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quarta-feira, setembro 16, 2009

Comerciantes de Almada na Rua

Soube hoje, numa loja de Almada, que está agendada para amanhã uma manifestação dos comerciantes, em frente aos Paços do Concelho.

Sinceramente, penso que é a altura ideal para este tipo de manifestações. É a altura ideal para a população confrontar todos os governantes sem espírito de "pagadores de promessas". Porque as eleições estão à porta...
A CDU local queixa-se que há aproveitamentos da oposição em relação a este descontentamento. E queixa-se bem. Só se a oposição fosse composta por "anjinhos" é que não aproveitava todo este mau estar que reina no comércio citadino.
A realidade é esta: as alterações do trânsito roubaram ainda mais gente à cidade. Infelizmente, as pessoas são cada vez mais "reféns" do automóvel, e como não têm lugar para estacionar no centro de Almada, fogem e fazem as compras no "Almada Fórum".
Não devemos, nem pudemos, continuar a "esconder o sol pela peneira". A Cidade está cada vez mais vazia de pessoas. A maior parte dos habitantes da cidade têm mais de sessenta anos. A cidade tem de se abrir aos jovens, tem de criar condições para a sua fixação, só assim terá futuro.
A não ser que os governantes queiram ser "donos" de uma "cidade fantasma"...
Adenda: A manifestação é na Avenida Nuno Álvares Pereira, junto aos edifícios do Município, às 10 horas da manhã.

terça-feira, agosto 11, 2009

A Política e a Poética

Uma das coisas que acho curiosas na propaganda eleitoral local é a opção socialista, por imagens revestidas de alguma "poética".
A mensagem de quem governa Almada é publicidade pura nos muitos cartazes que estão espalhados pelo concelho, e muito afirmativa, nós isto, nós aquilo...
Os socialistas escolhem frases como esta:
«Numa terra amada, o coração da cidade tem de bater mais forte».
Não sei se andam aqui influências dos resultados de Manuel Alegre nas presidenciais, ou se é apenas a vontade de ser diferente.
Almada é terra de poetas, mas não sei qual é o efeito destas mensagens nos almadenses...

terça-feira, julho 14, 2009

A Cultura Política Local

Há muitas coisas que me fazem confusão em Almada.

Uma delas é o PS ganhar praticamente todas as eleições no Concelho, excepto as Autárquicas e nunca ter conseguido dar a volta à situação, ao longo dos últimos trinta e cinco anos. Algumas pessoas mais crédulas até falam da existência de um trato político entre o PCP e o PS (a escolha de alguns candidatos até pode fazer pensar que sim...).
Isto acontece graças aos méritos políticos da CDU e de Maria Emília de Sousa.
Se olharmos para o percurso político da Presidente, novamente candidata, reparamos que ela começou por presidir uma Junta de Freguesia, a de Almada, depois foi vereadora, e finalmente chegou à presidência da Câmara.
É por isso que eu pergunto, porque razão o PS nunca apostou numa figura local? Claro que dou exemplos, gosto sempre de dar exemplos...
Conheço dois casos paradigmáticos no universo socialista: António Anastácio, que foi durante anos presidente da Junta de Freguesia da Charneca de Caparica, ou num caso mais recente, Francisca Parreira, que conseguiu conquistar a Freguesia da Trafaria à CDU nas últimas eleições e possui um grande carisma.
Acho que ninguém devia estar no poder 20 anos, quanto mais 30, isso faz muito mal à democracia dos países e cidades onde existe essa perpetuação de poder. Mas as pessoas não são parvas, quando não existem alternativas credíveis, ou não vão votar (por isso é que as taxas de abstenção crescem de eleição para eleição), ou votam em quem lhes dá um mínimo de garantias...

domingo, julho 12, 2009

Campanha em Grande

O PS está a apostar numa campanha em "grande", no concelho de Almada.
Pelo menos é a impressão com que se fica olhando para os cartazes.
Só não sei onde anda o candidato a três meses das eleições.
O dito cujo nem aparece nos cartazes...

domingo, junho 07, 2009

Votar é um Direito de Todos Nós

Embora estas palavras dos anarquistas, pintadas a poucos metros da escola onde votei, se confundam com a realidade portuguesa das últimas décadas, eu voto sempre.

Lembro-me sempre da alegria do meu avô, em finalmente puder votar, em 1975.
Quando voto, voto por mim, pelo meu pai e pelo meu avô, amantes da Liberdade e da Democracia.
Quando quero protestar, deixo o boletim de voto em branco...

quinta-feira, janeiro 15, 2009

A Chuva é Terrível...

A chuva é terrível, mostra as fragilidades das cidades, que não são apenas feitas de avenidas novas, onde passa o eléctrico...
Felizmente é ano de eleições, pelo que o mais provável é que os buracos que se transformam em poças de água e são a alegria da criançada, sejam remendados, lá mais para o Verão...

terça-feira, setembro 30, 2008

Conversas de Café (14)

- O teu blogue é mesmo regional, nem uma noticiazinha sobre as eleições nos EUA...

- Sabes que sou muito terra a terra...
- Não te agradam os candidatos?
- Digamos que não me agradam muito os EUA. Aquela gente que mora daquele lado de lá do Atlântico faz-me muita confusão.
- Porquê?
- Não é das coisas mais fáceis de explicar. Mas desde que o Bush ganhou as segundas eleições, depois de todas as asneiras que cometeu, fiquei a pensar que os americanos e o seu presidente se merecem. Ponto final.
- E agora?
- Agora o quê?
- Não me digas que não tens um candidato...
- Sinceramente, não. Claro que acredito que seria melhor para todos nós a vitória de Obama, mas como não somos nós que votamos, prefiro manter-me a leste.
- Então zero de notícias da América?
- Pelo menos dessa América "bushiana"...

terça-feira, setembro 09, 2008

Essa Coisa Estranha Chamada Democracia

Todos nós sabemos que a democracia e a liberdade, infelizmente, variam de continente para continente.

Foi assim em Pequim, é agora em Angola...
Os observadores internacionais e os governantes portugueses acham perfeitamente normal que o MPLA ganhe as eleições com mais de 80% e apressam-se a felicitar os vencedores e a forma como decorreu o sufrágio (ainda antes do seu final)...
Os observadores além de terem sido escolhidos a dedo, devem ser especialistas em eleições africanas, onde é hábito derramar sangue. Como desta vez isso não aconteceu, foi tudo muito transparente...
Sobre o Cavaco e o Sócrates, também estamos conversados. Ambos têm um sentido de democracia muito pessoal. Até no espaço aéreo...
Só posso dizer uma coisa: tenho cada vez mais asco pelo contorcionismo das nossas "prima-donas", quase sem coluna vertebral...

A fotografia é de Sebastião Salgado, do livro "Retratos de Crianças do Êxodo".

quinta-feira, maio 29, 2008

O Pacto de Almada

Na noite de 29 de Maio de 1958, Almada foi palco de um acontecimento histórico durante o comício que Humberto Delgado realizou na Academia Almadense: a desistência da candidatura de Arlindo Vicente, apoiada pelo PCP, a favor da candidatura do “General Sem Medo”.
Apesar de a PIDE, ter feito tudo para que Arlindo Vicente, não conseguisse chegar a Almada, o candidato conseguiu furar todas as barreiras e reuniu-se nos bastidores do palco da sala da Academia, onde foram trocaram as primeiras impressões sobre o acordo. A conversa dos dois democratas perseguiu em Lisboa, na casa do general, onde ambos assinaram o pacto de união, intitulado, “Aos Portugueses”, na madrugada de 30 de Maio. Nesse mesmo dia Arlindo Vicente anunciou aos órgãos da comunicação social a sua decisão de retirar a sua candidatura, em favor de Humberto Delgado.
O encontro da noite de 29 de Maio de 1958, entre Humberto Delgado e Arlindo Vicente, na sede da Academia Almadense, durante a campanha eleitoral para a Presidência da República de 1958, foi baptizado com um sentido pejorativo, como o “Pacto de Cacilhas”, pelos órgãos de comunicação social afectos ao Salazarismo, ligando-o às populares burricadas.
O Pacto deveria ser reconhecido como "Pacto de Almada", de uma vez por todas, em nome do rigor histórico.

Nota: O Boletim Municipal, distribuído gratuitamente por praticamente todos os lares de Almada, deveria ser mais cuidadoso, quando aborda algumas temáticas históricas, como foi o caso da página dedicada ao 50 º aniversário do encontro entre Humberto Delgado e Arlindo Vicente em Almada. Embora seja um órgão de expressão comunista, cinquenta anos depois, insiste na tese salazarista, que desviou o Pacto feito no centro de Almada para Cacilhas...

domingo, fevereiro 11, 2007

«Já Foste às Grávidas?»


Eu sei que as expressões valem o que valem...

Mas há frases que merecem ser partilhadas, especialmente pela sua singularidade, como a que dá título a este "post", escutada nas ruas de Almada, poucos minutos depois de ter votado para o Referendo.

Foi por isso que resolvi escrever este pequeno texto com a questão lançada por um sexagenário, a outro companheiro, com quem, se cruzou: «Já foste às grávidas?».

Esbocei um sorriso, pela forma, aparentemente simples, como este homem reduziu a consulta popular da despenalização do aborto e da opção da mulher, em poder escolher, se tem ou não condições para ser mãe, até às dez semanas.

Claro que esta questão pode e deve ter várias interpretações...
Este texto é acompanhado pelo bonito óleo, "Sol da Manhã", do almadense Albino Moura.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Votamos num Partido ou num Cidadão Para as Autarquias?


A substituição de Carlos Sousa da presidência da Câmara de Setúbal, por imposição partidária do PCP, partido pela qual foi eleito, é no minimo polémica.
A primeira questão que me apetece levantar é a seguinte: nós quando votamos nas Eleições Autárquicas, escolhemos um Partido ou um Cidadão?
Sei que é difícil responder com exactidão, porque existem vários tipos de eleitores na escolha dos representantes do Poder Local. Há quem vote sempre, sem hesitações, no seu partido do "coração"; há quem vote nos candidatos, sem se preocupar com as cores partidárias; e há ainda quem se divida entre ambas as coisas.
No entanto penso que o carisma popular do cidadão-candidato ultrapassa a força e o poder das forças políticas, nas Autarquias. Nas últimas eleições assistimos a vários braços de ferro, entre pessoas e partidos, com clara vantagem para as primeiras. Por exemplo, Isaltino Morais, Valentim Loureiro e Fátima Felgueiras conseguiram conquistar as Câmaras aos partidos para a qual se tinham candidatado no mandato anterior, como independentes (apesar de serem arguidos em processos na Justiça).
Claro que este caso de Setúbal carece de explicações. O comunicado do PCP é ambíguo, resalva a seriedade de Carlos Sousa mas coloca em causa a sua competência como Autarca. Ele que foi Autarca durante 26 anos e era considerado "Autarca Modelo" (não sei muito bem o que é isso...) no interior do PCP...
O que eu pergunto é, se em Almada o PCP decidisse retirar o poder à nossa presidente, Maria Emília de Sousa, nós, almadenses, tinhamos de aceitar a sua decisão? Ficar com um presidente imposto, como vai suceder em Setúbal? Provavelmente...
Para quem não saiba, Carlos Sousa foi autarca em Almada, antes de partir para Palmela e Setúbal, em serviço, pelo seu Partido.