sexta-feira, novembro 16, 2007

A Desumanização no Seu Melhor

Já falei várias vezes das obras do Metro e dos incómodos que provoca aos almadenses que residem, ou têm de circular, no chamado coração da cidade.
Hoje vi uma senhora de idade a cair no chão, vitima de um obstáculo pouco natural. Os trabalhadores de colete amarelo, que estavam próximos, nem sequer esboçaram uma tentativa de ver se a mulher estava bem, foram os transeuntes que passavam, que se aproximaram e a ajudaram a levantar. Felizmente, não foi nada de muito cuidado. Houve outra senhora mais exaltada que chamou «selvagens» aos operários, que também não lhe deram qualquer resposta...
O que me irrita nisto tudo, é o facto de os pontos mais críticos (mais esburacados e com mais obstáculos, inclusive na forma de atravessar as ruas, de um lado para o outro) continuarem a ser próximos de escolas, da Secundária Cacilhas - Tejo (onde a senhora caiu), e da Básica nº 1 de Almada.
Provavelmente vai ser assim até ao fim...
Calculo que o Município não seja ouvido nem achado na forma como se têm processado as obras, mas poderia, no minímo, registar muitos dos percalços que têm acontecido e tentar minimizá-los junto da construtora.
A população agradecia...

12 comentários:

  1. O que têm em comum estrelas de Hollywood e os vereadores da margem sul ? Ver no a-sul a resposta ;)

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  2. Casario do Ginjal

    Este post é profundamente injusto para a CMA,não sei se tem assistido às dezenas de fóruns, que o municipio tem realizado sobre as obras do metro,porque nessas dezenas de fóruns sempre foram denunciados os maus acompanhamentos dos responsáveis das obras e sempre foram claros os pedidos da autarquia a que os munincepes denunciem as situações gravosas com que se deparem.

    Portanto julgo que este post só
    pode ter duas razões,ou desconhecimento ou má fé.

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  3. Este "post" não é injusto para o Municipio nem revela desconhecimento ou má fé.

    Revela apenas um facto, que aconteceu hoje.

    Por o Municipio ter conhecimento destes problemas é que já devia ter feito alguma coisa, pelo menos no que respeita às passagens para peões, colocadas em lugares que não lembram a ninguém e que colocam as pessoas em risco. E não estou a falar de utentes de cadeiras de rodas ou carros de bebé, cuja circulação é praticamente impossível e não tem sido acautelada ao longo das obras.

    Se há alguém que revela desconhecimento é o senhor "almada", mas venha até à praça Gil Vicente e veja com os seus próprios olhos, o que se passa.

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  4. Logo que possa, já passo pela "A - Sul"...

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  5. A CMA tem fiscais para a obra. Se não andam no terreno ou andam e não querem ver o que os cidadãos vêem, então já outro galo canta...

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  6. Luis como o comprendo com este post. Já torçi várias vezes os pés nestas belíssimas obras, mas como ainda sou novo, consigo ainda me desenrrascar bem.
    Agora percebo porque o ministro chamou da deserto à nossa margem...é porque ele sabia que, com estas obras, só de jipe é que se iria transitar em condições na nossa Almada...

    Luis já agora levanto a lebre...
    Porque será que na Avenida 25 de Abril existem trechos de calçada, que ainda não está terminada? Porque ainda não está a calçada pronta, pois pelo que pareçe, só falta mesmo a calçada?

    Todos os dias penso nas pessoas que têm que ir à Segurança Social, que já têm muita dificuldade em se locomover e que ainda têm que andar a fazer "malabarismos" para conseguir atravessar o passeio?

    Interessante não é?

    Já agora fiscais, onde? Nestas obras ainda não vi nenhum. Aliás eu ainda não vi nenhuma placa de obra...
    Assim sendo que dono de obra é a própria fiscalização?
    Será que é legal essa situação?

    Abraço Luis e desculpe o devaneio no seu blog...

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  7. Os tais homens do colete verde deveriam ser sensíveis a estes casos.
    Mas não são, ao que parece.
    Aqui, a culpa não é da Câmara. É evidente.
    Mas, a fiscalização municipal, imprescindível para observar a forma como decorrem as obras, parece inexistente.

    Uma coisa temos que dizer, em abono da autarquia: por vontade dos responsáveis directos pela execução da obra, os buracos estavam em todo o lado, com situações de maior risco do que as que se verificam.

    O seu a seu dono.
    A responsabilidade a quem a tem.
    Não basta fazer. Tem que se fazer bem.

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  8. Finalmente vi, no sábada passado, as "famosas" obras do Metro. Que, tanto quanto já li por aqui, se arrastam e arrastam e arrastam.
    Também eu acho que não é nada agradável (para não dizer outra coisa) morar ou ter que circular na zona da Escola Cacilhas - Tejo, e o que me pareceu do que vi é que as obras se vão arrastar por muito mais tempo.
    De quem é a culpa, não sei. Mas que é um assunto que merece discussão e tomada de medidas para minorar aqueles acessos, também é verdade...

    Um abraço

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  9. Essa é que é a grande verdade, "Em Almada".

    E anda tudo maluco. Antes de ontem alcatroaram um pedaço de terreno em frente da Escola Cacilhas - Tejo, para alterarem o trajecto dos veículos, para o arrancarem no dia seguinte...

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  10. Nós que passamos diariamente pelo "coração" das obras, é que sentimos na pele, as asneiras que se vão fazendo diariamente, "Blackbird".

    O resto é paisagem, infelizmente.

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  11. Repórter,

    A culpa da Câmara é só no sentido de não obrigar a construtora a proteger os cidadãos de Almada, minimamente.

    Mas parece que há quem não goste que manifestemos o nosso desagrado. Azar o deles...

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  12. O grave nisto tudo, é que desde o inicio das obras, que o construtor nunca se preocupou com os almadenses. Sempre fez as alterações que mais lhe deram jeito para a realização das obras, sem pensar nas pessoas, Maria.

    E era aí que o Municipio devia ter uma palavra a dizer.

    De que serve fazer fóruns de participação, se na prática, não são asseguradas as condições minimas de circulação aos habitantes da cidade?

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