Mostrar mensagens com a etiqueta Gente Especial. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gente Especial. Mostrar todas as mensagens

sábado, novembro 10, 2018

Professor Silva Marques, um Grande Mestre e Pedagogo de Almada


O professor António Silva Marques, grande mestre e pedagogo, que teve uma influencia decisiva na implantação do desporto escolar em Almada, na sua Emídio Navarro, deixou-nos na quarta-feira.

Além de professor memorável (daqueles que recordamos para a vida toda...), era um homem das culturas e de tudo o que contribuísse para o enriquecimento do ser humano, como pudemos testemunhar através de um convívio extremamente rico, no sempre vivo Movimento Associativo Almadense.

E como gostava muito de Almada, a Terra que o adoptou, até lhe dedicou um pequeno livro de quadras...

quinta-feira, novembro 08, 2018

A Exposição do 40.º Aniversário do Núcleo do Laranjeiro


Visitei hoje a exposição comemorativa do 40.º Aniversário do Núcleo Desportivo Juvenil do Laranjeiro, patente no edifício-sede da Junta de Freguesia do Feijó e Laranjeiro.

É uma bela homenagem ao melhor clube de atletismo do concelho de Almada, que têm formado autênticos campeões, com mais de uma dezena de recordistas nacionais, em vários escalões. E claro, os cinco atletas que formou e que se tornaram internacionais no escalão máximo: Carlos Silva,  Arnaldo Abrantes e Sílvia Cruz (estes três foram atletas olímpicos), Dário Manso e Carla Tavares.


Nesta jornada de festa é importante não esquecer todos os treinadores e dirigentes que tanto deram de si ao longo destes 40 anos, que têm no Armindo o melhor exemplo.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, outubro 14, 2018

Rui Madeira deu Espectáculo na Lisnave

Se houve alguém que deu espectáculo na  pista improvisada da Lisnave, durante o dia de ontem, foi Rui Madeira, um dos grandes pilotos da história do automobilismo almadense.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, maio 22, 2018

Júlio Pomar, Cacilhas e o Tejo...


Júlio Pomar, um dos maiores artistas plásticos do nosso país, deixou-nos hoje.

Na meninice passou por Cacilhas várias vezes, para visitar a  tia, a poetisa Emília Pomar. E deixou-nos o seu testemunho da localidade ribeirinha desse tempo:

«Viver em Lisboa quando era miúdo era perfeitamente infernal. Quando atravessava o rio para visitar uma tia com a minha mãe, o que era o desembarque em Cacilhas? Há um poema de António Nobre sobre os pobrezinhos nas procissões e nas romarias, pedem tanto, os coitadinhos.»

(Fotografia de autor desconhecido)

segunda-feira, abril 23, 2018

Para os Muitos Escritores Esquecidos (com excelentes livros carregados de pó...)



Porque hoje se comemoram os livros, recordo um escritor "esquecido", Manuel da Fonseca, um grande contador de histórias, que tive o prazer de conhecer na bonita baía do Seixal... A minha homenagem para ele e por todos os grandes escritores que escreveram livros memoráveis, que ganham pó nas bibliotecas e que gostavam muito de ter leitores...

(para o Manuel da Fonseca)

Pequeno Retrato

Mesmo no Tempo de Solidão
Nunca ficaste parado,
andaste sempre por aí,
disseste tantas vezes, não,
Com a cumplicidade da Rosa dos Ventos.
Solidário com a vida sofrida e dura
Das mulheres e homens da Seara de Vento,
Escreveste palavras sem qualquer candura.

Sofreste com a injustiça e desigualdade
Sentiste a dor e a fome da tua gente,
O Fogo e as Cinzas que sombrearam a Planície.
Felizmente, contaste todas estas histórias na Cidade.

Mesmo no Tempo de Solidão
Não desististe de nada
Nem mesmo de ser um Anjo no Trapézio,
Em Santiago, Lisboa ou Almada.

Nunca perdeste o sorriso de gaiato,
Nem a vontade de ir à Aldeia Nova
Ou a Cerromaior, visitar as tabernas,
Onde escutavas a sabedoria do povo
Que te aquecia a alma e o coração,
Com um copo de vinho quente e novo.

Mesmo no Tempo de Solidão
Que bom, Manuel,
Teres dito sempre, que não!

Luís [Alves] Milheiro

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 18, 2018

Aparentemente Almada ficou mais Próxima de Lisboa (e do Poder)...


Aparentemente Almada ficou mais próxima de Lisboa, onde continuam (e continuarão...) "sitiados" os senhores que mandam em coisas tão vulgares como o preço com que  se tabelam "as batatas e as galinhas", aqui e ali.

Isso acontece porque a Presidente é uma figura pública ligada à cultura, com um ar leve e simpático, e claro, não podemos esquecer o mais importante: pertence ao partido do poder.

E nós esperamos que Almada consiga ganhar alguma coisa com esta maior visibilidade de Inês Medeiros, além do "duelo criativo", proposto pela "Visão"...

terça-feira, novembro 28, 2017

Lições Vindas da Plateia...


É bom quando nos convidam para falar, para contar coisas sobre a história de Almada (neste caso particular da história do atletismo almadense e de Romeu Correia...) e no fim, quando fazemos contas, aprendemos uma série de coisas novas, contadas pelas pessoas que estavam na plateia...

Claro que não estou a falar de simples assistentes. A maior parte eram treinadores, atletas e dirigentes, gente que conhece como poucos a realidade dos clubes pequenos. Clubes que eles com o tempo foram tornando "grandes", através da soma de pequenas vitórias, que juntas, se transformaram em grandes vitórias...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 24, 2017

Há Horas de Sorte...

Hoje apareci na Sala Pablo Neruda do Forum Romeu Correia às 18 horas, para assistir a mais uma conversa sobre as facetas de Romeu Correia, com o professor Duarte Ivo Cruz (convidado para falar sobre o dramaturgo e o teatro de Romeu Correia) e com o jornalista Ribeiro Cardoso (convidado para falar do autor mais representado por amadores).

Infelizmente (para quem não compareceu) e felizmente para a meia-dúzia de pessoas que formaram uma mesa redonda (a Alexandra, a Edite, o Gabriel, a Maria João a Sónia e eu) com os dois excelentes interlocutores, passámos quase duas horas num ambiente de grande cumplicidade e camaradagem à volta do Romeu, do seu teatro, dos seus livros e também de outras curiosidades, bem vindas à conversa.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 17, 2017

Dia de Romeu Correia

Hoje é o dia em que se comemora o centenário do nascimento de Romeu Correia, que abriu os olhos pela primeira vez, em Cacilhas, a 17 de Novembro de 1917.

As homenagens vão suceder-se hoje, amanhã e depois (em alguns casos quase que se atropelam...).

Uma das mais significativas de hoje é a edição de uma das várias peças que nos deixou, inéditas. Falo de "A Comédia dos Maus Costumes", que será apresentada hoje ao fim da tarde, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia e penso que editada pelo Município de Almada.

quinta-feira, outubro 19, 2017

O Assassinato de Daphne Caruana Galiza (os meus blogues e as minhas ideias...)

O assassinato de Daphne Caruana Galiza,  jornalista e "blogguer" (Running Commentary) maltesa, dá muito que pensar.

Daphne tinha 53 anos e era jornalista de investigação. Gostava especialmente de denunciar práticas corruptas e era a principal responsável pelo "Panama Papers" em Malta, deixando muita gente desonesta em alvoroço no seu país, inclusive governantes. Foi por isso que lhe colocaram uma bomba no carro, que a vitimou, na tarde de 16 de Outubro...

Quinze dias antes de ser assassinada, Daphne tinha apresentado queixas na polícia por estar a ser vítima de ameaças de morte.

Não há muito mais a dizer. Uma tragédia desta dimensão, além de chocar, dá sempre que pensar...

Embora eu faça jornalismo e também seja "blogguer", faço essencialmente investigação histórica. Os blogues são sobretudo uma forma de "matar o vicio da escrita". Mas mesmo assim de vez enquanto incomodo algumas pessoas, mais por não "saberem ler" (ou seja, conseguem ler coisas que eu não "escrevo"...).

Sem que os meus blogues sejam "políticos", já tive alguns dissabores. O maior de todos foi a recusa de um político local (o Presidente da Assembleia Municipal até às últimas eleições...), em sentar-se na mesma mesa que eu, num lançamento de um livro que escrevi sobre a história de uma Colectividade de Almada, alegamente por coisas que eu tinha escrito na "blogosfera", que o ofendiam...

Uma das coisas que o ofenderam foi esta frase: "Mesmo que se mude para pior, é importante mudar."

E agora as coisas mudaram mesmo em Almada, 41 anos depois de a mesma força política (o PCP, com as siglas FEPU, APU e CDU) ter ocupado o poder. E mudaram num ano em que até apoiei o ainda Presidente do Município, Joaquim Judas, do PCP, que considero competente, honesto e boa gente.

O que eu não posso é ter dois pensamentos diferentes, um para o país e outro para Almada. Sempre fui contra as maiorias (Cavaco e Sócrates chegam como exemplos...), por acreditar que os consensos são sempre mais úteis para todos nós (como tem acontecido com a "gerigonça", que tanta comichão faz à direita...), que os comportamentos autocráticos. Da mesma maneira que sempre fui contra a perpetuação no poder. Acredito convictamente que as mudanças (mesmo que sejam para pior...) fazem bem à democracia.

(Fotografia de autor desconhecido)

segunda-feira, setembro 25, 2017

A Minha Participação na 2ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA" (dois)


Soldados da Paz e do Amor

Quando passo rente ao quartel
olho para os carros e paro,
fecho os olhos e finjo escutar
as sirenes que me arrepiam a pele
quando há fogos para apagar.

Apetece-me entrar
E agradecer aos bombeiros
pela sua valentia
nas guerras de paz e amor,
pela sua enorme vontade de ajudar
quem se debate com o horror,
no meio da aflicção e da perda
e só se liberta a gritar.

Quando passo rente ao quartel
volto a sentir-me rapaz
a usar um capacete de papel
e a sonhar ser um dia
Soldado da Paz.
  
(Poema de Luís [Alves] Milheiro
com fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, julho 12, 2017

Recordar Mário Fernandes em Almada

A riqueza das palavras e das imagens oferecidas pela mesa de honra, composta por Francisco Gonçalves, Joaquim Judas, Mário Araújo, Mário Fernandes (filho) e Orlando Laranjeiro, fizeram da homenagem a Mário Fernandes, na passagem do seu centenário,  um acontecimento memorável.


Outro aspecto que relevámos foi a qualidade da assistência que lotou a Sala Pablo Neruda.

Quando se consegue juntar gente como Alberto Pereira Ramos, Alfredo Gauparrão dos Santos, Ana Pereira da Silva, António Policarpo, Carlos Alberto Rosado, Carlos Guilherme, Carlos Gomes, Carlos Nunes, Edite Condeixa, Eduardo M, Raposo, Eurico Marques, Diamantino Lourenço, Fernando Barão, Fernando Dias, Fernando Fitas, Francisco Bronze, Francisco Naia, Gil Marovas, Henrique Costa Mota, João Paixão, José Carlos Almeida, José Gonçalves, José Manuel Maia, José Rodrigues, Luís Bayó Veiga, Luís Milheiro, Luís Serra, Manuel Gil, Mara Martins, Osvaldo Azinheira, Vitor Alaíz, Vitor Costa (e outros que não memorizámos...), com fortes ligações à cultura e ao associativismo almadense, não há muito mais para dizer.

Toda esta riqueza humana e associativa expressa a qualidade e o respeito que a memória de Mário Fernandes continua a despertar em Almada.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, maio 21, 2017

O Associativismo Pode (e Deve) Ser uma Escola de Sabedoria e de Amizade...


A vida dá-nos a possibilidade de escolhermos o nosso caminho ao longo dos anos. É por isso que normalmente trilhamos as estradas que mais nos agradam, seja pela sua "paisagem envolvente", pelos "lugares para onde nos levam"  ou até pela "qualidade do piso".

Acontece o mesmo com as pessoas que nos rodeiam, quando se gera empatia de uma forma natural, a amizade acontece como se quer, despida de quaisqueres interesses.

Mesmo que não seja tempo de balanços, não esqueço que o Associativismo tem sido sobretudo uma escola de sabedoria e de amizade, talvez por ter tido a sorte de ser "levado à certa" por dois grandes mestres, o Henrique e o Fernando, que sempre me trataram como um igual, apesar de sermos de gerações diferentes.

Cresci muito com a simplicidade desta gente que se entregava a causas, apenas com o objectivo de fazer coisas, de dar o melhor de si. Coisas que além de lhe darem prazer, tinham como principal objectivo chegar aos outros. Tantos projectos colectivos e individuais em que não teria participado (livros, folhetos, exposições, espectáculos, homenagens, palestras, etc) sem esta marca almadense...

É por isso que digo que nestes já mais de vinte anos de ligação ao associativismo, foi uma sorte ter escolhido (e também ser escolhido...) a SCALA e a Incrível Almadense, como espaços colectivos de desenvolvimento cultural e de amizade. 

Hoje sei, e sinto, que a amizade acaba por ser o principal "farol" de tudo isto. Sei que seria muito mais pobre se não tivesse conhecido pessoas como o Henrique, o Fernando, o Diamantino, a Idalina, a Clara, a Gena, o Américo... e principalmente, o Carlos, o Chico e o Orlando...

(Óleo de Maxwell Gordon Lighfoot)

quarta-feira, março 29, 2017

Os 90 anos do Mestre Manuel Cargaleiro

Não escrevi nada na altura, mas sei que estou sempre a tempo de falar sobre o Mestre Manuel Cargaleiro, que fez 90 anos há alguns dias e foi agraciado pelo Estado Português e também pelo Município de Castelo Branco.

Almada, a terra onde cresceu e se fez homem e artista, não deu qualquer sinal de gratidão por este artista plástico de renome mundial, que até fez parte do executivo do Município de Almada nos anos 1950, antes de se radicar em Paris...

Felizmente o seu mural junto à fonte de um dos jardins da cidade, continua a resistir ao vandalismo (este tem ficado apenas nas margens).

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, janeiro 19, 2017

Adeus Gena


Vou recordar-me sempre do teu sorriso e da tua alegria contagiante, e claro, do teu companheirismo, e da capacidade, cada vez menos comum, de fazer coisas e de as partilhar com os outros.

Eu sei que só és mesmo insubstituível para o Américo, mas também sei que nos vais fazer muita falta.

Adeus Gena.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 24, 2016

Romeu no Centro Cultural de Belém

A exposição de retratos de Fernando Lemos que está patente numa das salas do Centro Cultural de Belém, merece ser visitada por todos os amantes de fotografia e também por quem gosta de ver pessoas famosas retratadas.

Claro que nos anos quarenta e cinquenta ser-se famoso era uma coisa muito diferente dos nossos dias, não havia televisão e muito menos programas de "fama instantânea"...


Romeu Correia está muito bem acompanhado nesta excelente mostra de retratos de Fernando Lemos, que foi um "renascentista" da cultura, pois também se dedicou às letras e às artes plásticas e fez parte do movimento surrealista português, antes de emigrar e se fixar no Brasil.

(fotografias de Luís Eme)

quinta-feira, novembro 17, 2016

Uma Carta Para o Romeu...

«Não sei se ainda andas por aqui, como o Chico nos costuma contar (sim ele diz que não vamos logo embora, ficamos por cá uns tempos a ver como param as modas...), Romeu.
Se andas, talvez estejas um pouco espantado por teres ganho tantos amigos novos, especialmente agora que te aproximas dos cem anos (hoje ainda são só noventa e nove...), essa idade sempre memorável.
Mas ainda bem que é assim, é sinal que não te vão esquecer, pelo menos nos tempos mais próximos. E tem ainda outra vantagem, todos aqueles que nunca souberam da tua existência, talvez sintam alguma curiosidade em conhecer-te melhor e peguem num dos teus livros, que tanto pode ser um romance, uma peça de teatro ou uma colectânea de contos (os ensaios e biografias não recomendo tanto, porque não têm a tua magia de extraordinário contador de histórias), e vão de viagem contigo.
Claro que há quem não tenha esquecido a tua "vaidade", e até me fale do tempo em que usaste laço em vez de gravata e andavas nas ruas de Almada de nariz empinado. Outros continuam a insistir na tese de que não devias ter aceitado dar o teu nome a uma rua, por estarmos em plena ditadura. Não te preocupes, eu "desarmo-os" sempre com a mesma "arma" que gostam de usar: a tua "vaidade". Se eras vaidoso como te pintavam, por que carga de água não ias aceitar a atribuição de uma rua? Ainda por cima quando normalmente este privilégio só era concedido depois de se partir...
Claro que tenho de ter cuidado com os argumentos que uso, não posso falar da tua simplicidade, e até insegurança, a espaços, que notava nas nossas conversas, ainda dizem que estou a inventar um "Romeu novo"...
E antes que me esqueça, parabéns Romeu.
Mas festa festa, vai ser a do ano que vem. Por isso vê lá se ficas por cá, pelo menos mais um ano. Até por saber que te vais emocionar e divertir bastante, nesta caminhada festiva.»

(Fotografia de Fernando Lemos)

quinta-feira, maio 12, 2016

Excelente Serão de Escultura

Ontem fui mais uma vez à sede da Imargem para assistir ao colóquio, "Escultura Pública em Almada", com os escultores Jorge Pé-Curto e João Duarte, inserido na programação da "Arte em Festa".

Foi um encontro excelente com dois convidados que abordaram a sua arte com uma grande seriedade e também com alguma bonomia. Não tiveram qualquer problema e colocar os dedos nas muitas "feridas" que tardam em sarar no mundo da cultura, e em particular na escultura, do nosso país. Viajámos pelas esculturas do espaço público ao mesmo tempo que abordávamos o ensino, o poder, a crise... que ataca tudo aquilo que é considerado supérfluo (onde têm metido tudo o que é cultura) e não essencial.

Uma das partes mais interessantes foi a viagem que cada um dos autores fez pelas suas esculturas, contando histórias "do arco da velha" sobre cada peça.

Foi uma conversa tão boa que já era uma da manhã quando fomos embora.

(Fotografia de Luís Eme)