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domingo, maio 06, 2018

Incêndio nos Antigos Armazéns em Ruinas...


Como todos sabemos, a maldade humana revela-se nas pequenas e grandes coisas.

Foi dessa forma que parte dos antigos armazéns e casas de habitação dos operários da Teotónio Pereira, no Ginjal, já em ruínas, foram alvo de um incêndio, que fez com que agora só fiquem a restar apenas as paredes, de cimento e pedra...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, abril 20, 2018

Uma Bela Surpresa no Ginjal...


Hoje, antes do almoço, descobri um grupo de alunos da Capital (e as suas professoras...) a pintar o Tejo, no espaço ajardinado rente ao elevador da Boca do Vento, na fronteira entre o Ginjal e a Fonte da Pipa.

Foi uma bela surpresa. E como eles estavam animados e inspirados pela beleza da paisagem...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, fevereiro 15, 2018

"São Ronaldo" em Cacilhas...


Esta é uma das duas fotografias sobre Cacilhas da minha exposição de fotografia, que será inaugurada no sábado, em Almada, na sede da SCALA.

Em primeiro plano surge o monumento que honra a importância do burro em Cacilhas, da autoria do escultor Pé Curto, que foi vandalizado há mais de um ano, e continua igual... 

O "São Ronaldo" apareceu nas paredes depois da nossa vitória no Europeu de 2016, mas não conseguiu fazer qualquer "milagre" na limpeza do monumento cacilhense...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Fotografia, História, Gentes...


A minha próxima exposição de fotografia individual será inaugurada no sábado, às 16 horas, em Almada (na sede da SCALA). Tem como título, "Arte com História e com Gente".

Dá espaço a uma das minhas "pancadas": fotografar estátuas (além de janelas, portas, candeeiros, também tenho uma colecção jeitosa da nossa estatuária)...

quinta-feira, fevereiro 01, 2018

O Pescador da Parede...

Um dos "bonecos" engraçados - das últimas "encomendas" pintadas nas paredes do paredão do Ginjal - é um pescador.

Não sei quem foi o "artista" que desenhou e homenageou os homens que passam todos os dias pela Margem Esquerda do Tejo, à procura de peixe e de qualquer coisa mais, que lhes é oferecida pelas águas do Rio (felizmente ainda não apareceu qualquer vestígio da "tentativa de assassinato" de Vila Velha de Rodão...). 

Sei apenas que foi uma boa ideia, já que eles, a par dos turistas, são os "habitantes de hoje do Ginjal...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 28, 2017

Os "Excelentíssimos Estupores"


Este poema foi escrito a pensar nos políticos nacionais, mesmo assim houve um "estupor" local que se sentiu identificado nestas palavras. É também por isso que não votarei nele, no dia 1 de Outubro...

Volto a frisar que esta escolha é dedicada sobretudo aos políticos "farsantes" que estão a ver o chão a fugir-lhes dos pés, como o caso do senhor que em tempos saía da cartola dos mágicos, que tenta por todos os meios, manter-se à tona de água... Mas parece que está mesmo condenado, pois não acredito que ao fim do dia de domingo, alguém lhe lance alguma bóia de "salvação". Não vale tudo, nem mesmo arranjar "trampezinhos" com o olho no cigano...


Excelentíssimos Estupores

A sanha do poder torna-os sedutores
Além das gravatas de todas as cores,
Distribuem rebuçados de vários sabores
Canetas beijos e sorrisos encantadores,
Porque no final querem sair vencedores.

A vitória floresce a troca de favores
Quase que parecem mercadores
Nos muitos jogos de bastidores
Em que são autênticos doutores
No seu notável papel de impostores.

Denunciados pelos comentadores
Fixam o sorriso amarelo nos televisores
Agarram a cartilha dos ditadores
E deixam cair a máscara de fingidores
Os excelentíssimos estupores.

 Luís [Alves] Milheiro

sexta-feira, agosto 04, 2017

Uma Parede Apetecida


Na praça Gil Vicente há uma parede quase anexa à Escola Cacilhas-Tejo, propriedade da Junta de Freguesia de Cacilhas (e companhia...), que já vai na sua terceira pintura de "arte de rua".


Desta vez apanhei os artistas em flagrante (na segunda-feira). Gostei do que vi, apesar da temática ser algo sinistra, com cores escuras e um ar fantasmagórico.

(Fotografias de Luís Eme)

segunda-feira, maio 22, 2017

As Cigarras, as Formigas e as Vespas...

Em contraponto com o que escrevi ontem, achei que também devia acrescentar aqui que o associativismo está longe de ser um "mundo de puros". Tal como a sociedade, também tem  o seu lado de "albergue espanhol", ou seja, as portas estão abertas para todo o tipo de gente, até mesmo para os oportunistas e para todos aqueles que pensam ser mais do que são (a culpa não é apenas dos espelhos mentirosos que têm em casa...), e que julgam encontrar muitas vezes nas colectividades um "palco" à sua medida...

Sei do que falo, e é graças a eles que em breve lhes acenarei com as mãos e deixarei o caminho livre. Talvez alguns ainda vão a tempo de perceber, de uma vez por todas, que a única coisa que costume cair do céu, é alguma chuva, e só de longe a longe, pelo menos neste nosso "paraíso" descoberto há meia dúzia de anos pelo mundo...

É também por isso que cada vez compreendo mais o meu amigo Orlando, que só quer que o deixem ser apenas quem é...

(Felizmente o Associativismo é um mundo livre e podemos sempre escolher e  recordar  as boas companhias, como fiz ontem...)

(Óleo de Paula Rego)

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Ruas com Mais Gritos que Palavras...


Embora me faltem dados sociológicos, penso que há cada vez uma maior dificuldade das pessoas em dialogarem. Facilmente se parte para a ofensa verbal ou mesmo para a violência física.

Há poucos minutos assisti a uma cena, que apesar de caricata e ridícula, me fez pensar naquilo que nos estamos a tornar e que faz com que muita gente de mais idade sonhe com "salazares",  para acabar com toda esta selvajaria.

Um taxista que transportava alunos deficientes para uma escola, resolveu parar no meio da estrada (e tinha espaço para estacionar na berma...) e foi ajudando o rapaz a sair e a preparar a espécie de andarilho que o auxilia a deslocar-se, como se tivesse todo o tempo do mundo, enquando atrás dele se formava uma fila enorme de carros, que começaram a buzinar passados segundos.

Nada que incomodasse o chófer de praça, que foi acompanhando o jovem até à escola, enquanto iam conversando. Quando regressava, em vez de se deslocar para o carro e avançar, resolveu ir travar-se de razões com o dono da primeira viatura. Ainda não começara a falar, quando saiu disparado do segundo carro, um individuo grande e com cara de poucos amigos, com o dedo a apontar para o táxi e a mexer os braços, à medida que se deslocava na sua direcção, sem se esquecer de chamar um nome feio à sua mãe.

Felizmente o taxista percebeu a mensagem e sem mais perdas de tempo, acelerou o passo, entrou no carro e fez-se à estrada.

Penso que, num país onde imperasse o bom senso, o taxista teria estacionado o carro em cima do passeio e não interrompia o trânsito (os condutores de ambulâncias também adoram fazer isto, mesmo que tenham lugar para estacionar junto à urgência, preferem ficar parados no meio da estrada. Quem vier que espere...).

Voltando ao primeiro parágrafo, e sem saber se há alguma ligação ao facto de as pessoas estarem a perder o hábito de falarem umas com as outras (a não ser por mensagens ou diálogos virtuais...), penso que alguma coisa terá de mudar, sem precisarmos de mandar vir "salazares". Pois se isso acontecer, ficamos todos a perder...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 25, 2016

O Rio, as Gentes e a Barcas...

O Ginjal é muito afectivo, apesar do seu ar desleixado consegue misturar e abraçar tudo.

O Rio que lhe dá vida e cor, as gentes que lhe dão voz, gestos e cheiros... e as barcas que são as únicas que fazem quase estafetas, entre Cacilhas e Lisboa...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, agosto 16, 2016

Vandalismo em Cacilhas


Um dos monumentos de Cacilhas da autoria do escultor Jorge Pé Curto foi vandalizado por um bandalho qualquer, que até deixou rasto (as iniciais pintadas podem ser um bom ponto de partida para a sua identificação, por muito codificada que pareça a assinatura...).

Não vale a pena dizer o que quer que seja sobre um acto destes, muito menos falar de Património, num país que no Verão tem demasiada gente que continua a gostar de "brincar aos fogos"...

Arte? É outra coisa. Liberdade? Também é outra coisa...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 09, 2016

Uma Balada Especial...

O "Casario do Ginjal" dá as boas vindas a Luís Filipe Maçarico, poeta e associativista, que se mudou recentemente de Lisboa para Almada, com a publicação deste poema de José do Carmo Francisco, que também homenageia o nosso blogue e o autor, e claro, o Associativismo Almadense.

Balada para Luís Filipe Maçarico

Adeus Lisboa, cidade
Tenho a vida em partilhas
Caldeirada de saudade
Entre Almada e Cacilhas.
Eu digo adeus às matilhas
Em tuque-tuque infectado
Cidade das maravilhas
Está perdida no passado.
Se a Poesia é verdade
No fim tem sempre razão
Na Cova da Piedade
Tive prémio e ovação.
Por Incrível que pareça
Há sempre uma Academia
À espera de nova peça
Na mais teimosa alegria.
E um Céu que tem Maria
A captar em cada imagem
O preto e branco do dia
Povoamento e paisagem.
Na proa dum cacilheiro
O Mundo tem outra escala
Com Luís Alves Milheiro
Saltam poemas da mala.
Casario do Ginjal
Conservas e tanoeiros
Aqui em frente à Capital
Cantam versos derradeiros.

José do Carmo Francisco        

(Fotografia de Luís Eme) 

terça-feira, janeiro 26, 2016

O Ginjal de Porta a Porta

Luís Bayó Veiga irá apresentar amanhã um dos trabalhos de investigação que tem realizado sobre o Ginjal, "O Giinjal de porta a porta - Histórias, escritos e memórias", na sede da ARPIFC (Associação de Reformados de Cacilhas), próximo do Centro de Turismo (antigo Quartel dos Bombeiros de Cacilhas), às 16 horas.

O Luís contará ainda com o apoio de Henrique Carvalho e João Valente que viveram quase a vida toda no Ginjal.

terça-feira, agosto 18, 2015

A Solidão de Lisboa em Agosto


Estamos tantas vezes sós, no meio de uma multidão...

Senti isso no meio desta Lisboa cheia de gente garrida, com pele quase vermelha, que adoram tudo o que é português, até as pessoas simpáticas (menos os portugueses que não gostam de trabalhar e que lhe aparecem nas reportagens "manipuladas" das televisões dos seus países...) que lhes respondem em inglês - por muito manhoso que seja - ou por gestos a praticamente todas as suas questões.

Acho que começam aí as diferenças. Ai de nós se desatarmos a fazer perguntas em português em Paris ou Londres (os hipotéticos portugueses que nos podem responder na nossa língua mãe, só estão dentro das anedotas, a não ser que lhes pisemos os calos e eles soltem um sonoro, "foda-se", cabrão de merda, vai pisar outro!", identificando-se automaticamente). Levamos sobretudo com narizes empinados, ar enfastiado, e claro, a língua deles, ao seu ritmo, por vezes perto do incompreensível...

Mas eu nem era para escrever sobre estas visões de um Agosto que se quer prolongar pelo ano inteiro, graças aos guias que dizem que Lisboa é o melhor destino turístico da Europa. Queria escrever sobre o café ausente dos amigos que escolhem Agosto para escaparem à "solidão" da Cidade...

terça-feira, agosto 04, 2015

Fim de Tarde no Ginjal


Há pouco Tejo neste fim de tarde (domingo...), com o rio praticamente sem ondas.

Ando e sinto que nada mudou nas paredes, nem nas pessoas...

São quase todas de fora, os que passeiam e os que se plantam nas esplanadas do "Atira-te ao Rio" e do "Ponto Final".

Escuto distraído inglês, francês e espanhol (este de forma mais audível, porque os nossos vizinhos são muito mais palavrosos...). Pouco português, porque até os empregados de mesa tentam acompanhar a "dança" das palavras dos clientes.

Perguntam-me porque tenho de voltar sempre aqui.

Respondo com uma frase curta: «porque amo este lugar».

sexta-feira, maio 08, 2015

Sei que Nunca vou Perceber...


Não me sinto muito confortável a fazer o papel de "moralista", mas de vez enquanto tem de ser. Tudo isto porque sinto que nunca vou perceber esta maneira de ser portuguesa, de se transformarem sítios abandonados em lixeiras.

Acho que nunca fomos muito bem educados a respeitar o próximo. Primeiro foi o "respeitinho" que diziam ser "muito bonito", depois vieram as "liberdades" que muitos continuam a confundir com "libertinagens"...

Eu sei que posso fingir que não vivo neste país, mas nunca passará disse mesmo, de um fingimento.

Há sempre quem diga que essas coisas se deviam ensinar na escola. Porque há sempre quem tente empurrar os problemas e as responsabilidades para cima dos outros.

Só que não há escola que resista, quando os filhos vêm os pais deitarem o lixo para o chão ou atirarem beatas acesas pela janela...

quinta-feira, abril 23, 2015

Abril Aproxima-se, Mas...


Não sei porquê, mas este é o ano que estou mais a leste de Abril.

Acho que estou farto disto tudo. Da hipocrisia de sempre, especialmente de quem se sente mais "dono" de Abril que o resto do mundo (sim, estou a falar da esquerda que tem e está no poder, como acontece aqui em Almada...).

Muitos dos seus gritos estão carregados de falsas emoções, não escondem uma vida cheia de "ismos", a começar nesse mesmo, o oportunismo que cabe em todas as revoluções, aproveitado pelos "bem falantes", que sempre foram melhores a "caçar" votos que os verdadeiros democratas, empurrados para as filas de trás...

Tudo isto para dizer que não foi Abril que falhou, foram sim as pessoas, que têm e tiveram poder.

O óleo é de Nikias Skapinakis.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

O Treze e a Sexta Feira


Nunca me aconteceu nada de estranho numa sexta feira treze.

E por acaso até gosto do número.

Quando joguei futebol gostava das camisolas com os números três, cinco, sete e treze.
E também gosto de outras coisas associadas a este dia de "sorte" e de "azar", como gatos pretos e raramente me lembro que não se deve passar debaixo de escadas...

Acho que as pessoas gostam de inventar coisas, de correr atrás e à frente (e até empurrar...) do azar.

terça-feira, fevereiro 10, 2015

Passamos a Vida a Desiludir os Outros...


Já não acho, tenho a certeza.  Passamos a vida a desiludir os outros, quase sempre involuntariamente.

Apenas por que não somos o que esperam de nós. Aliás, o que querem que nós sejamos.

E nós homens ainda somos mais tramados. Apesar das aparências, somos mais difíceis de domar que qualquer cãozito. Isso também explica o porquê de se verem por aí tantas mulheres atreladas a bichinhos de estimação, quase sempre pouco ferozes.

Mas há ainda outra coisa que me irrita, só somos teimosos e mal educados com quem podemos ser (os nossos subordinados...). Neste país ainda se pratica (muito...) a vénia para os "chefes" de qualquer coisa...

Palavra de quem trabalha "sem amo" e sem "servos" (deve ser por isso que sou cada vez mais libertário...).

quarta-feira, dezembro 10, 2014

Será que os "Espertos" Pensam Mesmo que Somos Estúpidos?


Uma das coisas que mais me irrita, é alguém me estar a querer enganar, com o ar mais sério do mundo. 

O mais curioso, é que mesmo depois de lhe fazermos perceber que não somos tão estúpidos como eles pensam, continuam a insistir.

Não sei se existe uma "escola" para esta gente, se é algo que lhes é natural. Sei apenas que os "call-center" e todos esses trabalhos temporários de porta a porta das empresas de comunicação, são de certeza um mau começo para muitos jovens, que são logo educados a omitir - e mesmo a mentir -, aos possíveis clientes.

É por isso que me interrogo: «será que os "espertos" pensam mesmo que somos estúpidos?»