Mostrar mensagens com a etiqueta Cacilheiros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cacilheiros. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Os Vapores do Tejo


Embora nos nossos dias, possa ser "politicamente incorrecto", dizer que os vapores a rodas davam uma beleza especial ao Tejo - graças aos gases que libertavam na atmosfera -, não há qualquer dúvida que eram, no mínimo diferentes, como o "Vapor Progresso" de 1862, segundo cacilheiro da frota de Frederico Guilherme Burnay, que podemos ver, na excelente aguarela de Rodrigo Bettencourt da Câmara.

segunda-feira, junho 26, 2006

A Viagem Entre as Duas Margens do Rio


A travessia do Rio Tejo entre as margens de Lisboa e Cacilhas começou a fazer-se de um modo regular desde o século XIII.
Com a epopeia dos descobrimentos as travessias e o número de embarcações no rio aumentaram significativamente, Nessa época havia a necessidade de se abastecerem as caravelas que partiam à descoberta de novos mundos com mantimentos. Os géneros alimentares da Margem Sul, conhecidos pela sua qualidade, estavam entre os eleitos pelos navegadores.
Mas só em 1838, com o aparecimento dos barcos movidos a vapor, da "Companhia de Navegação do Tejo e Sado", é que a passagem para a outra margem, passou a ser feita com mais segurança e a preços mais convidativos, através da primeiras carreiras regulares.
Mais tarde apareceu a companhia "Vapores Lisbonenses", que alargou as carreiras até ao Seixal, Aldeia Galega, Trafaria e Cascais.
No começo do século XX, em 1903, teve inicio o primeiro serviço de transporte automóvel entre as suas margens, realizado entre Santa Apolónia e Cacilhas.
Nesta viagem de já quase dois séculos, foram surgindo novas companhias e embarcações, sempre com a preocupação de melhorar os seus serviços, diminuindo o tempo da travessia e tornando as viagens mais seguras e cómodas.
É assim que chegamos aos bonitos cacilheiros laranjinhas dos nossos dias da "Transtejo"... que continuam a levar-nos de Cacilhas a Lisboa, e são um encanto, especialmente para os turistas, quase sempre mais contemplativos que os seus passageiros diários, por encararem as travessias como um passeio pelas águas do Tejo... e não como a utilização de mais um meio de transporte.

sexta-feira, junho 23, 2006

Ginjal



Eram anónimos que vinham em toda a pleinitude.
Endomingados, carregados de euforias na aventura da
burricada, às vezes maltratados, mas vinham.
Aquela zona, ribeirinha, enfabulada pela característica
lusitana do pão e do vinho, trazia-os.
Era a estratégia da localização, o horizonte marítimo,
a excelência da culinária, os fadunchos, que faziam
encher as tascas.
Ginjal de outrora sem degradação, sem fábricas vazias,
sem onde comer mal...
A nossa recordação está contigo, como um aliciante local,
poiso de gente viva, que queria viver.


Fernando Barão