas escolhidas para cargos de responsabilidade, terem vindo da Capital. Embora sejam quase todos "para-quedistas", um termo que Fernando Gil, dirigente histórico da Incrível, gostava de usar quando aparecia gente de fora a querer "trepar paredes" nas colectividades. Ou seja, gente sem qualquer conhecimento ou identificação com Almada.

Ao contrário do que deve pensar a Senhora Presidente da Câmara, Almada não é Lisboa. A sua história é mais popular e menos cosmopolita. As suas gentes são mais simples, mas também mais solidárias. E talvez até tenham mais história e histórias para contar, de um passado operário de resistência, que  muito as orgulha.

É por isso que não aceito o que estão a querer fazer a algumas instituições museológicas municipais, tentando retirar-lhes a identidade, que foram construindo ao longo dos anos, e até a sua vocação etnográfica e antropológica.

O mais curioso, é que na vereação camarária, estão presentes vários almadenses, que ao que tudo indica, são coniventes com o que se está a passar na Cidade.

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, dezembro 01, 2018

Um Ano no Mínimo Estranho...

Este último ano em Almada, governado pelo PS, coligado com o PSD, tem sido no mínimo estranho.

Como já tenho dito, achava a mudança  política benéfica (mais de 40 anos no poder, mesmo da CDU, fazem sempre mal à democracia...), embora não tivesse a expectativa de que se realizassem grandes melhorias.

Infelizmente as coisas têm corrido pior do que eu pensava, pelo menos na Cultura e no Associativismo, que são as áreas que melhor conheço.

Até posso oferecer alguns exemplos: sobrevalorização e desinvestimento dos espaços culturais existentes do Município; "dança de cadeiras" quase permanente nas chefias, com a nomeação de demasiados "lisboetas", sem que tenham qualquer ligação ou conhecimento da realidade local; diminuição drástica dos apoios ao movimento associativo; desleixo informativo em relação aos almadenses (a agenda cultural tem saído quase sempre a meio do mês, ou seja, depois de metade das coisas terem acontecido...); e o pior de tudo, ausência de qualquer informação e esclarecimento às muitas dúvidas que persistem em relação ao presente e futuro, nos meios culturais e associativos. 

Uma das coisas que mais me irritava na governação da CDU, eram os tiques "autocráticos" de alguns vereadores (o poder de largos anos tem esse efeito nas pessoas...). Tiques que se mantêm neste novo quadro governativo, a começar pela Presidente...

É por isso que acho pertinente a colocação desta faixa em vários lugares de Almada pela CDU (ao contrário de um amigo comunista, com quem conversei há dias...), quanto mais não seja para "abrir olhos" a quem está no poder...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, outubro 12, 2018

Sem Qualquer Desculpa...


Um ano de governação é mais que suficiente, para que se acabem com dúvidas ou desculpas, sobre o que continua a correr menos bem no nosso Concelho.

E há de facto muita coisa a correr menos bem em Almada (sem me afastar muito da Cultura e do Associativismo...).

O facto da "Agenda Cultural" ao dia 12 ainda não ter sido distribuída ao povo almadense, é apenas um sinal (pequenino...) do aparente "desnorte" (não sei se propositado ou não...), do governo local, socialista e social-democrata...

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 18, 2018

Aparentemente Almada ficou mais Próxima de Lisboa (e do Poder)...


Aparentemente Almada ficou mais próxima de Lisboa, onde continuam (e continuarão...) "sitiados" os senhores que mandam em coisas tão vulgares como o preço com que  se tabelam "as batatas e as galinhas", aqui e ali.

Isso acontece porque a Presidente é uma figura pública ligada à cultura, com um ar leve e simpático, e claro, não podemos esquecer o mais importante: pertence ao partido do poder.

E nós esperamos que Almada consiga ganhar alguma coisa com esta maior visibilidade de Inês Medeiros, além do "duelo criativo", proposto pela "Visão"...

segunda-feira, março 26, 2018

O Ginjal entre o Abandono e os Poderes...


Não sei quanto tempo mais o Ginjal irá continuar abandonado. Mas parece-me que está a atingir o seu "prazo de validade", cada vez há mais muros e telhados e ruir...

Fala-se agora com mais insistência do seu "Plano de Pormenor", que é agora que vai avançar, por que somos governados pela mesma força política que ocupa o Poder Central.

É uma "teoria" que me causa algumas dúvidas. Se todo aquele espaço é privado, não sei porque razão estão à espera do Governo para avançarem com as respectivas obras...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, janeiro 27, 2018

A Mania de Proibir, de Fechar, Continua...


Hoje de manhã fui dar a minha "volta" e quando me preparava para descer as escadas que nos levam do Morro para o Largo de Cacilhas, descubro uma vedação com o já famoso emblema da protecção civil.

Desta vez "infringi as regras" e desci as escadas (mais por curiosidade, para ver o que se passava...). A meio descobri que era possível descê-las sem qualquer risco, pois não descobri nada de anormal (nada que não existisse há anos...) e até havia uma passagem ao lado da vedação já nas proximidades do Largo...

Continuo sem perceber esta "sanha" de colocar placas  e "portas" em vez de resolver os problemas de segurança, nesta nossa Almada...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 02, 2017

As Mulheres Conquistam o Poder em Almada

Embora as mulheres não estejam em maioria no conjunto da vereação (apenas por uma nesga...), estão no Governação da Cidade de Almada (eleitos com pelouros).

Dos quatro eleitos pelo PS três são mulheres. Inês Medeiros, a presidente eleita, Francisca Parreira (que conhece bem a realidade local, pois já foi presidente da Junta de Freguesia da Trafaria) e Teodolinda Silveira.

No conjunto de todos os vereadores contam ainda com a companhia de Amélia Pardal da CDU e Joana Mortágua do BE.

Embora isto por si só não seja significativo, é no mínimo curioso (e histórico...).

Esperamos que a tal falada "sensibilidade feminina" faça a diferença, na resolução dos problemas de Almada...

Fotografia de Tomasz Frakas)

quinta-feira, outubro 19, 2017

O Assassinato de Daphne Caruana Galiza (os meus blogues e as minhas ideias...)

O assassinato de Daphne Caruana Galiza,  jornalista e "blogguer" (Running Commentary) maltesa, dá muito que pensar.

Daphne tinha 53 anos e era jornalista de investigação. Gostava especialmente de denunciar práticas corruptas e era a principal responsável pelo "Panama Papers" em Malta, deixando muita gente desonesta em alvoroço no seu país, inclusive governantes. Foi por isso que lhe colocaram uma bomba no carro, que a vitimou, na tarde de 16 de Outubro...

Quinze dias antes de ser assassinada, Daphne tinha apresentado queixas na polícia por estar a ser vítima de ameaças de morte.

Não há muito mais a dizer. Uma tragédia desta dimensão, além de chocar, dá sempre que pensar...

Embora eu faça jornalismo e também seja "blogguer", faço essencialmente investigação histórica. Os blogues são sobretudo uma forma de "matar o vicio da escrita". Mas mesmo assim de vez enquanto incomodo algumas pessoas, mais por não "saberem ler" (ou seja, conseguem ler coisas que eu não "escrevo"...).

Sem que os meus blogues sejam "políticos", já tive alguns dissabores. O maior de todos foi a recusa de um político local (o Presidente da Assembleia Municipal até às últimas eleições...), em sentar-se na mesma mesa que eu, num lançamento de um livro que escrevi sobre a história de uma Colectividade de Almada, alegamente por coisas que eu tinha escrito na "blogosfera", que o ofendiam...

Uma das coisas que o ofenderam foi esta frase: "Mesmo que se mude para pior, é importante mudar."

E agora as coisas mudaram mesmo em Almada, 41 anos depois de a mesma força política (o PCP, com as siglas FEPU, APU e CDU) ter ocupado o poder. E mudaram num ano em que até apoiei o ainda Presidente do Município, Joaquim Judas, do PCP, que considero competente, honesto e boa gente.

O que eu não posso é ter dois pensamentos diferentes, um para o país e outro para Almada. Sempre fui contra as maiorias (Cavaco e Sócrates chegam como exemplos...), por acreditar que os consensos são sempre mais úteis para todos nós (como tem acontecido com a "gerigonça", que tanta comichão faz à direita...), que os comportamentos autocráticos. Da mesma maneira que sempre fui contra a perpetuação no poder. Acredito convictamente que as mudanças (mesmo que sejam para pior...) fazem bem à democracia.

(Fotografia de autor desconhecido)

quinta-feira, agosto 24, 2017

Homens e Espelhos Quase Vazios...

Muitos anos depois da primeira eleição, eles continuam a ocupar o espaço que já devia ser há muito de rapazes e raparigas mais novos, mais inteligentes, mais cultos, e sobretudo, mais competentes.

Mas só o lugar de presidente do executivo é que foi limitado... vereadores e afins, podem continuar a caminhar, sorridentes, até à quase "eternidade".

Uma boa parte deles continua a pensar que basta assinar uns papeis que lhes surgem na secretária, impregnados do perfume das funcionárias, escolhidas a dedo. E depois é sorrir muito, dar umas larachas popularuchas aos homens e umas graças charmosas às mulheres, contar umas anedotas nas reuniões dos executivos e pronto, está o dia, o ano, e o mandato, ganho.

Podemos fingir que a culpa é de alguns dos espelhos onde eles se olham diariamente. Mas a questão é muito mais profunda, além de não fazerem "autocrítica" há muito tempo, tornaram-se "lapas" e fingem-se insubstituíveis nas listas dos seus "mais que tudo", por que não conseguem sobreviver sem aquele poder, por mais insignificante que seja, de vereador do lixo da câmara a vogal dos mercados da junta...

(Óleo de Ralph Hedley)

sábado, março 25, 2017

A Vitória dos Chupistas e dos Oportunistas...


Continuo convencido que uma sociedade como esta em que vivemos, que se alimenta preferencialmente do compadrio, da mediocridade, da esperteza, e até da injustiça, acabará, mais tarde ou mais cedo, por ficar atolhada na porcaria que vai deixando atrás de si. 

Só que até isso acontecer, muita gente será prejudicada, ferida na sua dignidade, confundida pelos valores que acha certos, e pelos outros, que vigoram...

Tenho conversas intermináveis com alguns amigos sobre este "mundo", cada vez mais de pernas para o ar. É por isso que acrescento que só fiquei indignado com o político holandês que diz que gastamos o nosso dinheiro em vinho e mulheres, por não apontar o dedo aos seus colegas políticos do sul, porque são eles que ganham dinheiro suficiente para beber vinhos caros e seduzir mulheres com preço, e nunca o seu povo.

Apesar de ter sido infeliz e injusto, compreendo-o perfeitamente. Não podemos andar a viver eternamente acima das nossas possibilidades, a gastar o que não temos. E para ser rigoroso, também sei que é quase impossível os países com mais dificuldades conseguirem estabilizar ou crescerem com dívidas tão elevadas.  A renegociação das dívidas é fundamental.

As conversas são mesmo como as cerejas, onde eu já vou... e o que queria era falar da realidade associativa almadense, que acaba por ir um pouco ao encontro das palavras do "holandês"...

Eu por exemplo, tenho muito orgulho de pertencer a duas colectividades almadenses que continuam a sua caminhada, com grande dignidade, sem nunca terem estado reféns de qualquer poder, político ou económico, ao longo das suas histórias - uma longa de 168 anos outra mais curta de apenas 23 anos.

E ao contrário do Carlos, nem fico demasiado  incomodado por serem muitas vezes penalizadas por fazerem uma gestão cuidadosa, por conseguirem promover a cultura sem grandes custos, ao mesmo tempo que apresentam as suas contas aos seus associados, sem dívidas.

Digo isto porque normalmente quem gasta mais do que tem, acaba por sair beneficiado em relação a quem cumpre, com os apoios dados pelas autarquias, com a velha desculpa de que é preciso evitar a todo o custo a possível "falência"... E o mais grave, é que não se vê ninguém ser chamado à responsabilidade, mesmo pelos associados, como responsável por gestões danosas.

É por isso que por muito que se fale em justiça, igualdade de oportunidades e etcétra, na sociedade actual os "chupistas" e os oportunistas acabam sempre a ganhar...

sexta-feira, março 10, 2017

Fregueses ao "Abandono" em Almada...

Há um pensamento generalizado de que foi uma estupidez ter-se acabado com algumas das juntas de freguesia em Almada, com o qual concordo plenamente.

Mas estou convencido de que este pensamento poderia ser facilmente ultrapassado se as pessoas que dirigem hoje a União de Juntas de Freguesia de Almada, Cova da Piedade, Cacilhas e Pragal, interiorizassem qual é o seu verdadeiro papel na sociedade local.

O fim da proximidade que existiu até às últimas eleições não pode ter apenas como desculpa a união de freguesias. Muito menos o comportamento dos autarcas de hoje, que de uma forma geral, primam pela ausência, tanto nas ruas das localidades como no acompanhamento das colectividades e outras instituições do concelho.

Muitas pessoas que conheço dizem isto à "boca fechada", por serem militantes ou simpatizantes da força política que venceu as últimas eleições (PCP versus CDU).

Sei também que os habituais leitores críticos do "Casario" vão fazer uma leitura transversal do que eu escrevi. Mas deviam encarar este problema de frente, e pensar em arranjar candidatos às próximas eleições, pelo menos com a qualidade do Carlos Leal, Fernando Mendes, ou do saudoso Renato Montalvo, que andava sempre por aí, atento e disponível, tentando resolver os problemas dos almadenses e da Cidade.

Continuo a pensar que quem é eleito para cargos públicos, tem como primeiro objectivo servir a população onde está inserido. Mas se calhar estou errado...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, dezembro 31, 2015

Um Melhor 2016


Apesar dos presentes envenenados deixados pelos antigos governantes, como foi o BANIF, continuo a esperar que 2016 seja melhor para todos (excepto para os banqueiros...) que 2015.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, junho 03, 2015

Que União de Juntas é Esta em Almada?


Como já disse mais que uma vez, faço parte de uma Associação Cultural em Almada (SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada), que tem dois defeitos - para quem governa a Cidade -, farta-se de fazer cultura e é apartidária.

Em Março descobrimos que tínhamos sido "apagados" da lista de Associações da União de Juntas de Freguesia de Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas. Demos mostras da nossa indignação através de ofício (que para variar não mereceu qualquer resposta...) estranhando que uma Autarquia que se apelida de "União" seja divisionista em relação ao Movimento Associativo.

Hoje passei pelo seu site e verifiquei que a SCALA foi mesmo "banida" da lista de Associações, apesar de ser uma Colectividade de Utilidade Pública.

Mas gostei de ver por lá (sem qualquer desprimor para ambas...)  a Associação de Amizade Portugal-Cuba ou a Liga de Mulheres Moldavas em Portugal, e ainda meia-dúzia de clubes almadenses que só  existem de nome, já que estão praticamente inactivos.

Pelo menos não "apagaram" (ainda) nas respectivas listas de obras editadas os livros dos autores Scalanos. 

São estes comportamentos sem classificação possível que fazem com que tenhamos saudades da Junta de Freguesia de Cacilhas, da Junta de Freguesia de Almada e dos seus antigos presidentes.

domingo, maio 31, 2015

A Fulana, a Beltrana e a Sicrana


Ontem à noite fui à Incrível assistir à representação da peça, "Fulana, Beltrana e Sicrana". 

É uma peça agradável representada por três boas actrizes amadoras, com humor e qualidade.

(Foi pena que a senhora autarca que colocou em dúvida a existência de Cultura na Incrível, não tenha aparecido. Talvez tivesse sorrido e aplaudido a peça e percebesse que a grandeza histórica e cultural da "Sociedade Velha" não se mede apenas pelo seu passado, mas também pelo seu presente)

domingo, maio 24, 2015

A Crítica da Crítica no Casario


Um amigo meu que costuma passar aqui pelo "Casario" (do vasto "clube" dos que lêem e não comentam...), disse-me que eu era demasiado exigente para com os governantes de Almada.

Não lhe respondi de imediato, até porque nunca ter pensado a sério no assunto. Mas depois acabei por lhe dar razão, mas com uma justificação, que vale o que vale.

Expliquei-lhe que era mais exigente porque os comunistas (pelo menos os que nos governavam) se tinham em tal conta, que não só se achavam melhor que todos os outros, como estavam acima de qualquer crítica ou suspeita.

E havia ainda outra questão, estavam no poder desde as primeiras eleições autárquica, ou seja, não tinham qualquer margem para atirar as culpas dos erros cometidos nos quase últimos 40 anos, para cima de quem quer que fosse.

Para não ser muito chato, falei apenas nos problemas de ordenamento do concelho, dos mesmos excessos e exageros urbanos (tanto dentro da cidade como nas suas freguesias) que provocaram um crescimento feio e desordenado. 

E como não podia deixar de ser, falei de todos os anos que governaram de costas voltados para uma das praias com mais potencialidades do país, a Costa de Caparica...

E não fui às "quintas" e aos "condados" das culturas, dos recreios e dos desportos...

quinta-feira, maio 21, 2015

Pensar o Futuro?


Eu sempre gostava se saber como é que governantes quer estão no poder há mais tempo que Salazar, cada vez com menos sentido autocrítico e capacidade de aceitar (e respeitar...) quem pensa de forma contrária, podem pensar o futuro em Almada...

sexta-feira, março 27, 2015

Que o Teatro se Cumpra em Almada


Gosto pouco de obras de fachada, apenas para inglês ver.

Neste Dia Mundial do Teatro, gostava que o teatro se cumprisse em Almada, para lá dos "milhões" que são distribuídos anualmente para a Companhia de Teatro de Almada.

Gostava que o novo "Teatro António Assunção" fosse aberto a todas as companhias do Concelho e que funcionasse mesmo, que não passasse a maior parte do tempo fechado, como tem acontecido até aqui.

Gostava muito que Almada não fosse apenas a "Capital do Teatro" em Julho, quando fica bem aparecer na televisão, na fotografia do jornal ou dizer banalidades em qualquer entrevista de um dos jornais que são vendidos de Norte a Sul.

Que o Teatro se cumpra em Almada!

terça-feira, março 17, 2015

Nada é Eterno


O "passeio público" do Ginjal (hoje apeteceu-me chamar-lhe isto...) levou mais um chega para lá do Tejo, num daqueles dias em que o vento sopra forte e o rio se arma em Mar.

A protecção civil alertada, colocou logo umas grades para que ninguém se descuide, ao mesmo tempo em que se livra de responsabilidades.

Acho que gosto de ir para o Ginjal, entre outras coisas, por ser um território livre, onde ninguém se responsabiliza por nada, afixando placas de perigo e de proibição, que ninguém leva a sério.

Claro que corremos o risco de ficar sem passagem para o outro lado, se se continuar a colocar apenas placas e grades, cada vez que há uma derrocada, porque nada é eterno...

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Quase um Mês de Poesia no "Casario"...


Tem sido quase um mês de poesia, por aqui no "Casario".

Provavelmente a poesia ajuda a passar o tempo e a pensar em coisas bem mais felizes que a realidade que nos cerca.

E não me refiro apenas à nacional, porque infelizmente a local não difere muito. 

Quando descobrimos várias "ruas" onde mora a desigualdade, mesmo com a governação do partido que levanta mais alto a bandeira da igualdade e da justiça social, está tudo dito...

A única coisa que sei, é que Portugal e os Portugueses mereciam muito mais. E Almada e os Almadenses, também, claro.