O Sol brilhava lá fora, tornando o Ginjal ainda mais belo, ao mesmo tempo que as águas tranquilas do Tejo davam um abraço amorável à Primavera.
O primeiro que apareceu foi o "Poeta Militante". Estava distante quando ele me tocou com suavidade no ombro. Olhei-o e recebi o seu sorriso quase de menino, que se escondia na sua cabeleira branca farta. Sentou-se e falou-me do rio, dos passeios que deu, apenas com a companhia das palavras que o Tejo lhe sussurrava. Pouco tempo depois fomos interrompidos pela Sophia, tão serena e luminosa, agradada por o dia estar quase perfeito, por o céu estar tão azul, acompanhado por uma mão cheia de nuvens de algodão.
Minutos depois reparámos no homem fino, do chapéu e dos óculos redondos, que estava encostado ao balcão, a saborear um moscatel da cidade do Sado. Tímido, como sempre, não sabia o que fazer para se juntar ao trio que estava sentado na melhor mesa do restaurante...
Sem combinarmos, acenámos os três em simultâneo, para que ele se chegasse a nós e nos fizesse companhia...
Ele veio, tal como as palavras, com a beleza que só os grandes e simples, conseguem transmitir.
Eu limitei-me a escutar aquelas vozes diferentes, que vinham do Tejo...
Que vontade de partilhar essa mesa, Luis.
ResponderEliminarBeijinhos
Que beleza de prosa, Luís...
ResponderEliminarE que sortudo és!!!
Beijinho.
Sem poemas que bela homenagem prestaste aos nossos poetas e à nossa poesia!
ResponderEliminarE não posso deixar de te agradecer a foto.
Ver o Tejo, logo de manhã, é um privilégio...
Abraço
Fiquei uns minutinhos a olhar para o Tejo. Muitas vezes o atravessei. Há alguns anos. Hoje há o comboio...E agora senti saudades... É que eu vivo tão longe dele... Mas tenho outras águas a banharem a minha costa! : )
ResponderEliminarbora, o Ginjal espera-te, Cris...
ResponderEliminartem dias, Maria...
ResponderEliminaré... é ver logo um mar sem ondas, Rosa...
ResponderEliminaro Tejo continua quase igual, Catarina...
ResponderEliminarmas agora tens as tuas águas...