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sábado, outubro 06, 2018

Os 170 Anos da Incrível Almadense, um Colosso Associativo e Cultural

A Sociedade Filarmónica Incrível Almadense comemora o seu 170.º aniversário durante todo este mês de Outubro, com dezenas de iniciativas culturais e recreativas.

A Colectividade possui uma história inigualável no panorama associativo português, tendo conseguido resistir de uma forma verdadeiramente "incrível" (os seus padrinhos sabiam o porquê de lhe oferecerem este nome...) a todas as contrariedades que foi forçada a enfrentar nos séculos XIX, XX e XXI.

E este século XXI, talvez seja o mais complicado de gerir, porque o associativismo já não é o que era, pela própria evolução da própria sociedade, e também pela forma como tem sido desprezado pelos poderes políticos (local e nacional) e económicos.

A Incrível embora se mantenha bastante activa, tem poucas receitas próprias e prepara-se para enfrentar uma "batalha jurídica", comum a muitas outras associações e a muitos portugueses, porque os novos senhorios (herdeiros) querem aumentar a renda da Sede para valores "impossíveis". 

Sede que é ocupada pela Incrível há mais de cem anos. E não menos importante, durante esta longa permanência na rua Capitão Leitão, todas as obras de beneficiação neste espaço foram realizadas e pagas pela Incrível Almadense (nos últimos anos com o apoio do Município...),  Algumas obras foram de tal forma avultadas (substituição do telhado, das portas e janelas, reforço das paredes, pinturas, etc), que até houve uma espécie de compromisso de cavalheiros, dos anteriores senhorios, de não aumentarem a renda à Instituição mais antiga de Almada.

Mas como "já não existem cavalheiros", todos os Incríveis sabem que a coisa poderá ficar complicada, se não existir bom senso e o apoio efectivo do Poder Local Almadense, para enfrentar mais este "obstáculo"...

É por tudo isto que hoje à tarde lá estarei no Salão de Festas da Incrível, para assistir a mais uma sessão solene.

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, setembro 14, 2018

Mais Vale Tarde que Nunca...

Depois de anos de "abandono", os autarcas da junta de Freguesia "acordaram" e andam por aí, a tapar buracos nas ruas e nos passeios.

O mais curioso, é a "auto-publicidade" que fazem, deixando em cada obra a "marca pessoal".

É caso para dizer: «É de político!»

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, setembro 13, 2018

Os (meus) Verdadeiros Prémios...


Os verdadeiros "prémios" que tenho recebido nestas andanças da cultura, reflectem-se sobretudo nos sorrisos de felicidade que recebo de alguns amigos, facilmente transmissíveis e genuínos.

São transmitidos por pessoas que que não estavam à espera que os seus trabalhos depois de expostos, expandissem tanto brilho...

Isso aconteceu mais uma vez, neste último sábado.

(Fotografia de Luís Eme)

terça-feira, junho 19, 2018

"Almada em Festa" na SCALA

No próximo sábado, dia 23 de Junho,  às 16 horas, será inaugurada  a exposição colectiva de fotografia "Almada em Festa", na sede da SCALA (rua Conde Ferreira - Almada).

Participam na exposição Aníbal Sequeira, Clara Mestre, Fernando Barão, Luís Eme e Modesto Viegas.

sexta-feira, junho 01, 2018

O Olhar, Sempre o Olhar...


Sem que estes três amigos se apercebessem, fotografei-os, enquanto se movimentavam e olhavam para este "mural" colectivo, que está em exposição na Oficina de Cultura de Almada (na Exposição Colectiva dos Alunos da USALMA) e que pode ser visitada até ao dia 3 de Junho...

Depois aproximei-me e ouvi as explicações do "mestre" e as divagações dos outros artistas...

E pensei para os meus botões, «É tão importante saber olhar...»

sábado, março 17, 2018

Movimento Associativo Homenageia Alexandre Castanheira


Hoje à tarde, às 16 horas, uma boa parte do movimento associativo almadense homenageia Alexandre Castanheira, dando particular destaque à paixão poética, que sempre o acompanhou a vida inteira, como autor e como declamador.

A homenagem realiza-se no Salão de Festas da Incrível Almadense, a "casa" onde se iniciou nas culturas e no associativismo.

Por não me poder dividir em dois, não estarei lá no seu começo, mas espero conseguir passar por lá...

Acabei por escrever um poema em sua homenagem (que em princípio será declamado pelo meu amigo Francisco Gonçalves), que publico com a devida vénia, a uma das grandes figuras da cultura almadense, que nos deixou há um mês...

Alexandre

Alexandre é um nome inesquecível,
Que continua vivo e presente
Na história da nossa Incrível
E à qual ninguém fica indiferente

Cedo se encantou com o associativismo,
Os livros, o teatro eram a paixão
E ajudaram-no a descobrir o comunismo
A que se entregou de alma e coração.

Um dia foi obrigado a partir,
Vagueou de cidade em cidade
Porque sabia que era preciso resistir
E lutar todos os dias pela Liberdade

Num quase acidente da clandestinidade
Descobriu o amor, e logo em Paris,
A Capital das luzes e da fraternidade
Foi tão forte que o levou a abandonar o País

Felizmente aconteceu Abril
E o Alexandre voltou a Almada
A Terra dos seus sonhos mil
Que com o tempo ficara quase encantada

No meio de tanta alegria e amor
Voltou a ser o homem que sonhara
O Professor, o poeta e o escritor
Abril, felizmente, também o libertara
  
Luís [Alves] Milheiro

quarta-feira, março 14, 2018

A "(Na)Tureza" de Anabela Luís


É no sábado, às 16 horas, na Sede / Galeria da SCALA...

quarta-feira, fevereiro 28, 2018

domingo, fevereiro 18, 2018

A Poesia Pode (e deve) ser Festiva...

Ontem tive mais uma boa experiência de que a poesia pode ser festiva, através do exemplo da leitura colectiva do meu caderno de poemas, "Praça Miguel Bombarda".

Repeti a "fórmula" que já tinha usado em outras apresentações, com sucesso, fui distribuindo a leitura dos poemas pelos amigos presentes (quase sempre voluntárias...).

E o resultado foi um excelente ambiente de alegria e camaradagem, numa boa jornada de propaganda da poesia, com poemas que também puxavam a alegria para os olhares de todos os amigos presentes.

(E a exposição de fotografia também foi muito elogiada...)

(Fotografia de Clara Mestre)

sábado, fevereiro 17, 2018

"Os Loucos de Almada" (e os "Meninos de Cacilhas")...


Hoje é mais um dia de repetições nos meus blogues e de oferta de poemas. Sim, o "Casario", o "Largo", as "Viagens" e a Carroça" vão ter uma postagem quase igual, mas com um poema diferente, da "Praça Miguel Bombarda", o caderno que vou apresentar logo em Almada, rodeado de alguns amigos, que entre outras coisas, também gostam de poesia.

A acompanhar o meu poema colocarei uma fotografia minha da exposição, que será inaugurada antes da conversa com poemas.

os loucos de almada
  
não sei como descobriram
a praça miguel bombarda
sei apenas que vêm
quase em excursão
e com as moedas
que encontram à mão
atravessam o rio de cacilheiro
e fazem uma festança
que vale para o mês inteiro

além do bilhete da barca
Trazem também
vários poemas nos bolsos
são coisas más, assim-assim
e uma ou outra coisa boa
mas tudo o que ele querem
mesmo, mesmo
é brincar aos poetas com os loucos de lisboa

(Fotografia de Luís Eme - "Os Meninos de Cacilhas")

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Alexandre Castanheira (1928 - 2018)

Alexandre Castanheira deixou-nos há poucas horas, aos noventa anos de idade.

Escritor, poeta, professor, resistente e associativista, foi uma das grandes figuras da cultura almadense do século XX. 

Sei que a amizade não se agradece, mas também não se esconde. É por isso que digo que foi um prazer muito grande conviver (e aprender tantas coisas...) com este excelente companheiro e amigo das "ruas da cultura" da nossa Cidade de Abril.

Em sua homenagem vou deixar aqui um dos poemas que lhe dediquei:

O Outono do Adeus
  
As árvores despiam-se
As folhas despediam-se

Tu estavas diferente,
Já não conseguias
Enganar o coração.
Muita coisa mudara
Com e sem distanciação

A tua vida soprava ao vento,
Sonhos, poemas e ilusões

No fundo de ti
O Partido deixara de estar
Acima da família

A tua filha, a tua companheira
Simbolizavam, cada vez mais,
A tua Liberdade

Querias sair da clandestinidade
Querias ser cidadão
A tempo inteiro
Em qualquer cidade...


Nota: Escrevi este poema quando ele fez 85 anos, a pensar na sua partida para o exílio em Paris, depois de ter dedicado 15 anos da sua vida à luta antifascista, na clandestinidade, ao serviço do PCP e da Liberdade...

(Fotografia de Fernando Viana - da última vez que estivemos juntos, num evento cultural, o colóquio, "A Incrível na História da Resistência em Almada", realizado a 6 de Maio de 2017, no Salão de Festas da nossa Incrível... Como se percebe estamos todos a ouvi-lo, embevecidos, eu o Carlos e o Alfredo, tal como a plateia...)