
O poeta continua a viagem
Pelo cais dos sonhos...
Mesmo sem a luz do Farol,
Sem a frescura da água
Das bicas do Chafariz,
Não desiste de sonhar...
Percorre o Ginjal
De mão dada com a serenidade
Deixa-se empurrar pelo vento
Naquele carreiro da liberdade
Apesar das paredes cinzentas
Marcadas pelo abandono
Acredita num futuro azul
Inspirado na beleza do Tejo
E no encanto das suas margens
O poeta continua a viagem
Pelo cais dos sonhos...
E promete,
Nunca desistir de sonhar...
(poema de Luís Alves Milheiro, Óleo de Alfredo Keil)
Mal de nós, se um dia desistimos de sonhar...
ResponderEliminarO Tejo dá sempre uma boa ajuda, não sei se é a aragem fresca e salgada, se é a calma das suas margens...
Cinco coroas pelo poema.
Adorei essa do cais dos sonhos. E tal como diz a Serena, «mal de nós se um dia desistirmos de sonhar». E então eu, que ainda acredito que o sonho comanda a vida. Parabéns Luís, por nos ofereceres este lindo poema.
ResponderEliminarMinda, não fazes qualquer referência ao facto, mas este poema foi "encomendado" por ti... para "Fazer Melhor Por Cacilhas".
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