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domingo, novembro 01, 2015

Dia de Procissão e Devoção em Cacilhas


A Senhora do Bom Sucesso, Santa Padroeira de Cacilhas, cuja devoção remonta ao terramoto de 1 de Novembro de 1755, saiu mais uma vez à rua, na Procissão centenária que percorre as principais artérias da localidade e também visita o Tejo, que desta vez apenas a esperava com um patrulha da Marinha de Guerra, sem a presença de pescadores, sempre tão amigos da Santa (foram eles com as suas vigílias diárias que impediram que os republicanos depois do 5 de Outubro de 1910, destruíssem as imagens da Igreja, como fizeram noutros lugares religiosos do Concelho, como no Seminário de Almada ou na Quinta do Vale de Rosal, na Charneca de Caparica).

sábado, outubro 17, 2015

Filatelia e Coleccionismo na Oficina de Cultura em Almada


Foi inaugurada hoje na Oficina de Cultura a  "9.ª Mostra de Filatelia e Coleccionismo" organizada pela secção de Filatelia da ARPCA (Associação de Reformados de Almada).

Passei por lá já ao fim da tarde porque esta é uma daquelas exposições que despertam sempre o interesse de quem gosta de coleccionismo (especialmente de selos e postais).

Um dos aspectos curiosos e não menos importantes, é os organizadores escolherem sempre um tema local (normalmente um monumento...) para ser  a imagem de marca de cada exposição, com direito a selo e tudo.

Este ano o laureado é o Farol de Cacilhas.

Já sabem, se quiserem visitar esta exposição em Almada, podem fazê-lo até ao dia 25 de Outubro.

sexta-feira, setembro 25, 2015

Bombeiros de Cacilhas em Festa na "Rua Direita"


Os Bombeiros Voluntários de Cacilhas estão a festejar o seu 125º aniversário na Rua Cândido dos Reis, com uma exposição dos seus carros mais emblemáticos e com mais história.

As viaturas de outros tempos, assim como outro material auxiliar, podem ser visitados até domingo, naquela que foi a Rua Direita de Cacilhas durante muitos anos.

É uma visita que vale a pena.

E parabéns à mais velha colectividade de Cacilhas, que continua a ser um dos orgulhos dos cacilhenses, assim como a todos os seus "Soldados da Paz".

quarta-feira, setembro 09, 2015

Revisitar Cacilhas Através da Pintura de Carlos Canhão


Esta é uma das obras da exposição, "Junto ao Tejo e Mais Além" (de Carlos Canhão, Maria de Lurdes Couto e a Tânia Franco), que pode (e deve) ser visitada na Oficina de Cultura de Almada, na Praça S. João Baptista, da autoria de Carlos Canhão. 

O pintor almadense pintou a praia da Margueira, com vista para o Largo de Cacilhas e também para a Lapa (que desapareceu com as obras da estrada que liga Cacilhas à Cova da Piedade).

Felizmente através da pintura é possível reconstruir o passado...

terça-feira, setembro 08, 2015

A Praia da Fonte da Pipa


O Sol felizmente ainda continua quente, para satisfação de quem está de férias.

A Margem Sul continua a ser uma atracção para muitos turistas, que talvez queiram fugir da Capital, onde quase se fala mais inglês que português.

Na Margem Sul, olha-se mais e fala-se menos...

Na fotografia as escadas que nos levam para a pequena praia da Fonte da Pipa, logo a seguir ao Ginjal e ao Elevador Panorâmico.

quarta-feira, agosto 19, 2015

Cacilhas e o Tejo ao Fim da Tarde


Uma legenda?

Campolide é já ali, entre S. Jorge e Seixal, com  Lisboa lá longe, do outro lado do Tejo...

sábado, agosto 15, 2015

Muito Tejo, Muito Tejo...


O Vento apareceu esta semana e tem oferecido ondas ao Tejo.

E os cacilheiros já fazem parte do Rio, e como diz Ary dos Santos no seu poema "O Cacilheiro" (final):

Se um dia o cacilheiro for embora
Fica mais triste o coração  da água
E o povo de Lisboa dirá, como quem chora,
Pouco Tejo, pouco Tejo, muita mágoa.

domingo, julho 12, 2015

O Fascínio da Cor


No jardim próximo do elevador da Boca do Vento, há várias pinturas urbanas (hoje chamo-lhe isto...) que são escolhidas como cenário da fotografias, provavelmente pela cor, pois não acredito que seja pelo "design"...

Hoje de manhã encontrei vários modelos femininos a fazerem poses nestes bancos.

quinta-feira, maio 28, 2015

Modesto em Cacilhas


Modesto Viegas apresenta o seu livro bonito de fotografia, "Contrastes, natureza vs urbano", em Cacilhas.

A apresentação será do fotógrafo Ruben Neves e realiza-se no próximo sábado, às 16.30 horas, na Biblioteca da Escola Cacilhas-Tejo.

terça-feira, maio 12, 2015

O Eduardo e o Urbano


O escritor almadense, Eduardo M. Raposo, vai fazer uma apresentação do seu livro, "Urbano, o Eterno Sedutor", na Biblioteca da Escola Cacilhas-Tejo, no próximo dia 14 de Maio, às 20 horas.

É uma boa oportunidade para os almadenses conhecerem um pouco melhor a vida e obra de Urbano Tavares Rodrigues.

sábado, maio 09, 2015

O Carro Já Era, Ficou o Buraco...


Já "despacharam" o carro que estava de pernas para o ar no Ginjal (não era assim tão grande como isso...), provavelmente por via fluvial.

Agora fica o buraco, com as grades ainda mais caídas, que não deixa de ser um "lugar de interesse turístico", no meio de novas placas de proibição afixadas, agora amarelinhas...

segunda-feira, maio 04, 2015

O Abandono do Ginjal é uma Constante...


Ao passar pelo Ginjal vi que o seu histórico "Corredor" estava transformado em lixeira.

Entrei e vi que a casa onde a Júlia morou quase toda vida tinha a porta escancarada.

Não resisti e entrei, para tirar fotografias das janelas que olham para o Tejo.

Antes da Júlia ali morar, foi espaço da "Pensão Bom Gosto", que foi inspiração de um dos meus poemas do caderno, "Ginjal 1940, poemas dois", que vos ofereço:

pensão bom gosto

A mulher que apareceu no postigo
Disse que aquilo não era bem uma pensão
eu sabia mas fiz-me desentendido,
saciava-se mais o corpo que o coração.

«A clientela é quase toda de Lisboa»,
sorriu-me ela de uma forma enigmática.
Paguei o quarto e subi sem geografias,
abraçado à minha companhia simpática.

Depois de abrir a porta e a deixar entrar
Dei alguns passos em frente, até à janela.
Não tinha pressa nem ninguém à espera,
abri a janela e fiquei a ver as barcas à vela

Preferi imaginar-me um cliente casual
e pedir à minha companheira de viagem
para não fechar completamente o cortinado,
porque não queria deixar fugir a paisagem.

(Luís Milheiro)

segunda-feira, março 30, 2015

O Ginjal Pintado de Azul


Neste fim de Março o Sol tem aparecido e já dá um cheiro a Verão na Primavera.

O Ginjal pinta-se de azul e acolhe turistas de vários países, porque os seus guias de papel têm por lá assinalados os restaurantes "Atira-te ao Rio" e "Ponto Final", certamente com boas novas sobre as suas esplanadas e a beleza única do Tejo, que até inventa praias com ondas e areia, na maré baixa...

terça-feira, março 17, 2015

Nada é Eterno


O "passeio público" do Ginjal (hoje apeteceu-me chamar-lhe isto...) levou mais um chega para lá do Tejo, num daqueles dias em que o vento sopra forte e o rio se arma em Mar.

A protecção civil alertada, colocou logo umas grades para que ninguém se descuide, ao mesmo tempo em que se livra de responsabilidades.

Acho que gosto de ir para o Ginjal, entre outras coisas, por ser um território livre, onde ninguém se responsabiliza por nada, afixando placas de perigo e de proibição, que ninguém leva a sério.

Claro que corremos o risco de ficar sem passagem para o outro lado, se se continuar a colocar apenas placas e grades, cada vez que há uma derrocada, porque nada é eterno...

terça-feira, março 10, 2015

Não Sei se nos Outros Países Também é Assim...



Este abandono que nos persegue, cada vez em mais ruas, faz com que me interrogue, se este fenómeno também acontece por essa Europa fora.

Acredito que não. Lembro-me da primeira vez que saí do país, com dezoito anos, e logo de visita à nossa "querida" Alemanha, onde era impossível encontrar um papel no chão... Talvez as coisas já não sejam tanto assim, com a reunificação das duas alemanhas, mas...

Mas não acredito que se abandonem lugares como a Lisnave e se deixem entregues ao vazio do tempo, à pilhagem e ao vandalismo.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

A Minha Fotografia para um Poema de Clara Mestre



Cacilhas e o Tejo

Cacilhas tem muitas histórias famosas
Espalhadas pelas ondas murmurantes
E meigas confidências amorosas
Que ela ouve, em suspiros sussurrantes.
Mar lindo, de intensa aguarela.
A ponte sobressai sobre este mar
Cada onda tem pincelada singela
No céu rosado, o Sol o vem beijar…

Clara Mestre
  

segunda-feira, janeiro 19, 2015

Os (Desaparecidos) Restaurantes do Ginjal em Poema...


Continuando a "saga" dos poemas publicados no caderno, "Ginjal, 1940 (poemas dois)", publico "A Floresta Bem Acompanhada", em mais uma viagem no tempo:

a floresta bem acompanhada

A escadaria das mil conchas
deslumbra e torna especial
a caminhada de quem escolhe
comer na Floresta do Ginjal.
Mas a sua beleza
não se esgota aqui,
há ainda a bela paisagem
que só por si vale a viagem.

E depois temos os companheiros
a Fonte da Alegria, o Grande Elias,
o Abrantino e o Gonçalves,
que não ficam atrás na qualidade
dos seus peixes e mariscos do dia
e apostam sempre no bom gosto
e na simplicidade.

quinta-feira, janeiro 15, 2015

Mais um Poema do "Ginjal 1940"


Uma das profissões mais curiosas é a de barbeiro (embora hoje sejam apenas cabeleireiros...).

Cacilhas sempre teve várias barbearias. Nos anos 1940 tinha pelo menos quatro. E todos se governavam.

Pelo que me têm contado, havia uma diferença de preços significativos (assim como na restauração...), o que fazia que muitos lisboetas viessem à Outra Banda cortar o cabelo e a barba. Foi inspirado nas quatro personagens da época que escrevi este poema:

os barbeiros de cacilhas

Não falta freguesia
aos Barbeiros de Cacilhas,
para o corte da barba e cabelo,
é raro ver-se nas suas casas
uma cadeira vazia.
Desde o velho Quaresma,
ao filho, “Pató”, sem esquecer o Arriaga,
o Domingos “Espanhol”
e o finório do Jaime Soares,
são “baetas” de tal maneira famosos,
que até recebem clientela da Capital,
que adora os seus bons preços
e fica para almoçar no Ginjal.


sexta-feira, janeiro 09, 2015

"Ginjal 1940, Poemas Dois"


Amanhã será apresentado, às 17 horas, no "Espaço Doces da Mimi", o caderno de poemas, "Ginjal 1940, Poemas Dois", da minha autoria.

Desta vez escrevi sobre os lugares e deixo aqui o poema, "A Praia das Lavadeiras":

a praia das lavadeiras
  
A água nasce ali mesmo
Naquele bonito areal.
As mulheres descem as escadas
vindas de Almada
com alguidares à cabeça
numa manobra ousada.

Assentam arraiais na praia
e depois falam e esfregam a vida
juntamente com a fronha e o lençol
para depois esticarem a roupa
que por ali fica a secar ao sol.

Os homens que por ali cirandam
são corridos com um palavreado
digno de estivadores e fragateiros.
A praia é o seu único reinado
e não precisam de olheiros.

quinta-feira, novembro 06, 2014

"A Casa do Gato"


«Nesta casa, que dava nas vistas a toda a gente, quando o trânsito para todo o Sul, simulou-se por razões de simetria, uma janela entreaberta com um gato no parapeito.

Foi esta casa durante muitos anos a residência de D. Francisco de Noronha, funcionário público e escritor.»

(extraído de um artigo do "Jornal de Almada", dos anos 1960, não assinado)