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quarta-feira, maio 30, 2018

Mais um Exemplo da Nossa "Sociedade do Espectáculo"...


Ontem assisti à oitava edição dos "Talentos da António", uma espécie de "ídolos" escolar, com duas variantes, música e dança de um dos agrupamentos de escolas de Almada.

De uma forma geral gostei do que vi, especialmente da dança (com bastante qualidade e diversidade...).

Mas como considero que tenho gosto, achei a entrega dos prémios injusta. Ou seja, como costuma acontecer muito por aí, penso que os prémios não foram atribuídos aos melhores.

Por exemplo na dança, o que foi premiado foi o "número", a coreografia (os "efeitos especiais" feitos pela professora que encheu o palco de pó...), e não a qualidade da bailarina, que não executou um único exercício de dificuldade média... Quando houve três excelentes participantes a nível técnico, tanto na ginástica rítmica, no ballet ou simplesmente na conjugação feliz da música com a ginástica.

Na música aconteceu o mesmo. Foi premiada a diversidade (alguém que cantou - pessimamente - ao mesmo tempo que tocava dois instrumentos...) e não a qualidade vocal.

Só me resta lamentar que, mais uma vez, o "espectáculo" tenha suplantado a "qualidade individual", algo que começa a acontecer com frequência no nosso país.

Quem esteve bem foi o actor que fez parte do júri, que teve o cuidado de dizer aos participantes que não venceram, para não se preocuparem, porque os únicos culpados foram os elementos do júri...

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, maio 12, 2018

Agenda Municipal Continua Fora de Horas


Não consigo compreender, por que razão é que a "Almada Agenda" (agenda cultural em papel...) continua a ser distribuída ao público, praticamente a meio do mês.

Não faz muito sentido que metade das notícias impressas na Agenda percam actualidade e só cheguem ao conhecimento dos almadenses depois de terem acontecido.

Já ouvi várias versões sobre  o facto (inclusive a mudança de fornecedores...), mas nenhuma me convence.

A única coisa que sei, é que já estamos em Maio, e ainda não se conseguiu resolver o problema, com prejuízo para os agentes, para as actividades culturais desenvolvidas e sobretudo para a população do Concelho.

terça-feira, abril 24, 2018

Abril em Duplicado em Almada...


Sei que as mudanças políticas têm destas coisas, mas não consigo perceber porque razão o 25 de Abril em Almada vai ter duas comemorações, quase em simultâneo, na manhã do Dia da Liberdade...

Eu vou estar na Praça da Renovação, como de costume, com o Povo Almadense.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, abril 18, 2018

Aparentemente Almada ficou mais Próxima de Lisboa (e do Poder)...


Aparentemente Almada ficou mais próxima de Lisboa, onde continuam (e continuarão...) "sitiados" os senhores que mandam em coisas tão vulgares como o preço com que  se tabelam "as batatas e as galinhas", aqui e ali.

Isso acontece porque a Presidente é uma figura pública ligada à cultura, com um ar leve e simpático, e claro, não podemos esquecer o mais importante: pertence ao partido do poder.

E nós esperamos que Almada consiga ganhar alguma coisa com esta maior visibilidade de Inês Medeiros, além do "duelo criativo", proposto pela "Visão"...

quinta-feira, novembro 02, 2017

As Mulheres Conquistam o Poder em Almada

Embora as mulheres não estejam em maioria no conjunto da vereação (apenas por uma nesga...), estão no Governação da Cidade de Almada (eleitos com pelouros).

Dos quatro eleitos pelo PS três são mulheres. Inês Medeiros, a presidente eleita, Francisca Parreira (que conhece bem a realidade local, pois já foi presidente da Junta de Freguesia da Trafaria) e Teodolinda Silveira.

No conjunto de todos os vereadores contam ainda com a companhia de Amélia Pardal da CDU e Joana Mortágua do BE.

Embora isto por si só não seja significativo, é no mínimo curioso (e histórico...).

Esperamos que a tal falada "sensibilidade feminina" faça a diferença, na resolução dos problemas de Almada...

Fotografia de Tomasz Frakas)

terça-feira, janeiro 31, 2017

O 31 de Janeiro e a "Almada Velha"


Muito boa gente não sabe o significado histórico do dia 31 de Janeiro (de 1891), embora normalmente nas suas cidades e vilas exista uma rua com este nome.

É a data do primeiro golpe dos republicanos portugueses contra a monarquia (frustrado... como tantos outros que aconteceram depois, contra o salazarismo), que teve como epicentro a cidade do Porto.

Mas apeteceu-me falar desta data por outra coisa. Por sentir que o pulsar das Terras também tem muito que ver com os nomes das suas ruas.

Uma coisa que me deixa satisfeito é que na chamada "Almada Velha" (o centro histórico da cidade) existam tantas artérias que continuam a manter bem vivos os nomes de alguns dos heróis republicanos. Por exemplo aquela que ainda é a rua principal de Almada (a antiga Rua Direita...), tem o nome de um dos heróis do 31 de Janeiro de 1891, a Rua Capitão Leitão...

(Fotografia de Luís Eme - aproveito e homenageio também a minha Incrível...)

segunda-feira, janeiro 09, 2017

Ruas com Mais Gritos que Palavras...


Embora me faltem dados sociológicos, penso que há cada vez uma maior dificuldade das pessoas em dialogarem. Facilmente se parte para a ofensa verbal ou mesmo para a violência física.

Há poucos minutos assisti a uma cena, que apesar de caricata e ridícula, me fez pensar naquilo que nos estamos a tornar e que faz com que muita gente de mais idade sonhe com "salazares",  para acabar com toda esta selvajaria.

Um taxista que transportava alunos deficientes para uma escola, resolveu parar no meio da estrada (e tinha espaço para estacionar na berma...) e foi ajudando o rapaz a sair e a preparar a espécie de andarilho que o auxilia a deslocar-se, como se tivesse todo o tempo do mundo, enquando atrás dele se formava uma fila enorme de carros, que começaram a buzinar passados segundos.

Nada que incomodasse o chófer de praça, que foi acompanhando o jovem até à escola, enquanto iam conversando. Quando regressava, em vez de se deslocar para o carro e avançar, resolveu ir travar-se de razões com o dono da primeira viatura. Ainda não começara a falar, quando saiu disparado do segundo carro, um individuo grande e com cara de poucos amigos, com o dedo a apontar para o táxi e a mexer os braços, à medida que se deslocava na sua direcção, sem se esquecer de chamar um nome feio à sua mãe.

Felizmente o taxista percebeu a mensagem e sem mais perdas de tempo, acelerou o passo, entrou no carro e fez-se à estrada.

Penso que, num país onde imperasse o bom senso, o taxista teria estacionado o carro em cima do passeio e não interrompia o trânsito (os condutores de ambulâncias também adoram fazer isto, mesmo que tenham lugar para estacionar junto à urgência, preferem ficar parados no meio da estrada. Quem vier que espere...).

Voltando ao primeiro parágrafo, e sem saber se há alguma ligação ao facto de as pessoas estarem a perder o hábito de falarem umas com as outras (a não ser por mensagens ou diálogos virtuais...), penso que alguma coisa terá de mudar, sem precisarmos de mandar vir "salazares". Pois se isso acontecer, ficamos todos a perder...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, janeiro 08, 2017

Uma Mensagem que Faz Todo o Sentido


Esta mensagem, que fazia parte do pequeno folheto (só em tamanho, emprestado por mão amiga) com a programação de mais um aniversário da Incrível no primeiros anos da década de 1970, continua a fazer todo o sentido neste ano que se inicia, pois a Incrível Almadense está a iniciar um novo ciclo, com uma nova presidente (Mara Martins) e um novo grupo de Corpos Gerentes (da qual faço parte, integrando o Conselho Consultivo).

Como facilmente se percebe, não se trata de uma mensagem contra ninguém, mas sim a favor da "Sociedade Velha", que tem de continuar a ser passado, presente e futuro, no panorama associativo almadense, não fosse ela a "Mãe" de todo este edifício colectivo criado, em 1848, na nossa Almada.

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, junho 30, 2016

O Tejo bem Tenta...

O Tejo bem tenta parecer um Mar... 

Mas apesar de gostar de se mexer, é demasiado delicado.
Eu diria que o que lhe sobra em largueza, falta-lhe em movimento.

E nem vou falar de coisas óbvias como o seu cheiro.
Às vezes parece maresia, mas é outra coisa, 
também refrescante e saborosa,
Mas...
Falta-lhe o sal...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, novembro 09, 2015

Três Irmãs Diferentes


O teatro também pode ser a surpresa, a diferença, especialmente quando se escolhe uma peça antiga (ou usada, se quiserem...), que de vez em vez visita os palcos profissionais e amadores.

Foi o que aconteceu na noite de sábado na Sala Experimental do Teatro Azul (acho mais bonito que Joaquim Benite...) com as "Três Irmãs (Making Of)", que tirando o nome das personagens principais (Irina, Olga e Masha) e a referência  a Moscovo, é uma peça que se afasta de Tchecov e vai por outros caminhos, envolvendo-se com a nossa realidade e com os nossos problemas (a realização de um documentário sobre nós...) ao mesmo tempo que criava uma interacção pouco habitual com o público (perguntas ao público, contacto físico como um abraço ou o dar as mãos em corrente, distribuição de chá e bolinhos...).

Foi uma peça divertida e surpreendente, foi teatro. Parabéns ao "Teatrão" de Coimbra, ao encenador Marco António Rodrigues e aos actores Inês Mourão, Isabel Craveiro, João Amorim, João Santos, Margarida Sousa e Rui Raposo.

quarta-feira, agosto 26, 2015

Um dos "Hotéis" Sem Estrelas na Nossa Banda


Não deixa de ser curioso que os novos "nómadas" que fogem da guerra e arriscam a vida para chegar ao Velho Continente, quando são entrevistados para a televisão, sonham com a Suécia e com a Alemanha, nunca com Portugal...

Eles conhecem o mundo e sabem o que querem e o que não querem. Sabem quais são os países de primeira, de segunda e de terceira na Europa.

E o que não querem mesmo é ficar num dos muitos "hotéis" sem estrelas, que abundam no nosso país.

Este que ficou na fotografia fica na Cova da Piedade, rente às velhas fábricas do Caramujo...

sábado, maio 30, 2015

Espelho Meu, Espelho Meu, Há Alguém Melhor que Eu?


Claro que quando algumas pessoas se viram para o espelho e perguntam: «espelho meu, espelho meu, há alguém melhor que eu?», antes que o espelho responda, elas adiantam-se e com voz de ventríloquo dizem, «Não!»

Este começo não surge aqui por acaso. Hoje estive no lançamento do livro de um amigo e além de não estar à espera de ir para a mesa de honra, ainda esperava menos falar...

E quando falei a minha boca acabou por fugir para a verdade e exprimi o meu desagrado pela forma desigual com que são tratados os agentes culturais e as associações de Almada.

O senhor que estava na mesa, que não fazia ideia quem era, que se apresentou como adjunto do vereador da cultura e acrescentou que estava ali em representação do presidente da Autarquia, no meio do seu discurso, resolveu responder-me, armado em "defensor da pátria". Como sabia do que falava e não tinha dito alguma mentira, apenas lhe disse que mantinha tudo o que dissera. Não fui mais longe por duas razões: não queria de todo estragar a festa de um amigo, e muito menos entrar em diálogo com um mero funcionário do Município, que defendeu quem lhe paga o salário.

Mas continuo a lamentar que as pessoas que governam em Almada (ou os seus representantes...) não tenham qualquer sentido auto-crítico e aproveitem todos os bocadinhos para fazer demagogia e armarem-se em gente de bem, que tratam todos os artistas e associações da mesma maneira, etc, etc.

Infelizmente a realidade almadense é muito diferente, os seus governantes não recebem nem tratam toda a gente da mesma maneira. Por exemplo, a SCALA e os Lions de Almada, ainda estão à espera de resposta ao pedido de audiência feito ao senhor presidente do Município, em Outubro de 2013, logo após as eleições...

O óleo é Laura Knigh.

sábado, março 14, 2015

Uma Situação Única em Almada


Durante algum tempo contive o meu desagrado pela forma como o Município de Almada trata a Colectivdade da qual sou sócio e dirigente (SCALA - Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada).

Mas penso que dois anos e quase um mês depois já chegam, ainda por cima sem que algum responsável da Autarquia tenha alguma vez falado abertamente connosco sobre o problema. Vão adiando, adiando, sem nos darem uma resposta ou justificação plausível. Mas vamos lá ao problema:

A Câmara Municipal de Almada cedeu-nos um espaço (uma fracção num prédio urbano), que seria repartido com outra Associação. Assinámos o contrato de comodato, recebemos as chaves e quando nos queríamos instalar, foi-nos proibida a entrada no edifício pela administração do condomínio, com o argumento de que este destina-se apenas a habitação e não a sede de colectividades.

Dois anos depois o Município não só não resolveu o problema, como não nos ofereceu qualquer situação alternativa.

Não sei quanto tempo se irá prolongar esta situação.  

Para já, desde a assinatura do contrato, já passaram dois anos e 20 dias. E da informação pública da sua atribuição, por parte da então Presidente do Município, já passaram três anos, um mês e dois dias.

Mas Almada na voz dos seus autarcas continua a ser "A Capital do Associativismo", etc, etc.

Só que o dia a dia das Colectividades como a SCALA não se faz com "música de serrote"...

É caso para dizermos: não é só "Cristo-Rei" que está de costas voltadas para Almada.

terça-feira, março 10, 2015

Não Sei se nos Outros Países Também é Assim...



Este abandono que nos persegue, cada vez em mais ruas, faz com que me interrogue, se este fenómeno também acontece por essa Europa fora.

Acredito que não. Lembro-me da primeira vez que saí do país, com dezoito anos, e logo de visita à nossa "querida" Alemanha, onde era impossível encontrar um papel no chão... Talvez as coisas já não sejam tanto assim, com a reunificação das duas alemanhas, mas...

Mas não acredito que se abandonem lugares como a Lisnave e se deixem entregues ao vazio do tempo, à pilhagem e ao vandalismo.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

O Treze e a Sexta Feira


Nunca me aconteceu nada de estranho numa sexta feira treze.

E por acaso até gosto do número.

Quando joguei futebol gostava das camisolas com os números três, cinco, sete e treze.
E também gosto de outras coisas associadas a este dia de "sorte" e de "azar", como gatos pretos e raramente me lembro que não se deve passar debaixo de escadas...

Acho que as pessoas gostam de inventar coisas, de correr atrás e à frente (e até empurrar...) do azar.

segunda-feira, novembro 03, 2014

Arte e Criatividade


Foi inaugurada hoje a exposição, "Arte e Criatividade", com trabalhos realizados por pessoas portadoras de deficiência.

É uma das exposições que gosto mais de ver, pela cor e pela imaginação dos autores das obras expostas.

Se puder, não deixe de visitar a Oficina de Cultura de Almada, a mostra pode ser visitada até ao dia 9 de Novembro.

domingo, outubro 12, 2014

Um Ginjal Poético com Amigos


Se não estou, pelo menos sinto-me diferente.

E também quero estar e ser diferente.

Foi também por isso que a apresentação do caderno, "Ginjal 1940 - poemas um", foi um momento intimista, com uma dúzia de amigos que quiseram ler os poemas (mais uma vez houve uma boa estreia...). Só o bom do Américo não leu uma linha, até se protegeu com a máquina fotográfica  da Gena, enquanto os poemas andavam de roda, porque a sua poesia tem menos palavras e mais cores e traços...

Isto já tinha acontecido na apresentação do caderno, "foto-poesias", que partilhei com o Alberto Afonso, sentir que a poesia foi festa e comunicação.

Fiquei mais uma vez com a sensação de que os poemas são mais bonitos quando são declamados com descontracção, alegria e amor pelas palavras.

sexta-feira, fevereiro 28, 2014

Quase no Coração da Cova da Piedade


Esta casa fica quase no coração da Cova da Piedade.

Fiquei na dúvida se ainda era habitada, mas pareceu-me que sim, pelo menos num dos andares...

O mundo está cheio de "acrobatas" e também de gente cada vez com menos "eira e beira", até mesmo em cidades modernas como Almada...

Fico sempre a pensar se a protecção civil não terá uma palavra a dizer nestes casos...

quarta-feira, novembro 06, 2013

Arte e Criatividade


Uma das exposições que mais gosto de ver na Oficina de Cultura de Almada, é a mostra dos trabalhos do concurso "Arte e Criatividade", aberto a pessoas com deficiência.

Além da cor e do sentido estético, gosto sobretudo da alegria e da originalidade, sempre presentes.

Esteve patente ao público apenas no fim de semana e na segunda-feira. O seu tempo devia ser mais prolongado, igual ao das outras exposições artísticas.