terça-feira, setembro 11, 2007

Não Há Duas Sem Três...

Cacilhas sempre foi uma freguesia sem grandes espaços para acolher a cultura, nas suas várias áreas de intervenção.
Se excluirmos a "Casa de Juventude", que como o seu próprio nome indica, está direccionada para um público mais jovem e não para a população cacilhense em geral, não existe mais nenhum espaço público ou privado, ao serviço dos amantes das artes e letras.
Foi graças a toda esta "pobreza" que o "Café com Letras" vingou e tornou-se num espaço aberto a muitas culturas, onde a fotografia, as artes plásticas conviveram sempre muito bem com as palavras ditas, que tiveram o seu ponto alto com a "Poesia Vadia".
Claro que o café era uma casa comercial, e depressa se percebeu que a cultura está longe de ser a "galinha dos ovos de ouro"...
A Guida acabou por trespassar o café à Lane e ao Manuel, que embora tenham mudado o nome (passou a chamar-se "Sabor e Arte") tentaram manter as suas características especiais.
Só que as dificuldades económicas, que se reflectem no país e no concelho, colocaram, mais uma vez a "cultura" de café pelo caminho...
A sabedoria popular diz que não há duas sem três, pelo que ficamos à espera que apareça alguém com coragem, vontade e sorte, para continuar a fazer deste espaço, um pequeno centro de cultura local, bem sucedido...

13 comentários:

  1. É muito complicado gerir qualquer coisa, quando não há meios para o fazer.
    Primeiro a Guida. Queria vender "bicas", cervejas e correlativos e, na minha opinião, olhava para a cultura como algo de estranho que "tinha que aguentar a ver se dava".
    Não seu. Porquê? Não sei, mas não será difícil chegar lá.

    O trespasse era inevitável.
    À Lane e ao Manuel era pedido o quase impossível. Excelente o nome escolhido, com "direito" a levar a coisa até ao "saborear-te". Apelativo.

    Mas na cultura ninguém pega. Ou dificilmente o fazem, os bem intencionados que não se importam de investir uns euros à espera de que a médio, longo ou sabe-se lá a que prazo.

    E pronto, lá vai mais um ponto de encontro, levando Cacilhas ao "zero abaixo de zero".

    Esperemos que, como diz o Luís, apareçeça alguém verdadeiramente interessado e realmente disponível.
    É possível juntar o útil ao agradável.
    Fica a expectativa e o desafio.

    Café com Letras, Sabor & Arte ou outro nome qualquer, servem.
    O importante é não deixar o espaço em negro.

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  2. Olá Luís!

    É triste! Mais uma casa de cultura fechada em Cacilhas, para mal dos poetas, vadios e também dos outros.

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  3. Esperemos mesmo que não haja duas sem três!
    Abraço

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  4. Sabes, Luís, a cultura não enriquece...

    Só agora reparei....gosto da "Quinta da Alegria".
    :)

    Beijitos

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  5. Sabes que gostava de ter um espaço assim, seria a real Casa de Maio para receber os amigos.

    Um bom dia.

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  6. A cultura pode ser sempre uma mais valia, porque pode trazer novos clientes.

    É preciso ter espírito de comerciante e também uma visão mais alargada do mundo, para fazer daquele espaço, uma mais valia para a Freguesia.

    Mas é difícil, porque também tem de haver estomago para lidar com todo o tipo de gente, Repórter...

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  7. Mais triste será se os poetas não tiverem capacidade para arranjar alternativas, Alice...

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  8. Não sei, Rosa.

    A crise continua aí... parece que a renda era elevada, foi por isso que os novos proprietários tiveram de desistir do projecto...

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  9. Pois não...

    Ana, a Quinta da Alegria é a zona onde moro. Resolvi separar os blogues por topónimos de Almada, quase todos antigos...

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  10. Eu também gostava... Maria.

    Mas é uma coisa que exige muito trabalho e entrega...

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  11. É pena!

    Mas valeu a iniciativa enquanto durou.

    Parabéns pelo empenho, pelo engenho e pela arte.

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  12. Valeu sim senhor, "Ponto Verde".

    Fizeram-se coisas giras e importantes a novel cultural.

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  13. Actualmente, na área comercial só ganham os proprietários, aas rendas são insuportavelmente caras!

    Apesar de só ter ido ao café com Letras 2 ou 3 vezes julgo que pecava por algum amadorismo no tocante ao serviço de café (que era o negócio principal e a principal fonte de receitas) e por outro lado sentia-se demasiado uma cultura de esquerda, que apesar de ser uma constante em Almada não deixa de partir, em vez de unir.

    No comércio não há partidos nem clubes de futebol, e na minha loja acho todos os políticos maus e só torço pela selecção!

    De qualquer modo, é uma pena que o espaço não tenha vingado. Fazem falta sítios como esse.

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