sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Olá Justiça!

Pode parecer uma piada, mas não é...
A justiça portuguesa, é sim, uma coisa que nos vai envergonhando, a cada dia que passa, em que somos forçados a acreditar (através dos exemplos quase diários de arquivamento de processos...), que só existe para alguns, em completo desiquilibrio e desrespeito pelas regras elementares de qualquer Sociedade.
Ontem foi dia de uma blogagem colectiva, com um grito de "Não à Pedofília".
Por achar que dias não são dias, deixo aqui o repto, para não deixarmos silenciar o "Caso Casa Pia", em que toda a intoxicação posta em prática, um pouco por todo o lado (inclusive na blogosfera) pode mesmo fazer parir um rato, deixando os Ritos, os Cruzes, os Abrantes, os Bibis, os Marçais, os Pedrosos, e tantos outros seres disfarçados de humanos que conseguiram "apagar" os nomes do processo e que continuam a atacar pobres inocentes, na sombra (com mais cuidado, claro), para satisfazer as suas taras doentias...
Claro que é mais fácil chamar populista ao bastonário dos advogados e dizer: «prove!» A palavra chave desta nossa Justiça!
Só que, quando se tem poder para comprar testemunhas, advogados, polícias, juizes, jornalistas, etc, não há prova que resista...
O desenho é de Pedro Palma.

20 comentários:

  1. Justiça vs Ineficácia.
    Um caso sem solução à vista.


    Um abraço e bom fim-de-semana Luís*

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  2. Jus quê?
    Falta algo para que o termo e a acção se completem.

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  3. Todo este processo da Casa Pia começou muito mal...

    Vai tudo dar em nada...

    Quando vejo na TV a tentativa de branqueamento de determinadas pessoas, dá-me uma revolta que nem imaginas....

    Pobres miúdos...Ainda acabam culpados!!!

    Bom fim-de-semana.

    Beijitos

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  4. Tudo o que estiver ao meu alcance será feito....

    Abraço, Luís

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  5. Tencionava postar também sobre este tema mas não consegui escrever nada que merecesse a pena ser lido.
    Há temas difíceis por serem tão sensíveis e este é decididamente um deles.
    Vou lendo tudo o que foi escrito, colocando-me incondicionalmente do lado das vítimas.

    Abraço

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  6. Luís: sobre este assunto, teria muito a dizer, mas, para já, apenas deixo aqui a minha concordância (na generalidade) com o que afirmas.

    Quanto ao comentário que deixste no meu blogue, agradeço, porque asim deste-me a deixa que precisava para acrescentar (e, espero eu, esclarecer) mais algumas coisas.

    Agora, acredita ou não. Mas eu quando faço afirmações daquelas, faço-o sempre com fundamento, e podendo provar o que digo, com recurso a fontes documentais.

    Que isso possa incomodar alguns, problema deles.

    Que usem isso contra mim... também é problema deles, porque a coisa vai ter um efeito de "boomerang".
    E, no final, quem fica a ganhar sou eu.

    Queres apostar?

    Cumprimentos

    António Vitorino

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  7. Concordo, Luís. Como parte da sociedade me sinto marginalizada pela falta de conclusão nesse caso, que é fato incompreensível, devido à imensa repercussão que o mesmo teve na mídia logo no início. Cheguei a pensar que parecia uma "caça às bruxas", uma quantidade imensa de pessoas sendo presas (umas culpadas, outras não) em função do sistema jurídico que existe em Portugal e agora, isso.
    Acho que todos nós acabamos por nos sentir impotentes e isso é muito ruim para o nosso futuro.

    Ah, deixei-te um prêmio lá no Nuvens, sei que és meio avesso à correntes, por isso, não esquentes...rsrs

    Abraços

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  8. E tu sabes o q eu penso sobre isto.

    __mas confesso tb que sinto uma certa tristeza chamada impotência, de me aperceber que as coisas estão a tentar ser branqueadas sob os nossos olhos e que, mais do que os factos, o que conta é a astúcia da Defesa. Sei q as peças processuais como a Acusação não valeme em face do julgamento e da prova que aí se conseguir fazer, mas
    ___aqueles factos descritos na Acusação ao P.P. (e facultada pelo Antº Caldeira) são por demais fortes...!

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  9. E parece que o tal novo código não veio facilitar as coisas, Maria P...

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  10. Tens razão, logo à partida houve selecção de pedófilos, Anoris...

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  11. Tenho a certeza que eras capaz de escrever algo sobre isto, Sininho, embora te perturbasse...

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  12. É um assunto delicado, Vitorino.

    Em relação ao resto, vai-te a eles...

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  13. É uma pena, mas vai ser esse o desfecho, Cris...

    Pobres vitimas...

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