segunda-feira, dezembro 01, 2008

Olhares Sobre o Tejo...

Com a polémica dos contentores na frente ribeirinha, em Alcântara, percebi que nem todos os olhares que se debruçam para o Tejo, refletem sentimentos de serenidade, amor ou alegria.

Além do sentimento de indiferença - há quem atravesse o rio, como se estivesse numa auto-estrada, apenas preocupado com os dez minutos que demora a travessia -, também há alguma desconfiança. Há quem nunca tenha achado muita piada a rios largos e a mares, muito menos a ondas eriçadas pelo vento, que fazem os cacilheiros dançar um pouco.
Para estes passageiros o Outono e o Inverno são um suplício, principalmente quando está mau tempo no canal...
É por isso que mal o cacilheiro parte, lançam o olhar num jornal ou num livro e só olham para a Margem, quando já estão a atracar no cais...

14 comentários:

  1. o hábito constroi a indiferença?!...

    talvez.

    a mim não.

    obrigado por me dares a mão até aqui.

    e mais um beijo Luís.

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  2. Eu amo o mar, mas tenho medo de ondas balançando uma embarcação. ;)
    Mas acho que já te contei que esse tipo de embarcação de que usualmente falas, traz-me sempre boas lembranças da infância, quando em passeios na companhia do meu pai, achava que estava indo para outro país.
    Acho impossível ficar indiferente ao mar ou a um rio durante uma travessia.

    Beijinhos, Luís

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  3. Para atravessar o rio, só uns auscultadores com música baixinho...
    Mas também eu não o atravesso todos os dias.
    Para quem o faz, o rio deve ter-se transformado já numa rotina a que não se liga.
    Daí, aproveitar-se o tempo para passar os olhos pelo jornal...

    Abraço

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  4. O rio é sempre diferente...
    Mas acredito que a rotina até faça esquecer o que é tão belo...

    Beijinho, Luís

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  5. muitas vezes, Maré...

    o cansaço diário rouba a poesia do quotidiano, mesmo a do Tejo...

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  6. parece ser difícil, mas não é, para os milhares que o atravessam diariamente, Cris...

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  7. sim, uma rotina diária, chata quando há "mau tempo no canal", Ana...

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  8. pois faz, por isso é que é rotina, Maria...

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  9. Lindo voltar aqui, entre duas respirações...

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  10. olha a menina com nome (desconhecido)...

    espero que o sol apareça em Berlim.

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  11. Quem atravessa o rio, cansada de um dia de trabalho, quer é chegar a casa. Nem dá pelo rio. Então de Inverno é quase sempre assim, Luís.

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  12. sim, é de noite, que se regressa a casa, no Inverno, Alice...

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  13. É a vida, Luís - que também faz baixar os olhos à beleza. É a vida!

    Beijinhos

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  14. é a vidinha, como dizia o O'Neill, Lúcia...

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