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quarta-feira, maio 22, 2019

Tudo Igual, quase Três anos Depois...


Escrevi pela primeira vez sobre este atentado ao património cacilhense em Agosto de 2016.

Voltei a escrever sobre o assunto em Dezembro de 2016.

Mas a 22 de Maio de 2019, está tudo na mesma, como a lesma... Talvez os turistas até pensem que aquelas pinturas fazem parte da escultura...

É uma falta de respeito, de quem de direito, ao autor da obra e a todos os cacilhenses.

Talvez estejam à espera das próximas eleições autárquicas, ou então acham que assim o monumento fica mais giro...

(Fotografia de Luís Eme)

domingo, março 10, 2019

A Aposta (oficial) na Transformação de Almada em "Cidade Satélite" de Lisboa


A entrevista de hoje da presidente do Município de Almada,  Inês Medeiros, à revista "Visão", acaba por ser positiva, pelo menos para mim.

Já tinha notado (e escrito...) que há a tentativa de "roubar" a identidade local do Concelho de Almada - e até a própria história -, fingindo não perceber que os almadenses não se envergonham do seu passado, das suas raízes operárias e associativas. 

Claro que acho muito bem que se aproveitem as potencialidades da nossa localização geográfica, do "boom" do turismo, mas sem termos de ser, necessariamente, uma "Mini Lisboa". 

Será que não podemos fazer todo esse aproveitamento e continuarmos a ser Almada?

Quando a presidente diz: «Quando chegamos de cacilheiro a Cacilhas, pomos os pés em terra e deixamos de ver Lisboa. Há uma espécie de muro, de muralha de aço [risos]. Não faz sentido sermos o município da resistência. Os próprios almadenses sentiam um desfasamento entre as potencialidades de Almada e a realidade. Tem de haver outra dinâmica.» Também sorrio.

Acho alguma graça a esta caracterização (muito perto da fabulação...). Talvez por nunca ter encontrado nenhum muro, muito menos uma muralha no Largo. 

Encontro sim, um largo feio e pouco agradável para quem chega, sim (desde sempre...), embora perceba que a maior parte das pessoas que chegam do cacilheiro são habitantes da Margem Sul (esquecendo as horas mortas...) que querem apanhar os autocarros e o metro, para chegarem o mais rapidamente a casa... Ou seja, afastar os transportes do Largo, será um problema para toda aquela gente...

Mas basta andar uns metros em direcção ao Farol e apreciar o Tejo que chega a Lisboa (há bancos e tudo para nos sentarmos...).

Há uma outra frase, que diz muito da presidente: «Almada tem de sair do estado de bela adormecida e acordar para todo um fervilhar que existe na Área Metropolitana de Lisboa, assumindo a sua centralidade, tendo um espaço público mais qualificado, sendo um município de referência a nível universitário e criando um conjunto com a capital. Somos dois municípios que se olham nos olhos. Encaramo-nos de frente.»

No meu olhar, descubro uma lisboeta estrangeirada, apostada (são suas as palavras...) em criar um conjunto com a Capital. Isso explica em parte a aposta de tantos lisboetas em lugares-chave da Autarquia, em detrimento de almadenses. E explica também algum cosmopolitismo, que tem pouco a ver com a realidade do Concelho.

Acredito que a presidente ainda vai perceber que as coisas não mudam apenas por "decreto", ou porque achamos que estamos certos e os outros estão todos errados...

(Fotografia de Luís Eme - o Largo de Cacilhas, sem qualquer muro ou muralha, o Tejo está logo ali, a dizer-nos olá...)

sábado, dezembro 15, 2018

A História de Cacilhas Está mais Rica


As "Crónicas d'agora sobre Cacilhas d'outrora (Vol.II)" do Luís Bayó Veiga vieram enriquecer, ainda mais, a já fecunda, literatura cacilhense.

Apesar da sua aparente simplicidade, é um livro que oferece algo de novo à história da localidade ribeirinha, devido à riqueza de uma boa parte das biografias de figuras cacilhenses que constam neste volume. Algumas ainda não tinham merecido a atenção de nenhum escritor local, outras nunca tinham sido tão aprofundadas, como neste conjunto de crónicas históricas, muito bem ilustradas.

quinta-feira, novembro 01, 2018

Dia da Senhora do Milagre


Hoje em Cacilhas é dia de procissão, dia de festa para a Senhora do Bom Sucesso, a padroeira da localidade ribeirinha.

A procissão realiza-se desde o século XVIII e recorda de uma forma simbólica o "milagre" que ocorreu durante o Terramoto de 1755, em que rezam as crónicas que foi um pescador, curiosamente também ele Pedro, que pegou na imagem da Santa e ao ergue-la aos céus e a pedir ajuda divina, foi atendido... as águas que ameaçavam destruir a então Aldeia de pescadores...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, junho 29, 2018

A "Love Vintage" de Cacilhas



Esta é uma das lojas mais curiosas de Cacilhas (fica a meio na Avenida 25 de Abril...), onde abunda o bom gosto, na forma como se utilizam objectos de outros tempos, que muito boa gente gosta de voltar  a trazer aos nossos dias, colocando-os na decoração das suas casas, lojas, bares ou ateliers.

Uma das suas últimas inovações foi a transformação da sua fachada numa "televisão dos anos setenta"...

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, maio 22, 2018

Júlio Pomar, Cacilhas e o Tejo...


Júlio Pomar, um dos maiores artistas plásticos do nosso país, deixou-nos hoje.

Na meninice passou por Cacilhas várias vezes, para visitar a  tia, a poetisa Emília Pomar. E deixou-nos o seu testemunho da localidade ribeirinha desse tempo:

«Viver em Lisboa quando era miúdo era perfeitamente infernal. Quando atravessava o rio para visitar uma tia com a minha mãe, o que era o desembarque em Cacilhas? Há um poema de António Nobre sobre os pobrezinhos nas procissões e nas romarias, pedem tanto, os coitadinhos.»

(Fotografia de autor desconhecido)

quinta-feira, maio 17, 2018

Romeu Correia, entre dedicatórias & aproximações


Um dos poemas do caderno, "romeu correia, entre dedicatórias & aproximasções", é a "visita guiada", num percurso familiar ao "Casario":


visita guiada

a visita começou em Cacilhas
a bonita terra dos “orelhudos”
e de tantas outras maravilhas
que não davam espaço a sisudos

com a tua arte de contador de histórias
falaste do Arrobas, do Elias Garcia
e de tanta gente de felizes memórias
utilizando alguns pós de fantasia

depois vieram os lugares mágicos
que não trouxeram apenas encanto
focaste os acontecimentos trágicos
salvos por um ou outro “santo”

quando abriste a porta dos restaurantes
sentimos o aroma das belas caldeiradas
convocaste mais personagens apaixonantes
que na tua voz se tornaram encantadas

depois caminhámos em direcção ao “Rio-Mar”
era ali que começava e acabava o Ginjal
com tantas aventuras para contar
e quase sem darmos por isso,
estávamos no Ponto Final

Luís [Alves] Milheiro


quinta-feira, fevereiro 15, 2018

"São Ronaldo" em Cacilhas...


Esta é uma das duas fotografias sobre Cacilhas da minha exposição de fotografia, que será inaugurada no sábado, em Almada, na sede da SCALA.

Em primeiro plano surge o monumento que honra a importância do burro em Cacilhas, da autoria do escultor Pé Curto, que foi vandalizado há mais de um ano, e continua igual... 

O "São Ronaldo" apareceu nas paredes depois da nossa vitória no Europeu de 2016, mas não conseguiu fazer qualquer "milagre" na limpeza do monumento cacilhense...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Boas Festas Para Todos


O "Casario do Ginjal" deseja Boas Festas e um excelente 2018 para todos os seus visitantes, com a concretização de muitos projectos e sonhos.

(Fotografia de Luís Eme - "Árvore de Natal" de Cacilhas)

domingo, dezembro 17, 2017

«E o burro sou eu?»

Houve um seleccionador nacional (Scolari) que em tempos que já lá vão tornou esta pergunta famosa, numa conferência de imprensa futebolística, pouco satisfeito com as perguntas que lhe faziam.

E agora surge um novo restaurante no Largo de Cacilhas, que se socorre de duas "estátuas" do animal mais popular da localidade ribeirinha...

No meu entender é uma forma inteligente de promover uma nova "casa de pasto", num local onde se mantém a fama da boa comida, especialmente do bom peixe e marisco.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, outubro 03, 2017

A Notícia do Hotel no Cais do Ginjal


No Expresso de sábado o suplemento de economia trazia na capa uma entrada sobre uma notícia aparentemente interessante sobre o Ginjal.

O título era: "Savoy quer hotel no Cais do Ginjal em Cacilhas". Na página da notícia o título mudava ligeiramente: "Savoy estuda hotel na margem sul do Tejo".

Acho que pode ser uma boa ideia, embora o Ginjal seja muito húmido durante quase meio ano (com as estações todas malucas, este microclima deve ter encurtado...).

A Quinta da Arealva aparece na fotografia do interior. É um lugar especial, que sim, poderia ser espaço de um hotel único à beira Tejo...

Vamos ver. Pode ser que com as mudanças políticas se olhe de forma diferente para o Rio. Embora também possa ser perigoso, porque como todos sabemos, o "bloco central" é o principal culpado de grande parte dos atentados que se têm feito ao património do nosso país e da sua venda quase a retalho nas últimas quatro décadas...

segunda-feira, setembro 25, 2017

A Minha Participação na 2ª Exposição de Poesia Ilustrada da SCALA" (dois)


Soldados da Paz e do Amor

Quando passo rente ao quartel
olho para os carros e paro,
fecho os olhos e finjo escutar
as sirenes que me arrepiam a pele
quando há fogos para apagar.

Apetece-me entrar
E agradecer aos bombeiros
pela sua valentia
nas guerras de paz e amor,
pela sua enorme vontade de ajudar
quem se debate com o horror,
no meio da aflicção e da perda
e só se liberta a gritar.

Quando passo rente ao quartel
volto a sentir-me rapaz
a usar um capacete de papel
e a sonhar ser um dia
Soldado da Paz.
  
(Poema de Luís [Alves] Milheiro
com fotografia de Luís Eme)

domingo, agosto 06, 2017

O "Repuxo" de Cara Lavada

Nem todos os empresários percebem que é preciso de vez em quando mudar qualquer coisa, para refrescar os olhares dos frequentadores habituais e principalmente dos outros, que é preciso conquistar...

Os donos do café que frequento perceberam isso e vai de "lavar a cara", dar um outro ar, para dar descanso aos olhos de quem por ali passa.

Ontem entrei e sentei-me à espera do café. Estava um pouco receoso. O Chave de Ouro, o Delta e o Nicola são os meus cafés favoritos. Agora era tempo do Sical, que nem sempre me sabe bem...

Mas depois de saborear a bica que o Manel me trouxe, disse-lhe que me soube bem, mas estava apreensivo. Ele sorriu, mas agora quem mais ordena é esta marca, que deve ter contribuído de uma forma generosa nesta mudança...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, agosto 04, 2017

Uma Parede Apetecida


Na praça Gil Vicente há uma parede quase anexa à Escola Cacilhas-Tejo, propriedade da Junta de Freguesia de Cacilhas (e companhia...), que já vai na sua terceira pintura de "arte de rua".


Desta vez apanhei os artistas em flagrante (na segunda-feira). Gostei do que vi, apesar da temática ser algo sinistra, com cores escuras e um ar fantasmagórico.

(Fotografias de Luís Eme)

domingo, abril 02, 2017

O Meu "Passeio dos Tristes"


À terceira foi de vez, acertei no título da exposição.

Depois de tentar encontrar pontos de encontro entre as minhas fotografias, achei que "Passeio dos Tristes", era o melhor título para uma exposição com Cacilhas, Ginjal e Arealva, que fazem parte de um dos meus passeios preferidos, muito graças ao Tejo.

sexta-feira, dezembro 30, 2016

A Homenagem a Elias Garcia


Tal como tem acontecido nos últimos anos, O Farol, Associação de Cidadania de Cacilhas, vai mais uma vez prestar homenagem a José Elias Garcia, uma das grandes figuras do movimento republicano, na segunda metade do século XIX, que chegou inclusive a ser presidente do Município de Lisboa.

Apesar de ser um dos seus biógrafos (penso que o livro que escrevi com Abrantes Raposo, continua a ser a única biografia existente...), não tenho participado nesta homenagem.

Não o faço porque não me parece que seja algo que dignifique a vida e obra deste grande cacilhense, que foi tantas coisas, muitas das quais permanecem praticamente desconhecidas pelos almadenses (sim, eu sei que a maior parte das pessoas não lêem os livros que escrevemos...).

Ano após ano, penso que se poderiam explorar as suas várias facetas, como a de deputado, jornalista ou ainda de principal reformador da educação em Lisboa ainda na monarquia (onde fez um trabalho muito meritório com a criação das primeiras escolas primárias públicas...).

Não tenho nada contra esta homenagem. Apenas penso que Elias Garcia merece muito mais que um ramo de flores e meia-dúzia de palavras de circunstância, na passagem do seu aniversário.

(Fotografia de Luís Eme)

quarta-feira, dezembro 28, 2016

A Destruição e Banalização do Bem Público


Se há coisa que me incomoda nestes tempos quase de selvajaria, é a destruição e banalização do que é de todos, o que se entende por bem público.

A Margem Sul é pródiga em "bandidos" que se entretêm a riscar paredes, portas, muros, e até monumentos.

O "burro e as crianças", continua igual em Cacilhas. Igual não. Agora está protegido por São Ronaldo, que espreita (um bom exemplo do que se pode fazer com tintas...).

Mas mais que esta protecção "divina", já devia ter sido alvo de limpeza por quem de direito (a União de Juntas...), para oferecer uma outra imagem de Cacilhas, aos muitos turistas que passam pelas ruas Cândido dos Reis e António Feio.

De Agosto a Dezembro, passaram mais de quatro meses.

(Fotografia de Luís Eme)