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domingo, março 13, 2016

Homenagens Feitas no Tempo Certo

Se há coisa que me deixa feliz é descobrir aqui e ali, uma escola ou uma biblioteca a quem foi dado o nome de alguém que ainda está no "mundo dos vivos" e que se destacou como um cidadão de excepção.

Como já perceberam não me estou a referir aos vários autarcas que tiveram o desplante de colocar o seu nome em pavilhões, centros culturais e afins, durante os seus "reinados". 

Falo sim de pessoas completamente independentes dos credos políticos, que foram homenageadas simplesmente pelo contributo que deram à sociedade onde estamos inseridos, nas suas áreas de acção.

É por isso que fico muito feliz que no Concelho de Almada existam as Escolas Secundárias Daniel Sampaio e Francisco Simões. 

(Fotografia de Luís Eme)

sábado, abril 25, 2015

Em Almada há o Liberdade F. C.


Como acontece todos os anos, Abril reúne uma boa parte das Colectividades Almadenses, no centro de Almada, depois de um desfile onde se dão vivas ao 25 de Abril e escutam alguns discursos dos políticos da Terra.

Passei por lá, quase de fugida. Ainda tirei algumas fotografias. Esta talvez seja a mais simbólica, ao aproveitar a presença de atletas do Liberdade F. C. (fundado a 28 de Maio de 1920), sentados a assistir à festa deste dia especial...

quinta-feira, abril 23, 2015

Abril Aproxima-se, Mas...


Não sei porquê, mas este é o ano que estou mais a leste de Abril.

Acho que estou farto disto tudo. Da hipocrisia de sempre, especialmente de quem se sente mais "dono" de Abril que o resto do mundo (sim, estou a falar da esquerda que tem e está no poder, como acontece aqui em Almada...).

Muitos dos seus gritos estão carregados de falsas emoções, não escondem uma vida cheia de "ismos", a começar nesse mesmo, o oportunismo que cabe em todas as revoluções, aproveitado pelos "bem falantes", que sempre foram melhores a "caçar" votos que os verdadeiros democratas, empurrados para as filas de trás...

Tudo isto para dizer que não foi Abril que falhou, foram sim as pessoas, que têm e tiveram poder.

O óleo é de Nikias Skapinakis.

quinta-feira, abril 09, 2015

Tarde de Poesia com Orlando Laranjeiro


No sábado, dia 11 de Abril, às 16 horas, será inaugurada a exposição, "Era uma Vez um Associativista...", no Espaço Doces da Mimi (Almada), organizada pela SCALA.

Após a inauguração decorrerá a "Tarde de Poesia com Orlando Laranjeiro", um dos bons poetas de Almada, que consegue oferecer uma musicalidade muito própria às suas palavras bonitas.

Ofereço-vos um dos seus poemas, muito simbólico em relação aos dias de hoje...

“O Amigo”
                           
Esqueceste amigo!
Quando mais era preciso
Que te lembrasses
Esqueceste amigo!
Ou talvez não saibas
Que quando a dor
Nos abafa e deprime
Quando o peito estala
E nos oprime
Necessitamos por vezes
De uma simples palavra de conforto
Ou de um pequeno gesto a dizer-nos:
Estou contigo!
E é tão fácil amigo
E tão verdade
Quando dentro de nós
Mora de facto a amizade.
Mas se nada disto sentes
Se nada disto entendes
Ou achas que não mereço
Então…
É com mágoa que reconheço
E te digo
Que não és
Nem nunca foste
Meu amigo!                                                                                                              
Orlando Laranjeiro

segunda-feira, abril 06, 2015

Abril, Mês de Cravos e de Águas Mil


Depois de uns dias quase de Verão, o verdadeiro Abril, da sabedoria popular, apareceu lá fora, pintando o céu de negro e fazendo cair as suas águas mil...

Parece que ao sair de casa, tenho de levar chapéu e uma roupa menos leve...

É caso para dizer: Abril no seu esplendor.

sexta-feira, abril 03, 2015

Arte e Bom Gosto em Abril


Não vou falar da "falácia" da capa, da Agenda de Almada de Abril, em que depois do 25 de Abril, alguém escreveu que o povo é quem mais ordena. Antes fosse. Talvez estivesse mais gente importante atrás das grades...

Mas não é sobre isso que eu quero falar. Quero falar do design (Henrique Cayatte), da capa (José Monginho) e do departamento gráfico do Município, que fazem desta publicação ("Almada Agenda") muito mais que um objecto informativo.

E apesar de todos os revezes, mesmo em Terras que se dizem de Abril, é bom que não se esqueçamos de continuar a gritar, «25 de Abril, Sempre!»

quinta-feira, maio 22, 2014

Todos os Dias São Bons Para Recordar Romeu Correia e Maria Rosa Colaço


Nós portugueses temos problemas com a memória, ou seja, com a falta dela.

Gostamos sobretudo dos números redondos, centenários e essas coisas, para fazer festas.

É por isso que dizemos que é sempre bom quando se fala sobre dois escritores de Almada e de Abril, Romeu Correia e Maria Rosa Colaço.

Será já no próximo sábado, na Sala Pablo Neruda, do Fórum Romeu Correia, a partir das 14.30 horas.

domingo, maio 11, 2014

Cansado de Remar Contra a Maré


Há uma forte probabilidade de ontem ter sido o último colóquio cultural que organizámos em Almada.

Quando pensamos em organizar qualquer evento cultural, temos como principal objectivo, chegar às pessoas. Sem pretendermos descobrir a "pólvora", queremos sobretudo levantar questões, despertar atenções e aprender algo de novo (o que acontece quase sempre).

Sabemos que estamos a atravessar uns tempos difíceis, que cada vez falamos menos uns com os outros, mas temos de nos conseguir libertar desta teia. Não devemos ter medo de ter opinião, muito menos de pensar pela nossa cabeça.

O que é mais chato nestas organizações, é convidarmos pessoas interessantes, com um bom discurso  e boas ideias (como foram o caso do Eduardo Raposo e do Francisco Palma) e contarmos com a presença de pouco mais de uma dezena de pessoas na assistência...

quinta-feira, maio 08, 2014

Ainda os 40 Anos de Abril


Já não é apenas sensação, é muito mais que isso. Cada vez conversamos menos uns com os outros, parece que até temos medo de falar com quem nos rodeia...

Os tecnocratas que nos governam acham isso óptimo, pois estamos a deixar-lhes o caminho aberto para fazerem o que bem entendem, já que se limitam a fingir que escutam o nosso silêncio...

Felizmente nós na SCALA somos teimosos, é por isso que queremos dar uma volta pela Cultura desde 1974 até à actualidade, com um olhar atento e crítico.

E se ainda gosta de ouvir e de trocar ideias, apareça por Almada, no próximo sábado...

sexta-feira, abril 25, 2014

No Largo do Chiado, Quarenta anos Depois


Há quarenta anos tinha apenas onze anos e vivia nas Caldas da Rainha, uma Cidade pequeno-burguesa, muito pouco dada a revoluções - o 16 de Março de 1974 foi um episódio meramente militar -, ou seja, aparecer no Chiado e viver a intensidade e a alegria do dia 25 de Abril de 1974, acabou por ser uma impossibilidade, de duas maneiras.

Hoje fui um dos muitos milhares que apareceram no Largo do Carmo, a meio da manhã, porque acredito que ainda podemos mudar o rumo deste país, porque gosto dos Capitães de Abril e porque gosto ainda mais de Liberdade e Democracia.

quinta-feira, abril 24, 2014

Almada Cidade de Abril


Almada continua a ser uma Cidade de Abril.

Não tanto pelo poder, que apesar de ser de esquerda, tem os mesmos vícios e os mesmos tiques autocráticos de outras terras. Males de quem está no poder há quase quarenta anos... 

Almada é Cidade de Abril essencialmente pelos Almadenses, gente solidária que não tem medo de gritar: «Abril Sempre!»

quinta-feira, abril 17, 2014

Muito Tejo


Se há fotografia da minha exposição que se identifica com o "Casario do Ginjal" é "Muito Tejo", com um dos cais do Ginjal a caminho das ruínas, um cacilheiro no meio do rio e Lisboa como pano de fundo...

Falta só o quase poema que escrevi como complemento da imagem:

Muito Tejo

Esta podia ser
a barca do MUITO TEJO
que o poeta Ary popularizou
entre muitos poemas e canções
como as "Portas que Abril Abriu"
um hino de todas as revoluções...

segunda-feira, abril 14, 2014

Colóquio sobre os 40 Anos de Abril


Ontem assisti a um colóquio que teve a participação de três Capitães de Abril (Otelo Saraiva de Carvalho, Mário Tomé e João Andrade e Silva) e também de quatro alunos de escolas secundárias do Concelho (só fixei o nome da Inês...), moderado por Eduardo M. Raposo, no Auditório Lopes Graça, em Almada.

Como normalmente acontece nestes colóquios fala-se de muita coisa com bastante interesse. Gostei particularmente da intervenção lúcida de Otelo sobre a génese do Movimento das Forças Armadas mas também do PREC.

O mais curioso foi verificar que os três capitães, conotados com a esquerda e assumidamente contra o 25 de Novembro de 1975, nem sempre estiveram de acordo. 

Imagino o que aconteceria se estivesse presente alguém mais moderado e que pensasse que o 25 de Novembro foi a reposição da legalidade e da democracia no nosso país...

Noto que ainda continua a prevalecer a visão pessoal dos acontecimentos e não a colectiva (e alguma inveja...). Todos querem ficar na história, e ficarão, mas como um colectivo. Individualmente o destaque será dado a quem teve um papel mais proponderante, como foram os casos de Otelo e Salgueiro Maia.

sábado, abril 12, 2014

Janela da Liberdade


Hoje publico aqui a minha "Janela da Liberdade"...

Janela da Liberdade

Olho a JANELA DA LIBERDADE
sempre aberta de par em par
vejo o Tejo, a Ponte e a Cidade,
hoje que tenho todo o tempo do mundo
para sonhar...

sexta-feira, abril 11, 2014

"Os Cravos de Abril"


Amanhã é inaugurada a minha exposição de fotografia, "Cravos da Liberdade - fotografias com palavras", que é muito Abril e muito Liberdade, no Espaço Doces da Mimi (rua da Liberdade - tinha de ser - nº 20 A).

Vou mostrar aqui e no "Largo da Memória" algumas das minhas fotografias. Começo por "Os Cravos de Abril" e pelas suas palavras:

Sei que OS CRAVOS DE ABRIL
podem nascer em qualquer lugar
graças à luz e ao calor primaveril
que também se reflete no nosso olhar.

Sei que OS CRAVOS DE ABRIL
são as balas da nossa Revolução
que de tão pacíficas e certeiras
tocaram-nos em cheio no coração.

terça-feira, abril 30, 2013

Os Cantores de Intervenção e a Revolução em Almada


Se ainda não passou pela Oficina de Cultura de Almada, para ver a exposição "Os Cantores de Intervenção e a Revolução", organizada por Eduardo M. Raposo, onde se evoca o 25 de Abril de 1974, quando a canção era uma arma, não se esqueça, pois a exposição só pode ser visitada até ao próximo domingo, 5 de Maio.

Naturalmente o Zeca Afonso tem um destaque especial, nesta mostra que destaca as principais figuras e discos editados no calor da Revolução, não fosse ele o principal "mentor" de todos estes cantores que participaram activamente no chamado "Verão Quente". 

sexta-feira, novembro 23, 2012

Manifesto em Defesa da Cultura


Este governo ficará na história por muitas razões, uma delas é ser aquele que mais tem maltratado a Cultura e todos os continuam a defender e a acreditar nos valores culturais, como afirmação do nosso povo.

É por essa razão que apoio o Manifesto em Defesa da Cultura.

quarta-feira, abril 25, 2012

Abril não Pode ser Apenas uma Memória


Ao olhar este quadro de Jacques Damville, descobri vários traços do Abril que vivemos actualmente, cada vez  mais distante do sonho, da esperança, da democracia e do respeito pelas pessoas.

Este corpo semi-despido e usado, pode muito bem simbolizar o povo português, todos aqueles que são sacrificados devido à ambição cega, incompetência e desonestidade dos maus governantes, que nunca foram de Abril.

A lareira simboliza também o nosso conformismo. É mais fácil ficarmos à lareira a contar e a ouvir histórias, que a sair para a rua e a atirar pelas janelas todos os "migueis de vasconcelos" que estão a vender a pátria, quase a retalho...

quinta-feira, abril 21, 2011

Abril Sonhos Mil



O Poema de Abril


O poema de Abril
foi escrito de armas em riste
por militares capazes de tudo
para acabar com a balada
da cidade triste

O poema de Abril
começou com a indecisão
depois deram-se passos de gigante
no caminho da Revolução
pacífica e triunfante

O poema de Abril
não se perdeu no tempo
nem no esquecimento neo-liberal
nem tão pouco voou com o vento
porque é especial


Este poema faz parte do meu pequeno caderno de poemas, "Abril Sonhos Mil", escrito em 2004, no trigésimo aniversário da Revolução de Abril e é dedicado a todos os Capitães de Abril, nem sempre compreendidos nem respeitados. E é a eles que devemos a Liberdade.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Ignorância, ou Outra Coisa Qualquer...

O Projecto Farol tornou público um inquérito sobre a Realidade Portuguesa, que demonstra várias coisas. A primeira e mais simplista, ignorância. Ignorância de quem perguntou e de quem respondeu.

Digo isto pelos 46% de pessoas que disseram que hoje se vive pior (e até muito pior) que antes de Abril de 1974.

Basta pensarmos nas condições de vida da população de então (a oferta no campo da saúde, educação, habitação, saneamento, água, luz, etc) para percebermos a "memória curta" da gente escolhida (bem escolhida, diga-se...) para responder ao inquérito.

Talvez o Eduardo tenha razão, há sempre a possibilidade das mil e duas pessoas ouvidas serem da Quinta da Marinha e de outros lugares, "passadistas"...

Quem nasceu depois de Abril, pode esclarecer o assunto com os pais e avós, perguntando-lhes como se vivia em 1973, 1974, sem ser necessário recuar mais tempo...